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Conhecendo o Espírito da Verdade: Parte 2 de 3

10/25/2025

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Knowing the Spirit of Truth: 2 of 3
Conhecendo o Espírito da Verdade: Parte 2 de 3
 
Olá a todos,

Precisei aumentar esta série para três partes em vez de duas — há tanto a dizer! Então esta é a parte 2, e a parte 3 sairá na próxima semana.
 
Para a lição de hoje imaginem que estamos a construir um banco com três pés. Cada princípio que vos apresento é como um pé desse banco.
 
Aqui está o primeiro dos 3 pés:
 
Primeiro pé do banco para nos tornarmos sensíveis ao Espírito da Verdade:
Não formo uma opinião até perceber algo no meu espírito acerca de determinada pessoa ou da sua experiência, ensino ou afirmação sobre o que Deus lhe disse. Frequentemente pergunto: “Pai, o que pensas disto?” Ou, se se refere a algo no corpo de Cristo: “O que pensas disto, Senhor?” (ex: algum ensino, algo que estejam a fazer, etc…).
 
Por exemplo, no final de 2001, depois dos ataques de 11 de setembro, o Congresso dos EUA aprovou uma lei chamada “The Patriot Act”. Houve muita controvérsia porque alargava a vigilância governamental a cidadãos norte-americanos, ou qualquer pessoa nos EUA, sem mandatos oficiais. Com tantas vozes tomando posição a favor ou contra, perguntei: “Pai, o que achas do Patriot Act?” Ele imediatamente respondeu, num modo muito típico de evitar uma resposta direta: “As leis que forem aprovadas para proteger o meu povo um dia serão usadas contra ele.”
 
É aí que a minha opinião começa e termina — com A opinião dele. Não procuro mais até que Ele acrescente algo sobre o assunto, ou me permita ver reportagens que forneçam mais informação. Então sei que me cabe fazer a minha própria pesquisa antes de formar uma opinião. Se alguém fizer uma afirmação a favor ou contra alguém, alguma informação, sonho, visão, visita que alguém diz ter tido, mas o Pai ou o Senhor permanecem em silêncio sobre isso, cabe-me exercer a devida diligência para discernir. (“Devida diligência” significa aquilo que se espera que uma pessoa razoável faça antes de entrar num acordo.)
 
Não formar opinião, ou pelo menos aguardar mais informação ou pesquisa, também me ajudou a caminhar em amor. Na maioria das vezes, o Senhor está em silêncio sobre o que ele pensa. Na maior parte das vezes, o seu silêncio significa que a resposta já foi revelada na Palavra escrita, ou que eu já sei a resposta por senso comum e lógica, ou que devo procurá-la por mim mesmo.
 
Geralmente não formo opinião porque não me importo com as reivindicações ou posição de alguém, então não vou mais adiante. Poucas coisas merecem investigação aprofundada. Essa é a história deles, eles se apresentarão diante de Jesus, não diante de mim, por isso deixo passar. Não é da minha conta, a menos que alguém o faça da minha conta. Então, que importa se eu faria as coisas de modo diferente, que importa se à primeira vista parece que estão errados? É a história deles, não a minha. “Pois o justo viverá pela fé.” Não formo opinião, e sigo em frente mesmo que pareça algo duvidoso.
 
Outro fator é o medo. As pessoas tomam decisões depois de formarem uma opinião, o que as leva a agir com base no medo — e depois dizem que Deus as guiou. Errado. Foi o medo as guiou, porque juntaram as emoções (medo) ao pensamento e se concentraram (alimentando continuamente) em coisas temerosas, e depois fizeram investimentos ou contraíram dívidas para acumular provisões, ou comprar coisas, tudo enraizado no medo. Quando o calendário ocidental estava a passar do século XX para o XXI, conheci pessoas que venderam propriedades na Califórnia, onde os preços são elevados, e compraram uma quinta mais barata no Arkansas para se prepararem para o colapso da sociedade... disseram que Deus os guiou a fazê-lo, mas numa reflexão mais profunda percebi que as suas ações estavam baseadas em medo. E… os computadores não pararam quando os relógios passaram de 1999 para 2000. Mas eles sofreram grande tensão financeira, conjugal e grandes perdas. Não tomem decisões financeiras baseadas no medo disfarçado de “Deus”.
 
