What day is the Sabbath? 2 of 2 Entering into rest
Que dia é o Sábado (Sabbath)? Parte 2 de 2 — Entrando no Descanso
Olá a todos,
Quando percebemos que Cristo está em nós, e que Cristo É o Sábado, ganhamos uma grande liberdade. Mas há quem ainda não tenha essa revelação. Sentem-se impelidos, por necessidade emocional, a “fazer algo” para agradar a Deus. Isso, claro, não é errado — como Paulo explica.
Andar em amor, compreendendo as práticas das pessoas à luz da realidade do Novo Testamento
Em Romanos 14, Paulo aborda questões como comer ou não carne, guardar um dia específico ou considerar todos os dias iguais, beber ou não vinho.
Romanos 14:1-2: " Acolham quem é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que pode comer de tudo, mas quem é fraco na fé come legumes... (v5)” Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz distinção entre os dias, faz isso para o Senhor; e quem considera todos os dias iguais, também o faz para o Senhor."
O restante de Romanos 14 fala sobre andar em amor, reconhecendo que cada um faz o que faz para o Senhor, e Ele aceita-os. E, como Paulo escreveu, nós também devemos aceitar. Logo no início, no v.1, ele diz para se falar sobre o assunto, mas não até ao ponto de discussão ou contenda. Paulo reforça esta ideia em Colossenses 2:14-23, onde fala da plenitude da obra de Cristo na cruz. No versiculo16 e17 diz:
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo (substância) é de Cristo.”
(A menção à lua nova refere-se ao arrebatamento, simbolizado pela Festa das Trombetas — o único festival que começa com a lua nova, quando a lua está escondida. No Judaísmo, a lua representa os crentes: foram feitos para governar a noite, recebem a luz do sol (Cristo), e serão ocultos n’Ele no “natzal”, o que os cristãos chamam de arrebatamento).
O que o Pai me ensinou sobre o descanso pessoal (Sábado)
Quando tiramos um dia por semana para descansar — ou seja, parar de trabalhar como Deus parou — estamos a honrá-Lo. Cada dia de descanso é uma representação da nossa salvação, pois Jesus comprou a nossa paz com o Pai, o nosso descanso na relação com Deus.
Há alguns anos atrás, eu estava a trabalhar sem parar. Tentava desligar um dia por semana, mas acabava sempre a responder a e-mails, mensagens, chamadas... Nunca conseguia realmente parar. Em Êxodos 20:8-11, onde é dada a lei do Sábado, lemos que não devemos fazer trabalho “servil”. O hebraico diz literalmente: “não realizarás” ou “não concluirás” nada nesse dia. Barb (a minha esposa) e o Pai estavam cada vez mais insistentes em que eu aprendesse a tirar um dia completo de descanso, mas para mim era contra a minha natureza simplesmente não fazer nada.
Estávamos na Holanda, numa das nossas conferências anuais, e fui atingido por um forte episódio de vertigens. Já tinha tido uma crise grave numa viagem anterior à Lituânia, por isso sabia que isso surgia sempre que eu estava exausto após muitos dias seguidos a trabalhar sem parar.
O que me mudou
Esta viagem à Holanda mudou tudo. Não consigo dormir em aviões, e os voos para a Europa saem à noite e chegam de manhã, o que significa uma noite inteira sem dormir. Sentia o meu corpo a dar sinais de que estava à beira de uma crise, mas a conferência estava prestes a começar. Durante a adoração de sexta-feira à noite, lutava para me manter de pé.
Como tantas vezes acontece nas nossas conferências e retiros, o Senhor manifestou-Se num dos momentos de louvor, abrindo os meus olhos e os de muitos outros à Sua presença. Foi como em 2 Reis 6:15-17, quando Eliseu pediu ao Senhor que abrisse os olhos do servo para que visse o que Eliseu via. Depois, várias pessoas partilharam que sentiram ou viram o Senhor, que sentiram a paz d’Ele quando Ele lhes tocou, e um homem contou entre lágrimas que Jesus o abraçou, libertando-o de anos de inseguranças e medos.
Eu também O vi. Ele olhou para mim, sorriu, mas não disse nada — apenas começou a andar entre as pessoas. Isso foi na sexta à noite. No sábado de manhã, eu estava tão mal com vertigens que mal conseguia ficar em pé. Voltei para a cama, com náuseas, e Barb e Brian tiveram de conduzir a sessão da tarde.
Enquanto estava deitado, falei com o Pai:
“O Senhor esteve lá ontem à noite, por que é que não me curou? Ele podia tê-lo feito — estava lá, muitos O viram, muitos receberam cura, paz, aquilo que precisavam... e eu não, porquê?”
O Pai respondeu:
“Estás a sofrer as consequências da tua desobediência. Tenho-te dito há bastante tempo para tirares um dia de descanso, mas tens ignorado. Até a tua esposa tem insistido nisso, e nem a ela tens obedecido. Aprende isto, meu filho: o teu corpo segue as leis da terra, e precisas de te ajustar.”
