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Deus fazendo exemplos de pessoas, 1/4

11/29/2025

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God making examples of people, 1/4
Deus fazendo exemplos de pessoas, 1/4
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Olá a todos,

Sou o mais velho de 4 filhos, com cerca de 2 anos de diferença entre cada um. Quando eu estava no último ano do liceu, a minha mãe pediu-me desculpa por me ter tratado como um adulto, explicando que eu era tão grande que ela se esquecia de que ainda era criança. (Dos 11 aos 18 anos, depois de o meu pai ter saído de casa. Eu tenho 1,98 m de altura.)
 
O primeiro filho é a experiência dos pais, de o serem pela primeira vez. Quando o Chris, o nosso primogénito, tinha apenas alguns meses, ele chorava no meio da noite. Nós não sabíamos porquê – estava molhado? Com fome? Queria estar na cama com a mãe e o pai? Exasperada, a Barb pediu ajuda a uma amiga que já era mãe de 4 filhos. A Jeanne pediu à Barb para lhe mostrar como o Chris estava vestido e coberto durante a noite. Ela concluiu: “O Chris está com frio. Cubram-no melhor.” Fizemos isso, e o Chris começou logo a dormir a noite toda. Como é que íamos saber que ele estava com frio? Era o nosso primeiro filho. Éramos jovens e inexperientes, lol.
 
Nós, os primogénitos, somos a “versão de teste”. Somos a primeira vez que eles tiveram um bebé a brincar na terra. Acredito que, quando eu me sujava, a minha mãe parava tudo o que estava a fazer, em pânico, dava-me um banho completo, limpava a minha boca com o sabão mais forte da casa, esperando que eu não ficasse doente. Quando o meu irmão mais novo e a minha irmã mais nova nasceram, ela provavelmente desvalorizou e disse “é só terra” e voltou ao que estava a fazer.
 
No que diz respeito à disciplina…
Pela mesma falta, quando eu era criança levava uma palmada no rabo; os meus irmãos mais novos recebiam uma disciplina muito mais suave. Que duplo critério! Eles podiam ir ao jogo, mas não ao baile. A sério? Eu tinha levado uma palmada no rabo, ficado sem televisão e sem sobremesa uma semana, e não podia ir nem ao jogo nem ao baile.
 
Sobre “os pássaros e as abelhas”…
Quando uma criança de 4 anos pergunta: “De onde vêm os bebés?”, um pai/mãe explica ao nível de um miúdo de 4 anos. Quando essa criança tem 14 anos e quer respostas mais específicas sobre bebés e relações entre homem e mulher, os pais explicam a outro nível. Uma criança de 4 anos tem um tipo de revelação, um jovem de 14 tem outro.
 
De modo semelhante, o Senhor via Israel como o Seu primogénito. “Quando Israel era criança, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.” Para o Pai, Israel foi criado, nascido através da passagem pelo mar vermelho e era apena uma criança nessa altura — Oséias 11:1 (no texto original)
 
Sendo o primeiro filho, Israel recebeu a primeira revelação do Senhor e dos Seus caminhos. Eles eram como uma criança de 4 anos; nós somos como uma de 14. Eles receberam uma revelação muito básica de Deus e dos Seus caminhos, nós recebemos uma revelação muito mais elevada.
 
Hebreus 1:1-3 diz isto:
“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras (trechos aqui e ali) aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus (o Pai), a expressão exata do seu ser (do carácter do Pai), e sustém todas as coisas por sua palavra poderosa…”
 
Jesus é a mais alta revelação do Pai; Ele é a Palavra do poder do Pai. Isto mostra-nos que o Pai revelou os Seus caminhos a Israel como se fosse uma criança de 4 anos, com a revelação completa do Seu carácter sendo manifestado na pessoa do Seu Filho encarnado, Jesus Cristo.
 
Mas nem isso é uma revelação completa, porque nós estamos, por assim dizer, num sistema fechado, com a “era do homem” a chegar ao fim com o Seu regresso. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.” — 1 João 3:2-3
 
Este tempo do governo humano vai chegar ao fim, e então acontecerá uma revelação maior do Pai e do Senhor: veremos a Deus em toda a glória, sem o véu ocultador do corpo mortal feito da Terra, porque os nossos corpos celestiais serão capazes de ver e fazer parte da Sua glória total. Incrível!
 
Voltando a Israel como o Seu jovem primogénito:
Por ser o primogénito, com uma revelação limitada da verdadeira natureza do Pai, eles muitas vezes receberam um tratamento mais duro. Nós somos, no meu exemplo, os irmãos mais novos de Israel. De facto, Paulo escreve em 1 Coríntios 10:6 e 11 que o que aconteceu a Israel foi para nos servir de exemplo. Podemos pensar nisso da mesma forma como um primeiro filho recebe uma disciplina mais severa do que os irmãos mais novos, os mais novos tiram lição e aviso do que aconteceu ao mais velho.
 