Dito de outro modo:
Eu quero saber o que se passa ao meu redor, bom e mau, verdade e erro — há muito a ouvir. Mas só dou valor à voz do meu Mestre — percebo outras vozes, mas não as quero ouvir se estiverem em erro. Leio-as até compreender o seu ponto de vista, mas se se desequilibrarem, paro.
 
Não me ofender é outro benefício de não formar opinião de alguém. O problema é que a maioria das pessoas pensa que em cada resposta ou afirmação há um motivo oculto. Elas leem ou ouvem através da lente da sua dor, rejeição anterior ou ideias preconcebidas. As pessoas projetarão os pecados de quem as feriu sobre ti. Não te ofendas ao perceber que estão a sofrer; volta-te imediatamente para a oração por eles, em vez de formar uma opinião ofendida.
 
Segundo pé do banco:
Elimina da tua vida toda especulação. Não consumas redes sociais ou outros media que partilhem especulação. Especulação é opinião que não se pode provar por capítulo e versículo, ou por factos. Há diretrizes nesses casos. Primeiramente o bom senso. Ao lado do bom senso está desviar a nossa atenção para o Espírito da Verdade, para ver o que Ele acha do que alguém diz. Se algo não for senso comum e o Espírito da Verdade estiver contristado, então é para rejeitar.
 
Terceiro pé do banco:
Se não puder ser encontrado diretamente nas Escrituras, ou se não for consistente com os modos do Pai encontrados nas Escrituras, é rejeitado.
 
Trazendo os três pés juntos: 1. Não formar opinião. Se o Espírito da Verdade estiver em silêncio interior, isso significa usar o bom senso e/ou teu conhecimento da Escritura — ou busca da Escritura — para discernir por ti mesmo. 2. O que é alegado é especulação ou facto? Se for especulação, confia na paz interior ou no “não me parece bem”, e faz tua própria investigação. 3. Se aquilo que é alegado não se encontrar em capítulo e versículo, ou não for consistente com os caminhos de Deus, é rejeitado.
Todos os três são necessários para manter equilíbrio. Todos os três exigem que cada um de nós seja responsável pela sua própria vida, pelo seu próprio caminhar em amor, pelo seu próprio senso comum.
 
Por exemplo — (não sei onde fui buscar este exemplo…):
Se alguém diz que o arrebatamento ocorrerá numa data específica, as vossas emoções podem querer acreditar nisso porque desejam sair dos fardos da vida, das contas, dos problemas familiares, da dor e da doença. MAS ainda assim não formem opinião. Se essas emoções turvam a vossa capacidade de ouvir o Espírito da Verdade interiormente, então usem o bom senso e buscem nas Escrituras, como faziam os bereanos, para ver se estas coisas são assim, ANTES de formarem opinião. Quando o fizerem, verão que as Escrituras indicam que ainda não chegamos lá — então, apesar do quanto as emoções gostariam que fosse verdade, rejeitem pela lógica e por capítulo e versículo. Isso é um elemento do equilíbrio.
 
Os relacionamentos são muito importantes — amigos verdadeiros, não os amigos de redes sociais. Igrejas domésticas são baseadas em relacionamentos, não baseadas em auditório ou redes sociais. Os relacionamentos nas Igrejas domésticas ajudam a pessoa a manter equilíbrio, como parte do equilíbrio de uma família de fé maior. Se não frequentas custo domestico em casa, ou pelo menos encontros regulares com um amigo próximo da fé para convívio ou refeição, investe em alguém. Investe em relacionamentos. Não sejas como um passarinho bebé no ninho à espera que a comida lhe caia. Na medida da tua capacidade, aproxima-te de alguém “à deriva” entre igrejas como tu, ou aproxima-te de alguém na igreja auditório que frequentas. Pede ao Pai que te traga alguém à mente ou ao teu caminho que possas conhecer.
 
Claro que igrejas domésticas, como qualquer igreja de auditório, também se podem desequilibrar, mas as que o fazem são geralmente igrejas que não fazem parte de uma comunhão maior de igrejas — permanecem isoladas, completamente independentes e podem ficar demasiado focadas numa doutrina particular. MAS, em geral, uma igreja doméstica saudável e equilibrada e/ou relações com pessoas equilibradas que por si mesmas estão ligadas a outras e irão amolar as arestas da vida de uma pessoa como uma lixa. Nem sempre é divertido, mas são ajustes necessários pelo caminho.
 
