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Questões que a Igreja não entende; amor, julgamento, 3/3

12/28/2024

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Issues the church misunderstands; love, judgement, 3/3
Questões que a Igreja não entende; amor, julgamento, 3/3
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Olá a todos,

Concluo esta série oferecendo uma perspetiva mais histórica sobre a nossa fé. Porque aquilo que foi antes, será novamente. As pessoas são atraídas em massa a ensinamentos sobre como Deus quer que sejamos abençoados (Ele quer), mas e a parte difícil de caminhar com Deus?
 
A obediência é difícil para a carne
“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.”, disse Jesus em João 14:15.
“Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” João 16:33
“Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim” João 15:18
 
Na primeira carta de Pedro, ele usa a palavra “sofrer” ou “sofrimento” 15 vezes, sendo 4 vezes referindo-se ao sofrimento de Jesus, 9 vezes ao sofrimento dos cristãos devido à perseguição, 1 vez ao sofrimento causado por ter feito algo errado e merecer isso, e 1 vez para descrever um cristão morrendo para os pecados da carne neste mundo (4:1).
 
A maior parte da Primeira Carta de Pedro fala sobre o sofrimento por causa da perseguição, apenas pelo fato de sermos cristãos. O cristianismo ocidental moderno não está acostumado com perseguições como muitos dos nossos irmãos em outros países, que as enfrentam todos os dias.
 
Pedro escreveu a primeira Carta de Pedro apenas 1-2 anos antes do seu martírio, de Roma.
Ele confirma que foi de Roma que escreveu, dizendo em 5:13: “A igreja em Babilónia, eleita juntamente convosco, vos saúda, e também Marcos, meu filho na fé.” Babilónia era um código usado frequentemente para se referir a Roma, pois era o centro do comércio, da perseguição e da cultura da época. (João também chama Roma de 'Babilónia' no livro de Apocalipse.) Os cristãos estavam a ser mortos na cidade apenas por serem cristãos.
 
Lembre-se de que uma regra fundamental na interpretação bíblica é que as Escrituras precisam ter feito sentido para os ouvintes ou leitores originais. No contexto da época, se você fosse cristão, estaria a arriscar a sua vida. Tirar versículos do contexto dá origem a erros, tanto que algumas pessoas lutam com unhas e dentes para defender o erro que acreditam ser a verdade.
Este é o versículo base para o ensino de “derramar o sangue”:
(do Grego) “E eles o venceram (o diabo) por causa do sangue do Cordeiro, e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram a sua vida até a morte.” Apocalipse 12:10-11
 
Este é um versículo sobre mártires. "Eles venceram o diabo pelo sangue do Cordeiro que os salvou..." A salvação deles foi comprada com o sangue de Jesus. Esse é o ÚNICO ensinamento sobre o precioso e santo sangue de Jesus no Novo Testamento. Nunca é ensinado que o sangue de Jesus pode ser usado como um talismã contra o diabo. No entanto, somos ensinados a usar o nome de Jesus para tomar autoridade sobre os demônios. Mesmo no Antigo Testamento, como uma tipologia do sacrifício de Jesus, o sangue do animal era USADO SOMENTE para cobrir o pecado da pessoa.
 
“... e pela palavra do seu testemunho”
... que consistia em se recusar a renunciar a Cristo quando os oficiais romanos lhes davam a escolha entre adorar César e renunciar à sua fé, ou proclamar sua fé em Jesus, sob pena de morte. Mas, como nós no Ocidente não sofremos a perseguição de vida ou morte, hoje em dia tiramos versículos do contexto e os interpretamos de uma forma que só uma fé suave e centrada em si mesma poderia aceitar. “Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, pois não amaram a sua vida até a morte.” Leia esse versículo como os leitores originais, que estavam com medo pela sua vida, o teriam lido.
 
O que a fé significava para eles, significa para nós - é tudo!
Lemos o Novo Testamento e podemos afirmar corretamente que, assim como nossos irmãos de há 2.000 anos atrás foram purificados pelo sangue de Jesus, também somos. Assim como eles oraram pelos outros, nós também oramos. Assim como eles lutaram com questões familiares e profissionais, nós também lutamos. Assim como eles enfrentaram o pecado, o perdão e o caminhar em amor, nós também enfrentamos essas questões. Todos esses aspetos estão registados no Novo Testamento.
 