Israel “nasceu” quando saiu do mar lá nos 1400 a.C., há cerca de 4 000 anos atrás. Não havia comunicação moderna, viagens fáceis, acesso a alimentos, cuidados de saúde ou educação. Viviam numa cultura que mantinha escravos para toda a vida. Viviam numa cultura que matava homens, mulheres e crianças em guerras constantes e sem misericórdia. Viviam numa era em que uma monarquia mudava, e a família do rei anterior era brutalmente assassinada. Viviam numa era de práticas pagãs perversas, desde sacrifício de bebés e adultos até à automutilação de várias formas.
 
Deus não aprova nenhuma dessas coisas, mas tinha de lidar com isso porque o Seu filho, Israel, tinha de lidar com isso. (O mesmo é verdade quando Paulo fala da escravidão sob o domínio romano; Deus não a aprova, mas Ele tem de lidar com ela porque a humanidade lida com o tráfico humano.) Por isso Deus deu leis sobre como Israel deveria lidar com essas questões.
 
Se tens 4 filhos e o mais velho rouba pela primeira vez o carro da família por uma noite, a punição dele será muito mais severa do que a “natureza real” dos pais. Mas tem de haver exemplo para os irmãos mais novos, porque a gravidade do ato poderia ter consequências fatais.
 
Se o teu filho regressa da escola e fala de colegas envolvidos num crime ou comportamento perigoso, ou mesmo algo que chegue ao nível de criminalidade, tens de lidar com esse filho e com quem o influencia de maneira drástica, talvez agressiva. A tua reação não é a “tua verdadeira natureza”, mas não convalesces esse tipo de comportamento, e tens de impor regras para que ele o entenda.
 
Às vezes, as ações dos outros forçam-te a fazer aquilo que não queres fazer.
Vê isto: até Hebreus 10:5-6 diz que Deus não teve prazer nos sacrifícios e ofertas queimadas do Antigo Testamento — ainda assim, Ele tornou-os parte da lei mosaica. O envio do Seu Filho é onde Ele encontrou prazer. O mesmo com Israel. Deus falou d’Ele mesmo e dos Seus caminhos a um nível aos pais “em muitas partes e de muitas maneiras”, mas a revelação suprema, a revelação completa de Si mesmo, é Jesus.
 
Esta série é sobre os exemplos que o Pai ou Senhor fez de certas pessoas na Bíblia, e por que eles foram feitos exemplos para nós. Há muitas situações no Novo Testamento em que Ele também nos deu exemplos.
 
Começaremos por aí na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e podes escrever-me para [email protected]
 

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Doutrinas de demónios (3/3): As Doutrinas dos Homens

11/22/2025

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Doctrines of demons, 3/3, Man's doctrines
Doutrinas de demónios (3/3): As Doutrinas dos Homens
 
Olá a todos,
 
Uma das minhas alunas da escola bíblica entrou muito abalada no meu escritório. Ela tinha separado o dízimo para entregar na igreja, mas era mãe solteira e precisava desse dinheiro para o almoço dela e do filho durante a semana. O pastor dela tinha-lhe dito que tinha de pagar a Deus primeiro, e confiar que Deus providenciaria a comida.
 
Mostrei-lhe uma situação muito semelhante em Marcos 7:1-13 e Mateus 15:1-9.
Os fariseus tinham criado mais de 800 leis próprias, que colocavam acima da Lei de Moisés — e era exatamente isso que levava Jesus a confrontá-los constantemente. Uma dessas leis dizia que, se os pais ou familiares estivessem em necessidade, mas a pessoa tivesse uma oferta ou dízimo reservado para Deus, devia dar primeiro a Deus e deixar a família sem ajuda.
 
Jesus disse-lhes: “Rejeitais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.” E acusou-os de “tornar a Palavra de Deus sem efeito por causa da vossa tradição.” (Marcos 7:9,13)
 
Nenhum de nós quer que a Palavra de Deus se torne sem efeito na nossa vida, mas acabamos por cair em ensinamentos humanos que a neutralizam. No nosso zelo em querer agradar a Deus, confiamos cegamente em líderes espirituais e racionalizamos a manipulação que vemos, dizendo que é “para Deus”. Felizmente, aquela jovem ouviu com sabedoria, alimentou-se a si e ao filho, e percebeu que o seu pastor se comportava como um fariseu. Quando os mandamentos dos homens são elevados acima das leis de Deus, o objetivo é controlar pessoas e exaltar quem ensina.
 
Pessoas de bom coração, que só querem agradar a Deus, submetem-se a doutrinas humanas pensando que estão a obedecer a Deus. Mas o Espírito da Verdade e o bom senso dentro delas lutam contra esses ensinos, criando culpa e condenação. A fé torna-se então tóxica — envenenando o seu relacionamento com Deus e com os outros que estão preocupados com eles. E a pessoa começa a isolar-se.
 