Como o Senhor me disse numa visitação de 4 de fevereiro de 2001: “Como foi no princípio, assim deve ser agora. Estou a mover-me em relacionamentos.” Verás os três pés dentro de relacionamentos saudáveis em Cristo… mas há mais a dizer sobre ouvir o Espírito da Verdade interiormente. Então até à próxima semana, bênçãos!
John Fenn

cwowi.org e-mail: [email protected]
 

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Conhecendo o Espírito da Verdade em nós, 1/2

10/18/2025

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Knowing the Spirit of Truth within, 1/2
Conhecendo o Espírito da Verdade em nós, 1/2
 
Olá a todos,

Como sabemos se o sonho que alguém teve, uma alegada visitação ou visão vem do seu próprio desejo de ganhar fama ou dinheiro, ou de uma refeição da noite anterior que lhes fez mal, ou até de um demónio? Como distinguir entre algo que é de Deus e algo que é só resultado do que comemos ontem que nos fez mal?
 
É triste constatar que muitos no corpo de Cristo não conseguiram perceber que tantas profecias, sonhos e visões acerca do arrebatamento a 23-24 de setembro de 2025 eram falsas — por isso esta série procura oferecer as ferramentas necessárias para conhecer o Espírito da Verdade.
 
Em João 16:12-13 (NVI) Jesus disse: “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir.”
 
O nosso foco para esta série é este: Jesus disse que tinha mais para lhes dizer, mas eles não podiam suportar naquele momento. Parem um pouco para considerar: a preocupação natural deles seria ouvir corretamente tudo o que Ele viesse a dizer mais tarde. Então Jesus chamou o Espírito Santo de “Espírito da verdade”, significando que o Espírito Santo irá comunicar tudo o que Jesus disser, exatamente como foi dito.
 
E esse é o primeiro obstáculo:
Confiar no Espírito da Verdade interior. Devemos dedicar tempo a refletir no facto de que o Espírito Santo é o Espírito da verdade, que Ele nos comunicará com precisão aquilo que ouve de Jesus. Jesus disse: “…porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouviu…” A forma como percebemos aquilo que Ele comunica vem daí.
 
Sabemos que aquilo que Jesus diz lá do céu para nós é verdade, comunicado com precisão em cada detalhe, tom, inflexão — exatamente como Ele fala do céu. Mas iremos perceber o que foi comunicado, ou já nos tornámos surdos de ouvido? Se percebermos essa Verdade vinda do céu, iremos nós agir em fé conforme essa mesma palavra?
 
Uma vez que sabemos que o que é comunicado desde o céu é verdade, sem qualquer alteração, podemos entender o que Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:9-12:
 
“Todavia, como está escrito: ‘Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam.’ Mas Deus (O Pai) o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus (O Pai)…. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que procede de Deus, para que entendamos as coisas que Deus (O Pai) nos tem dado por sua graça.”
 
Se alguém lhe ensinou que tem de gritar com Deus Pai, implorar, manipular por meio de alguma fórmula para O abordar ou conseguir o que se quer, então essa pessoa ensinou-lhe mal — muito mal. Basta crer no capítulo e versículo. O Espírito Santo, que é o Espírito da Verdade, está agora mesmo sondando o Pai para saber o que Ele preparou para si. E Ele comunicará com precisão aquilo que foi preparado, porque Ele não fala de si mesmo. Isso pode implicar fazer algo difícil como admitir uma mentira, pedir desculpa, ou confessar aquele peso no espírito de que pecámos — bom ou mau, será a verdade.
 
Assim, agora sabemos que o papel do Espírito Santo é sondar o Pai pelo que Ele tem para nós, e pelo que Ele ou Jesus nos dizem, e comunicar essas coisas com 100 % de precisão.
 
A Testemunha
O segundo elemento a entender é que o Espírito Santo é o único da divindade presente a ministrar pessoalmente sobre a terra. Ele está simultaneamente no céu e na terra. Não há tempo nem distância para Ele, porque Ele está aqui e lá ao mesmo tempo. Portanto, o que Ele ouve lá, Ele comunica aqui, sem erro.
 
Todas as coisas feitas por Deus na terra nesta era, são por meio do Espírito Santo. Deixe-me explicar com uma analogia: suponhamos que temos um pai e um filho. O pai pede ao filho para lavar o carro, e ele o faz. O pai, dentro de casa, deu a ordem ao filho: lava o carro. O filho pode usar as ferramentas necessárias ou pedir ao pai o que precisar para cumprir a tarefa.
 