Arrependi-me ali mesmo, pedi desculpa, e passei as horas seguintes na cama a descansar, a hidratar-me, a prometer que iria mudar. No sábado à noite estava um pouco melhor, no domingo ainda melhor, e na segunda-feira quase normal. O Pai não me curou instantaneamente — deixou-me viver as consequências da minha desobediência para que eu pudesse caminhar numa nova obediência. Tirando poucas exceções, tenho tirado sistematicamente um dia completo por semana para desligar, descansar, afastar-me do telemóvel e do computador. Às vezes tiro até dois dias, quando necessário. Nunca mais tive uma crise como aquela na Holanda.
Quando é o teu descanso sabático?
Anteriormente mencionei Hebreus 4:11, que nos diz para “nos esforçarmos por entrar nesse descanso”. Isso mostra que o problema não está na fé, mas sim no empenho necessário para entrar nesse descanso. Cristo está em nós, por isso esperaríamos que, quando os problemas da vida surgissem com medo e confusão, conseguíssemos enfrentá-los com a paz d’Ele. Mas não é assim tão simples. Por isso, “esforçai-vos para entrar no descanso”.
Para mim, descansar um dia inteiro foi um trabalho em si, um novo hábito que precisei de aprender. A questão passou de “capítulo e versículo” para uma realidade vivida — precisei de me treinar a abrandar, a desligar, a deixar o descanso sabático de Cristo em mim fluir para descansar dia por semana.
Talvez precises de planear o teu dia de descanso: avisar outras pessoas de que não estarás disponível, informar no trabalho que não podes fazer turnos extra nesse dia, e acima de tudo, resistir à tentação de pegar no telemóvel, no computador ou no tablet.
Jesus é mencionado três vezes como “Senhor do Sábado”, o que significa que, uma vez que tens Jesus, tens todos os sábados dentro de ti. O descanso está presente na pessoa de Cristo em ti. Então, fala com Ele e vejam juntos qual o melhor dia para descansares. Cada descanso sabático é, como disse antes, um reflexo do descanso que Jesus conquistou na cruz entre Deus e o homem. Ele está em paz connosco, e nós com Ele. Ahhhh... deixa essa paz fluir do teu espírito, para a tua alma, e daí para o teu corpo e para o teu mundo físico...
Novo tema para a próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org
Email: [email protected] ou [email protected]
Que dia é o Sábado (Sabbath)? Parte 2 de 2 — Entrando no Descanso
Olá a todos,
Quando percebemos que Cristo está em nós, e que Cristo É o Sábado, ganhamos uma grande liberdade. Mas há quem ainda não tenha essa revelação. Sentem-se impelidos, por necessidade emocional, a “fazer algo” para agradar a Deus. Isso, claro, não é errado — como Paulo explica.
Andar em amor, compreendendo as práticas das pessoas à luz da realidade do Novo Testamento
Em Romanos 14, Paulo aborda questões como comer ou não carne, guardar um dia específico ou considerar todos os dias iguais, beber ou não vinho.
Romanos 14:1-2: " Acolham quem é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que pode comer de tudo, mas quem é fraco na fé come legumes... (v5)” Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz distinção entre os dias, faz isso para o Senhor; e quem considera todos os dias iguais, também o faz para o Senhor."
O restante de Romanos 14 fala sobre andar em amor, reconhecendo que cada um faz o que faz para o Senhor, e Ele aceita-os. E, como Paulo escreveu, nós também devemos aceitar. Logo no início, no v.1, ele diz para se falar sobre o assunto, mas não até ao ponto de discussão ou contenda. Paulo reforça esta ideia em Colossenses 2:14-23, onde fala da plenitude da obra de Cristo na cruz. No versiculo16 e17 diz:
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo (substância) é de Cristo.”
(A menção à lua nova refere-se ao arrebatamento, simbolizado pela Festa das Trombetas — o único festival que começa com a lua nova, quando a lua está escondida. No Judaísmo, a lua representa os crentes: foram feitos para governar a noite, recebem a luz do sol (Cristo), e serão ocultos n’Ele no “natzal”, o que os cristãos chamam de arrebatamento).
O que o Pai me ensinou sobre o descanso pessoal (Sábado)
Quando tiramos um dia por semana para descansar — ou seja, parar de trabalhar como Deus parou — estamos a honrá-Lo. Cada dia de descanso é uma representação da nossa salvação, pois Jesus comprou a nossa paz com o Pai, o nosso descanso na relação com Deus.