Alguns exemplos de doutrinas humanas incluem programas de “mentoria espiritual” onde alguém é “adotado” como filho ou filha espiritual. Os principais instrumentos usados são medo, culpa e vergonha.
 
Medo de não agradar a Deus, abrindo “portas ao inimigo”; (junto com ameaças de que eles podem ficar suscetíveis a ataques se não estiverem sob a sua cobertura espiritual, o que é muito eficaz nos mais novos e fracos na fé).
 
Culpa por sentir que estão a tentar agradar a Deus mas nunca são suficientemente bons. Vergonha por pecados passados cometidos, que leva a pessoa a entregar a sua vontade ao Pastor ou líder manipulador.
 
O mais comum e a mistura de doutrinas humanas com as de Deus
“Clamar o sangue de Jesus” e “Amarrar o diabo” são um exemplo de ensinos dos homens levados como verdade do evangelho por muitos.
 
Nota: “Clamar o sangue” é uma expressão tirada de Apocalipse 12:11, onde se fala dos mártires que venceram Satanás ao não negarem Cristo, mesmo diante da morte: “Eles o venceram (satanás) pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.” Naquela altura as pessoas tinham que jurar aliança a César enquanto renunciavam a Cristo, ou morriam. Esses crentes venceram não porque usaram o sangue como uma “ferramenta espiritual”, mas porque se recusaram a negar Jesus Cristo e recusara-se a negar a sua salvação.
 
Em toda a Bíblia, sempre que é feito um sacrifício de sangue, é apenas para um propósito: o perdão de pecados. Nunca uma arma espiritual contra alguém ou alguma coisa.
 
Quem usa tais expressões feitas pelos homens demonstram falta de confiança no nome mais poderoso do universo, porque o Seu nome é suficientemente poderoso! Foi-nos dado o nome mais poderoso do Universo para expulsar demónios, então parem de acrescentar doutrinas de homens aquilo que Deus já fez.
 
“Amarrar o diabo” vem de Mateus 12:29, onde Jesus, falando de si mesmo, disse: “Como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, se primeiro não o amarrar?” Vamos entender a parábola: “Como pode alguém entrar na casa (Terra) do valente (Satanás) e roubar-lhe os bens (o que Jesus faz na cruz a Satanás, vê Colossenses 2:15, ‘Despojando os principados e as potestades…), se primeiro não o amarrar (a Satanás)?”. Jesus amarrou um homem forte pela Cruz e Ressurreição. Satanás já foi ‘amarrado’, mas ainda não foi expulso – isso será depois. Por agora, ele está amarrado, e a nossa fé é mais forte do que ele.
 
Jesus disse para expulsar demónios – porque razão a pessoa amarraria um demónio deixando-o ali? Jesus disse para o expulsar da pessoa ou situação, não o prender naquele lugar. Ordene que saia!
 
De volta ao assunto…
O medo é muitas vezes usado por pregadores manipuladores para controlar as pessoas: “Precisam de juntar-se a nós na próxima semana para aprender a lição-chave que será partilhada, caso contrário poderão abrir a porta ao diabo”, é um exemplo. O medo do diabo é a raiz que dá vida aos ensinamentos dos homens. Toda uma geração de cristãos foi criada por estas doutrinas erradas, procurando aquela ´tal´ chave espiritual que trará paz total às suas vidas. Andam de conferência em conferência, de site em site, à procura dessa chave espiritual que fará tudo encaixar. Perdem a beleza da paz que vem simplesmente de caminhar com o Pai e o Senhor ao longo da vida, vendo o cuidado divino em cada dia.
 
A preocupação de Paulo era que as pessoas adotassem uma fé complicada.
Em 2 Coríntios 11:3, ele disse que temia que fossem seduzidas e desviadas da simplicidade que há em Cristo para uma fé mais complicada, que envolvia outro Jesus, outro evangelho, outro espírito.
 
As doutrinas dos homens tornam a fé mais complicada. Se fores tentado(a) a complicar a tua fé ao fazer algo, seguir alguma fórmula, ou dar voltas para agradar um pastor ou figura de autoridade para estar em boa consideração com eles – PÁRA! Recua, volta ao teu primeiro amor.
 
Considera Romanos 8:32 que diz:
“Aquele que nem mesmo poupou o seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas?” O Pai criou o universo através do Filho, e esse Filho vive agora em ti — Cristo em ti, a esperança da glória.

 
Se tens Cristo dentro de ti, tens o Criador de todo o universo no teu espírito. Tudo existe por Ele e para Ele, aquele que habita no teu espírito. O que poderias acrescentar a isso? Há algo que possas fazer para aumentar esse poder? Será que existe algo que possamos fazer para melhorar o que já foi feito por Ele? Podemos nós acrescentar ou retirar algo a Cristo em nós por qualquer ação da nossa parte? Não!
 