O filho pega na mangueira e começa a lavar o carro. Na nossa analogia, o pai representa Deus Pai, o filho representa Jesus, e a água é o Espírito Santo. Agora, quem lavou o carro? Foi o pai que deu a ordem? Poderíamos dizer isso da mesma forma que dizemos que um treinador ganhou o jogo. Mas também é verdade que o filho lavou o carro, porque ele fez o trabalho, tal como a equipa fez o trabalho de vencer. Ambos — pai e filho, treinador e jogadores — recebem crédito.
 
Mas a realidade é que a água lavou o carro. Num jogo, foi a bola que fez o golo — cruzou a linha, fez o ponto. Por isso é que guardam bolas de jogo — foi a bola que realizou o acto e é especial.
 
O Espírito Santo é quem nos lava. Ele é a Verdade, agindo sob a direção do Pai e do Filho para cumprir a Sua vontade nas nossas vidas. Ele não fala de si mesmo, mas aquilo que Ele ouve, como Jesus disse. Nesse papel Ele é quem executa o trabalho. Quando o Senhor me visita, sou levado pelo Espírito ao Seu reino. É Jesus, o homem, o Filho ressuscitado de Deus — mas pelo Espírito sou levado ao Seu reino, meus olhos são abertos para o Seu reino — pelo Espírito Santo.
 
Toda visão verdadeira, visitação, sonho, manifestação do Espírito é obra do Espírito Santo. Jesus tinha o Espírito sem medida, conforme João 3:34. Nós temos limites em relação ao Espírito Santo, mas Jesus em Sua obra terrena, e agora no céu, não os tem.
 
Nesse papel de quem trabalha hoje sobre a terra…
O Espírito Santo é, portanto, testemunha de todas as coisas. Quando o Pai me ensinava algumas destas coisas, fez-me meditar em Génesis 1:2: “E o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.” Eu perguntei: “Pai, porque é que o Espírito pairava sobra as águas?” e Ele disse-me: “Como testemunha.” Eu ainda não percebera: “Porquê?” Ele respondeu: “Moisés precisava de um testemunho ocular da criação para escrever o livro do Gênesis.”
 
Em Atos 5:32 Pedro, defendendo a sua fé em Cristo, dizendo aos governantes que eles crucificaram Jesus, mas que o Pai O ressuscitou e Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, disse: “E nós somos testemunhas destas coisas; e assim é também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.” (Tal declaração dirigida a eles, considerando que eles não têm o Espírito Santo porque não creem.)
 
Hoje cobrimos bastante terreno. O Espírito Santo é o Espírito da verdade, o único da divindade a ministrar pessoalmente na terra — Jesus, é claro, age por meio do Espírito, mas Ele não estará pessoalmente aqui até ao Seu retorno no fim desta era. O Espírito Santo é uma verdadeira testemunha, comunicando fielmente aquilo que Jesus e o Pai dizem e proporcionam.
 
Os nossos espíritos foram nascidos de novo, recriados por esse mesmo Espírito Santo. Ele testifica ao nosso espírito que somos filhos de Deus. A pergunta permanece — então, como percebemos o Espírito da Verdade quando alguém diz que Jesus lhe disse que o arrebatamento será 23-24 de setembro de 2025? Como perceber a verdade quando alguém alega que, quando Biden fosse empossado, Trump viria com o exército o prender, pois Deus lhe disse isso, ou que o Pai apareceu pessoalmente a essa pessoa para dizer tais coisas? Como separar o verdadeiro do falso?
 
Isso fica para a próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — envie-me email: [email protected]
 

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Usas “sabão espiritual” ou “gel de banho? 3/3

10/11/2025

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Do you use spiritual soap or body wash? 3/3
Usas “sabão espiritual” ou “gel de banho? 3/3
 
Olá a todos,
 
Paulo disse em 2 Coríntios 11:4 que eles receberam outro espírito depois de, primeiro, terem tido o Espírito Santo. Como é que um espírito falso se manifesta? E como podemos identificar mestres que têm esses espíritos falsos ligados a si?
 
