Where is the fear of God? 1/1
Onde está o Temor a Deus? 1/1
Olá a todos,
Quando eu era criança vivíamos no campo, com uma quinta de cavalos a fazer fronteira com a parte de trás da nossa propriedade. Tínhamos cerca de 1 hectare, com um pequeno riacho e algumas árvores de fruto na colina do outro lado do riacho. Tínhamos um baloiço e uma caixa de areia mesmo à saída da porta das traseiras que o meu pai tinha construído para nós, os quatro filhos. A quinta de cavalos ao lado tinha um gato que frequentemente vagueava para a nossa propriedade e usava a nossa caixa de areia como uma enorme caixa de areia para gatos. O meu pai detestava aquele gato porque estávamos sempre a ter de limpar a caixa de areia antes de podermos brincar nela.
Uma tarde eu estava a brincar na caixa de areia quando o meu pai saiu pela porta das traseiras com uma espingarda na mão. Eu nem sequer sabia que havia uma arma em casa. Sem hesitar, voltou a praguejar contra o gato, apontou enquanto ele caminhava ao longo da nossa vedação traseira, a cerca de 100 metros de distância, e com um único tiro matou-o. Naquele momento tive medo do meu pai. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos na altura, e sentir medo do meu pai foi uma emoção nova para mim. Eu conhecia-o como aquele com quem o cão e eu lutávamos a brincar, aquele que me cortava o cabelo na cave, aquele que me ensinou a apertar a mão e a engraxar os sapatos — eu não o conhecia como um homem com uma arma que mataria um gato! Aquilo foi uma revelação.
Quando tivemos cavalos
Eu ensinei os meus filhos a não pensarem nos seus cavalos como se fossem animais de estimação gigantes. Disse-lhes que podiam amar o seu cavalo e pensar que o cavalo os amava, mas que nunca se esquecessem de que são animais de 450kg. Amem-nos, mas nunca se esqueçam do seu poder.
Em Números 16:9, quando Coré e os seus companheiros — que eram sacerdotes levitas — se rebelaram contra a liderança de Moisés e Aarão, Moisés perguntou-lhes: “Não é coisa pequena para vocês que o Deus de Israel os tenha separado do restante da comunidade de Israel para aproximá-los de si, para realizarem o trabalho do tabernáculo do Senhor e para estarem diante da comunidade e ministrarem a ela?”. Em Jeremias 23:32 o Senhor diz acerca dos falsos profetas: “Eles desviam o meu povo com as suas mentiras e com a sua arrogante leviandade.” A palavra “leviandade” é pachazuth, que significa frivolidade, extravagância, leveza, atitude casual.
O fio comum nestes exemplos que dei é a falta de uma revelação: eu — de que o meu pai podia matar; os meus filhos — de que os seus cavalos eram poderosos; Coré — de que eram responsáveis diante de Deus. O Senhor revelou-se a Israel através das pragas do Egipto e dos milagres no deserto — porque uma revelação do Seu poder deveria colocar o temor de Deus nas pessoas. Hoje, a revelação do Seu poder — a expressão mais elevada e mais poderosa desse poder — foi quando Ele ressuscitou Jesus dentre os mortos. Com isso, devemos ver, conhecer, compreender e deixar que se enraíze no nosso ser: o Seu poder revelado quando Ele nos salvou. Salvou-nos do inferno, da prisão, do pecado — seja do que for — salvou-nos através da manifestação do Seu poderoso poder quando ressuscitou Jesus dentre os mortos, o que acabou por nos levar a nascer de novo no nosso espírito. Quando pensamos nesse poder nas nossas vidas, que nos transformou de forma tão dramática, o temor de Deus é a resposta natural. Aviva isso de vez em quando! Vive nisso! Vive no assombro daquilo que Ele fez em nós, por nós e connosco! Quando compreendemos isso, então começamos o caminho da aprendizagem.
