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Filhos adultos a romper laços com os pais, 1/4

12/27/2025

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Adult children breaking contact with parents, 1/4
Filhos adultos a romper laços com os pais, 1/4
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Olá a todos,

Há atualmente uma tendência crescente de filhos adultos cortarem contacto com os seus pais. E o problema é mais profundo do que lugares vazios em aniversários e datas especiais; há um plano espiritual mais profundo e mais maligno por detrás deste movimento.
 
Esta série examina esta tendência, identificando-a, definindo-a, estudando as razões e oferecendo algumas soluções. Iremos também analisar exemplos bíblicos, como o Filho Pródigo e, a divisão entre David e o seu filho Absalão, talvez o maior exemplo na Bíblia.
 
Nos EUA, 27% dos filhos adultos estão afastados de um ou de ambos os pais (Universidade de Cornell). Desses 27%, 11% estão afastados da mãe e 26% estão afastados do pai. Os 63% restantes (dentro desses 27%) cortaram contacto com ambos os pais.
 
Se houve abuso genuíno, claro que precisam de se afastar para proteger a sua saúde mental e, por vezes, física. Para os pais que não foram abusivos, é importante que examinem a forma como criaram os seus filhos, identifiquem fatores que contribuíram para a situação e estejam dispostos a admitir aos seus filhos afastados os seus erros e falhas.
 
Este problema existe em parte devido ao crescimento das redes sociais.
Hoje, a geração mais jovem vê cortar relações com os pais como parte do seu crescimento pessoal e cuidado de si mesmos. E por “cuidado de si mesmos” refiro-me a protegerem-se de qualquer pessoa que os desafie. Cortam relações com quem discorda deles ou os obriga a refletir sobre o que acreditam e porquê. As redes sociais criam um mundo narcisista, levando-os a pensar que a vida gira apenas à volta deles, sem valorizar relações inter-geracionais. Além disso, o sistema educativo (nos EUA) não ensinou as crianças a pensar, raciocinar, debater e considerar diferentes perspetivas. Ensinaram-nas a reagir emocionalmente, não a raciocinar.
 
Esta geração está a ser ensinada a ver os pais como inimigos e a substituí-los por qualquer pessoa que lhes diga aquilo que querem ouvir. Em contraste, Paulo escreve que honrar os pais vem com uma promessa: “para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra.” Efésios 6:2-3.
 
Absalão corta comunicação com o pai, o Rei David
Em II Samuel 15:1-6, Absalão sentava-se à porta da cidade e tomava decisões e julgamentos que normalmente caberiam ao rei. Ele dizia às pessoas aquilo que queriam ouvir, trocando lisonjas que alimentavam o ego, e no versículo 6 diz-se: “Assim Absalão roubou o coração dos homens de Israel.”
 
Um filho adulto que corta contacto com os pais, como Absalão fez, reúne à sua volta pessoas que pensam como ele. Reúne pessoas que concordam facilmente com a culpabilização dos pais. No versículo 4, Absalão dizia: “Quem me dera ser juiz na terra… então haveria justiça.”
 
As suas ações minaram a autoridade do pai, desonrando-o, e David observava tudo, sem dúvida orando por ele — algo que percebemos pela forma como David chorou e lamentou quando Absalão morreu.
 
Filhos adultos que cortam contacto com os pais rodeiam-se de pessoas que apelam ao seu ego, dizendo-lhes que têm razão, que as suas ações são justificadas. Tal como Absalão, minam tudo aquilo que os pais lhes ensinaram.
 
De repente, percebem que estão sozinhos, mesmo rodeados de pessoas com ideias semelhantes. Sozinhos apesar de estarem cercados de pessoas que afirmam amá-los — e algumas certamente amam —, mas frequentemente surge alguém mal-intencionado que usa estas vulnerabilidades para manipular e controlar, ao mesmo tempo que afirma amar e querer o melhor para eles.
 
Lembrem-se: assim como Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança, também aqueles usados pelo diabo tentarão moldar outros à sua própria imagem e semelhança. É assim que a manipulação funciona — tornar os outros semelhantes ao manipulador, dando-lhe controlo total.
 
