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testemunho de John & Barb, 5 de 6, tempos difíceis

8/30/2025

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John & Barb's testimony, 5/6, hard times
testemunho de John & Barb, 5 de 6, tempos difíceis

Olá  a todos,

Terminei na semana passada com o Chris, por volta dos 5 anos, sentado na cama, a falar pela primeira vez. Pouco tempo depois começou a andar com a ajuda de um andarilho e de talas de plástico moldado que se ajustavam ao pé e ao calcanhar e subiam pela parte de trás da perna. Não ficou totalmente curado, mas passou a ser possível lidar com a situação.
 
O Chris via crianças na televisão a correr e dizia coisas como: “Quando eu chegar ao céu vou correr assim.” Todas as noites, quando está em casa e o deitamos, eu digo: “Pelas Suas pisaduras...” e o Chris responde: “Fui curado.” Mas ele ficou privado da capacidade de compreender o tempo no sentido de como algo ocorrido há 2000 anos o afeta agora. Um dia, quando tinha 21 anos, veio a gatinhar pelo corredor em estilo “soldado raso” todo entusiasmado: “Pai! Pai! Sabes o que Jesus me disse? Disse que vai andar comigo pelas montanhas, sim, iupi, foi isso que Ele disse (a rir-se, cheio de excitação), vai andar comigo pelas montanhas (a rir-se de alegria)...”
 
Entretanto, o Senhor visitou-me para me explicar porque é que pessoas com deficiências ou doenças crónicas e de longa duração têm dificuldade em ser curadas — essa visita aconteceu com Jesus à minha esquerda enquanto eu estava sentado, e o Chris à minha direita na cadeira de rodas. O Chris está contente em esperar pelo céu, não tem capacidade mental para “acreditar” na cura, e nós, como pais, descansamos nisso, pois não podemos sobrepor-nos à vontade dele nem transmitir-lhe um conhecimento superior sobre a fé.
 
Coração para o ministério, mas necessidade de sustentar a família: entrega de pizzas
Em 1984 começámos a frequentar uma igreja que pouco depois me pediu para ser pastor-associado, mas não tinham como me pagar. Entretanto eu já tinha iniciado um restaurante de entrega de pizzas, de onde vinha o meu sustento.
 
A promessa era que o pastor venderia os seus negócios e se reformaria, promovendo-me a pastor principal, com salário integral. Comecei então a organizar às segundas-feiras à tarde reuniões de “escola de cura”. Vinham sempre 15 a 20 pessoas, sentávamo-nos em círculo e eu ensinava cada semana um aspeto sobre cura. Durante esse tempo comecei a mover-me nos dons do Espírito que a Bíblia chama de discernimento de espíritos. Com os olhos bem abertos eu via o mundo natural, mas ao mesmo tempo também via a esfera do Senhor (o mundo espiritual). Às vezes percebia os motivos de alguém relativamente ao que falava, mas na maior parte das vezes eu via o que acontecia no  mundo espiritual.
 
Por exemplo, algumas vezes via uma chama de fogo sobre alguém. Era sempre cerca de 45 cm de altura, com muitas línguas de fogo a vibrar, pairando sobre a cabeça da pessoa. Depois ouvia e via as palavras do Pai para essa pessoa. Outras vezes via um feixe de luz sobre alguém e novamente ouvia as palavras do Pai. Por vezes acontecia com várias pessoas numa reunião. Nesse ano, em abril o Senhor visitou-me pela primeira vez, num culto de domingo de manhã. Foi a primeira vez que O vi — está descrito no livro Pursuing the Seasons of God, por isso não entro aqui em pormenores.
 
Mas é importante saber que estas experiências espirituais aconteceram entre abril e todo o verão, porque em junho de 1986 o pastor e a esposa sentaram-se na nossa sala de estar e disseram que tinham mudado de ideias: ele não se iria reformar e não havia futuro para mim ali. No Espírito vi uma mão gigante a descer como um golpe de karaté entre eles e nós. Soube então que estávamos livres daquele compromisso. No entanto, continuámos a servir na igreja como se nada tivesse mudado, sabendo no espírito que já estávamos livres, mas no natural nada tinha mudado.
 
Há uma grande lição nisso
Muitas pessoas sentem no espírito que chegou ao fim o seu tempo num emprego, mas em vez de esperarem que o Senhor abra a próxima porta, despedem-se, e depois não percebem porque passam mal financeiramente. Só porque a nuvem se levanta desse emprego não significa que seja já hora de sair. Ele usa o tempo entre o fim da graça e o mover da nuvem para nos fazer crescer em paciência, graça e consistência. Se não aprendermos a lição, Ele colocará mais tarde outra situação onde teremos uma nova oportunidade de crescer. É preciso esperar que a nuvem se afaste, não basta sentimos que começa a levantar-se. No natural devemos fazer o que é correto — candidatar-nos, atualizar o currículo, etc. — mas não nos devemos mover até que a porta seguinte se abra.
 
Esse foi um tempo muito difícil para nós. Eu sabia que o Senhor me iria levar de novo para o ministério a tempo integral, mas não sabia para onde. Ele visitava-me e ensinava-me, mas em termos financeiros e de rumo de vida foi muito duro. Em outubro de 1986, numa curta viagem ao México (enviado pela igreja), o Senhor apareceu-me e mudou a minha vida para sempre. Está também relatado em Pursuing the Seasons of God (se me escreverem, envio em PDF em inglês).
 
Nessa altura vendemos a pizzaria, ficámos endividados ao fisco (IRS) e procurámos advogados por causa da lesão cerebral do Chris. Começámos a perceber o peso de criar um filho com atraso de desenvolvimento e deficiência física. O verão e o outono de 1986 foram particularmente difíceis para a Barb. Jesus visitava-me, mas não havia cura para o nosso filho mais velho. Os advogados analisaram os registos hospitalares e disseram que era claramente negligência, que viam ali uma grande indemnização. Prometiam-nos um acordo milionário. Jesus visitava-me e abria-me os olhos para a Sua realidade, mas nós não tínhamos dinheiro e vendíamos bens pessoais em feiras da ladra semanais só para comer e pagar terapias do Chris; o nosso tempo naquela igreja tinha acabado e não tínhamos para onde ir... e muito mais. Não conseguíamos dar conta de tudo e acabámos por desistir do processo legal.
 