Há alguns anos atrás, eu estava a trabalhar sem parar. Tentava desligar um dia por semana, mas acabava sempre a responder a e-mails, mensagens, chamadas... Nunca conseguia realmente parar. Em Êxodos 20:8-11, onde é dada a lei do Sábado, lemos que não devemos fazer trabalho “servil”. O hebraico diz literalmente: “não realizarás” ou “não concluirás” nada nesse dia. Barb (a minha esposa) e o Pai estavam cada vez mais insistentes em que eu aprendesse a tirar um dia completo de descanso, mas para mim era contra a minha natureza simplesmente não fazer nada.
Estávamos na Holanda, numa das nossas conferências anuais, e fui atingido por um forte episódio de vertigens. Já tinha tido uma crise grave numa viagem anterior à Lituânia, por isso sabia que isso surgia sempre que eu estava exausto após muitos dias seguidos a trabalhar sem parar.
O que me mudou
Esta viagem à Holanda mudou tudo. Não consigo dormir em aviões, e os voos para a Europa saem à noite e chegam de manhã, o que significa uma noite inteira sem dormir. Sentia o meu corpo a dar sinais de que estava à beira de uma crise, mas a conferência estava prestes a começar. Durante a adoração de sexta-feira à noite, lutava para me manter de pé.
Como tantas vezes acontece nas nossas conferências e retiros, o Senhor manifestou-Se num dos momentos de louvor, abrindo os meus olhos e os de muitos outros à Sua presença. Foi como em 2 Reis 6:15-17, quando Eliseu pediu ao Senhor que abrisse os olhos do servo para que visse o que Eliseu via. Depois, várias pessoas partilharam que sentiram ou viram o Senhor, que sentiram a paz d’Ele quando Ele lhes tocou, e um homem contou entre lágrimas que Jesus o abraçou, libertando-o de anos de inseguranças e medos.
Eu também O vi. Ele olhou para mim, sorriu, mas não disse nada — apenas começou a andar entre as pessoas. Isso foi na sexta à noite. No sábado de manhã, eu estava tão mal com vertigens que mal conseguia ficar em pé. Voltei para a cama, com náuseas, e Barb e Brian tiveram de conduzir a sessão da tarde.
Enquanto estava deitado, falei com o Pai:
“O Senhor esteve lá ontem à noite, por que é que não me curou? Ele podia tê-lo feito — estava lá, muitos O viram, muitos receberam cura, paz, aquilo que precisavam... e eu não, porquê?”
O Pai respondeu:
“Estás a sofrer as consequências da tua desobediência. Tenho-te dito há bastante tempo para tirares um dia de descanso, mas tens ignorado. Até a tua esposa tem insistido nisso, e nem a ela tens obedecido. Aprende isto, meu filho: o teu corpo segue as leis da terra, e precisas de te ajustar.”
Arrependi-me ali mesmo, pedi desculpa, e passei as horas seguintes na cama a descansar, a hidratar-me, a prometer que iria mudar. No sábado à noite estava um pouco melhor, no domingo ainda melhor, e na segunda-feira quase normal. O Pai não me curou instantaneamente — deixou-me viver as consequências da minha desobediência para que eu pudesse caminhar numa nova obediência. Tirando poucas exceções, tenho tirado sistematicamente um dia completo por semana para desligar, descansar, afastar-me do telemóvel e do computador. Às vezes tiro até dois dias, quando necessário. Nunca mais tive uma crise como aquela na Holanda.
Quando é o teu descanso sabático?
Anteriormente mencionei Hebreus 4:11, que nos diz para “nos esforçarmos por entrar nesse descanso”. Isso mostra que o problema não está na fé, mas sim no empenho necessário para entrar nesse descanso. Cristo está em nós, por isso esperaríamos que, quando os problemas da vida surgissem com medo e confusão, conseguíssemos enfrentá-los com a paz d’Ele. Mas não é assim tão simples. Por isso, “esforçai-vos para entrar no descanso”.
Para mim, descansar um dia inteiro foi um trabalho em si, um novo hábito que precisei de aprender. A questão passou de “capítulo e versículo” para uma realidade vivida — precisei de me treinar a abrandar, a desligar, a deixar o descanso sabático de Cristo em mim fluir para descansar dia por semana.
Talvez precises de planear o teu dia de descanso: avisar outras pessoas de que não estarás disponível, informar no trabalho que não podes fazer turnos extra nesse dia, e acima de tudo, resistir à tentação de pegar no telemóvel, no computador ou no tablet.
Jesus é mencionado três vezes como “Senhor do Sábado”, o que significa que, uma vez que tens Jesus, tens todos os sábados dentro de ti. O descanso está presente na pessoa de Cristo em ti. Então, fala com Ele e vejam juntos qual o melhor dia para descansares. Cada descanso sabático é, como disse antes, um reflexo do descanso que Jesus conquistou na cruz entre Deus e o homem. Ele está em paz connosco, e nós com Ele. Ahhhh... deixa essa paz fluir do teu espírito, para a tua alma, e daí para o teu corpo e para o teu mundo físico...
Novo tema para a próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
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