Vivemos num mundo em que, se um pai diz que não, ou estabelece limites firmes e expectativas, isso é rotulado de abuso ou trauma. Se um pai não valida e concorda com todos os pensamentos e sentimentos do filho, passa a ser visto como abusivo, controlador, tóxico ou perigoso. As redes sociais dizem-lhes isto, e muitos influenciadores ecoam essas ideias, reforçando as suas emoções frágeis enquanto endurecem ainda mais os seus corações.
 
Discussões, acontecimentos e regras da infância levam os filhos adultos a reescrever a sua história
Esta reescrita consiste em distorcer acontecimentos fora do seu contexto. Exemplo: Quando o meu pai se sentou connosco, os quatro filhos, para nos dizer que ele e a nossa mãe se iam divorciar, disse: “Vou divorciar-me da tua mãe e vou divorciar-me de vocês. Não vou estar nos jogos, aniversários, feriados… Vou sair de casa… Não vou estar aqui…”
 
Na altura, e durante anos, eu só conseguia ver a dor causada por aquelas palavras a nós os quatro, eu com 11 anos, e os meus irmãos com 9, 7 e 5 anos. Quando cresci, percebi que ele não estava a tentar ser cruel; estava a tentar explicar o que significava o divórcio para crianças que não faziam ideia do que era. Mas naquela altura, aquelas palavras foram recebidas como rejeição e dor.
 
Quando os filhos adultos são ensinados a ver conflitos familiares como abuso, reinterpretam memórias através da crença de que sofreram abuso. Cortar comunicação raramente é sobre pais maus e filhos bons. Na verdade, trata-se da forma como a dor molda a visão da vida.
 
Estes filhos adultos filtram a relação com os pais através das suas próprias mágoas, e os pais muitas vezes filtram os seus conselhos através das mágoas deles. Não há pais perfeitos, nem filhos perfeitos. É aí que entram a graça de Deus, a sabedoria, o carácter e o Espírito de Deus na dinâmica familiar — se Lhe for permitido. É aqui que os pais devem ser transparentes e vulneráveis com os filhos, quando lhes for dada essa oportunidade.
 
Para os pais que passaram ou estão a passar por isto:
O vosso filho vos culpa por dores que nunca tiveram intenção de causar. Ser “cancelado” pelo vosso filho distorce o amor que deram, transformando-o em algo mais sombrio, mal compreendido e fora de contexto. Eles não veem as vezes em que estiveram presentes. Não veem os sacrifícios. Veem a história filtrada pela dor que eles criaram e repetiram tantas vezes que agora lhes parece real.
 
O pior é que, quando acreditam nessa história, qualquer comunicação normal e inofensiva dos pais passa a ser filtrada por essa memória distorcida. Isso significa que todas as recordações se tornam algo irreal ou reescritas na mente e emoções deles.
 
Assim, um momento que para os pais foi banal torna-se, através dessa dor, prova de que a versão distorcida é verdadeira. Reforça a perceção errada. Quando vos confrontam, acabam a lutar contra uma versão de vocês que nunca existiu, que só existe na mente deles. A imagem que têm de vocês tornou-se uma fortaleza — e só eles podem derrubá-la.
 
Podemos perguntar aos nossos filhos adultos: Que vantagem tirámos nós disto, senão amar-vos?
Qual foi o nosso ganho ao trazer-vos ao mundo? Tudo o que os pais fazem é sem garantia de recompensa ou gratidão. Tudo o que se derrama numa criança — amor, paciência, tempo, energia, preocupação, sacrifícios — é feito sem qualquer promessa de retorno. Os pais fazem-no sabendo que a criança crescerá e terá uma vida independente. Sabiam desde o início que chegaria o momento de recuar e deixá-la viver por si, sem precisar mais dos pais.
 
E a maior parte disso a criança nem se lembra. Não faz ideia das noites sem dormir, do stress, do medo, das escolhas feitas pelos pais em favor do conforto e segurança da criança em vez do seu próprio conforto. Nada foi feito esperando algo em troca.
 