A abordagem casual às coisas de Deus em muitas igrejas e na internet hoje em dia, reflete-se na frequência de “palavras” ou profecias que profetas ou outros ministros dizem vir de Deus. Reflete-se na corrupção e na imoralidade que tantas vezes são encontradas na vida de pastores e ministros. Reflete-se também na familiaridade casual daqueles que chamam ao Deus Todo-Poderoso, o Pai, de “papá”, por causa de um mal-entendido do uso da palavra abba no primeiro século. Esta falta de temor de Deus corta a revelação para o ensino, a revelação na adoração e a revelação para uma vida santa.
Não estou a falar de ter medo do Pai ou do Senhor apenas porque pecamos aqui e ali, ou mesmo se alguém luta com algo habitual. Não. Estou a falar de uma abordagem casual às coisas de Deus dentro da cultura cristã. Muitas igrejas-auditório trocaram o fluir pelo espetáculo, a presença manifesta (a unção) de Deus pela emoção, e o ir profundo no Espírito na adoração por fumo e lasers.
Há algumas décadas, instalou-se a ideia de que as igrejas não deveriam desafiar as pessoas num culto e que deveriam ter o melhor e o mais elevado em tudo para atrair pessoas a Cristo. Uma igreja levantava milhões para mármore italiano verdadeiro no átrio ou um milhão ou mais para o melhor sistema de som, enquanto muitos da congregação não conseguiam pagar a renda. As prioridades mudaram: de cuidar da verdadeira igreja (as pessoas) para cuidar do edifício chamado igreja. A aparência tornou-se o mais importante. Em nome de ser relevante, os apelos ao altar, o temor de Deus e a pregação de verdades absolutas terminaram. As coisas de Deus tornaram-se um sistema, uma fórmula, uma apresentação profissional programada.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”
Isto vem de Salmo 46:10 e responde à pergunta: “Como posso obter uma revelação do temor de Deus?”
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus! Aquieta-te e pensa de que Ele te salvou. Aquieta-te e medita onde estarias sem Ele. Assombro, temor e adoração são a resposta natural a esse nível de revelação pessoal. É nesse silêncio que contemplamos, que procuramos, que desviamos a atenção para baixo, para o nosso espírito, onde Ele Se revela. Um rabino disse: o silêncio é a oração mais poderosa. O rabino Shimon, filho de Gamliel, disse: “Todos os dias da minha vida cresci entre os sábios, e nada encontrei melhor do que o silêncio.” Muitos rabinos escrevem que o silêncio é a principal forma de se ligar a Deus.
O silêncio não é apenas a ausência de som; é um estado de ser.
Um estado de quietude do ser inteiro, de chegar ao fim de si mesmo para se sentar, estar de pé ou trabalhar na Sua presença. Quando uma pessoa está em silêncio no seu ser, pode trabalhar, pode sentar-se — é um estado de ser, não a ausência de som.
Os sacerdotes antigos não falavam absolutamente nada quando realizavam sacrifícios no templo — o coro falava, o povo falava — mas os sacerdotes, quando ofereciam sacrifícios a Deus, não falavam absolutamente nada. Eles estavam num estado de comunhão intima com o Senhor através do silêncio — atentos, reflexivos — mas ao mesmo tempo a fazer ativamente o seu trabalho. É uma condição de humilhar-se diante de Deus, silêncio na Sua presença, tanto no assombro como no respeito reverente pelo Todo-Poderoso.
Alguns podem chamar-lhe meditação, ou colocar a mente em neutro, o que permite reflexão, pensamentos interiores, pensamentos voltados para o espírito do homem. Em 1 Samuel 1:10-13 Ana orou silenciosamente por um filho, que prometeu dedicar ao Senhor. Eli, o sacerdote, viu os seus lábios moverem-se ligeiramente, mas não ouviu som nenhum. Deus ouviu a sua oração. Em Génesis 21:15-17 Agar e o adolescente Ismael são enviados para o deserto. Quando a água acaba, ela coloca o rapaz debaixo de um arbusto e afasta-se, dizendo a si mesma que não consegue suportar ver o filho morrer. Mas no versículo 17 o Senhor diz-lhe duas vezes: “ouvi a voz do menino”.
Foi naquele silêncio de quase morte para o jovem Ismael que o Senhor o ouviu. Foi na oração silenciosa de Ana que o Senhor a ouviu. Está escrito na Torá que quando Sara riu na presença do Senhor, quando Ele lhe disse que teria um filho, em Génesis 18:12-13, ela riu silenciosamente para si mesma — mas o Senhor ouviu-a.
