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Que dia é o Sábado (Sabbath)? Parte 2 de 2 — Entrando no Descanso

7/26/2025

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What day is the Sabbath? 2 of 2 Entering into rest
Que dia é o Sábado (Sabbath)? Parte 2 de 2 — Entrando no Descanso
 
Olá a todos,

Quando percebemos que Cristo está em nós, e que Cristo É o Sábado, ganhamos uma grande liberdade. Mas há quem ainda não tenha essa revelação. Sentem-se impelidos, por necessidade emocional, a “fazer algo” para agradar a Deus. Isso, claro, não é errado — como Paulo explica.
 
Andar em amor, compreendendo as práticas das pessoas à luz da realidade do Novo Testamento
Em Romanos 14, Paulo aborda questões como comer ou não carne, guardar um dia específico ou considerar todos os dias iguais, beber ou não vinho.
 
Romanos 14:1-2: " Acolham quem é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que pode comer de tudo, mas quem é fraco na fé come legumes... (v5)” Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz distinção entre os dias, faz isso para o Senhor; e quem considera todos os dias iguais, também o faz para o Senhor."
 
O restante de Romanos 14 fala sobre andar em amor, reconhecendo que cada um faz o que faz para o Senhor, e Ele aceita-os. E, como Paulo escreveu, nós também devemos aceitar. Logo no início, no v.1, ele diz para se falar sobre o assunto, mas não até ao ponto de discussão ou contenda. Paulo reforça esta ideia em Colossenses 2:14-23, onde fala da plenitude da obra de Cristo na cruz. No versiculo16 e17 diz:
 
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo (substância) é de Cristo.”
 
(A menção à lua nova refere-se ao arrebatamento, simbolizado pela Festa das Trombetas — o único festival que começa com a lua nova, quando a lua está escondida. No Judaísmo, a lua representa os crentes: foram feitos para governar a noite, recebem a luz do sol (Cristo), e serão ocultos n’Ele no “natzal”, o que os cristãos chamam de arrebatamento).
 
O que o Pai me ensinou sobre o descanso pessoal (Sábado)
Quando tiramos um dia por semana para descansar — ou seja, parar de trabalhar como Deus parou — estamos a honrá-Lo. Cada dia de descanso é uma representação da nossa salvação, pois Jesus comprou a nossa paz com o Pai, o nosso descanso na relação com Deus.
 
Há alguns anos atrás, eu estava a trabalhar sem parar. Tentava desligar um dia por semana, mas acabava sempre a responder a e-mails, mensagens, chamadas... Nunca conseguia realmente parar. Em Êxodos 20:8-11, onde é dada a lei do Sábado, lemos que não devemos fazer trabalho “servil”. O hebraico diz literalmente: “não realizarás” ou “não concluirás” nada nesse dia. Barb (a minha esposa) e o Pai estavam cada vez mais insistentes em que eu aprendesse a tirar um dia completo de descanso, mas para mim era contra a minha natureza simplesmente não fazer nada.
 
Estávamos na Holanda, numa das nossas conferências anuais, e fui atingido por um forte episódio de vertigens. Já tinha tido uma crise grave numa viagem anterior à Lituânia, por isso sabia que isso surgia sempre que eu estava exausto após muitos dias seguidos a trabalhar sem parar.
 
O que me mudou
Esta viagem à Holanda mudou tudo. Não consigo dormir em aviões, e os voos para a Europa saem à noite e chegam de manhã, o que significa uma noite inteira sem dormir. Sentia o meu corpo a dar sinais de que estava à beira de uma crise, mas a conferência estava prestes a começar. Durante a adoração de sexta-feira à noite, lutava para me manter de pé.
 
Como tantas vezes acontece nas nossas conferências e retiros, o Senhor manifestou-Se num dos momentos de louvor, abrindo os meus olhos e os de muitos outros à Sua presença. Foi como em 2 Reis 6:15-17, quando Eliseu pediu ao Senhor que abrisse os olhos do servo para que visse o que Eliseu via. Depois, várias pessoas partilharam que sentiram ou viram o Senhor, que sentiram a paz d’Ele quando Ele lhes tocou, e um homem contou entre lágrimas que Jesus o abraçou, libertando-o de anos de inseguranças e medos.
 