Se tudo isso é o mesmo para nós como era para eles, então também é o mesmo para o restante da mensagem: assim como eles sofreram perseguição, também nós sofreremos. Assim como viveram vidas difíceis, nós também as viveremos. Não podemos escolher e aplicar apenas os versículos ou a parte da mensagem que queremos, e ignorar o resto. O meu ponto, ao concluir esta série, é nos levar a refletir que, nós que pertencemos a Cristo, somos odiados pelo espírito deste mundo. Precisamos ter uma perspetiva correta sobre a totalidade da Palavra.
 
A experiência de um ministro famoso
Um conhecido ministro, muito viajado, e eu fomos almoçar um dia. Ele contou-me uma experiência que teve num país asiático. O seu anfitrião disse-lhe: “Vocês pregam um evangelho diferente nos EUA do que nós pregamos aqui.” Ele perguntou o que queria dizer com isso, e o homem respondeu: “Vocês ensinam que, se acreditarem em Jesus, serão curados, o vosso trabalho será abençoado, o vosso dinheiro será abençoado, a vossa família será abençoada. Nós ensinamos que, se acreditarem em Jesus, poderão perder a saúde, poderão perder o trabalho, poderão perder o dinheiro, poderão perder a família, poderão até perder a vida.”
 
Qual desses evangelhos está mais próximo do que Jesus ensinou e do que o resto do Novo Testamento ensina? Ele quer que sejamos abençoados, sim. Mas as dificuldades fazem parte do pacote. A fé em Cristo é séria. Nós nos entregamos a Ele, não O adicionamos às nossas vidas. Ele é que nos diz o que fazer, não somos nós que lhe dizemos o que fazer.
 
Algumas reflexões para o fim do ano
Quando refletimos sobre o nosso caminhar com Ele no próximo ano, devemos nos perguntar: somos apenas crentes, ou somos discípulos (que aprendemos e crescemos continuamente)?
 
Na próxima semana será abordado um novo tema. Até lá, bênçãos!
John Fenn
www.cwowi.org e pode enviar-me um e-mail para [email protected] ou [email protected]
 

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Questões que a Igreja Não Compreende; Amor, Julgamento, 2/3

12/21/2024

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Issues the church misunderstands; love, judging, 2/3
Questões que a Igreja Não Compreende; Amor, Julgamento, 2/3

Olá a todos,
​
Atos 18 descreve o início do corpo de Cristo em Corinto, começando inicialmente na casa de um romano chamado Justus (18:1-11). Cerca de 5 anos após a sua fundação, o corpo de Cristo cresceu para muitas outras casas dentro da cidade e mais além. Foi então que Paulo escreveu a sua primeira carta aos Coríntios.
 
Não julgamos o coração, devemos sim julgar os frutos das suas vidas - mas com equilíbrio
No capítulo 5, Paulo escreve à igreja sobre um homem que tinha um relacionamento imoral com a sua madrasta. Esse pecado era conhecido por todos na igreja. Eles reuniam-se em casas, por isso o pecado do homem era conhecido por todos, mas ninguém o confrontou. No final do capítulo 5, nos versículos 12-13, Paulo faz esta afirmação:
 
 “Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro (do corpo de Cristo)? Deus julgará os de fora. Expulsem esse perverso do meio de vocês". Felizmente, tanto a igreja como o homem se arrependeram, como Paulo menciona em II Coríntios 7. Julgar a sua ação imoral, que afetava toda a igreja, levou o homem ao arrependimento. Paulo não pregava uma igreja 'amigável'. Ele esperava que os que buscam a Deus crescessem em Cristo, entregando as suas vidas completamente a Jesus, não apenas acrescentando Jesus à sua vida preenchida de forma a que fossem abençoados por Ele.
A partir do fruto das suas vidas, fazemos julgamentos. Estes julgamentos estabelecem limites pelos quais nos protegemos.
Estabelecemos limites, mas também portas que podemos abrir para uma pessoa que seja digna da nossa confiança. Isto é verdade nas amizades, na proximidade que permitimos com familiares de sangue, ou até com colegas de trabalho. Às vezes, fechamos uma porta a uma pessoa, amando-a à distância.
 
"Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos." João 7:24
Jesus acabara de afirmar que devemos olhar para o espírito da lei, e não para a letra da lei. Ele dera o exemplo de como eles circuncidavam um bebé no dia de sábado, quebrando uma lei para cumprir outra. No entanto, estavam ofendidos com Ele por ter curado um homem no sábado, pois consideravam que curar o homem era "trabalho".
 
Provérbios 6:30 diz: "Não desprezes um ladrão, se ele roubar por estar com fome." E depois estabelece a punição caso o ladrão seja apanhado e o que ele terá de restituir. Estes exemplos mostram-nos que devemos fazer julgamentos, mas sempre considerando o espírito da lei – a intenção por trás dela, e as motivações da pessoa.
 
Há anos atrás, numa das igrejas em casa (House Church), havia uma jovem de 19 anos grávida, que vivia com o seu namorado não crente e pai do filho. Eles vinham regularmente à igreja em casa. A jovem conhecia o Senhor, tinha-se afastado e agora estava grávida, com barriga a crescer à vista de todos da Igreja, e ainda solteira.
 
Alguns queriam expulsá-los. O meu conselho foi cooperar com Deus e com o que Ele estava a operar nas vidas deles, medido pela resposta à questão: "Há progresso na caminhada deles com o Senhor?" Se sim, sabíamos que Deus estava a trabalhar e não queríamos ir contra o que Ele estava a fazer. Se não, expulsá-los, pois não estavam a ser sérios com Cristo.
 
Há progresso? A resposta foi um retumbante "sim". Então, o casal foi autorizado a ficar, e foi notório o seu crescimento no Senhor assim como as bênçãos que Deus estava a trazer à vida deles – tudo isto tinha sido discutido sem eles saberem. Passadas algumas semanas, o jovem foi salvo, e casaram-se logo depois disso. A última vez que soube deles, estavam casados e tinham 3 ou 4 filhos. A misericórdia venceu. (Mt 9:13; 12:7)
 
A cultura da igreja não compreende que é necessário ser firme contra a injustiça
E enquanto escrevo isto, tanto cristãos como o mundo em geral pensam que Jesus não só ama todos (sim), mas aceita todos (sim) sem a expectativa de qualquer mudança (não). Esse é o problema. Devemos fazer discípulos. Um discípulo, pelo significado desse nome, é um 'aprendiz'. Se não estás a aprender e a crescer Nele, podes ser crente, mas não és discípulo.
 
Veio trazer uma espada
Em Mateus 10:33-35, Jesus afirmou: "... Eu não vim trazer paz à terra, mas uma espada..."
Ele veio trazer uma espada pela qual até membros da família se irão confrontar uns com os outros. Esse comentário estava entre declarações de que ser Seu discípulo é tudo ou nada, estar dentro ou fora, não é uma fé indecisa. Hoje em dia parece ser aceite que uma pessoa pode crer em Jesus sem ser discípulo (aprendiz). No Novo Testamento, isso não é o caso. Se acreditas, és um discípulo. Não existe a possibilidade de nascer de novo e depois parar de crescer. A mudança é a norma para um cristão – constante, ao longo de toda a vida, uma exigência implacável para se tornar mais semelhante a Cristo.
 
Claro que a afirmação de Jesus sobre trazer uma espada à família não era literal. Ele estava a afirmar que o evangelho dividiria as famílias. Compreendemos, portanto, como isto se encaixa com Hebreus 4:12-13: "Pois a Palavra de Deus (a pessoa de Jesus é a Palavra de Deus) é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Portanto, visto que temos um grande sumo Sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus..."
 