Descobri que, na maioria das vezes, quando estou no Espírito e o Senhor vem visitar-me, é quando estou em silêncio que Ele vem. Vejo-O nas nossas conferências com bastante frequência enquanto estamos em adoração. Já O vi em reuniões de igreja em casa, muitas vezes durante a adoração. Mas, na maioria das vezes, os meus momentos mais privados com Ele — que nunca partilho com ninguém — acontecem quando estou em silêncio.
Paulo escreveu em 1 Coríntios 14:10 que há muitos tipos de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significado. Considera desligar essas vozes, incluindo a tua própria. Sim, pára de falar. Antigamente, no ramo Breslov do judaísmo hassídico, praticava-se o silêncio enquanto caminhavam pelos campos. Existe também um taanit dibbur, que significa “jejum de palavras”. Fazemos jejum de comida, jejum de televisão, jejum de doces. Considera fazer jejum de palavras por algum tempo. No judaísmo, a oração mais profunda e privada chama-se tefillah be-lachash, ou “oração silenciosa”, baseada na oração silenciosa do coração de Ana em 1 Samuel 1.
Considera o silêncio para ganhar ou recuperar o temor do Senhor. Não o vais encontrar na igreja. E… quando a mente divagar, trá-la de volta para se concentrar no Senhor. Tenho descoberto que o Senhor é um perfeito cavalheiro, no sentido em que não fala enquanto eu estou a falar. Uso isto quando imponho as mãos sobre alguém para orar. Digo-lhes para ficarem em silêncio — sem orar, sem orar em línguas — silêncio. Porque enquanto estiverem a falar, Ele não falará. Eu não começo a orar por eles até ficarem em silêncio. Então Ele pode fluir para dentro deles e neles.
E termino assim esta lição de “Pensamento da semana” sobre o temor de Deus, para continuar na próxima com um tema relacionado: Porquê o deserto?
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e pode escrever-me para [email protected].
Onde está o Temor a Deus? 1/1
Olá a todos,
Quando eu era criança vivíamos no campo, com uma quinta de cavalos a fazer fronteira com a parte de trás da nossa propriedade. Tínhamos cerca de 1 hectare, com um pequeno riacho e algumas árvores de fruto na colina do outro lado do riacho. Tínhamos um baloiço e uma caixa de areia mesmo à saída da porta das traseiras que o meu pai tinha construído para nós, os quatro filhos. A quinta de cavalos ao lado tinha um gato que frequentemente vagueava para a nossa propriedade e usava a nossa caixa de areia como uma enorme caixa de areia para gatos. O meu pai detestava aquele gato porque estávamos sempre a ter de limpar a caixa de areia antes de podermos brincar nela.
Uma tarde eu estava a brincar na caixa de areia quando o meu pai saiu pela porta das traseiras com uma espingarda na mão. Eu nem sequer sabia que havia uma arma em casa. Sem hesitar, voltou a praguejar contra o gato, apontou enquanto ele caminhava ao longo da nossa vedação traseira, a cerca de 100 metros de distância, e com um único tiro matou-o. Naquele momento tive medo do meu pai. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos na altura, e sentir medo do meu pai foi uma emoção nova para mim. Eu conhecia-o como aquele com quem o cão e eu lutávamos a brincar, aquele que me cortava o cabelo na cave, aquele que me ensinou a apertar a mão e a engraxar os sapatos — eu não o conhecia como um homem com uma arma que mataria um gato! Aquilo foi uma revelação.
Quando tivemos cavalos
Eu ensinei os meus filhos a não pensarem nos seus cavalos como se fossem animais de estimação gigantes. Disse-lhes que podiam amar o seu cavalo e pensar que o cavalo os amava, mas que nunca se esquecessem de que são animais de 450kg. Amem-nos, mas nunca se esqueçam do seu poder.