Um pai pode dizer ao filho adulto: Pergunta-se a ti próprio esta difícil pergunta. Porque fizemos tudo isso? Fizemos porque és nosso filho. Por isso, antes de nos culpares por imperfeições reais ou imaginadas, e antes de te convenceres de que te devíamos perfeição, pergunta-te: o que é que ganhámos nós? Amámos-te, estivemos sempre presentes e continuamos a amar-te. Que outra razão houve, além do amor?
 
Voltaremos ao tema na próxima semana. Não desistas desse filho! Nem desse pai!
Até para a semana, bênçãos,



John Fenn
cwowi.org — email: [email protected]
 

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Deus a usar pessoas como exemplos. 4/4, Paralelos

12/20/2025

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God making examples of others. 4/4, Parallels
Deus a usar pessoas como exemplos. 4/4, Paralelos
 
Olá a todos,
 
À medida que temos visto como o Senhor usou e usa a vida de outras pessoas como exemplo para nós, não podemos esquecer o exemplo de Jesus.
 
“Pois também Cristo sofreu por vocês, deixando exemplo, para que sigam os seus passos.” 1 Pedro 2:21
 
“Eu lhes dei o exemplo, para que façam como lhes fiz.” João 13:15
 
Não o ato de lavar os pés em si, mas o exemplo maior da Sua vida de serviço aos outros.
 
O crescimento espiritual, tal como o crescimento físico, acontece por etapas
“Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação.” 1 Pedro 2:2. Um recém-nascido depende a 100% da mãe para leite, calor, abrigo e conforto. E o bebé “deita coisas fora” pelos dois lados, lol. Fazem muita sujeira.
 
Mas consomem leite e crescem; não sabemos como, mas acontece. “Desejem leite puro.” Leite PURO, para que cresçam. Não leite com sabor estranho — ou seja, não doutrinas estranhas. Não ensinamentos tolos. Não ensino que leva à escravidão, mas puro, que ajuda a crescer.
 
Em Gálatas 4:19, Paulo escreveu: “Meus filhos, outra vez estou sofrendo dores de parto por causa de vocês, até que Cristo seja formado em vocês.”

A igreja na Galácia ficava na zona centro da atual Turquia. Paulo visitou a região nas três viagens relatadas em Atos. As suas principais cidades incluíam Listra (onde o coxo foi curado em Atos 14:8-9) e Derbe. Era por eles que intercedia, comparando a sua oração às dores de parto de uma mulher.
 
Quando intercedemos por alguém
Quando alguém passa por lutas da vida e com o Senhor, é muito semelhante a contrações: intensidade, descanso… intensidade, descanso. Enquanto isso, o “bebé” está a crescer (em Cristo). Quando intercedemos com regularidade pelo crescimento espiritual de família e amigos, precisamos deste paralelo com o crescimento físico para termos paciência enquanto Cristo é formado neles: contrair, descansar; contrair, descansar.
 
Porque o Pai trabalha dentro da pessoa, e nem sempre o que Ele faz é visível para quem mais se importa com o seu crescimento em Cristo! As orações de Paulo em Efésios 1:17-19 e 3:15-20 são sobre o Pai abrir os olhos do entendimento e fortalecer o “homem interior”, para que conheçam o amor de Cristo.
 
Isto não é algo externo. Muitas vezes, quando oramos por alguém que amamos, queremos medir o progresso. Mas esse progresso não será visível. Quando Pedro declarou em Mateus 16:16-17 que Jesus é o Cristo, Jesus disse que o Pai lhe tinha revelado isso. Mas ninguém sabia o que o Pai estava a fazer dentro de Pedro… até ele o expressar aos outros.
 
Assim acontece com os nossos amados e com a obra do Pai dentro de cada um deles: não saberemos o que Ele está a fazer até que eles o queiram expressar. Então, sejamos pacientes — o Pai está a trabalhar.
 
Em 1 Coríntios 3:1-3, Paulo adverte a igreja chamando-os de bebés:
“Irmãos, não pude falar com vocês como espirituais, mas como carnais, como crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Pois, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais? Não estão agindo como mundanos?”