Depois de 8 meses disto, no domingo, a 1 de fevereiro de 1987, o Senhor disse-me:
“Prepara-te para te mudares até ao fim do mês.” Obedecemos, pusemos o que restava em caixas e ficámos à espera. Duas semanas depois ligaram para a igreja (pois o nosso telefone já estava cortado), a perguntar por mim para pastorear uma igreja no sudeste do Colorado. O meu espírito saltou de alegria e fui visita-la. Era uma pequena cidade agrícola empoeirada, na pradaria do leste do Colorado, mas no nosso espirito havia confirmação: era Ele.
 
Estávamos a usar um carro emprestado, mas precisávamos de comprar um para nos mudarmos 2 horas e meia dali. Orámos e falámos sobre a nossa necessidade: um carro de 4 portas, caixa automática, ar condicionado, em bom estado e grande o suficiente para os 5. Um dia depois passei por um stand de usados e o meu espírito saltou, voltei atrás e entrei. Entre muitos carros havia um Chevrolet Impala branco de 1977, de 4 portas, com 10 anos mas em bom estado. O dono do stand explicou-me que pertencia a uma senhora da igreja dele e que estava apenas a ajudá-la a vender. Aconteceu que era uma amiga em comum que me conhecia da igreja anterior.
 
As minhas condições eram: sem entrada, só começar a pagar passados 90 dias, mas precisava do carro de imediato. Ela orou, sentiu no espírito que era o Senhor, e no dia seguinte ligou para a igreja a dizer que me vendia o carro.
 
A lição era que até Deus não move um carro estacionado. Nós orámos, especificámos a necessidade, e depois eu comecei a procurar. Fazemos o que sabemos fazer no natural, e depois Ele age. Vemos isto na Bíblia quando Jesus mandou os milhares sentarem-se em grupos de 50 e 100, e só depois multiplicou os pães e peixes. Ou quando mandou encher as 6 talhas de água, e só então transformou a água em vinho.
 
Mudança...
Mudámo-nos a 1 de março de 1987. Fomos viver para uma pequena casa ao lado da igreja, e quando digo pequena era mesmo um quadrado: 2 quartos, 1 casa de banho, com fundações tão más que, quando o biberon do nosso filho mais novo caía ao chão, rolava para o centro da casa. O primeiro culto teve 7 pessoas. Duas semanas depois já eram 10 e festejámos por termos chegado aos dois dígitos! Durante quase 6 anos ali, passámos por 4 edifícios à medida que crescíamos e desenvolvemos muitos programas de apoio à comunidade.
 
Todo esse tempo a Barb e eu continuámos a identificar-nos sobre o movimento Palavra da Fé, pois víamos o lado bom — a integridade da Palavra de Deus — mas sentíamo-nos afastados dos que tinham perdido o equilíbrio. Com um filho deficiente, vivendo na pobreza, tendo recusado várias oportunidades no mundo dos negócios que nos teriam feito ricos, não encaixávamos na imagem de um pastor da Palavra da Fé. Estávamos demasiado ocupados a agarrar-nos ao Senhor para nos importarmos com isso, mas perdemos algumas amizades.
 
Pobreza é um estado de espírito, não uma conta bancária
Por um lado, Deus movia-se poderosamente entre nós, e o Senhor visitava-nos regularmente, ensinando-me tantas coisas. Mas no natural eramos pobres, vivendo de oferta em oferta. Algumas jovens mães sugeriram à Barb que recorresse ao apoio social, senhas de alimentação e leite e queijo gratuitos do governo para famílias de baixos rendimentos.
 
Mas, para crédito dela, a Barb reconheceu que pobreza é uma mentalidade e não uma conta bancária. Recusou tudo, dizendo que confiaria no Pai para as nossas necessidades, incluindo o leite, o queijo e outros alimentos que esses programas de apoio ofereciam.
 
Posso dizer que nesse tempo nunca nos faltou nada. Mas continuávamos a sentir-nos sozinhos, afastados da comunidade da Palavra da Fé de amigos. Estávamos apenas focados no essencial da nossa caminhada com o Pai e o Senhor. Houve um janeiro em que a igreja mal conseguiu pagar a nossa renda, e o dinheiro que restou para mim como salário foram 15 dólares. Quinze dólares! — não é engano. Mas Ele providenciou...
 
Como Ele providenciou, e o nosso regresso a Tulsa, a “fivela do cinturão bíblico” dos EUA, conto-vos na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org
 

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Testemunho de John & Barb, 4 de 6, crise de fé e visitas de Jesus

8/23/2025

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John & Barb's testimonies, 4/6, crisis of faith, Jesus visits
Testemunho de John & Barb, 4 de 6, crise de fé e visitas de Jesus
 
Olá a todos,

Casámo-nos em setembro de 1978 e, em março seguinte (1979), a Barb ficou grávida do Chris. Em maio, com três meses de gravidez e a sofrer enjoos e náuseas típicas do primeiro trimestre, conduzimos para oeste, atravessando os EUA, de Charlotte, Carolina do Norte, até Tulsa, Oklahoma. (1020 milhas / 1640 km) Eu conduzia um camião de mudanças alugado e ela seguia atrás, no nosso pequeno carro. Não foi uma viagem divertida, com paragens pelo caminho para a Barb vomitar na berma da estrada, ameaçando voltar para a casa da mãe entre os vómitos, lol.
 
Antes de deixarmos Charlotte, tínhamos expressado ao Pai que não queríamos viver num apartamento, já que o Chris iria nascer em dezembro. Pedimos se podíamos alugar uma casa, e Ele respondeu-me: “Podem alugar uma casa… e depois disso vou dar-vos um rancho.” Lição aprendida. O rancho só chegou 19 anos depois! Ele tem uma forma de deixar grandes intervalos de tempo entre as promessas.
 