Eu também O vi. Ele olhou para mim, sorriu, mas não disse nada — apenas começou a andar entre as pessoas. Isso foi na sexta à noite. No sábado de manhã, eu estava tão mal com vertigens que mal conseguia ficar em pé. Voltei para a cama, com náuseas, e Barb e Brian tiveram de conduzir a sessão da tarde.
 
Enquanto estava deitado, falei com o Pai:
“O Senhor esteve lá ontem à noite, por que é que não me curou? Ele podia tê-lo feito — estava lá, muitos O viram, muitos receberam cura, paz, aquilo que precisavam... e eu não, porquê?”
O Pai respondeu:
 
“Estás a sofrer as consequências da tua desobediência. Tenho-te dito há bastante tempo para tirares um dia de descanso, mas tens ignorado. Até a tua esposa tem insistido nisso, e nem a ela tens obedecido. Aprende isto, meu filho: o teu corpo segue as leis da terra, e precisas de te ajustar.”
 
Arrependi-me ali mesmo, pedi desculpa, e passei as horas seguintes na cama a descansar, a hidratar-me, a prometer que iria mudar. No sábado à noite estava um pouco melhor, no domingo ainda melhor, e na segunda-feira quase normal. O Pai não me curou instantaneamente — deixou-me viver as consequências da minha desobediência para que eu pudesse caminhar numa nova obediência. Tirando poucas exceções, tenho tirado sistematicamente um dia completo por semana para desligar, descansar, afastar-me do telemóvel e do computador. Às vezes tiro até dois dias, quando necessário. Nunca mais tive uma crise como aquela na Holanda.
 
Quando é o teu descanso sabático?
Anteriormente mencionei Hebreus 4:11, que nos diz para “nos esforçarmos por entrar nesse descanso”. Isso mostra que o problema não está na fé, mas sim no empenho necessário para entrar nesse descanso. Cristo está em nós, por isso esperaríamos que, quando os problemas da vida surgissem com medo e confusão, conseguíssemos enfrentá-los com a paz d’Ele. Mas não é assim tão simples. Por isso, “esforçai-vos para entrar no descanso”.
 
Para mim, descansar um dia inteiro foi um trabalho em si, um novo hábito que precisei de aprender. A questão passou de “capítulo e versículo” para uma realidade vivida — precisei de me treinar a abrandar, a desligar, a deixar o descanso sabático de Cristo em mim fluir para descansar dia por semana.
 
Talvez precises de planear o teu dia de descanso: avisar outras pessoas de que não estarás disponível, informar no trabalho que não podes fazer turnos extra nesse dia, e acima de tudo, resistir à tentação de pegar no telemóvel, no computador ou no tablet.
 
Jesus é mencionado três vezes como “Senhor do Sábado”, o que significa que, uma vez que tens Jesus, tens todos os sábados dentro de ti. O descanso está presente na pessoa de Cristo em ti. Então, fala com Ele e vejam juntos qual o melhor dia para descansares. Cada descanso sabático é, como disse antes, um reflexo do descanso que Jesus conquistou na cruz entre Deus e o homem. Ele está em paz connosco, e nós com Ele. Ahhhh... deixa essa paz fluir do teu espírito, para a tua alma, e daí para o teu corpo e para o teu mundo físico...
 
Novo tema para a próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org
Email: [email protected] ou [email protected]
 


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Que dia é o Sábado (Sabbath)? 1 de 2

7/19/2025

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What day is the Sabbath?, 1 of 2
Que dia é o Sábado (Sabbath)? 1 de 2
 
Olá a todos,

Para alguns cristãos, o Sábado é um dia muito importante. Mas qual é O dia do Sábado que se deve observar? Esta é não é uma pergunta fácil.
 