Jesus é essa espada que entra nas famílias, porque Ele é a espada que vê as motivações e pensamentos, e leva as pessoas a julgarem a si mesmas, a mudarem as suas vidas para a justiça. Nos relacionamentos, se alguém se aproxima do Senhor, Ele começa a criticar os seus pensamentos e motivações, e isso pode levar a pessoa a mudar a direção da sua vida.
 
A palavra grega para 'criticar' é 'kritikos' e significa uma 'crítica decisiva'. Esta é a espada que Jesus traz à terra. As pessoas devem decidir pela justiça, ou não. Por Ele, ou não.
 
Será que ser redimido significa que todas as consequências do pecado passado são apagadas?
Observa: "Que Ele retribua a cada um segundo as suas obras." Romanos 2:6
"Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará." Gálatas 6:7
 
“… Deus não se deixa escarnecer.” A palavra “escarnecer” é a palavra grega mukteridzo, e significa fazer desdém de alguém, como se estivesse a troçar ou a rir-se da pessoa. Paulo compara pensar que não temos consequências pelos nossos atos como escarnecer de Deus – fazendo pouco Dele com arrogância – ao pensar que Ele redimiu tudo para não termos de enfrentar as consequências das nossas más decisões. Paulo diz que o que semeamos, colhemos. Ele é fiel para garantir que o façamos. É a única forma de aprendermos sobre o livre arbítrio, sobre a verdade e o erro, a vida e a morte, a ação e as consequências. Somos discípulos – aprendizes – por isso Deus espera que aprendamos.
 
Espiritualmente, estamos redimidos. Paulo escreveu em Romanos 8:23, contudo, que estamos à espera da redenção dos nossos corpos. Isso significa que as coisas desta terra, como as más decisões semeadas, não são apagadas pelo sangue de Jesus. Esperamos o dia em que a justiça estará sobre toda a terra, mas por agora, estamos redimidos espiritualmente, mas aguardamos a redenção dos nossos corpos.
 
Isso significa que o que acontece na terra fica na terra. Isto liga-se ao tema da próxima semana. O tema desta série é "Questões que a Igreja (corpo de Cristo) não compreende". Na próxima semana, o evangelho que diz que "Deus sempre quer que sejamos felizes e abençoados". Até lá, bênçãos,
 
John Fenn
www.cwowi.org e contacte-me por email via [email protected] ou [email protected]

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Questões que a Igreja não compreende: Amor, Julgamento 1 de 3 Olá a todos

12/14/2024

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Issues the church misunderstands: Love, judging 1of 3
Questões que a Igreja não compreende: Amor, Julgamento 1 de 3
Olá a todos

Muitos países celebram o Dia de Ação de Graças, e quase todas essas celebrações foram criadas com o propósito de agradecer a Deus. Com o tempo, no entanto, Deus tem sido afastado da gratidão, de forma que as pessoas agora apenas expressam os motivos pelos quais são gratas – sem nunca dar a Deus o crédito pelas coisas boas nas suas vidas.
 
Da mesma forma, o amor foi desconectado Daquele que é o Amor. A verdade de "Porque Deus amou o mundo" e "Deus é amor" transformou-se em "amor é amor", "basta amar a todos" e "Se não me aceitarem como eu sou, então não me amam."
 
A Igreja “aceitante” e a perda da verdade absoluta na igreja
Nos últimos anos, este tipo de pensamento de "Deus ama todos, logo qualquer estilo de vida é aceite por Ele" infiltrou-se na cultura da igreja, deixando os cristãos confusos. Muitos se perguntam como lidar com pessoas que se dizem cristãs, mas que vivem estilos de vida alternativos ou têm opiniões políticas claramente anti-cristãs. "Deus é amor" perdeu-se no barulho das vozes dizendo "amor é amor". As linhas que definem o amor tornaram-se difusas.
 
Eu posso traçar esta confusão na cultura da igreja até o início do movimento 'Igreja amigável' (seeker friendly). O pastor Bill Hybels, de Chicago, é creditado com o termo, mas foi Rick Warren, da Igreja Saddleback, na Califórnia, na década de 1990, quem fez com que este tipo de igreja se espalhasse rapidamente. A ‘Igreja amigável’ significa que não haverá confronto sobre o pecado, numa tentativa de acolher a todos. É a remoção de tudo o que poderia tornar alguém desconfortável ou ofendido na igreja.
 