Um cristão pode dizer que não é um bebé no Senhor porque O conhece há anos, talvez décadas. Mas esse não é o critério de maturidade espiritual. Se a pessoa anda em contendas e discórdias, tal como os coríntios — “Eu sou de Apolo” ou “Eu sou de Paulo” — continua a ser um bebé.
 
Uma pessoa pode ter 50 anos, cantar solos há anos, liderar a Escola Dominical… mas se causa divisão, vive em contendas e toma partidos como alguns dos coríntios… é bebé.
 
Paulo disse em 1 Coríntios 3:2 que queria dar-lhes comida sólida, mas eles não eram capazes. O problema de quem mede a maturidade espiritual pela quantidade de conhecimento que tem, é pensar que conhecimento = maturidade. Mas a Bíblia diz que maturidade é crescer no fruto do Espírito e no caráter de Cristo — ser praticante da Palavra, não apenas ouvinte.
 
Hoje, poderíamos expressar assim: uma pessoa que se agarra tanto a um ensinamento que rejeita ou se zanga com quem não concorda, continua a ser bebé em Cristo. Pode até conhecer o Senhor há década, mas pela avaliação de Deus, é ainda um bebé.
 
Paulo explica assim em Efésios 4:14-15:
“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levadas de um lado para o outro pelas ondas, nem jogadas para cá e para lá por todo vento de doutrina, pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.”
 
A evidência de ser bebé é falta de discernimento. Bebés são levados para cá e para lá por qualquer doutrina. Bebés não distinguem a verdade da mentira. Bebés não percebem quando alguém usa astúcia para os manipular.
 
Quantas pessoas se envolvem em coisas que encontram na Internet e colocam isso acima da Bíblia — até acima do senso comum! Mas quando algo ressoa no nosso espírito, faz sentido no espírito e na alma. Não é só uma sensação — o Espírito da Verdade, que está nós, confirma a palavra, a pessoa percebe essa concordância e é isso que nos traz paz.
 
Mas crianças espirituais são demasiado imaturas para perceber isso. Tal como ensinamos às crianças o conceito de “perigo dos estranhos” — não ir atrás de alguém que oferece doces ou pede direções. Os pais colocam localizadores GPS, dão telemóveis… não porque não confiem nos filhos, mas porque sabem que não têm maturidade ou experiência para reconhecer o perigo.
 
Se levarmos tudo o que nos acontece como um exemplo para aprender, o Pai é gracioso em dar-nos entendimento sobre o que fizemos mal, como agir no futuro, e muito mais.
 
Quando Jesus disse aos discípulos para terem cuidado com o “fermento dos fariseus”, eles pensaram que Ele estava aborrecido por não terem levado pão suficiente. A resposta de Jesus em Marcos 8:17 permanece como exemplo para nós reconhecermos o que Ele tem feito e continua a fazer nas nossas vidas e nas vidas dos outros: “Ainda não compreendem nem percebem? Estão com o coração endurecido?”
 
Olhemos para todos os exemplos à nossa volta e deixemos o Senhor ensinar-nos, corrigir-nos e inspirar-nos!
 
Novo assunto na próxima semana. Até lá, bênçãos,
 
John Fenn
cwowi.org — e enviem-me email para [email protected]
 

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Deus a usar pessoas como exemplos; 3 de 4, Visitações, Líderes

12/13/2025

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God making examples of others; 3/4, Visitations, Leaders
Deus a usar pessoas como exemplos; 3 de 4, Visitações, Líderes
​

Olá a todos

A sociedade moderna procura exemplos de vida nos sítios errados. A cultura pop é um exemplo óbvio. Por isso, parece estranho que os cristãos devam olhar para homens e mulheres da antiguidade como exemplos — bons e maus — mas a verdade é que as vidas dessas pessoas estão registadas nas Escrituras para aprendermos com elas.
 