Os cristãos messiânicos geralmente reúnem-se à sexta-feira à noite ou ao sábado, crendo que estão a obedecer à Palavra de Deus.
Muitos acreditam que é mais agradável a Deus reunir-se à sexta-feira à noite ou ao sábado, porque crêem que foi isso que Ele ordenou. Isso soa piedoso, mas se examinarmos as muitas passagens sobre o Sábado, nada é dito sobre reunir-se nem à sexta-feira à noite nem no sábado (Sabbath). Na verdade, Deus apenas exigia que fossem ao templo três vezes por ano.* Êxodo 20:8-11, que é a Lei do Sábado, e que apenas diz para não se trabalhar. *Deuteronómio 16:16, Êxodo 23:17
 
A primeira menção de reuniões à sexta-feira à noite ou no sábado ocorre durante o cativeiro de Israel na Babilónia (500 a.C.), mas essa prática desapareceu quando regressaram a Israel no tempo de Neemias e Esdras. Reunir-se ao sábado só se tornou prática cerca de 150 anos antes do nascimento de Jesus. Ganhou importância com os fariseus que, como se recordam, tiveram vários confrontos com Jesus sobre o Sábado. (Marcos 7:9-13 / Mateus 15:1-6, por exemplo)
 
Mas cristãos bem-intencionados, como os "messiânicos" ou os dos movimentos com "raízes hebraicas", "Adventistas do 7.º Dia", "Igreja de Deus do 7.º Dia" e "Igreja Batista do 7.º Dia", também se reúnem ao sábado. No entanto, não acreditam segundo as realidades do Novo Testamento.
 
O Sábado é uma Pessoa.
Em Êxodo 31:6, Deus chama ao Sábado uma “aliança perpétua”. A razão pela qual o descanso de Deus é perpétuo é porque o Sábado é uma Pessoa. Jesus Cristo É o Sábado. Cristo está em ti, portanto estás em descanso sabático perpétuo das tuas obras religiosas. Está consumado! Está feito! Tens paz com Deus, e Ele contigo, por causa do Sábado perpétuo que é Jesus Cristo.
 
Em Génesis 2:1-3, lemos: “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”
 
O Sábado (7.º dia) é um tipo e figura (exemplo) da pessoa de Jesus Cristo e da sua obra na cruz. É quando Deus completou a obra. Em 2 Coríntios 5:18-19, Paulo escreve: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados… e pôs em nós a palavra da reconciliação.” Nós, pois, somos embaixadores por Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio: reconciliai-vos com Deus." (Deus não está zangado contigo; fez paz contigo por meio de Jesus – aceita a Sua oferta de paz!)
 
Quando Jesus disse "Está consumado", Ele descansou. Deus Pai descansou. Eles cessaram; estava feito, a salvação tinha sido alcançada. O Sábado, desde a própria criação, profetizava Jesus. Achas que o Senhor estava cansado ou esgotado após 6 dias de criação? Claro que não. Ele é Espírito, não pode ficar fisicamente exausto. Ele parou. Estava feito. O mesmo aconteceu com o "Está consumado" na cruz. Estava feito, completo e terminado, as trevas afastaram-se da cruz, o pecado do mundo foi pago. Deus cessou. Jesus cessou. A salvação tinha sido ganha.
 
Cada Sábado em cada festival da Bíblia é uma figura do descanso alcançado pela obra de Jesus na cruz. Esses Sábados apontavam para um compromisso futuro, um tempo em que Deus cumpriria literalmente esse encontro com o verdadeiro Sábado. Estes festivais são "moed", ensaios divinos para o que é verdadeiro. (Êxodo 23:15; 34:18 – tempo apontado)
 
Hebreus 4: O Sábado é Jesus Cristo
Nos primeiros 8 versículos de Hebreus 4, o autor fala de Israel sob Moisés e Josué, dizendo que lhes foi pregado o evangelho, tal como a nós, mas muitos não creram no Senhor. Ele compara os crentes e os incrédulos que morreram no deserto, com as pessoas de hoje que crêem ou não crêem. No versículo 3 escreve: “Pois nós, os que cremos, é que entramos naquele descanso …” Está a aludir ao facto de que, se tivesses vivido naquela época, terias sido como Josué e Caleb, que creram no Senhor, e não como os incrédulos.
 