Não é de admirar que os cristãos que fazem parte da cultura de igreja no auditório estejam confusos.
 
A ironia das igrejas amigáveis ao buscador é que aqueles que realmente buscam, buscam definição, buscam absolutos, buscam alguém que lhes diga o que é certo e errado. Eles querem saber onde erraram e como podem endireitar as suas vidas. Não encontrando isso na igreja amigável, eles buscam noutro lugar. As igrejas amigáveis acabam cheias de pessoas que convidam Jesus a ser uma parte das suas vidas preenchidas, em vez de entregarem as suas vidas inteiramente a Ele.
 
Isso levou as pessoas a pensarem que podem crer em Jesus, mas viver como quiserem. As pessoas falam de como Jesus perdoou a mulher apanhada em adultério em João 8:11, quando Ele disse: "Eu também não te condeno", mas esquecem que Ele continuou: "Vai e não peques mais." Jesus não deu espaço a desculpas como 'laços emocionais' nem escutou o que ela poderia dizer sobre o seu amante a sustentar ou colocar um teto sobre a sua cabeça. Jesus teria sabido disso. Ele ordenou: "Vai e não peques mais."
 
As pessoas querem ser perdoadas ou querem que o seu pecado seja aceite, sem enfrentar as consequências das suas ações. No mundo e na cultura da igreja, ninguém quer falar sobre assumir a responsabilidade pela sua vida. Pensam que, porque foram redimidos, todas as consequências da sua vida passada são magicamente apagadas. Mas o amor não é indeciso, ele é muito claro, e trata da responsabilidade pessoal. A culpa do pecado é apagada, mas isso é espiritual. Vivemos num mundo onde toda ação tem uma reação. Espiritualmente somos perdoados, mas devemos renovar a mente para conseguirmos experimentar na nossa vida a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1-2)
 
Foi criada assim uma cultura de vitimização, com as pessoas à procura do que as ofende, e dividiu as pessoas em tribos. Definir o verdadeiro amor de Deus e como o amor é recebido traz unidade, pois Deus traz absolutos.
 
O amor sempre tem condições para ser recebido
Deus amou tanto o mundo que deu o Seu único Filho... isso é amor incondicional. Aqui está a condição para receber esse amor incondicional: que todos os que creem n'Ele terão a vida eterna. Ele te ama, mas se queres a Sua vida eterna, deves crer em Jesus. Ele te ama, mas o Seu amor é derramado através do Seu único Filho, Jesus. Para muitos, a ideia de que o amor incondicional tem condições para ser recebido (e mantido) é revolucionária.
 
E aqui estão alguns exemplos: Você ama o seu cônjuge e ele te ama, mas vocês juraram votos um ao outro para declarar que o amor de vocês tem condições. Se um de vocês quebrar o voto, pode terminar em divórcio. O amor tem condições para ser recebido. E há consequências se o laço de amor for quebrado.
 
Você ama aquele cachorrinho, mas se ele crescer e morder as pessoas continuamente ou destruir a casa regularmente, talvez o venda ou o dê para um abrigo. Você o ama incondicionalmente, mas há condições para que ele receba esse amor.
 
Você ama o seu vizinho incondicionalmente, como a ti mesmo, e mostra bondade e faz coisas boas por ele. Mas se ele ficar zangado consigo porque um dia falhou as suas expectativas, ele fecha-se ao seu amor por ele, recusando a sua amizade ou futura ajuda.
 
Deus amou o mundo e deu o Seu Filho. Mas o Seu amor incondicional é expresso através do Filho.
 
A Lei de Moisés do Antigo Testamento, com as suas 613 leis, foi o meio pelo qual Deus delineou como uma nação deveria se comportar, tratar uns aos outros e a forma como cada israelita poderia se aproximar de Deus. No entanto, caminhar naquela lei era impossível, pois Deus é perfeito e o homem não é. Deus nos amou tanto que enviou o Seu Filho, a quem Ele nomeou Jesus (Hebraico: salvação), para cumprir perfeitamente aquela lei, e depois morrer inocente para que a morte e a vida subsequente fossem para os outros.
 