Há ensinamentos de demónios, ensinamentos de homens e ensinamentos de Deus. Apenas um deles é simples, fundamentado em amar o Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, força e mente, e amar o nosso próximo como a nós mesmos. Não tornes isso mais complicado do que é, pois tens Cristo em ti, o Criador de todo o universo; como poderíamos acrescentar algo a esse nível de graça?
 
Novo tema na próxima semana. Até lá, bênçãos!
John Fenn
cwowi.org | [email protected]

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Doutrinas de demónios (2/3): As Doutrinas de Deus

11/15/2025

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Doctrines of demons 2/3. God's doctrines
Doutrinas de demónios (2/3): As Doutrinas de Deus

Olá a todos,
 
Na semana passada falámos sobre as doutrinas de demónios, que se baseiam em perversões da natureza: mandamentos sobre o que se deve ou não comer, dos quais derivam crenças sobre os animais e o ambiente; e mandamentos de celibato, de onde vêm todos os ensinamentos distorcidos sobre a sexualidade humana.
 
Lembrem-se que sabemos como os demónios operam através do que Jesus disse em Mateus 12:43-45, os demónios mais fracos procuram os mais fortes para reforçar o seu poder de influência sobre uma pessoa. Paulo lista as doutrinas fundamentais dos demónios, e sobre essas doutrinas fundacionais outros espíritos constroem ensinamentos adicionais, conforme as pessoas desejam crer e praticar essas coisas.
As crenças que distorcem a verdadeira natureza da criação e da humanidade estão muitas vezes enraizadas nas ‘doutrinas de demónios’ mencionadas em 1 Timóteo 4.
 
Deus também tem doutrinas fundamentaisEm Hebreus 6:1-3 estão listadas as doutrinas fundamentais de Cristo: “Portanto, deixando os princípios elementares da doutrina de Cristo, avancemos para a maturidade, não lançando de novo o fundamento de: 1) arrependimento de obras mortas, 2) fé em Deus, 3) doutrina dos batismos (em água e no Espírito Santo), 4) imposição das mãos, 5) ressurreição dos mortos, 6) e juízo eterno.” O número 6 representa o homem, e estas doutrinas seguem uma linha do início ao fim da jornada espiritual: do arrependimento até ao juízo eterno.
 
A estratégia básica de ataque de Satanás foi revelada no Éden quando tentou Eva:“É assim que Deus disse?” seguido de uma resposta alternativa: “Certamente não morrerás… serás como Deus.” (Génesis 3:1-5)
 
Arrependimento? – “Não precisas mudar” (Do Grego: Mudança de mentalidade que leva a uma mudança de comportamento) Deus ama-te como és. Arrepender-se? É mesmo necessário? O pecado já passou, podes viver como achares melhor.
 
Fé em Deus? – “Basta seres espiritual e estás bem. Encontra a tua própria verdade.”
 
Batismo no Espírito Santo? – “A sério? Isso não é para ti; Pode ser um ensino fundamental de Cristo, mas tu não precisas de falar em línguas. Falar em línguas é ridículo e faz-te parecer louco e ignorante.”
 
Ressurreição dos mortos? – “Reencarnas numa outra forma de vida. (Ou) Morres e acabou, como um inseto no chão. Deixas de existir. És fruto da evolução, de um evento químico da Natureza. O teu propósito é aquilo que fizeres desta tua vida”
 
Juízo eterno? – “Será que significa mesmo isso? É Deus justo para te permitir viver eternamente no Céu por viveres alguns anos para Ele aqui na terra, enquanto condena alguém eternamente por uns poucos anos de erro?”
 
Satanás sempre começa com: “É assim que Deus disse?” — seguido de uma resposta alternativa. (Genesis 3:1-5)
 
Ensinei numa escola que se focava em imensos assuntos, mas ignorava as doutrinas fundamentais de CristoEra uma escola ministerial que dava certificados aos graduados, mas reparei que a maioria dos alunos não conhecia os ensinamentos básicos de Cristo, incluindo os referenciados acima.


As aulas tratavam de temas como: “derrubar fortalezas espirituais”, “apostolado”, “adoração profética”, “libertação”, “sinais e maravilhas”, “evangelismo de fogo”, “viver do céu para a terra”, e “transformação regional”, por exemplo.
 
Eu pedi ao Diretor permissão para ensinar as seis doutrinas fundamentais de Hebreus 6, mas o diretor recusou: “Ninguém iria inscrever-se nessa aula.” A liderança achava que ninguém queria ouvir sobre arrependimento, fé, batismos, imposição de mãos, ressurreição e juízo eterno.


Isso é muito aborrecido, certo?
Afinal, era muito mais “divertido” estudar sonhos proféticos ou fórmulas espirituais para “obter vitórias pessoais”. Era muito mais divertido aprender sobre o último sonho ou profecia que alguém teve, que me ensina a alcançar o que eu quero, quer por bloqueio dos ataques demoníacos contra mim, ou encontrando uma forma de manipular a Deus ou os seus princípios de “fé” para tornar a minha vida melhor. Certo?
 