Ele continua a falar do descanso que Israel recebeu após 40 anos a vaguear no deserto, ao entrarem na Terra Prometida, e diz no versículo 8: “Porque, se Josué lhes tivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia (Sabbath). Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus. Pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras (religiosas), como Deus descansou das suas...”
 
Versículos 9-11: “Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência”
 
Ele continua no versículo 12, afirmando que o Sábado é uma Pessoa:
"Pois a Palavra de Deus (recorda que não existia ainda o Novo Testamento – ele fala da Pessoa que é a Palavra de Deus) e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus..."
 
Aqui vemos que Jesus Cristo É o Sábado.
Na próxima semana veremos um Sábado dentro do Sábado, e o que Paulo escreveu sobre aqueles que escolhem honrar um dia acima dos outros.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org ou enviem email para [email protected] ou [email protected]
 

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Coisas que o Pai, o Senhor ou os anjos me disseram – Cura 4 de 4

7/12/2025

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Things the Father, Lord, or angels have told me, Healing. 4/4
Coisas que o Pai, o Senhor ou os anjos me disseram – Cura 4 de 4
 
Olá a todos,
 
Tinha ido buscar o Chris à sua casa de acolhimento para a sua habitual visita de sexta e sábado a casa. Na manhã de sábado, estávamos a conduzir enquanto fazíamos os recados que guardo para fazer com ele. O Chris tem, mentalmente, cerca de 4 anos de idade, por isso quando isto aconteceu em 2024, ele tinha fisicamente quase 45 anos.
 
Enquanto conduzíamos, pensava em como vivemos há 41 anos a ouvir músicas infantis — 41 anos a viver com alguém que é uma criança de 4 anos. Estava cansado, a ouvir as mesmas músicas das listas de reprodução do "Chris" que ouvimos há anos. Mas para ele, são familiares, reconfortantes, como estar em casa — e ele nunca se cansa de as ouvir.
O Chris é muito falador. Nunca conheceu um estranho nem um cão de quem não gostasse imediatamente. Faz comentários constantes sobre o trânsito à nossa volta — tudo ao nível de uma criança de 4 anos.
 
Falei com o Pai em silêncio, no meu interior, enquanto conduzia:
"Pai, anseio por uma relação adulta com o Chris. Anseio por poder falar com ele a um nível de adulto." De repente, apareceu à minha direita, no ar, um retângulo como um ecrã de televisão. Conseguia ver simultaneamente o mundo natural enquanto conduzia, e aquele ecrã. Foi o que Eliseu e o seu servo experienciaram em 2 Reis 6:15–17, quando ambos viram o exército físico que vinha contra eles e o exército angelical que os protegia — ao mesmo tempo. É o que me acontece muitas vezes: duas dimensões visíveis ao mesmo tempo.
 
Eu estava no céu, em pé do lado esquerdo do Chris. Como eu estava de pé e ele sentado no que parecia ser uma rocha — eu só conseguia ver a parte de cima da sua cabeça e ombros. Reparei no seu tamanho — se fosse normal, teria o meu tamanho, cerca de 1,98 m — mas devido aos danos cerebrais no parto e à atrofia muscular ao longo dos anos, é mais pequeno. A cabeça dele era de tamanho normal e ainda tinha o cabelo escuro herdado da mãe (a minha esposa, Barb). Era um homem grande.
 
Havia pessoas sentadas no chão em frente a ele, a ouvi-lo com atenção. Alguns rostos estavam desfocados e soube, pelo Espírito — simplesmente sabia — que tinham sido cuidadores do Chris em algum momento da vida dele na Terra. "Pai, o que estou a ver?", "Estás a ver o Chris no céu."
"O que está ele a fazer?" "Está a contar às pessoas como foi estar preso num corpo defeituoso, os seus pensamentos, as suas experiências. Mesmo que o seu ferimento lhe tenha roubado a capacidade de comunicar plenamente, ele sabia coisas, percebia o que as pessoas diziam e o que se passava à sua volta. Ele continuará a partilhar a sua vida com outros, para que sejam abençoados." Depois o 'ecrã' desapareceu, e voltei ao natural, a conduzir. Olhei para o Chris ali ao meu lado no banco da frente e pensei no bom homem que ele é, e em como somos abençoados por sermos os seus pais.
 