Como era e é nosso hábito, escrevemos as nossas necessidades num papel.
Mesmo com 22 anos, já tínhamos discernimento para sermos honestos na oração, fazendo a distinção entre necessidade e desejo. Isso exige uma conversa sincera dentro do nosso próprio coração. Se disseres ao Pai que precisas de algo quando, na verdade, é apenas um desejo, Ele nem sempre vai responder, especialmente se esse desejo nascer da cobiça/ganância. Se os desejos forem justos, descobrimos que Ele frequentemente responde. O Salmo 37:4 diz que Ele concede os desejos do coração, não as cobiças do coração. Têm de ser desejos justos, normalmente diretamente ligados a uma necessidade expressa. Filipenses 4:19 diz que Ele supre as nossas necessidades segundo as Suas riquezas em glória.
 
As necessidades eram: 3 quartos (1 para nós, 1 para o bebé, 1 para os pais nos visitarem), pelo menos 1 casa de banho completa e uma segunda casa de banho para os outros 2 quartos, uma garagem para o carro, eletrodomésticos exceto máquina de lavar e secar roupa — que compraríamos ao chegar.
 
Nos desejos escrevemos: esquema de cores em tons terra, alcatifa em vez de madeira ou mosaico, lareira, janela sobre a banca da cozinha. Entregámos ambas as listas ao Pai, tomámos autoridade sobre o diabo para o impedir de estragar alguma coisa, e pedimos ao Pai que enviasse os Seus anjos para fazerem o que fosse necessário. Silenciosamente, depois de termos orado, pensei comigo mesmo, e mais tarde também disse à Barb: “Seria bom já ter uma horta iniciada, já que vamos chegar na primavera (maio).”
 
Quando chegámos a Tulsa, marcámos uma visita para ver uma casa para arrendar. A caminho dessa visita, os meus olhos caíram sobre uma placa que dizia “Para arrendar” à frente de uma casa à minha esquerda. O meu espírito saltou e eu travei bruscamente. “É esta. Esta é a casa que o Pai tem para nós.” Decidimos que era correto manter o compromisso com a outra casa, e assim fizemos. Lá, confirmámos que no nosso espírito não havia vida em relação à casa, por isso sabíamos que devíamos alugar a outra. Assim fizemos, e ela tinha tudo o que tínhamos colocado na nossa lista de necessidades e desejos — tons terra, alcatifa, lareira, janela sobre a banca.
 
A casa até tinha uma horta a crescer nos fundos, e ficámos radiantes. Uns dias depois, quando nos mudámos, tudo estava limpo e perfeito, mas a horta tinha sido cortada rente ao chão. Fiquei espantado. “O que aconteceu?”, perguntei ao Pai, e nesse dia aprendi mais uma lição:
 
“Não confiaste o suficiente em Mim para incluir a horta na tua oração, (apesar de Eu a ter providenciado), por isso ela ficou sem proteção, e o diabo moveu as pessoas a destruí-la.”
 
A graça vem primeiro — é uma revelação do Pai ou do Senhor. A fé é a nossa resposta a essa graça/revelação. Quando o Pai disse: “Podem alugar uma casa em Tulsa”, isso foi a graça/revelação. Como Jesus disse em João 15:7, quando Ele fala a uma pessoa, ela pode pedir o que quiser, no que se relaciona com o que Ele disse, e isso será feito.
 
Por exemplo, Noé recebeu a revelação do dilúvio e a ordem para construir a arca, por isso, tudo o que ele precisasse para essa tarefa seria providenciado. Nós recebemos a ordem de que podíamos alugar uma casa, por isso devíamos ter respondido a essa graça/revelação com fé suficiente para incluir a horta. Oh, homem de pouca fé…
 
Dezembro de 1979 – Chris nasce “bebé azul”
Depois de mais de 15 horas de trabalho de parto, Chris nasceu por cesariana de emergência, com o cordão enrolado ao pescoço. Para quem entende, a sua pontuação APGAR foi 4. Nós não sabíamos nada, sendo pais pela primeira vez. Aos 4 meses, a minha mãe notou que algo não estava bem com o seu tónus muscular, mas nós ignorámos o comentário. Aos 6 meses, ele ainda não conseguia sentar-se normalmente, parecia uma boneca de trapos, e não tinha dito uma única palavra.
 
Em junho de 1980, a Barb levou o Chris ao médico (com 6 meses). Tínhamos mudado para a zona de Boulder, no Colorado, e não tínhamos família; estávamos apenas a começar a fazer amigos na igreja que frequentávamos, City on the Hill, com o Pastor Steve Shank. Boa igreja, bons pastores. O médico disse à Barb que o Chris tinha paralisia cerebral (PC), que é uma lesão cerebral ocorrida durante o trabalho de parto e/ou nascimento. Disse-lhe para o colocar numa instituição “e esquecer que alguma vez o tinha tido”. Disse que não havia motivo para não podermos ter filhos normais, por isso era melhor “pôr este numa instituição e esquecer que alguma vez o tivemos.”
 
A Barb ligou-me para o trabalho a chorar, devastada. Nessa noite, demos banho ao Chris, colocámo-lo sobre uma toalha de banho para o secar, e impusemos as mãos sobre ele, rejeitando o diagnóstico e o conselho do médico, e ordenando que o Chris fosse curado. Mas… quando o Chris tinha quase 5 anos, ainda nunca se tinha sentado, nunca tinha dito uma palavra, e só conseguia rolar como um tronco pelo chão, empurrando-se com os braços para mudar de direção.
 
Uma noite, enquanto eu trabalhava até tarde, a Barb chegou ao seu ponto de rutura.
O Chris estava no andar de cima, no berço — apesar de ter quase 5 anos — porque cairia de uma cama normal. Ela derramou o seu coração em lágrimas diante do Pai, implorando por cura, implorando por respostas. De repente, ouviu de cima: “Mamã! Mamã, olha!” Ela correu escada acima e o Chris estava sentado na cama e a falar. Foi verdadeiramente um milagre e, por qualquer razão, foi apenas uma cura parcial.
 