Em 2 Timóteo 3:16, Paulo escreve: “Toda a Escritura inspirada por Deus é útil para doutrina, repreensão, correção e instrução na justiça.”
 
Analisando cada parte no Grego, a primeira palavra traduzida por “doutrina” (ou ensino em alguma traduções) significa “ensinar de modo a aplicar à vida prática”;
 
A palavra “Repreensão” é “prova” e “convicção interior”. Porquê “prova”? Porque trata-se do Espírito da Verdade a apresentar-nos provas — primeiro das afirmações de Jesus; depois, desde o testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus, até à prova de que pecámos, quando sentimos aquela convicção ou peso interior no nosso espírito.
 
A palavra para “correção” significa “repor no caminho certo” ou “endireitar algo”.
 
A palavra “instrução” (em justiça) significa “mentoria”, que inclui disciplina e dedicação à tarefa dada.
 
Doutrina (ensinos fundamentais e os que se constroem sobre eles), repreensão, correção e instrução em justiça — tudo isto descreve precisamente a vida de um discípulo de Jesus Cristo. Não apenas um crente, mas um discípulo, que significa literalmente “um aprendiz”.
 
A verdadeira batalha são os ensinamentos pelos quais a pessoa aprende
Demónios ensinam. Deus ensina. Considera que a batalha pelas almas é, essencialmente, uma batalha de ensinamentos. Jesus disse: “Fazei discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo o que vos tenho ensinado.” O conflito espiritual é, portanto, sobre o que é ensinado e vivido — se vem de Deus ou dos demónios. (Mateus 28:19-20)
 
Em Génesis 2 onde Adão foi criado, vemos que o Senhor, o seu Criador, ensinou Adão tudo sobre o Jardim do Éden e os animais. O historiador judeu Josefo escreveu que Adão, Sete e Enoque foram instruídos por Deus sobre toda a criação, até mesmo sobre as estrelas e as leis naturais.
 
Então quando lemos em Génesis 3:1-5, vemos que Satanás distorceu esse ensino com uma mentira: “É assim que Deus disse?... Não morrerás… serás como Ele.” O pecado veio depois de acreditarem na no ensino de Satanás – “Tu não vais morrer, tu serás como Deus”. Eles acreditaram na mentira primeiro, ENTÃO veio o pecado. Primeiro creram na doutrina de Satanás, que pela conversa que tiveram os seduziu e levou para longe dos ensinos de Deus.
 
Isto é o mesmo processo que vemos hoje, porque Satanás não mudou. Ainda há doutrinas de demónios lançadas na sociedade por aqueles que acreditam nas suas mentiras, e consequentemente o pecado — especialmente nas áreas que distorcem a natureza e a humanidade, especialmente a sexualidade humana.
 
Mas para os verdadeiros discípulos de Jesus, cujos olhos estão abertos para a verdade e que rejeitam essas mentiras ensinadas por Satanás, a luta muitas vezes é contra as doutrinas humanas — ensinamentos adicionados aos de Deus, que acabam por anular a Sua verdade.
 
E é sobre isso que falaremos na próxima semana.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — email: [email protected]
 

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Doutrinas de demónios, 1 de 3

11/8/2025

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Doctrines of demons, 1 of 3
Doutrinas de demónios, 1 de 3
 
Olá a todos,
 
Eu andava a buscar discernimento junto do Pai, porque sentia no meu espírito que a cultura americana — e também a mundial — estava a ser influenciada por algo mais do que meras ideias ou diferenças políticas e morais. Tinha estado a orar em espírito e a meditar sobre estas coisas, a perguntar, a sondar, procurando ver e compreender.
 
O Pai conduziu-me a 1 Timóteo 4:1-3, e depois fez-me uma pergunta:
 
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores (sedutores), e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;
 
Acreditar nestas coisas faz parte de um processo de sedução: gradual, um processo de engano.
 
A primeira coisa que o Pai me disse foi: “Repara que ele escreveu sobre doutrinas de demónios. Os demónios podem ensinar.”
 
Isto prendeu a minha atenção.
Já tinha lido aquelas palavras muitas vezes, mas nunca me tinha detido a pensar no que realmente diz: que os demónios ensinam. Os demónios ensinam! Uau! De repente, uma série de revelações começaram a fluir dentro de mim — demónios ensinam! É por isso que algumas diferenças políticas, ou conversas com pessoas que não andam com o Senhor, parecem tão difíceis, tão profundamente enraizadas na forma de pensar delas.
 