Vi o futuro do meu filho no céu
Sei que inúmeras pessoas gostariam de ver o filho ou neto 'especial' como eu vi — na sua vida futura no céu. Tudo o que posso oferecer é a certeza de que o céu é real, e de que o nosso espírito e alma são eternos, unidos, tal como o Pai e o Seu Espírito (Santo) são um.
 
O espírito e a alma humanos são eternos. Dentro desses corpos frágeis, defeituosos ou feridos das pessoas que amamos está a pessoa verdadeira — a pessoa eterna. Um dia, nós e eles teremos corpos feitos de material celestial, indestrutível e eterno, como o corpo ressuscitado do nosso Senhor. Mas, por agora, vivemos os desafios da vida com essa certeza dentro de nós — esse saber no espírito — de que esta vida é como um vapor, e que somos renovados dia após dia enquanto não olhamos para o que se vê, que é temporário, mas para o que não se vê, que é eterno. (2 Coríntios 4:16–18)
 
O surdo-mudo, Will
Era um culto de domingo, e por causa das minhas responsabilidades enquanto membro da equipa, entrei depois do culto já ter começado. Estava sentado na parte mais alta da congregação. A mega-igreja reunia-se numa arena de basquetebol, com o campo coberto por alcatifa. Os lugares distribuíam-se por metade da oval, com o púlpito e a equipa de louvor no piso.
 
Algumas filas abaixo, perto do chão, estava um homem surdo-mudo chamado Will. Semanas antes, o pastor tinha-me pedido para tentar comunicar com o Will — suponho que pensou que, por eu ter um filho com deficiência, conseguiria comunicar com ele.
 
O pastor queria que eu dissesse ao Will que ele não precisava de ir sempre lá à frente em todos os apelos no final do culto. Havia sempre um apelo — e em todos, o Will ia para a frente para que orassem por ele. Se o apelo fosse para mulheres a querer engravidar — o Will estava lá. Se fosse sobre saúde feminina — o Will estava lá. Se fosse para pessoas com vícios — o Will estava na fila.
Como era surdo-mudo, não percebia os temas. Só sabia que amava o Senhor e queria estar onde tudo acontecia. Para ele, isso significava ir sempre à frente.
 
Falhei completamente nesse pedido do pastor.
O enorme sorriso do Will e os dentes branquíssimos contrastavam com a sua pele escura. Os seus grandes olhos inocentes refletiam um amor puro e um zelo pelo Senhor. Não me pareceu que fosse deficiente intelectual — apenas não conseguia ouvir nem falar.
 
Durante o louvor, reparei que ele estava algumas filas acima, com os braços estendidos para o alto e a cabeça inclinada para trás, a adorar o Pai com todo o seu ser. Enquanto me perguntava como seria adorar sendo um homem de meia-idade surdo-mudo, os meus olhos foram abertos para o reino do Pai.
 
Um feixe de luz descia diretamente do teto da arena até ao Will, envolvendo-lhe a cabeça e os ombros. Ouvi o Pai a falar com ele e, ao mesmo tempo, vi as palavras do Pai como frases que desciam naquele feixe de luz até ao espírito e alma do Will — como se a luz de Deus fosse um tubo por onde fluía a Palavra do Pai até ele. As frases e a voz do Pai eram absorvidas por ele, e perguntei-me o que ele estaria a sentir.
 
O Will virava o corpo para a esquerda e direita, com as mãos erguidas, a cabeça para trás, em pura alegria.bPerguntei-me se ouvia o Pai ou apenas sentia o Seu amor. "Meu filho, tens um trono e autoridade no meu reino. Tenho grandes coisas preparadas para ti, e caminharás nelas, pois foste fiel no teu amor por mim."
 