Ele morreu para colocar a Sua Vontade e Testamento em vigor, e depois o Pai O ressuscitou dos mortos para que Ele fosse o Executor de Seu próprio Testamento. Agora Ele supervisiona para que a Sua vontade seja feita – mas apenas para aqueles que O recebem.
 
O amor, portanto, não pode ser separado de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. Quando o amor é separado de Deus e dos Seus caminhos, o amor torna-se uma massa indefinível, algo que é apenas um sentimento bom, onde qualquer coisa vale, exceto Deus.
 
Amor sem expectativas não é amor. A graça é um afeto interior, o amor é o transbordar dessa graça. Porque somos amados por Deus, e por sua vez amamos a Deus verticalmente, é esperado que amemos o nosso próximo como a nós mesmos, como um derramamento desse amor. Eu já ensinei antes que a palavra "justiça" é a palavra hebraica tzedakah, traduzida como 'caridade'. Pois, quando somos feitos justos verticalmente com Deus, Ele espera que deixemos essa retidão com Ele fluir horizontalmente para o nosso próximo. Assim, os dois maiores mandamentos sobre os quais pendem toda a lei e os profetas são: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, alma, mente e força, e ao teu próximo como a ti mesmo.
 
O amor julga os outros
Jesus disse para não julgar o coração de uma pessoa em Mateus 7:1-2, mas Ele disse que devemos julgar o fruto das suas vidas alguns versículos depois, em 15-20.
 
E é aí que continuaremos na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
www.cwowi.org ou contacte-me por e-mail para [email protected] ou [email protected]
 

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A Paz como uma Arma, 2 de 2

12/7/2024

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Peace as a weapon, 2 of 2
A Paz como uma Arma, 2 de 2
 
Olá a todos,
 
Antigamente, eu levava diretamente todo o meu medo e preocupação às minhas orações. Às vezes, a principal razão para ir à igreja às quartas-feiras era lembrar ao Pai que eu tinha contas a pagar e contava com Ele para prover.
 
Medo e preocupação na oração
Há alguns anos, quando os nossos três filhos eram pequenos e o dinheiro estava especialmente apertado, eu costumava orar pelas contas prestes a vencer. No entanto, acabava tão preocupado e com tanto medo ao final da oração quanto estava no início.
 
A minha oração seguia mais ou menos as palavras de Filipenses 4:6-7:
“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”
 
Eu sabia que a palavra grega para 'guardar' significava algo como 'proteger como um muro de cidade', 'cercar', 'vigiar'. Mas eu não sentia paz no final da oração e questionava por que aquilo que Paulo prometeu não estava a acontecer comigo.
 
Um dia, olhei para esse versículo como um processo passo-a-passo, começando com: "Não estejais inquietos (ansiosos) por coisa alguma." A palavra grega 'ansiosos' é merimnao e significa 'ser puxado em direções diferentes', 'dividido, distraído'. Isso era eu – com os pensamentos a correrem por todos os lados, com medo e preocupação sobre o que aconteceria se a conta não fosse paga. Eu estava a tentar encontrar um Plano B e C, caso 'Deus não agisse'.
 
Decidi abordar isso como 'passo 1', 'passo 2', e assim por diante. A primeira coisa que Paulo disse foi para parar de estar ansioso, com medo e preocupado. Demorei duas semanas a lidar com o medo e a preocupação. Comecei a rejeitar ativamente os pensamentos de 'e se' e outros medos, substituindo-os por exemplos específicos do meu passado, onde o Pai foi fiel e 'agiu' por nós, até mesmo antes de eu ser salvo.
 
Foram necessárias duas semanas para lidar com o medo. Tinha muitas coisas pelas quais orava todos os dias, mas aquela conta - o aluguer que estava para vencer em 2 semanas e meia, eu não orava por ela. Mantive isso para mim até ter lidado com o medo. Lutei internamente durante duas semanas, contrariando cada pensamento de medo com uma lembrança da fidelidade do Pai, às vezes até antes de ser salvo.
 