Primeiro, nota que Paulo disse em 2 Coríntios 11:13-15 que eles se transformam na aparência do genuíno — ou seja, que nos seus ensinos apresentam “a sua verdade”. Isto é confirmado pelo que ele escreveu a Timóteo em 1 Timóteo 4:1-2: que nos últimos dias o Espírito Santo afirma especificamente que alguns se afastarão da fé equilibrada por causa de “espíritos enganadores e doutrinas de demónios”. Nesse contexto, ele menciona o celibato e a exigência de que todos deixem de comer carne como sendo um ensino de demónios.
 
Talvez isso seja uma novidade para alguns — que os demónios ensinam.
Mas, quando percebes que Satanás perverte o que é verdadeiro — pois ele não pode criar nada — tudo faz sentido: como ele distorce as palavras, tira a verdade do contexto e leva as pessoas a focarem-se apenas num elemento ou ensino, até que só consigam ver isso. Os demónios são excelentes professores; podes identificar muitas doutrinas de demónios simplesmente observando a cultura moderna. Mas esse não é o nosso foco hoje.
 
Em Jeremias 23, Deus identifica as características das pessoas carnais e dos ensinos demoníacos.
O capítulo inteiro tem 40 versículos, por isso vamos concentrar-nos apenas nos principais pontos. Os primeiros 8 versículos podem ser resumidos no versículo 1: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.”
 
Depois dos primeiros 4 versículos, onde expressa a Sua ira contra eles, Deus promete nos versículos 5-8 levantar o Messias como o Pastor de todos: “levantarei para Davi um Renovo justo, um rei que reinará com sabedoria e fará o que é justo e certo na terra.
 
No restante do capítulo, dos versículos 9 a 40,
O Senhor fornece a Jeremias — e a nós — identificadores que nos permitem reconhecer aqueles que têm um espírito errado. Nos versículos 9-15, tanto Jeremias como o Senhor expressam a sua dor pelos pastores, profetas e ministros que corromperam os caminhos de Deus, e que não se arrependem (v.14). O Senhor pronuncia juízo sobre eles, e daí retiramos os principais pontos.
 
No versículo 13, o Senhor diz que eles fazem o Seu povo errar.
 
No versículo 16, o Senhor diz: “eles vos farão vãos” (“¹eles os enchem de falsas esperanças”), o que significa que apelam ao orgulho intelectual. Uma tradução diz “tornam-vos inúteis” — no sentido de que a vossa fé se torna inútil, estagnada, vazia, sem respostas.
 
Ainda no versículo 16:
“Falam de visões inventadas por eles mesmos, e que não vêm da boca do Senhor.”
 
No versículo 17: “Vivem dizendo àqueles que desprezam a palavra do Senhor: ‘Vocês terão paz’. E a todos os que seguem a obstinação dos seus corações dizem: ‘Vocês não sofrerão desgraça alguma’.
 
 
No versículo 21:
“Não enviei esses profetas, mas eles foram correndo levar sua mensagem; não falei com eles, mas eles profetizaram (em meu nome).”
 
No versículo 26: ”Até quando os profetas continuarão a profetizar mentiras e as ilusões de suas próprias mentes?”
 
No versículo 27: “Eles imaginam que os sonhos que contam uns aos outros farão o povo esquecer o meu nome, assim como os seus antepassados esqueceram o meu nome por causa de Baal.”
Isto não soa exatamente como os “profetas” do YouTube que contam todos os sonhos e todas as “palavras” que dizem receber? Deus declara juízo sobre eles.
 
No versículo 28 há um apelo ao equilíbrio:
“O profeta que tem um sonho, conte o sonho, e o que tem a minha palavra, fale a minha palavra com fidelidade. Pois o que tem a palha com o trigo? ", pergunta o Senhor.” ou seja: a Verdade de Deus é o verdadeiro fruto; as palavras falsas são como a palha levada pelo vento. A que estás a dar ouvidos? O que estás a ver e a ler?
 
No versículo 30:  "Portanto", declara o Senhor, "estou contra os (falsos) profetas que roubam uns dos outros as minhas palavras.”
 
O falso profeta — e refiro-me a cristãos que transmitem palavras falsas — não tem revelação original própria. Isto porque se abriram a espíritos mentirosos e, por isso, têm de “emprestar” palavras uns dos outros. É uma perversão do verdadeiro: quando Deus fala genuinamente, Ele confirma a Sua palavra através de 2 ou 3 testemunhas. Satanás perverte isto — e, como não pode trazer confirmação verdadeira, os falsos ficam reduzidos a roubar palavras e ensinos de outros.
 