É também por isso que alguns cristãos que se desviaram da sã doutrina ficam tão desequilibrados quando aceitam “ensinos cristãos” que são obviamente não bíblicos, nem lógicos, nem em linha com o caráter do nosso Senhor. Explica também porque, em certos casos, ficam furiosos se não concordarmos com eles, porque foram enganados ao ponto de acreditarem que possuem uma revelação superior à de todos os outros. Não creram apenas em erro, mas em alguns casos, em doutrinas de demónios — foram seduzidos a aceitar outro Jesus, outro evangelho, outro espírito.
 
Não se trata apenas de ideias. Há pessoas que ouviram e acreditaram em ensinos de demónios.
Mas a ideia de que, na nossa sociedade, na cultura popular, há demónios a ensinar, foi uma realidade que nunca tinha considerado de forma tão direta.
 
Depois reparei nos dois exemplos que Paulo dá:
O celibato como ordenação, e o mandar abster-se de certos alimentos.
 
Fiquei a pensar no que estas duas coisas têm em comum para serem classificadas como ensinos de demónios. E o Pai respondeu-me de imediato: “Ambas são uma perversão da natureza.” Uau — era isso! Imediatamente lembrei-me de algo que o Senhor me dissera noutra visitação: “Se conseguires compreender isto: na maior parte das vezes, Nós agimos por convite na Terra, embora retenhamos os Nossos direitos como Criador.”
 
Sempre ensinei que é por isso que os milagres da Bíblia envolvem a natureza — são Deus a usar a criação - O dilúvio nos dias de Noé, para julgar a humanidade. As pragas do Egito; a separação do mar; a água que saiu da rocha; o sol parado com Josué; a sombra a recuar nos dias de Isaías; Jesus a acalmar o vento e o mar, a andar sobre a água; e até os impactos cósmicos mencionados em Apocalipse — tudo mostra o Criador a demonstrar, através da criação, que Ele é de facto Deus.
 
O Pai continuou: “Celibato e proibição de certos alimentos são categorias principais, e de cada uma delas fluem muitas doutrinas demoníacas derivadas dessas raízes.” E foi tudo o que Ele disse — mas a minha mente encheu-se de revelação.
 
Sob a categoria do celibato
Quando se fala em impor o celibato, a maioria das pessoas pensa logo na Igreja Católica Romana.
Mas isso é apenas a categoria principal. A partir dessa “grande” doutrina demoníaca, fluem muitos outros ensinos de demónios menores — incluindo todas as formas de perversão sexual, especialmente aquelas que são contra a natureza.
 
Sabemos isto acerca dos demónios: eles seduzem, atraem, mas o desejo pelo pecado está na carne do ser humano. Como diz Tiago 1:14-15: “Cada um, porém, é tentado pelo seu próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, após se consumar, gera a morte.”
 
(Repara: há um “período de gestação” — a luxuria (desejo de pecar) e a tentação crescem dentro da pessoa. É por isso que Paulo escreveu em Romanos 13:14: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.”)
 
Qualquer um de nós pode cometer uma variedade de pecados — os nossos corpos terrenos são inclinados a isso. E há pecados que cometemos sem envolvimento direto de demónios — simplesmente porque escolhemos pecar. Podemos dizer assim: Os descrentes pecam porque é a sua natureza. Os cristãos pecam por escolha. (Efésios 2:3)
 
Mas Satanás tentou Jesus nas três áreas que nos são mostradas: espírito (“adora-me”), alma (“atira-te abaixo e prova quem és”), corpo (“transforma estas pedras em pão”). Os demónios têm um grande papel em seduzir as pessoas ao pecado.
 
Em 1 Timóteo 4:1-5, vemos outro nível dessa sedução: ensinos de demónios. Da categoria do “celibato” fluem hoje ensinos como a confusão de género que vemos na cultura popular mundial.
Quando as pessoas acreditam em ensinos errados e se entregam aos próprios desejos, essas doutrinas demoníacas tornam-se fortalezas espirituais, marcadas por raiva e necessidade de aceitação — porque Satanás é irado e quer ser aceite como deus deste mundo, quer ser adorado.
Esses demónios também querem ser reconhecidos e “validados” — querem que todos os considerem certos.
 
Doutrinas de demónios e a comida
Nos dias de Paulo, os templos pagãos tinham carne e vinho em excesso por causa das ofertas feitas pelos seus fiéis. Esses alimentos eram depois vendidos a restaurantes e lojas próximas dos templos.
 
Estive em Corinto e vi que as ruínas do templo principal são cercadas nos lados por ruínas de antigas lojas e restaurantes — muitos vendiam comida que tinha sido oferecida nos templos pagãos. Paulo escreveu aos coríntios em 1 Coríntios 8 e 10, e também em Romanos 14, sobre esta questão:
devem os cristãos comer alimentos que tinham sido sacrificados a ídolos?
 