A vida de David, desde Golias até Bate-Seba, desde a rebelião do seu filho Absalão até Salomão, está à vista de todos nas Escrituras. As suas montanhas-russas emocionais nessas várias fases da vida estão nos Salmos, para todos verem. As vitórias e fracassos de outros também foram registados em detalhe como exemplos para nós. De Abraão a ter um filho com Agar, ao Israel no deserto, aos sacerdotes do tempo de Malaquias a distorcerem as Escrituras para satisfazerem os seus próprios desejos — tudo está ali, como exemplos do bom, do mau e do terrível.
 
Anos atrás tive algumas visitações em que o Senhor me ensinou sobre julgamento.
Durante esse tempo, perguntei sobre Ananias e Safira, cujas mortes em Atos 5:1-11 colocaram o temor de Deus sobre todos como exemplo daquilo que não se deve fazer.
 
“Porque foste tão duro com Ananias e Safira?”, perguntei.
“Lembra-te, o meu corpo estava concentrado em Jerusalém naquele tempo (exceto os que foram dispersos depois do Pentecostes). O que eles tentaram introduzir não podia ser permitido.”
 
A unidade na igreja naquele primeiro ano era tão forte que a hipocrisia era algo desconhecido — até que Ananias e Safira decidiram mentir a todos sobre a sua oferta. O Senhor julgou-os ali mesmo — cada um caiu morto, com três horas de intervalo, depois de confirmar a mentira diretamente na cara de Pedro. O Senhor disse-me:
 
“Lembra-te, meu filho: o nível de julgamento é sempre igual ao nível de unção.”
Então pedi que Ele definisse “a unção”. Ele disse: “Tu pensarias nela como a presença manifesta de Deus.” Imediatamente pensei não só na Sua presença num culto, mas também na vida de uma pessoa — a presença manifesta na forma de bênção, de graça, de timing. Vim a entender “a unção” não apenas como a presença sentida num culto, mas na vida. Manifesto significa “óbvio, evidente, tornado conhecido”.
 
Ele continuou: “Muitos clamam ao Pai para enviar avivamento, mas digo-te a verdade: se o Pai trouxesse avivamento a esta nação, haveria muitos, muitos Ananias e Safiras (mortos) por toda a terra.”
 
O Senhor fez deles um exemplo naquele tempo, mas mais tarde, em Atos 7, permitiu que Saulo de Tarso perseguisse crentes e participasse em execuções. Atos 8:1-3 diz que Saulo “destruía” a igreja, entrando em casas e prendendo homens e mulheres, enviando-os para a prisão. A palavra grega traduzida por “destruir” é elymaineto — nota-se ali a base da palavra “eliminar”. Os crentes reuniam-se em casas, como acontece hoje em grande parte do mundo, por isso entrar nessas casas e levar pessoas presas eliminava aquela igreja doméstica e destruía famílias inteiras.
 
Mas o Senhor parou a perseguição quando apareceu a Saulo (Paulo) fora de Damasco, impedindo que a perseguição se espalhasse, ao mesmo tempo permitindo que o evangelho se expandisse para além de Jerusalém. Paulo disse que o Senhor fez dele um exemplo por meio da graça demonstrada, e um modelo para aqueles que viriam a crer no Senhor.
 
Existem coisas no nosso passado que nos fazem temer voltar a esse(s) pecado(s)?
O Senhor limitou-nos ou travou-nos, escolhendo mostrar-nos a Sua salvação e transformando essas coisas em exemplos de erros que nunca devemos repetir?
 
Hebreus 10:32-33 diz: “Lembrem-se dos primeiros dias, depois de terem sido iluminados (acerca do Senhor), quando suportaram muita luta e sofrimento; algumas vezes foram expostos publicamente ao insulto e à perseguição…”
 
Esses dias devem servir como exemplos para nós, para nunca voltarmos atrás — e para reconhecermos a Sua graça no meio disso tudo.
 
Um exemplo moderno para compreender porque alguns foram feitos exemplos públicos
Em 1995-96, o caso do Presidente Clinton com uma estagiária da Casa Branca tornou-se público. Perguntei ao Pai porque permitiu que esse escândalo privado fosse revelado.
 