No versículo 32: “Sim, estou contra os que profetizam sonhos falsos", declara o Senhor. "Eles os relatam e com as suas mentiras irresponsáveis desviam o meu povo (desrespeito imprudente pela verdade e pelo temor devido a Deus). Eu não os enviei nem lhes autorizei; e eles não trazem benefício algum a este povo", declara o Senhor. (Eu não abençoo a eles ou o que eles dizem)
 
Nos versículos 33-40, no fim do capítulo, o Senhor diz que não responderá quando eles perguntarem:
‘Qual é a mensagem pesada da qual o Senhor lhe encarregou? ’-- Ele ficará em silêncio para com eles.
No versículo 36, Deus diz que cada pessoa deve ter a sua própria palavra do Senhor para a sua vida — em vez de andar a correr de um lado para o outro atrás do que este ou aquele profeta “sonhou” ou “recebeu”.
 
Na próxima semana começaremos uma nova série sobre como conhecer o Espírito da Verdade, para não sermos enganados, e também veremos o papel do Espírito Santo nesse processo.
Podemos SIM conhecer o Espírito da Verdade que habita em nós e discernir quando alguém tem um espírito falso — isso fica para a próxima semana.
 
Por agora, já abordámos o falso Jesus, o falso Espírito (na mensagem de hoje) e o falso evangelho, bem como a aparência dos ministros do falso.
Devemos estar bem equipados com informação suficiente para analisar estas coisas nas nossas vidas. Até à próxima semana, bênçãos!
John Fenn

cwowi.org — e podem escrever-me para [email protected]
 


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Usas “sabão espiritual” ou “gel de banho espiritual”? 2/3

10/4/2025

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Do you use spiritual soap, or body wash? 2/3
Usas “sabão espiritual” ou “gel de banho espiritual”? 2/3
 
Olá a todos,

Depois da mensagem da semana passada, chegaram a verificar os vossos sabonetes e géis de banho para perceber quais são mesmo sabão e quais não são? (risos)
 
O “falso sabão espiritual” nesta série é aquilo que Paulo descreveu em II Coríntios 11:3-4 e ao longo do resto do capítulo. Ele receava que eles estivessem a “lavar-se” com outro Jesus, outro evangelho, outro espírito:
“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo.”
 
A palavra “enganar” significa “seduzir completamente”, e “corromper” é “murchar, secar”. “Mentes” significa “empregar esforço mental (sobre)”. “Pureza” é “hagnos”, ou seja, “estado de ser puro, irrepreensível”. Em grego o versículo fica assim:
“Receio que, tal como a serpente seduziu completamente Eva com a sua astúcia, também vós empregueis um esforço mental que vos fará murchar, afastando-vos da simplicidade e limpeza de Cristo.”
 
Isto descreve como é que alguém pode abandonar o Verdadeiro Jesus, Espírito e evangelho para acreditar em falsificações. Esta série trata do como e do porquê desse processo.
 
O versículo 4 diz: “Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram (no início), vocês o suportam facilmente.”
 
O que Paulo escreve é que, ao princípio, eles não receberam, nem aceitariam, um Jesus, evangelho ou Espírito diferentes. Mas agora tinham-se desviado e acolhido esse erro. Nem sequer se aperceberam de que estavam a acreditar num Jesus, Espírito e evangelho falsos – tal é a subtileza da sedução de Satanás.
 
Mais à frente no capítulo, Paulo descreve algumas dessas características. Logo no v.4 termina dizendo: “(agora) vocês o suportam facilmente.” Nos vv.6-9 Paulo diz que não era um orador eloquente, em contraste com a apresentação polida e convincente dos falsos mestres.
 
Nos vv.8-9 ele diz que recebeu apoio financeiro de outras igrejas, não deles, para não lhes ser um peso. Isto mostra que aqueles que pregam um falso Jesus, Espírito e evangelho procuram obter dinheiro (ou, nos nossos dias, vivem de cliques e visualizações online). Paulo, pelo contrário, raramente mencionava sustento financeiro.
 