O Chris não parou mais de falar, lol, pois mantém uma conversa constante sobre camiões, carros, comboios, pessoas, qualquer coisa que se passa à nossa volta. Nunca encontrou um estranho ou um cão de quem não gostasse. Mentalmente, é como uma criança de 4 anos, mas compreende algumas coisas além disso.
 
De volta a 1984-85
Muitas pessoas do movimento “Palavra da Fé” questionavam se era “contra a fé” ir ao médico, ter seguro, tomar medicamentos, etc. O novo médico do Chris tinha prescrito fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala para ele. O Chris tinha agora 6 anos, era falador, mas precisava de ajuda para pronunciar certas letras.
 
Orei ao Senhor sobre este assunto, já que foi pelas Suas pisaduras que recebemos a cura como parte da expiação. Ele disse-me: “Não é ‘contra a tua fé’, pois as terapias trabalham com a cura, não contra ela.” Perguntei o que queria dizer. “Elas fazem com que as partes do corpo se movam como foram concebidas, por isso estão a trabalhar com a cura, não contra ela.” Pedi capítulo e versículo e Ele respondeu: “Não entendes por que razão Eu disse ao homem da mão mirrada para a estender, ou ao coxo para pegar na sua cama e andar?” (Marcos 3:1-5, 2:1-12)
 
Aprendemos tantas lições sobre os caminhos do Senhor durante a nossa jornada. Espero que, ao partilhá-las, vocês também possam conhecer os Seus caminhos.
Na próxima semana: o desejo do Chris pelo céu em vez de cura, os intervalos de tempo entre as Suas promessas, e mais! Até lá, bênçãos,
 
John Fenn
cwowi.org — e-mail: [email protected] ou [email protected]
 

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Testemunho de John & Barb, 3 de 6, Barb converte-se

8/16/2025

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John & Barb's testimonies, 3 of 6, Barb gets saved
Testemunho de John & Barb, 3 de 6, Barb converte-se
 
Olá a todos,
 
Conduzindo Barb ao Senhor
A Barb e eu gostámos genuinamente um do outro desde o início. Fazemo-nos rir, e rimos muito, mesmo agora, passados todos estes anos.  Amamos a natureza, e passámos muitos encontros a falar sobre construir uma vida juntos, filhos, disciplina e todas as coisas de que um jovem casal deve falar enquanto se vai conhecendo. Uma dessas coisas sobre as quais lhe falei foi sobre o Senhor.
 
Muitos dos nossos encontros, especialmente nos primeiros 6 meses, eram passados sentados num sofá na cave dela, comigo a contrariar todos os argumentos que ela tinha contra acreditar em Deus. Ela era totalmente descrente quando a conheci e, pior, estava envolvida em coisas muito sombrias. Mas, durante o outono e inverno de 1974-75, ela tinha visto a presença do Pai na minha vida e ouvido falar de Jesus. Um dia, estando completamente sozinha, ela disse: “Deus, se Tu és real, e o que o John diz sobre Ti é verdade, então é melhor provares isso agora...” Ela disse que, imediatamente, surgiu uma nuvem, uma presença saturante do Seu amor incondicional sobre ela, e ela soube, no seu íntimo, que Jesus e o Pai eram reais. Nunca mais olhou para trás. Desde o início, ela teve um coração para a justiça, arrependimento e santidade, e é tão zelosa agora como era nessa altura.
 
No verão em que terminei o liceu (a Barb estava um ano atrás), eu e mais dois rapazes fomos para uma cabana junto a um lago para um retiro de jejum, onde nos batizámos uns aos outros no lago. Foi nesse fim de semana que ouvi pela primeira vez a voz do Senhor. O Pai já me tinha falado muitas vezes, mas eu nunca tinha ouvido a voz de Jesus antes. A última música de um dos lados do álbum Evergreen, da Nancy Honeytree, era uma música escrita por Larry Norman intitulada I Am Your Servant.
 
Eu tinha dificuldades com a minha autoimagem e não conseguia acreditar que o Senhor pudesse usar-me para alguma coisa. Coloquei, por assim dizer, a minha vida no altar mais uma vez, pedindo-Lhe que me usasse se quisesse, embora, no íntimo, não visse como isso poderia acontecer. Quando I Am Your Servant estava a terminar, como se fosse através de um altifalante dentro de todo o meu ser, Ele disse: "Eu amo-te, John." Fiquei tão surpreendido que respondi: "Eu… eu… eu também Te amo, Senhor."
"Abre em João 14:27."
"Agora, Senhor?"
"Sim, agora.".”

 
Abri e li: “Deixo-vos a paz; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem tenha medo.” Soube, naquele momento, por mais impossível que parecesse, que Ele tinha aceite a minha oferta para O servir de qualquer maneira que Ele quisesse.
 
As famílias da Barb e a minha tinham ligações à Universidade de Indiana, por isso o sítio onde iríamos estudar já estava praticamente decidido. Em agosto de 1977, eu estava a começar o meu segundo ano lá, e a Barb estava a começar o primeiro. Eu vivia numa fraternidade e ela num dormitório, separados por cerca de 4,8 km. Em setembro, ela estava no meu quarto enquanto orávamos sobre o nosso futuro. Já sabíamos que éramos chamados para o ministério e que um curso de 4 anos não tinha qualquer atração para nós, mas estávamos a ser obedientes aos nossos pais.
 
Enquanto orávamos, ela viu uma visão de si mesma junto do Senhor, de frente para montanhas. Ele colocou as mãos sobre os seus ombros e virou-a para ver a pradaria diante deles. Estava cheia de trigo, e cada espiga tinha um rosto humano. Ao mesmo tempo, eu estava a profetizar o que Ele me dizia. Disse que queria que fôssemos para Boulder, no Colorado, aos pés das Montanhas Rochosas. Também disse: "O teu pai vai deixar de financiar os teus estudos nas férias de Natal. Quero que passes esse tempo em jejum e oração, e ensinar-te-ei muitas coisas." E, privadamente, para mim: "Podes estar casado por esta altura no próximo ano."
 