“Permiti que o seu caso fosse revelado… porque ele representa os pecados da sua geração — nomeadamente luxúria e ganância. Permiti para que alguns analisassem a sua própria vida e dissessem: ‘Vês? Ele é como eu’, e continuassem no mesmo caminho; ou ‘Vês? Ele é como eu’, e se arrependessem e mudassem.”
 
Estes erros foram expostos com o efeito de serem repreendidos diante de todos, como Paulo instruiu, para que outros temam — e aprendam com o exemplo.
 
Isto é o que acontece quando o pecado de um pastor é exposto — para servir de exemplo.
Em 1 Timóteo 5:19-20 Paulo escreve: “Não aceites acusação contra um presbítero, a não ser com duas ou três testemunhas. Os que pecarem devem ser repreendidos em público, para que os outros tenham temor.”
 
Portanto, quando vemos o adultério de um pastor exposto, ou abuso espiritual, não devemos fazer mexericos nem atacar a pessoa nas redes sociais. O propósito de Deus é fazer disso um exemplo “para que os outros temam”. O contexto de exposição pública do pecado é dirigido aos líderes — ele não diz para expor publicamente o pecado de um membro comum da igreja. Paulo refere-se especificamente a líderes.
 
A notícia das mortes de Ananias e Safira certamente teria sido divulgada pelas “notícias locais” daquela época, tal como as falhas de um pastor são notícia hoje. Colocamos estes exemplos diante dos nossos olhos e contemplamos o julgamento do Senhor examinando as nossas próprias vidas? Alguma vez dizemos aquilo que a geração dos nossos pais costumava dizer:
“Se não fosse a graça de Deus lá ia eu”?
 
Para a semana: uma visitação que raramente partilho, sobre como o Senhor nos ensina através de exemplos da nossa própria vida.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — [email protected]
 

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Deus a usar pessoas como exemplos. A nossa vida passada, 2/4

12/6/2025

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God making examples of people. Our past life
Deus a usar pessoas como exemplos. A nossa vida passada
​

Olá a todos,

Na semana passada partilhei como Israel recebeu uma revelação de Deus muito menor do que nós, que temos Jesus. O Pai falou “muitas vezes e de muitas maneiras” no passado ao antigo Israel, mas nestes últimos dias revelou o Seu Filho: “Quem me vê a mim vê o Pai.” (João 14:9). Israel não tinha isto.
 
A Lei de Moisés foi uma revelação em 3 categorias:
Adoração, moral e sanitária, num total de 613 leis. Quando fala sobre comportamento, Paulo refere-se à lei moral. As 613 leis de Moisés foram resumidas nos 10 Mandamentos. Esses 10 foram depois resumidos em 2 partes: Os primeiros 4 tinham a ver com amar a Deus. Os últimos 6 tinham a ver com amar o próximo, cujo mandamento principal era “honra o teu pai e a tua mãe”. Os restantes — não mentir, não matar, não roubar, não cobiçar, não cometer adultério — fluem primeiro do honrar pai e mãe. (Marcos 12:28-31)
 
Quando Deus deu a Israel revelações totalmente novas acerca dos Seus padrões, Ele fez exemplos de pessoas quando estas decidiram quebrar essas leis. Uma vez dada a lei, o julgamento tinha de ser de acordo com essa lei. É como um pai que ameaça disciplinar duramente um filho, mesmo não sendo esse o seu carácter. Uma vez feita a ameaça, tem de cumprir. Se não o fizer, apesar de tentar ensinar a criança a obedecer, está a mostrar-lhe que a mãe e o pai não cumprem a sua palavra. Deus É a Sua Palavra, portanto, uma vez dada a lei, Ele tinha de exercer disciplina.
 
Alguns exemplos que Deus fez de pessoas na categoria de adoração:
Corá e os 250 levitas que desafiaram a ordem do sacerdócio em Números 16. A terra abriu-se e engoliu-os. Outro exemplo é Nadabe e Abiú, filhos de Arão, que ofereceram “fogo estranho” no altar e foram imediatamente mortos pelo Senhor.
 