Em Números 16:9, quando Coré e os seus companheiros — que eram sacerdotes levitas — se rebelaram contra a liderança de Moisés e Aarão, Moisés perguntou-lhes: “Não é coisa pequena para vocês que o Deus de Israel os tenha separado do restante da comunidade de Israel para aproximá-los de si, para realizarem o trabalho do tabernáculo do Senhor e para estarem diante da comunidade e ministrarem a ela?”. Em Jeremias 23:32 o Senhor diz acerca dos falsos profetas: “Eles desviam o meu povo com as suas mentiras e com a sua arrogante leviandade.” A palavra “leviandade” é pachazuth, que significa frivolidade, extravagância, leveza, atitude casual.
O fio comum nestes exemplos que dei é a falta de uma revelação: eu — de que o meu pai podia matar; os meus filhos — de que os seus cavalos eram poderosos; Coré — de que eram responsáveis diante de Deus. O Senhor revelou-se a Israel através das pragas do Egipto e dos milagres no deserto — porque uma revelação do Seu poder deveria colocar o temor de Deus nas pessoas. Hoje, a revelação do Seu poder — a expressão mais elevada e mais poderosa desse poder — foi quando Ele ressuscitou Jesus dentre os mortos. Com isso, devemos ver, conhecer, compreender e deixar que se enraíze no nosso ser: o Seu poder revelado quando Ele nos salvou. Salvou-nos do inferno, da prisão, do pecado — seja do que for — salvou-nos através da manifestação do Seu poderoso poder quando ressuscitou Jesus dentre os mortos, o que acabou por nos levar a nascer de novo no nosso espírito. Quando pensamos nesse poder nas nossas vidas, que nos transformou de forma tão dramática, o temor de Deus é a resposta natural. Aviva isso de vez em quando! Vive nisso! Vive no assombro daquilo que Ele fez em nós, por nós e connosco! Quando compreendemos isso, então começamos o caminho da aprendizagem.
A abordagem casual às coisas de Deus em muitas igrejas e na internet hoje em dia, reflete-se na frequência de “palavras” ou profecias que profetas ou outros ministros dizem vir de Deus. Reflete-se na corrupção e na imoralidade que tantas vezes são encontradas na vida de pastores e ministros. Reflete-se também na familiaridade casual daqueles que chamam ao Deus Todo-Poderoso, o Pai, de “papá”, por causa de um mal-entendido do uso da palavra abba no primeiro século. Esta falta de temor de Deus corta a revelação para o ensino, a revelação na adoração e a revelação para uma vida santa.
Não estou a falar de ter medo do Pai ou do Senhor apenas porque pecamos aqui e ali, ou mesmo se alguém luta com algo habitual. Não. Estou a falar de uma abordagem casual às coisas de Deus dentro da cultura cristã. Muitas igrejas-auditório trocaram o fluir pelo espetáculo, a presença manifesta (a unção) de Deus pela emoção, e o ir profundo no Espírito na adoração por fumo e lasers.
Há algumas décadas, instalou-se a ideia de que as igrejas não deveriam desafiar as pessoas num culto e que deveriam ter o melhor e o mais elevado em tudo para atrair pessoas a Cristo. Uma igreja levantava milhões para mármore italiano verdadeiro no átrio ou um milhão ou mais para o melhor sistema de som, enquanto muitos da congregação não conseguiam pagar a renda. As prioridades mudaram: de cuidar da verdadeira igreja (as pessoas) para cuidar do edifício chamado igreja. A aparência tornou-se o mais importante. Em nome de ser relevante, os apelos ao altar, o temor de Deus e a pregação de verdades absolutas terminaram. As coisas de Deus tornaram-se um sistema, uma fórmula, uma apresentação profissional programada.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”
Isto vem de Salmo 46:10 e responde à pergunta: “Como posso obter uma revelação do temor de Deus?”
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus! Aquieta-te e pensa de que Ele te salvou. Aquieta-te e medita onde estarias sem Ele. Assombro, temor e adoração são a resposta natural a esse nível de revelação pessoal. É nesse silêncio que contemplamos, que procuramos, que desviamos a atenção para baixo, para o nosso espírito, onde Ele Se revela. Um rabino disse: o silêncio é a oração mais poderosa. O rabino Shimon, filho de Gamliel, disse: “Todos os dias da minha vida cresci entre os sábios, e nada encontrei melhor do que o silêncio.” Muitos rabinos escrevem que o silêncio é a principal forma de se ligar a Deus.