Em cada carta, Paulo disse que cada pessoa deve decidir por si, se vão ou não comer e beber essas coisas. Alguns sentiam-se incomodados pelas origens pagãs (assim como hoje alguns se incomodam com as origens de certas tradições do Natal ou da Páscoa), e outros não. Paulo escreveu em Romanos 14:5-6, 12-13: “Cada um esteja plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia especial, para o Senhor o faz; aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, abstém-se para o Senhor e dá graças a Deus. (...) Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Portanto, deixemos de julgar uns aos outros.”
 
A liberdade de consciência sobre o que comer é completamente diferente de um ensino demoníaco, que impõe uma regra e obriga as pessoas a não comer carne ou a serem vegetarianas. Dessa doutrina demoníaca — “não comas carne” — fluem ideias como a de que “os animais são pessoas também”, colocando-os ao nível de filhos humanos. Não são. São animais.
 
A maioria das traduções de 1 Timóteo 4:1-5 usa a palavra “doutrina”, mas também poderia ser traduzida por “ensino”. Ambas estão certas, mas “doutrina” indica um ensinamento estruturante, um alicerce sobre o qual se constroem outros ensinos menores. Isto significa que os demónios mais fortes estabelecem a base, e os menores constroem sobre ela.
 
As duas doutrinas de demónios que Paulo identifica — celibato forçado e proibição de certos alimentos — servem de base sobre a qual outras se edificam. E mostram-nos claramente que há, de facto, mais em ação na cultura popular do que simples diferenças de opinião. Mas Deus é a fonte das doutrinas corretas, e é sobre elas que falaremos a seguir — incluindo algumas que talvez nunca tenhas considerado ou ouvido ensinar. Depois disso, concluímos a serie com as doutrinas dos homens.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e-mail: [email protected]
 

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Conhecendo o Espírito da Verdade, 3/3

11/1/2025

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Knowing the Spirit of Truth, 3/3 
Conhecendo o Espírito da Verdade, 3/3
 
Olá a todos,
 
A maioria dos cristãos deseja ser sensível ao Espírito Santo; aqui estão alguns passos práticos:
 
Ensinos na internet: Se não consegues imaginar Jesus a falar sobre montanhas-russas no céu...
Põe essa ideia de lado. Avalia o que essa pessoa disse em comparação com outras afirmações (falsas) que já fez, e depois põe tudo de parte. É especulação e não pode ser provada deste lado do céu. Se alguém disser que Jesus lhe apareceu num sonho e lhe revelou a data do arrebatamento — é especulação.
 
O que essa pessoa afirma acabará por se revelar, portanto, deixa que o tempo mostre. Paulo escreveu o mesmo em Gálatas 6:3-5 (NVI): “Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga.” É a caminhada dessa pessoa; mantém-te afastado da especulação.
 
Quando ouvires algo que a tua mente questione, muda imediatamente a tua atenção para o teu espírito. Consegues ver Jesus, nos evangelhos, a fazer o que essa pessoa disse que Ele disse?
Consegues vê-Lo a ensinar uma fórmula complicada como essa?
Está de acordo com a simplicidade do que Ele ensinou e com o que vemos nos 30 anos do livro de Atos? O que foi dito é visto em Atos?
Paulo fala sobre esse tema nas suas cartas? Ou Pedro, Tiago, João, Judas?
 
Sentes no teu espírito um desconforto, ou nada, ou alegria e paz?
Alegria, paz e ressonância são o Espírito da Verdade a testemunhar dessa verdade.
Se não percebes nenhum desconforto, isso significa que deves usar o bom senso, as Escrituras e a lógica. São momentos em que Ele quer que aprendamos, cresçamos e nos tornemos responsáveis pela nossa própria fé.
 
Se sentes um desconforto, então não é preciso investigar mais. Rejeita-o, considera essa pessoa desequilibrada e põe de lado o que ela disse.
 
Do bom senso à revelação do Pai
Em Mateus 16:13-17 Jesus perguntou aos discípulos quem o povo dizia que Ele era — isso é bom senso. Isso é ter consciência do que a sociedade pensa. Mas há algo a notar: Ele perguntou, “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem (Messias)?”
 
Jesus começou por perguntar o que diziam algumas das vozes à sua volta. Os discípulos estavam em contacto com o povo, e Jesus queria saber qual era o rumor que se espalhava. Isto mostra que também nós devemos estar conscientes da sociedade e da cultura em que vivemos. “Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?” — perguntou Ele. Ao usar o termo Filho do Homem, Jesus identificou-Se como o Messias, expressão que todos conheciam de Daniel 7:13-14, onde o Filho do Homem se aproxima do Ancião de Dias (o Pai) para receber um reino que jamais terá fim.
 
Assim, ao perguntar o que diziam, e declarando ao mesmo tempo ser o Filho do Homem, Jesus enquadrou a questão dentro da verdade espiritual que eles já conheciam — Ele é o Messias.
Esta é uma grande lição para nós: podemos ouvir especulação, mas nunca devemos afastar-nos da verdade mais profunda que já conhecemos. Isso coloca a especulação na periferia das nossas vidas — algo que conhecemos, mas que não nos move.
 