Finalmente, o medo desapareceu e pude avançar para a próxima instrução de Paulo:
“antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”. Foi o que fiz. Humildemente, levei aquela conta de aluguer até Ele, recordando como Ele tinha sido fiel no passado e agradecendo-Lhe pela fidelidade contínua... e então aconteceu. A mensagem do céu, o arco-íris no meu espírito – PAZ!
 
Aconteceu exatamente como Paulo disse. A paz do Pai veio, e eu sabia, com uma certeza inabalável, que o aluguer estava pago – Como? Eu não sabia. Mas tinha paz, sabia que estava pago.
 
Desde então, tenho seguido as instruções de Paulo da mesma forma. Mas agora, já não levo duas semanas para lidar com o medo; consigo lidar com ele numa questão de minutos, ou até segundos – quanto mais se aprende a lidar com o medo, mais fácil se torna, até ao ponto em que já não é uma batalha.
 
Aprendi que a palavra 'guardar', como está em 'a paz de Deus guardará o vosso coração e mente', é tanto ofensiva quanto defensiva nesses casos. Quando um pensamento de medo ou preocupação começa a atacar a paz que eu tenho, é como um ataque contra um muro de castelo, ou contra uma muralha de uma cidade antiga. A paz fica de guarda, e eu mantenho os portões fechados ao recusar-me a ceder aos pensamentos de medo.
 
Recusar o medo, é como recusar abrir o portão.
É recusar baixar a ponte levadiça. Recusa os pensamentos de medo e preocupação. Isso exige disciplina e treino, e é difícil no início, mas logo se torna natural.
 
A paz torna-se uma arma ofensiva quando, mais uma vez, enfrentas aquele medo e preocupação com uma declaração – em voz alta, para que possas ouvir-te a dizê-la – sobre a fidelidade do Pai no passado. A paz sobrepõe-se ao medo e à preocupação quando fazes isso.
 
Jesus disse em Mateus 6:34: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã”
 
 "Não vos inquieteis (não andem ansiosos)." Os pensamentos vêm – mas não os aceitem. Ele tinha acabado de dizer aos fiéis que os gentios, aqueles fora da aliança com o Pai, se preocupam com comida e vestuário. Jesus disse que o nosso Pai sabe o que precisamos – Ele é o NOSSO Pai, não é o PAI DELES. Portanto, não andem ansiosos por estas coisas.
 
É assim que se faz: quando o pensamento surge, não o aceites, mas enfrenta-o com a paz que vem da fortaleza do teu coração e mente, rejeitando qualquer pensamento que seja contrário à paz. É algo muito simples, mas é uma disciplina – e, pelo menos para mim, foi difícil no início. No entanto, continua a praticar, e, com o tempo, isso se tornará a resposta imediata.
 
A paz é um dos frutos do espírito em Gálatas 5:22-23
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.
 
Eu acredito que Paulo se referia ao fruto do espírito humano, não o fruto do Espírito Santo. A razão é simples: O contexto é a comparação das obras da carne humana com o fruto do espírito renascido.
 
O Espírito de Deus é amor, alegria, paz, e assim por diante. O fruto que Ele produz no nosso espírito é para que outros o consumam.
 
O fruto de uma árvore é o meio de reproduzir aquela árvore, assim, devemos reproduzir discípulos. Esse é o nosso fruto, que se vê nas nossas vidas. As pessoas comem fruto. Ele fornece nutrição. Tem um gosto bom. As pessoas querem-no.
 
A paz é um fruto do espírito renascido. As pessoas querem a paz que tens. Elas querem o fruto da tua vida – veem o fruto do amor, da alegria, da paz, da mansidão, da longanimidade, da paciência, da bondade – e querem isso nas suas vidas.
 
Anda em paz. Aprende a guardá-la, e quando necessário, usa a paz como uma arma contra os dardos do inimigo, ou para ajudar uma pessoa a sair de contenda, medo ou preocupação...
 
Novo assunto na próxima semana, até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e contacte-me pelo e-mail [email protected] ou [email protected]
 

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