O silêncio não é apenas a ausência de som; é um estado de ser.
Um estado de quietude do ser inteiro, de chegar ao fim de si mesmo para se sentar, estar de pé ou trabalhar na Sua presença. Quando uma pessoa está em silêncio no seu ser, pode trabalhar, pode sentar-se — é um estado de ser, não a ausência de som.
Os sacerdotes antigos não falavam absolutamente nada quando realizavam sacrifícios no templo — o coro falava, o povo falava — mas os sacerdotes, quando ofereciam sacrifícios a Deus, não falavam absolutamente nada. Eles estavam num estado de comunhão intima com o Senhor através do silêncio — atentos, reflexivos — mas ao mesmo tempo a fazer ativamente o seu trabalho. É uma condição de humilhar-se diante de Deus, silêncio na Sua presença, tanto no assombro como no respeito reverente pelo Todo-Poderoso.
Alguns podem chamar-lhe meditação, ou colocar a mente em neutro, o que permite reflexão, pensamentos interiores, pensamentos voltados para o espírito do homem. Em 1 Samuel 1:10-13 Ana orou silenciosamente por um filho, que prometeu dedicar ao Senhor. Eli, o sacerdote, viu os seus lábios moverem-se ligeiramente, mas não ouviu som nenhum. Deus ouviu a sua oração. Em Génesis 21:15-17 Agar e o adolescente Ismael são enviados para o deserto. Quando a água acaba, ela coloca o rapaz debaixo de um arbusto e afasta-se, dizendo a si mesma que não consegue suportar ver o filho morrer. Mas no versículo 17 o Senhor diz-lhe duas vezes: “ouvi a voz do menino”.
Foi naquele silêncio de quase morte para o jovem Ismael que o Senhor o ouviu. Foi na oração silenciosa de Ana que o Senhor a ouviu. Está escrito na Torá que quando Sara riu na presença do Senhor, quando Ele lhe disse que teria um filho, em Génesis 18:12-13, ela riu silenciosamente para si mesma — mas o Senhor ouviu-a.
Descobri que, na maioria das vezes, quando estou no Espírito e o Senhor vem visitar-me, é quando estou em silêncio que Ele vem. Vejo-O nas nossas conferências com bastante frequência enquanto estamos em adoração. Já O vi em reuniões de igreja em casa, muitas vezes durante a adoração. Mas, na maioria das vezes, os meus momentos mais privados com Ele — que nunca partilho com ninguém — acontecem quando estou em silêncio.
Paulo escreveu em 1 Coríntios 14:10 que há muitos tipos de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significado. Considera desligar essas vozes, incluindo a tua própria. Sim, pára de falar. Antigamente, no ramo Breslov do judaísmo hassídico, praticava-se o silêncio enquanto caminhavam pelos campos. Existe também um taanit dibbur, que significa “jejum de palavras”. Fazemos jejum de comida, jejum de televisão, jejum de doces. Considera fazer jejum de palavras por algum tempo. No judaísmo, a oração mais profunda e privada chama-se tefillah be-lachash, ou “oração silenciosa”, baseada na oração silenciosa do coração de Ana em 1 Samuel 1.
Considera o silêncio para ganhar ou recuperar o temor do Senhor. Não o vais encontrar na igreja. E… quando a mente divagar, trá-la de volta para se concentrar no Senhor. Tenho descoberto que o Senhor é um perfeito cavalheiro, no sentido em que não fala enquanto eu estou a falar. Uso isto quando imponho as mãos sobre alguém para orar. Digo-lhes para ficarem em silêncio — sem orar, sem orar em línguas — silêncio. Porque enquanto estiverem a falar, Ele não falará. Eu não começo a orar por eles até ficarem em silêncio. Então Ele pode fluir para dentro deles e neles.
E termino assim esta lição de “Pensamento da semana” sobre o temor de Deus, para continuar na próxima com um tema relacionado: Porquê o deserto?
Até lá, bênçãos,
John Fenn
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