Um exemplo de quebra da lei moral foi o homem que apanhou lenha no sábado (Números 15:31-36). Deus tinha acabado de lhes dizer as consequências de quebrar a lei (v.31), mas o homem ignorou Deus e escolheu quebrar o mandamento. Foi apedrejado até à morte.
 
Deus fez da nossa vida passada um exemplo da Sua graça para connosco
Também nós tivemos momentos difíceis e, tal como com Israel, Ele perdoa o nosso pecado, mas permitiu que sofrêssemos as consequências das nossas próprias más decisões como exemplos, para que não voltemos ao mesmo caminho. E talvez mais importante ainda: para vermos a Sua graça, para vermos do que fomos salvos.
 
Ele perdoa-nos o pecado, mas permite que conservemos a memória dos pecados e erros de julgamento passados, para que sejam como exemplos para nós, para aprendermos com eles. As nossas vidas, passadas e presentes, são exemplos não só para nós, mas para outros, como vemos na Grande Comissão:
 
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações… ensinando-os a obedecer a tudo o que vos ordenei…” (Mateus 28:19-20). Isto significa que as nossas vidas são exemplos que Deus usa para ensinar a outros os Seus caminhos, para os trazer até Ele.
 
Paulo disse que a sua vida passada e a graça que recebeu eram um exemplo para todos:
Em 1 Timóteo 1:12-16 ele escreveu que era o “principal” dos pecadores porque perseguiu a igreja. Disse que recebeu misericórdia por duas razões: um, porque perseguiu a igreja na ignorância e na incredulidade; dois, porque o Senhor queria fazer da sua vida um exemplo e modelo para aqueles que viriam ao Senhor através do seu testemunho.
 
Paulo disse que era o “principal” dos pecadores. Usou o termo grego prōtos, que significa primeiro, principal, líder. Cada pessoa com um passado carrega consigo uma ideia do que são os “piores” pecados — e muito frequentemente esses pecados “maus” são justamente aqueles que a própria pessoa cometeu, antes ou mesmo depois de conhecer o Senhor. Mas Paulo disse que perseguir a igreja o tornava o primeiro e principal dos pecadores.
 
A palavra traduzida por “modelo” é hupotuposis, que significa “esboçar um padrão para imitação”, um protótipo. É por isso que Paulo escreveu em 1 Coríntios 4:16 e 11:1: “Imitem-me, como eu imito Cristo.” Ver também 1 Tessalonicenses 1:6-7; 2:13-14; 2 Timóteo 1:13; Tito 2:7; Hebreus 6:12.
 
Se ele é o primeiro e principal entre os pecadores porque perseguiu a igreja, então precisamos aplicar essa medida a nós próprios. O pior pecado, segundo Paulo, é perseguir a igreja. Talvez ele tenha percebido isto desde o início, pois quando ficou cego e caiu por terra perante o brilho do Senhor em Atos 9:1-9, perguntou: “Quem és tu, Senhor?”
 
O Senhor respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”
Jesus encarou — e encara — a perseguição aos crentes como algo pessoal. “Eu sou Jesus, a quem tu persegues.” Jesus estava no céu. Paulo estava a prender crentes, ajudou na execução de Estêvão em Atos 7 e certamente fez muito mais. Foi a sua perseguição que, segundo Atos 8:1-2, fez com que todos os crentes, exceto os apóstolos, saíssem de Jerusalém. Estimativas que já vi apontam para cerca de 10.000 pessoas!
 
Na Grande Comissão vemos que as nossas vidas são exemplos para outros. Trazemos Cristo em nós, a esperança da glória. Somos observados, vistos, notados. Alguns chegam a conhecer-nos suficientemente bem para ouvir a nossa história antes e depois de Cristo. E lembra-te: se tens dificuldade em perdoar o teu passado, ou em crer que Jesus realmente te perdoou, lembra-te de Paulo. Ele perdoou Paulo, que O perseguiu. Certamente também te perdoou a ti!
 
Próxima semana: Ananias e Safira e outros… Até lá, bênçãos,
John Fenn
 

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