Ao ver isto, gritei em pensamento: "Pai, porque ele?" E o Pai respondeu de imediato:
"Por causa da simplicidade do seu amor por mim. O seu amor é livre de motivos ocultos e ele não pede nada para si. A pureza do seu amor por mim não é complicada por questões que distraem os outros. É por causa da simplicidade e pureza do seu amor que o abençoo desta forma. Nas eras futuras, ele partilhará a sabedoria que flui dessa simplicidade e pureza de amor."
 
Perguntei: "Deste-lhe um trono e autoridade?" Ele novamente respondeu: "Foi-lhe dada autoridade porque fez mais com o pouco que recebeu nesta vida do que quase todos aqui [no culto] que considerarias 'completos'. Por isso, eles virão sentar-se aos seus pés para aprender com ele, e ele será o seu mestre."
 
Perguntei: "Porque não o curas simplesmente?"
O Pai respondeu rapidamente, com tom direto: "Gosto da sua adoração." Argumentei:
"Mas Pai, ele perde tanto na vida por não ser curado — família, emprego, conduzir, e tantas coisas..." Ele respondeu: "Eu certifico-me de que ele tem tudo o que precisa. Ele encontra realização no seu amor e comunhão comigo." Continuei: "Mas que testemunho e exemplo maravilhoso de amor ele poderia ser para todos se fosse curado — e pudesse contar, nesta vida, como é amar-te com pureza e simplicidade."
 
Ele continuou a ensinar-me:
"Eles [a congregação] têm as Escrituras que lhes dizem o que é a religião pura e o amor verdadeiro, mas este homem nem sequer é notado por eles. Por isso, coloquei-o no meio deles como exemplo e testemunho, para que, por ele, conheçam a humildade e a simplicidade de amar-Me."
 
"Aprende sabedoria nisto, meu filho: A maioria vê apenas um surdo-mudo, mas Eu vejo um homem que Me ama com simplicidade e pureza. Por isso, ele será o seu mestre. Olha para as pessoas como Eu as vejo, pois o homem vê o exterior, mas Eu vejo o coração e peso tudo na balança. Conhece as pessoas segundo o coração."
 
Todas estas experiências têm-me dado uma visão ampla da vida. Ajudam-me a não me focar em coisas que, no quadro geral, são muito pequenas. Em termos de doutrina, sou zeloso pela verdade e chamarei erro ao erro quando o vejo. Mas quando recebo e-mails de pessoas a perguntar como posso conversar com determinada pessoa que não crê como eu, lembro-me de que vou conhecer essa pessoa por toda a eternidade.
Daqui a 200, 500, 10.000 anos serão de alguma relevância a diferença do que acreditamos agora?
 
Isso dá-me paciência com as pessoas, mesmo vendo as suas falhas (e as minhas também), e dá-me graça para permitir que o Senhor trabalhe nelas — se elas permitirem.
 
Vivamos sempre com o "quadro geral" no coração, ao lidarmos uns com os outros.
As palavras de Miqueias 6:8 continuam verdadeiras:
"Ele mostrou-te, ó homem, o que é bom; e o que é que o Senhor exige de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?"
 
Novo tema para a semana que vem. Até lá, bênçãos,
John Fenn
http://www.cwowi.org  - email [email protected] ou [email protected]
 

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Coisas que o Pai, o Senhor ou os anjos me disseram, 3 de 4

7/5/2025

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Things the Father, Lord, or angels have told me, 3/4
Coisas que o Pai, o Senhor ou os anjos me disseram, 3 de 4


Olá a todos,
 
Porque é que Deus o Pai usa descrentes para abençoar os salvos?
Quando a Barb e eu nos casámos, e por vezes nos anos seguintes, os pais dela abençoaram-nos com dinheiro, e mais tarde com um carro. Nessa altura, eles ainda não conheciam o Senhor. E foi numa dessas ocasiões que perguntei ao meu anjo, depois de ele me ter trazido uma mensagem:
"Porque é que o Pai usa pessoas não salvas para abençoar os salvos?"
 