Ela saiu da minha fraternidade às 00h30, e eu acompanhei-a até à porta, depois fiquei a ver até ela sair da propriedade e entrar na rua e no passeio. Ela ligou-me quando chegou ao dormitório, entusiasmada, pois disse que dois grandes anjos a acompanharam até casa. Disse que usavam calças largas e túnicas, e que as pessoas se desviavam muito dela quando se cruzavam no passeio. Disse que, no segundo em que colocou a mão na porta do dormitório, eles partiram.
 
Tal como o Senhor tinha dito, o meu pai retirou o suporte financeiro nas férias de Natal. Em janeiro de 1978, vi-me a viver em casa, com 19 anos, fora da faculdade, a jejuar, orar, frequentar reuniões de oração e a impor as mãos a qualquer pessoa com necessidade de cura. Durante esse tempo, o Senhor concentrou-se em ensinar-me sobre cura, e tornei-me conhecido como o “guru” da vizinhança. A Barb ficou a terminar o primeiro ano na Universidade de Indiana. Em fevereiro, a minha mãe, já muito frustrada com um filho saudável e faminto a jejuar e orar, foi ao Senhor duas vezes nesses 90 dias, e em ambas ouviu: "Sê paciente. É de Mim."
 
Em março, sentindo que o meu tempo de jejum e oração estava a terminar, pedi a Barb em casamento, e marcámos a data para setembro, de acordo com a palavra do Senhor seis meses antes. Assim, lá estava eu: desempregado, sem carro, a viver em casa da minha mãe, e pronto para casar em seis meses. Os pais da Barb achavam que éramos malucos, como a minha mãe observou.
 
Em abril, a minha mãe chegou a casa de uma reunião de oração na igreja e disse:
“O Senhor falou comigo. É para ires de avião para Tulsa, Oklahoma.” Ligou de imediato à sua agente de viagens e marcou um voo para o dia seguinte. Foi tudo tão rápido. Parti com 9 dólares no bolso (todo o dinheiro que tinha no mundo) e o cartão de crédito da minha mãe. Aluguei um carro, arranjei um motel, e as únicas duas coisas que conhecia em Tulsa eram a Universidade Oral Roberts (ORU) e uma escola bíblica chamada Rhema, que tinha começado quatro anos antes. Candidatei-me a um emprego na ORU, mas senti um peso cada vez maior à medida que preenchia a candidatura, por isso não a terminei e saí. Depois fui à Rhema, onde estavam a gravar um programa de TV com um professor chamado Kenneth Hagin, e fiquei a assistir. Não sabia nada sobre a Rhema.
 
Nessa noite, sem direção e com apenas 7 dólares no bolso, ajoelhei-me e orei, perguntando ao Pai o que queria que eu fizesse. Vi uma visão como se estivesse a flutuar sobre um rio bloqueado por comportas. As comportas abriram-se e uma torrente de água saiu, e a flutuar na água estavam as letras a formar a palavra “Charlotte”. Depois terminou. Telefonei à minha mãe e perguntei o que havia em Charlotte, e ela disse que ficava na Carolina do Norte e que havia lá um ministério chamado “The PTL Club”. Disse que a nossa vizinha Betty lhe tinha contado mais cedo que, enquanto aspirava a casa, o Senhor apareceu e disse: “Estou a enviar o John para o The PTL Club.” A minha mãe disse: “Usa o cartão”, e no dia seguinte estava num avião de Tulsa para Charlotte. trabalhar lá significava estar a cerca de 15 horas de carro de casa.
 
Entrei no escritório de emprego do PTL Club e disse à funcionária que o Senhor me tinha dito para ir ali. Ela olhou para mim como quem já tinha ouvido isso umas mil vezes. Disse que havia um congelamento de contratações e que não estavam a recrutar. Ainda assim, perguntei para que trabalho devia candidatar-me. Ela, com ar de quem pensava “não ouviste o que eu disse?”, respondeu: "Vai ali orar sobre isso", apontando para uma mesa. Fui, e o Pai disse-me: "Escreve 'Guia Turístico'." Assim fiz e voltei para ela.
 
Ela ficou com cara de quem tinha visto um fantasma. Disse: “Enquanto estavas ali, o Senhor falou comigo e disse-me para te contratar. Espera só um minuto.” Desapareceu no escritório durante alguns minutos e voltou a dizer que tinha acabado de receber a notícia de que iam contratar dois guias turísticos. Isso levou a uma entrevista imediata. Quando viram que o meu curso na Universidade de Indiana era “Administração de Parques e Recreação”, marcaram-me uma segunda entrevista com o Diretor e o Diretor Adjunto da área chamada “Heritage USA” do ministério.
 
Era um grande empreendimento, que hoje está ocupado por outros ministérios. Na altura tinha um parque de campismo, anfiteatro, cabanas em torno de um lago, e muito mais. Fui contratado a 8 de maio de 1978 como “Guarda-florestal”. O facto de ter escrito “Guia Turístico” deu-me a entrada; aprendi que o Senhor é sábio e astuto nos negócios. Se tivesse escrito “Guarda-florestal” logo de início, não teria conseguido o emprego, mas o objetivo do Senhor ao mandar-me candidatar a “Guia Turístico” era apenas abrir a porta para o Seu verdadeiro plano.
 
Ao longo dos anos aprendi que, por vezes, Ele leva-me a aceitar um trabalho que não é exatamente o que sei que Ele tem para mim. Muitas vezes, Ele só precisa que eu seja contratado, para depois, já dentro da organização, me mover para onde realmente quer. Mas Ele tem de trabalhar com a livre vontade das pessoas. Muitos cristãos recusam empregos para os quais o Senhor os encaminha porque não é o que achavam que Ele queria, sem perceber que Ele só estava a tentar colocá-los no local para depois os mover.
 
Porquê Tulsa?
Agosto de 1978 foi um mês antes do nosso casamento, e eu estava em oração enquanto o Pai me ensinava sobre ser marido, como tratar a minha esposa, e assim por diante. Quase como um aparte, acrescentou: "A propósito, a razão por que te enviei a Tulsa é porque quero que vás para a Rhema no próximo ano." Fiquei atónito, pois tinha-me perguntado muitas vezes, desde abril, porque motivo tinha ido a Tulsa.
 