No v.13 escreve: “Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. O grego diz: “Tais são falsos apóstolos, obreiros enganosos, disfarçando-se de apóstolos de Cristo.” A palavra grega dolios (traduzida por “enganosos”) significa “cheios de dolo, de intenções ocultas”. A palavra traduzida por “fingindo-se” é metaschematizó: vem de “meta” (trazer mudança) e “schema” (esquema), ou seja, mudar a aparência ou substância através do engano.
 
E piora ainda mais. Nos vv.18-20 Paulo fala do povo que aceita esse falso Jesus, falso Espírito e falso evangelho. No v.18 diz que eles “gloriam-se segundo a carne” – ou seja, preocupam-se com a aparência e não com a substância. E têm a aparência de ser verdadeiros.
 
No v.19 afirma: “Vocês, por serem tão sábios, suportam de boa vontade os insensatos!”
 
Aqui a palavra grega é aphron, de “phren”, significando “insensato, ignorante, egocêntrico”. Paulo diz que, ao abandonarem o verdadeiro Jesus, Espírito e evangelho, foram tão enganados que acolheram os ensinos de pessoas estúpidas. Ele não poupou críticas aos que espalhavam falsidades!
 
Mas há mais!
No v.20 continua: “De fato, vocês suportam até quem os escraviza ou os explora (os vossos bens ou tempo ou dinheiro), ou quem se exalta ou lhes fere a face.”
 
Estes falsos mestres eram gananciosos, manipuladores, exploravam o desejo de aprender e até insultavam – e, mesmo assim, o povo acreditava no que eles diziam, sem perceber que já tinha sido seduzido para longe do verdadeiro Jesus, do verdadeiro Espírito e do verdadeiro evangelho. Impressionante! Parece até que Paulo estava a falar dos seguidores das redes sociais de hoje!
 
Outro JesusO desafio nos dias de Paulo era a falta de compreensão do amor e da graça de Deus. Surgiu o Gnosticismo, falso ensino que misturava Jesus com outros deuses e deusas da época. Negavam a ressurreição literal de Jesus, ensinando que Ele ressuscitara apenas espiritualmente, que Cristo estava em cada pessoa e que cada um devia decidir a sua própria verdade. Como as coisas físicas eram más e iam desaparecer, pregavam que se podia viver como se quisesse e ainda assim ser cristão, ir para o céu.
 
Soa familiar? É praticamente a cultura moderna: outro Jesus, que só fala de amor, que não fala de pecado, que incentiva cada um a encontrar a sua espiritualidade e verdade pessoal, e todos acabaremos no céu.
 
Outro evangelho – como é que se reconhece?Precisamos de comparar com o evangelho verdadeiro para percebermos o falso.
 
Um falso evangelho apresenta um Jesus que não nos leva a deixar o pecado. Um falso evangelho diz que não precisamos de mudar, porque Jesus nos ama tal como somos. Um falso evangelho diz que Jesus sofreu para que não tivéssemos de sofrer – ou seja, uma vida confortável e próspera em todos os aspetos. Um falso evangelho diz que basta ser “espiritual” porque Cristo já está em nós e isso é suficiente.
 
O evangelho verdadeiro é entregar a nossa vida a Cristo, viver para Ele e para os outros. Não pergunta: “O que pode Jesus fazer por mim?”, mas sim: “O que posso eu fazer por Jesus?” O falso evangelho acrescenta Jesus à nossa agenda, como uma mãe ocupada que tenta encaixar mais uma atividade no dia. O evangelho verdadeiro é entregar-Lhe toda a nossa vida para que Ele faça dela o que quiser.
 
Jesus disse que seríamos odiados por causa d’Ele. Falou em carregar a nossa cruz, explicado depois nas epístolas, especialmente em I Pedro 4:1-2: “¹ pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado” Jesus falou de uma relação íntima com Ele e com o Pai.
 
Um amigo contou-me que, quando esteve na Índia, o anfitrião lhe disse:
“Pregamos um evangelho diferente do vosso na América.” Ao perguntar o que queria dizer, o anfitrião explicou: “Vocês pregam que, se acreditarem em Jesus, serão curados, a vossa família será restaurada, a vossa saúde e bens serão restituídos. Nós pregamos que, se acreditarem em Jesus, podem perder a saúde, a família, os bens, até a vida.” Qual destes soa mais próximo do evangelho verdadeiro?
 
Na próxima semana guardei o melhor para o fim: Um falso espírito – como identificá-lo e reconhecer os seus ministros.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected]
 

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