A resposta dele foi simples e direta, com um olhar de “como é que ainda não sabes isso?”:
"Para que não venham de mãos vazias perante o Rei!"
Os pais da Barb acabaram por crer no Senhor antes de morrerem, e compreendemos que todas essas boas ações que fizeram por nós e por outros foram adiante deles e foram creditadas à sua conta com Deus – tal é a bondade do Pai, que faz isso muitas vezes.
 
A ideia de não se apresentar de mãos vazias perante um rei — O Rei — não é nova. Mesmo nos tempos de hoje, é comum levar um presente quando se visita alguém. Em Romanos 12:1 somos exortados a "apresentar os vossos corpos como sacrifício vivo, o que é o vosso culto racional."
No Antigo Testamento, as ofertas de amor eram consideradas presentes a Deus. Jesus refere-se a isto em Mateus 5:23-24, ao dizer que, se não estivermos reconciliados com alguém, devemos "deixar o presente no altar e ir reconciliar-nos..."
Mesmo hoje, chefes de Estado trocam presentes entre si, ou, mais recentemente, de um governo para outro.
 
"Para que não venham de mãos vazias perante o Rei." Não devemos simplesmente acrescentar Jesus à nossa vida ocupada e à nossa agenda – devemos apresentar-nos a Ele como um presente, em gratidão pelo Seu Sacrifício Supremo pela nossa salvação. As provações e tribulações da nossa vida, à medida que as superamos e nos tornamos mais semelhantes a Cristo, são de alguma forma transformadas em material celestial – para que não venhamos de mãos vazias perante o Rei.
 
As nossas vidas e o nosso crescimento em Cristo estão registados no céu
Davi escreveu no Salmo 56:8 que as suas lágrimas foram guardadas no odre de Deus e registadas no Seu livro. Malaquias 3:16 menciona o "livro da memória", e no Judaísmo entende-se que a vida de cada pessoa está escrita num livro assim. Além disso, há o livro da vida, no qual os nomes dos crentes estão escritos.
 
Pedro diz em 1 Pedro 2:5 que somos pedras vivas, e em Apocalipse 21:14 lemos que os alicerces da cidade celestial têm os nomes dos apóstolos escritos neles. O Senhor transforma, de alguma forma, as nossas vidas n’Ele em material celestial. Em I Coríntios 3:11-12, Paulo afirma que o único fundamento é Jesus Cristo, mas que cada um constrói sobre esse fundamento com ouro, prata e pedras preciosas — ou com madeira, feno e palha.
 
Ele depois exorta os coríntios, carnais e cheios de inveja, a deixarem de dividir-se em grupinhos com contendas, dizendo que a inveja, a contenda e as divisões são como madeira, feno e palha que serão queimados quando estiverem perante o Senhor – mas ele diz no versículo 15 que ainda assim serão salvos.
 
Devemos esforçar-nos por vencer e crescer, deixando para trás as contendas mesquinhas, divisões e outras obras da carne, pois quando o fazemos, a nossa vitória transforma essas obras da carne em amor, alegria, paz e coisas que pertencem ao céu – ouro, prata e pedras preciosas.
Não venhamos de mãos vazias perante o Rei.
 
Porque é que os anjos nos ouvem?
Muitas vezes, ao ministrar numa igreja ou conferência, vejo um anjo presente por cada pessoa que está ali. Isso acontece frequentemente nas reuniões domésticas, mesmo com 6, 10 ou 20 pessoas.
A primeira vez que isso aconteceu, estava a ministrar numa igreja com cerca de 60 pessoas, e vi cerca de 60 anjos de pé nos corredores, ao fundo, preenchendo todos os espaços possíveis – enquanto a congregação estava sentada.
 