Telefonei de imediato à minha mãe, que, por coincidência, estava a almoçar com uma amiga que não via há semanas. Quando lhe contou o que o Senhor me tinha dito, a amiga respondeu: "Ontem à noite, enquanto orava, o Senhor disse-me que ia enviar o John para a escola bíblica e que queria que eu pagasse tudo. Diz-lhe para me enviar a carta de aceitação e eu pago o ano inteiro." (Eu enviei, e ela pagou.)
 
A Barb e eu casámos em setembro de 1978, já a saber que no verão seguinte teríamos de nos mudar para Tulsa. Mas aquele ano no PTL Club foi um bom “ano de recém-casados”. Começámos a nossa vida juntos a um dia inteiro de carro dos nossos pais, o que foi muito saudável, lol.
 
Na próxima semana: O nascimento do Chris com lesão cerebral, e um ou dois milagres pelo caminho.

 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e contactem-me em [email protected] ou [email protected]
 

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Testemunho de John & Barb, 2 de 6 – Conhecer a Barb

8/9/2025

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John & Barb's testimonies, 2of6, Meeting Barb
Testemunho de John & Barb, 2 de 6 – Conhecer a Barb,
 
Olá a todos,
 
O divórcio leva as crianças a pensar todo o tipo de coisas. A saída do meu pai afetou-nos, aos quatro irmãos, de formas diferentes. Tínhamos 11, 9, 7 e 5 anos, e encaixávamos nos papéis tantas vezes associados a famílias disfuncionais: o herói, o palhaço, o bode expiatório e, por fim, a irmã mais nova como mascote. Mas, no fundo, no meu coração, eu procurava um pai. A minha vida tinha acabado de desmoronar. No nosso círculo de amigos havia um rapaz da minha idade, o Emerson — ainda hoje um bom amigo — e outro, o Trip, também ainda amigo, cujas famílias tiveram a amabilidade de me incluir em muitas atividades familiares. Os pais do Trip eram tão próximos de nós que lhes chamávamos “Tio Del e Tia Betsy”.
 
Todos os meus amigos tinham pais presentes e ativos nas suas vidas, e eu sentia-me deslocado e sozinho. Quando o meu pai disse: “Vou divorciar-me da tua mãe e de vocês, meus filhos”, o mundo como eu o conhecia desabou. Deixei de me interessar pela escola. Larguei os escuteiros, as aulas de arte, de bateria, de natação (o professor queria que competisse), e mais tarde também abandonei as aulas de mergulho e de pilotagem. Simplesmente já não me importava. Por dentro, estava preso numa apatia total, apenas com um desejo: ter um pai.
 
Aos 14 anos, vi numa loja de animais do centro comercial uma pequena macaca à venda e quis muito levá-la para casa. Era a mais pequeno e frágil do grupo, agarrada aos outros — tal como eu me sentia. Identifiquei-me logo com ela. Nos anos 70 ainda se podiam comprar animais exóticos assim. A minha mãe percebeu que eu estava a sofrer e, mais tarde, disse-me que pensou que cuidar dela me ajudaria a curar. E tinha razão.
 
Chamei-lhe Tilly. Um vizinho — mais uma figura paterna indireta — construiu-me uma grande gaiola, e Tilly e eu tornámo-nos inseparáveis. Ensinei-a rapidamente a usar a gaiola como “casa de banho” e, com a trela e arnês, íamos juntos passear. Adorava trepar às árvores e, à noite, apanhar traças e besouros que voavam em torno da luz do alpendre.
 
Hoje consigo ver a mão do Pai a providenciar não só aqueles pais amigos, mas também a Tilly. Ela deu-me um motivo para viver. Tive-a apenas cerca de um ano — morreu no meu colo, a caminho do veterinário. Mais tarde, este confirmou que ela tinha um problema congénito nos intestinos, que acabou por ser fatal. Poucas semanas depois, em maio, fiz 15 anos.
 
Era 1973. Começava o meu 10.º ano e a Barb entrava no 9.º. Continuava tão apático como antes — chumbei a Álgebra no primeiro semestre — e continuava à procura de um pai. A única disciplina que me entusiasmava era Alemão, talvez porque quase tinha nascido na Alemanha. O meu pai tinha estado destacado perto de Estugarda em 1957-58, e a minha mãe voltou aos EUA para ter-me, coincidindo com a dispensa dele. Na altura, o serviço militar de dois anos era obrigatório. Quando os meus pais queriam dizer algo que nós, crianças, não devíamos ouvir, falavam em alemão — por isso eu queria muito aprendê-lo.
 
Foi na aula de Alemão que conheci a Janny, católica romana (ainda hoje grande amiga). Fazíamos trabalhos de grupo juntos e tornámo-nos próximos. Um dia, ao compararmos as nossas igrejas — ela católica, eu episcopal — percebemos que as liturgias eram quase iguais. Ela comentou: “Eu conheço o Deus por detrás da liturgia.” Fiquei intrigado. Eu queria conhecer Deus como Pai, mas não tinha certezas. Observava como ela e o namorado, Vic (futuro marido), oravam pelas coisas e como as respostas iam chegando, uma a uma. Depois de ver tantas orações respondidas, entreguei o meu coração ao Senhor e ao Pai.
 
Estava sozinho no meu quarto, num dia em que me certifiquei de que não havia ninguém em casa, e disse em voz alta: “Jesus, se és Tu quem tem a última palavra na minha vida, então faz sentido começar já a servir-Te. Não importa o que os outros pensem de mim; se Tu estás por mim e tens a última palavra, entrego-Te a minha vida — faz dela o que quiseres.”
 
Conhecer a Barb – 15 anos
Enquanto o Pai me atraía para Jesus através da Janny, em setembro de 1973, a Margaret — vizinha e melhor amiga da Barb — convidou-me para o baile de outono da escola dela. Eu tinha 15 anos, ainda não podia conduzir, por isso a minha mãe deixou-me em casa dela e o pai da Margaret levou-me de volta no final.
 