Os discípulos responderam:
“Uns dizem que és João Batista, outros Elias, outros Jeremias ou um dos profetas.”
Isto é especulação. Paremos aqui. Agora aplica o bom senso: faz sentido que Jesus, que tinha sido visto com João antes de este morrer, fosse João ressuscitado? Ou que fosse Elias ou Jeremias reencarnado ou de volta dos mortos? Claro que não!
 
O que o povo dizia violava o bom senso. Os discípulos sabiam o que se comentava, mas rejeitaram — não fazia sentido. Então Pedro passou do bom senso à revelação: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
 
Jesus já tinha colocado a questão no contexto certo — Ele é o Messias (Filho do Homem). Assim vemos Pedro a rejeitar a especulação e a moldar a sua vida pela revelação que recebeu do Pai: “Tu és o Cristo.”
Ao princípio, Pedro acreditava intelectualmente que Jesus era o Filho do Homem, mas depois de ouvir as muitas “vozes”, buscou o Pai e recebeu revelação no seu espírito.
 
No entanto hoje, muitas pessoas põem de lado o bom senso e o estudo das Escrituras. Por exemplo, o erro dos chamados “tribunais celestiais”, que felizmente já diminuiu, à medida que as pessoas reconheceram o engano. Será que esse ensino se encaixa nos ensinamentos de Jesus em Mateus, Marcos, Lucas ou João? Não. Não é lógico. Então verificamos nas Escrituras: “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus... aproximemo-nos com confiança do trono da graça, para que recebamos misericórdia e encontremos graça que nos ajude no momento da necessidade.” Hebreus 4:14-16. Este e muitos outros versículos do Novo Testamento, que falam da nossa união com Cristo e de Cristo em nós, mostram claramente que essa doutrina dos “tribunais celestiais” é desequilibrada.
 
E quando o erro é rejeitado, a paz no espírito regressa — outro sinal de que o que rejeitámos merecia ser rejeitado.
 
Violando o bom senso: o pecado da presunção
Uma mulher teve as mãos impostas sobre os olhos porque não queria usar óculos (sem qualquer doença específica). Para provar que tinha sido curada, partiu os óculos diante da congregação. Todos se alegraram. Mas, ao regressar a casa, foi mandada parar pela polícia por conduzir em ziguezague, como uma pessoa embriagada — estava quase cega sem óculos. Afinal, não tinha sido curada. Ela pensava estar “em fé” ao partir os óculos, “em fé” ao acreditar que isso completaria a cura, e “em fé” ao conduzir, convencida de que isso também traria a cura.
 
Um jovem evangelista muito estimado teve cancro. Mas, sendo um “homem de fé”, recusou tratamento, acreditando que Deus o curaria. Não foi curado. Se tivesse usado o bom senso, teria recebido tratamento a tempo e vivido uma vida longa.
 
Outra mulher, nos anos 1970, queixou-se a Francis Hunter (que, com o marido Charles, realizava conhecidas reuniões de cura) de que andava a “expulsar as calorias” das sobremesas, mas tinha engordado 4,5 quilos — e não percebia o que estava a fazer de errado.
Alguns acham que o diabo está por trás de tudo e recusam ser práticos, e não assumem responsabilidade pela sua própria vida e situação.
 
Outra pessoa ficou sem combustível e pôs água no depósito, pensando que, como Jesus transformou água em vinho, Ele transformaria água em gasolina. Não aconteceu.
 
Antes de multiplicar o pão e o peixe, Jesus mandou o povo sentar-se em grupos de 50 e 100 — organização. Antes de transformar água em vinho, perguntou quais os recursos disponíveis e, quando lhe disseram, mandou encher as talhas de água — SÓ ENTÃO transformou a água em vinho.
 
Jesus não é o teu “sócio” ao ponto de poderes ignorar o teu dever e esperar que Ele faça milagrosamente o que tu devias ter feito. Passamos do bom senso à revelação — e esse bom senso baseia-se em revelação anterior. Portanto, se alguém disser que o mundo vai acabar em maio porque a lua se alinha com o calendário antigo, ou que o arrebatamento vai acontecer numa certa data, ou que o verdadeiro presidente vai surgir e prender o “falso” no dia da posse, ou que Jesus te disse que podes orar e salvar o mundo inteiro, ou que é Elias enviado para avisar o povo — reconhece que tudo isso viola o bom senso básico.
 
Se não sentes desconforto espiritual com essas coisas, aplica a lógica — não fazem sentido.
Depois confirma nas Escrituras, para que os três testemunhem do erro: o teu espírito e o Espírito da Verdade em ti, a lógica, e o capítulo e versículo.
 
O novo tema da próxima semana será nesta linha: “Ensinos de demónios, dos homens e de Deus.”
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e-mail: [email protected]
 

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