Perguntei ao meu anjo porque faziam isso, e ele respondeu: "Aprendemos! Aprendemos com a vossa perspetiva!" Isso lembrou-me uma das primeiras vezes que o Senhor “me apresentou” ao meu anjo, e perguntei-lhe como se sentia por eu estar destinado a governar sobre ele na era vindoura (1 Coríntios 6:2-3). A expressão no rosto dele foi imediatamente de horror por eu sequer perguntar tal coisa: "É justo! É correto!" (e depois suavizando o tom) "Lembra-te, nós conhecemo-Lo como Criador, mas tu conheces-O como Salvador."
 
Anjo impede um acidente
Num determinado dia, eu tinha celebrado um funeral e estava a conduzir para casa. A estrada era de duas faixas, no meio das Montanhas Ozark, no Missouri. Curvas, subidas e descidas. Estava atrás de uma enorme autocaravana que subia lentamente uma encosta íngreme.
 
Olhei para ver se vinha algum carro e recuei, depois tentei de novo, e ao ver a estrada livre, comecei a acelerar — quando de repente o meu anjo surgiu pela esquerda, no ar, com os braços estendidos e as palmas viradas para mim: "PÁRA! NÃO ULTRAPASSES AGORA!" Voltei imediatamente para trás da autocaravana.
 
Mas eu quis saber porquê, por isso espreitei só o suficiente para ver à frente, e vi um homem a sair de uma entrada de carro. Ele apenas olhou para a esquerda, à procura de carros, sem nunca olhar para a direita – não viu se vinha alguém a ultrapassar o trânsito mais lento. Tinha sido eu — teríamos colidido de frente.
 
Fiquei TÃO aliviado e disse: "Obrigado, Pai, por essa proteção," e enquanto continuávamos devagar, comecei a pensar quantos acidentes acontecem porque as pessoas desobedecem à orientação do Senhor ou do seu anjo. E quantas vidas já Ele salvou porque as pessoas que, mesmo sem ver o anjo, sentiram algo interior a dizer "não faças isto" ou "isto não está bem", ou simplesmente não conseguiram sentir paz quanto a uma viagem e desistiram?
 
Sentido de humor
Os anjos acham-nos divertidos, embora a sua lealdade seja total para com o Pai — e, se Ele ordenasse, poderiam tirar-nos a vida num instante. Não têm apego emocional a nós, ou melhor, esse apego está completamente submetido à vontade do Pai.
 
Uma vez, estava a trocar de avião em Dallas, Texas, e à medida que o avião estacionava devagar até à porta, vi subitamente o meu anjo no corredor do avião. Ele disse: "Cuidado com a cabeça ao sair."
 
Achei muito estranho, mas quando se está no Espírito tudo parece normal. Pensei "ok", e concentrei-me em sair do avião, peguei na minha bagagem de mão e esperei na fila.
 
Ao chegar à saída, a hospedeira e o piloto estavam a agradecer aos passageiros. Quando me disseram “obrigado”, virei a cabeça para eles e disse: "Obrigado, boa noite", e ao virar à esquerda para sair — bati com a cabeça no aro da porta do avião, fui lançado para trás e caí no chão.
 
Os músculos do pescoço ficaram tensos como um espasmo, e ajoelhei-me, tentando recuperar, enquanto colocava a mão direita na parte de trás do pescoço e dizia: "Em nome de Jesus, sê curado!" Depois, levantei-me com esforço. O piloto e a hospedeira insistiram para eu ficar e chamar ajuda médica, mas eu disse que estava bem e agradeci enquanto caminhava para a ponte de desembarque.
 
Lá, naquele alargamento onde a ponte faz uma curva antes de entrar no edifício, estava o meu anjo — curvado de tanto rir, a abanar a cabeça e a dizer entre gargalhadas: "Eu avisei-te para teres cuidado com a cabeça!"
 
Já aconteceu muitas vezes, comigo e com a Barb, sentirmos ou sabermos de alguma forma que o Senhor, ou os anjos, se riram connosco por dizermos ou fazermos algo que eles acharam engraçado. Aposto que muitos leitores também já passaram por isso, mas talvez nunca tenham ouvido ninguém falar abertamente, e pensaram que era só imaginação.
 
Mais para a semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
https://www.cwowi.org Email: [email protected] ou [email protected]
 

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