A minha mãe alugou-me um fato azul-claro, típico dos anos 70, com camisa de folhos. Tinha o cabelo encaracolado e comprido, formando um afro loiro (já tinha perdido o tom ruivo), e os dentes direitos graças ao aparelho.
 
Como vizinha, a Barb estava na casa da Margaret para nos ver vestidos para o baile. Tinha acabado de fazer 15 anos e tirado o aparelho. Não me lembro do vestido da Margaret, mas lembro-me da Barb — de camisola de algodão cor de vinho e jeans — a gozar divertidamente: “Oohh Margaret, ele é giro. Oohh Margaret, ele é alto. Oohh Margaret, e agora?” E coisas do género. Eu já não era o miúdo rechonchudo de 12 anos com fato verde feio e dentes salientes — era agora alto, magro e com ar da moda. Já não era nenhum totó! Risos…
 
Nunca mais voltei a sair com a Margaret. Sim, a puberdade faz milagres e transforma miúdas chatas e miúdos totós — e assim que conheci a Barb, foi checkmate. A Margaret eu continuei a ver no contexto da igreja, e só no verão seguinte é que voltei a ver a Barb.
 
No verão de 1974 a Margaret (16) e a Barb (15) foram de bicicleta até minha casa, a uns 6 km. Propus irmos até um riacho que estava cheio e descermos a boiar. Passava por um campo de golfe, com margens cuidadas — perfeito para entrar e sair da água. Hoje penso: milagre não termos morrido! Mantínhamos as pernas recolhidas para não prender em ramos submersos, mas foi uma loucura.
 
Houve outros passeios de bicicleta juntos nesse verão, mas o ponto de viragem aconteceu no final do verão, quando a Barb partiu o nariz. Tirei a carta de condução nesse verão e fui até à cidade para nadar na piscina de um amigo da Barb e da Margaret. Éramos provavelmente cerca de 10 pessoas, e a piscina não tinha sido cuidada, por isso a água estava completamente verde. Mas quem se importava? Tínhamos descido um riacho inundado umas semanas antes, por isso, que mal havia em não se conseguir ver a própria mão à frente da cara?
 
Mas foi ali, naquela água turva, que uma amiga em comum, a Kim (ainda hoje uma boa amiga), acidentalmente acertou com o pé no nariz da Barb, partindo-o. Toda a gente se dispersou enquanto os pais da Barb a levaram ao médico. Eu gostava muito da Barb, mas era tão tímido que, até então, não tinha tido coragem de dar a conhecer os meus sentimentos. Não sentia que o Senhor me estivesse a indicar a Barb, mas, no meio de um grupo de pessoas, ela era aquela com quem eu queria estar e que queria conhecer melhor. Houve uma grande conexão entre nós desde o início.
 
Consegui comprar o meu próprio carro:
Um GTO de 1965 com escapes Thrush e uma alavanca de mudanças Hurst. (Eu sei que isso só fará sentido para alguns de vocês). Dava para me ouvir chegar a quarteirões de distância. Eu estava genuinamente preocupado com a Barb, mas era muito tímido. Querendo mostrar-lhe que gostava dela, mas sem coragem de conduzir até à casa dela sozinho, levei comigo o meu amigo Tony Cooke. A Barb estava envergonhada, pois tinha o nariz tapado com fita adesiva branca atravessada pela cana do nariz e parte do rosto, mas conseguiu perceber que eu gostava dela, embora se interrogasse sobre as minhas intenções por eu ser tão tímido. Talvez ela ainda visse um pouco daquele “totó” em mim. Ela ainda tinha 15 anos, eu mal tinha feito 16.
 
Umas duas semanas depois, ela já estava melhor, e eu ganhei coragem para a convidar para um encontro. Fomos ao cinema e, sem querer que a noite acabasse, ao passarmos por uma loja Dunkin’ Donuts, perguntei-lhe se queria um donut. Entrámos, usei o resto do meu dinheiro, e ficámos sentados a conversar durante bastante tempo. Nessa noite, acompanhei-a até à porta, e como eu tenho 1,98 m de altura e ela apenas 1,61 m, ficou um degrau acima, à porta das traseiras, e demos um beijo de boa noite.
 
Mais tarde disse-me que, nesse momento, soube que me iria casar com ela.  Disse que entrou em casa a flutuar. Eu fui o primeiro rapaz que lhe abriu a porta, que não a pressionou, e que demonstrou um interesse genuíno pela sua companhia. Umas semanas depois, enquanto eu me enrolava com palavras para lhe pedir para “namorarmos a sério” – ela simplesmente agarrou no meu anel de turma e disse: “Estás a tentar pedir-me para namorar a sério contigo? Sim!” Direta como sempre, lol, mas desde então estamos a “namorar a sério”. Casámo-nos quatro anos depois, em setembro de 1978… como o tempo voa.
 
Na próxima semana: como a Barb conheceu Jesus e as nossas primeiras experiências com os dons do Espírito.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected] | [email protected]
 

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Testemunhos de John e Barb, 1/6 – O Totó

8/2/2025

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John and Barb's testimonies, 1/6, The dork
Testemunhos de John e Barb, 1/6 – O Totó
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Olá a todos,

Tenho sentido no coração partilhar convosco um pouco do nosso testemunho — experiências que vivemos com o Senhor, decisões boas e más que tomámos, para que outros possam aprender com elas.
 
Eu e a Barb conhecemo-nos desde miúdos
Os nossos pais faziam parte do mesmo grupo social e já se conheciam quando crescíamos, a meio da década de 1960. Por coincidência, todos tiveram filhos de idades próximas. O meu avô era o médico da família dela e morava apenas a dois quarteirões da casa da Barb.
 
Isso fazia com que estivéssemos muitas vezes nos mesmos aniversários e festas, com amigos em comum. A minha memória dela começa por volta dos meus 8 anos — e, para ser sincero, nessa altura ela era apenas uma “rapariga chata”, por isso nem lhe ligava muito.
 
Avançando para os 12 anos: a melhor amiga da Barb era a Margaret, minha vizinha e colega de igreja (e que continua a ser uma grande amiga até hoje). A Barb frequentava outra igreja, mas, por causa da Margaret, fazia parte do mesmo círculo social.
 
A Barb e a Margaret eram conhecidas como duas pequenas pestes no bairro dos meus avós. Ao domingo, depois da missa, íamos muitas vezes almoçar a casa deles e quase sempre víamos as duas a brincar lá fora. Os meus avós não tinham grande opinião delas e nunca me deixavam ir brincar com elas, mas eu espreitava pela janela. Convém explicar que a Barb foi uma “surpresa” que a mãe teve aos 40 anos, não planeada, com irmãos 9 e 12 anos mais velhos do que ela. Cresceu num lar com muito alcoolismo, disfunção e abuso, e era profundamente infeliz.
 
Os meus pais tinham construído uma casa no campo, cerca de 6 km a oeste do bairro da Barb, já noutro distrito escolar. Eu era o mais velho de quatro irmãos. O meu pai herdara a agência funerária do meu avô e bisavô, e, na altura, a empresa também assegurava o serviço de ambulâncias. Por isso, tínhamos em casa uma linha telefónica separada: quando tocava, todos tínhamos de ficar em silêncio, e o meu pai atendia com a voz formal: “Fenn Funeral Home, em que posso ajudá-lo?” — só depois de desligar podíamos retomar as brincadeiras, ver TV, ou conversar.
 
O meu pai era muito disciplinador e ia à igreja Episcopal (Anglicana) mais por questões de negócio do que por fé. A minha mãe ia porque acreditava. Vivíamos numa casa de dois andares, com a cave ao nível do solo. O pai tinha lá uma oficina e era ali que nos cortava o cabelo. Eu e os meus dois irmãos podíamos escolher qualquer penteado… desde que fosse à escovinha, como recrutas de fuzileiros. A minha irmã, sendo a mais nova, era a bebé da família e aproveitava-se sempre disso.
 
Por ser o mais velho, tenho muitas memórias positivas do meu pai. Ele ensinou-me a apertar a mão com firmeza, engraxar sapatos, olhar as pessoas nos olhos. Sentia que me estava a preparar para assumir o negócio da família — ou, pelo menos, para ter sucesso na vida. À mesa, o pai ficava numa ponta, a mãe na outra, e nós ficávamos dois de cada lado. Sentávamo-nos direitos, com uma mão no colo, e contávamos à vez como tinha sido o nosso dia na escola, quase como se estivéssemos a dar um relatório. Mas também havia momentos de gargalhadas à volta da mesa.
 
Foram bons tempos. O pai levava-nos a acampar, ensinou-me a usar uma faca, a fazer nós, acender e apagar uma fogueira corretamente. Antes de sairmos de um acampamento dizia sempre: “Vamos limpar o acampamento, rapazes”. Uma vez perguntei se tinha mesmo de apanhar a beata de cigarro de outra pessoa e ele respondeu com uma lição que guardei para a vida: “Deixa sempre tudo o que uses ou peças emprestado no mesmo estado em que estava, ou melhor.”
 
O divórcio
Até fevereiro de 1969, quando eu tinha 11 anos e meio, vivíamos de forma confortável. O meu pai herdara um iate do seu pai, guardado no Lago Michigan, e a minha mãe herdara a casa de verão dos pais, no Lago Burt, mais a norte. No verão, passávamos de um para o outro; uma vez, o pai até levou o iate pelos canais até ao Lago Burt. No verão em que fiz 8 anos, ensinou-me a velejar num pequeno barco Sunfish, que mais parecia uma prancha de surf com vela. Mostrou-me como montar o leme e a quilha, içar a vela, e até me virou de propósito para me ensinar a endireitar o barco. A partir daí, deixava-me velejar sozinho, desde que conseguisse ver a casa.
 
Mas em fevereiro de 1969 tudo mudou. Chamaram-nos ao sofá da sala e o pai disse que ele e a mãe se iam divorciar. Nós nem sabíamos o que isso queria dizer, pois ninguém que conhecêssemos tinha pais divorciados. A minha irmã, com 5 anos, perguntou o que significava e o pai respondeu:
“Não vou estar cá nos aniversários, feriados ou no Natal. Vou-me embora. Estou a divorciar-me da vossa mãe e a divorciar-me de vocês.” Soou tão duro e cruel como parece agora, mas acredito que ele não queria ser mau — simplesmente via as coisas de forma muito fria e lógica.
 
E cumpriu o que disse. Nós, os rapazes, parámos de contar depois de umas 23 promessas quebradas. Dizia que ia ver o nosso jogo ou levar-nos a comer um gelado e nunca aparecia. Muitas vezes dizia para estarmos prontos às 16h porque vinha buscar-nos — e não vinha.
 
Entre os 12 e os 16 anos vivi o período mais difícil da minha vida. A rejeição constante do meu pai fez-me procurar uma figura paterna. Sentia raiva pela injustiça: porque é que ele deixara quatro filhos dele para criar como seus os dois filhos da nova mulher? As minhas notas passaram de excelentes a más, perdi todo o interesse pela escola, pelos desportos, por tudo. Sem motivação, sem ambição, sem esperança — apenas a fingir que me importava com o futuro.
 
Aos 12 anos, fui confirmado na igreja Episcopal, juntamente com a Margaret, a vizinha da Barb. A Barb foi com ela nesse domingo e encontrámo-nos rapidamente nos degraus da igreja. Ela comprimentou-se e eu achei-a muito bonita, mas eu era um miúdo de 12 anos, ruivo, gorducho, com dentes salientes e tinha vestido o fato de lã verde mais feio de sempre. Ela disse-me qualquer coisa e eu só consegui gaguejar; então, no seu jeito direto, atirou: “O que se passa contigo, totó, não sabes falar?” — e continuou a descer as escadas. Ah… a minha futura esposa, lol.
 
O nariz partido da Barb acabou por nos aproximar — mas isso fica para a semana.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected] | [email protected]
 

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