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Sobre demónios, 1 de 3. Como funcionam.

5/31/2025

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About demons, 1/3. How they function.
Sobre demónios, 1 de 3. Como funcionam.

Olá a todos,
​
Estava numa viagem ministerial no México, a pregar numa pequena igreja nas montanhas. Os seus corações eram puros no amor e temor ao Senhor, embora tivessem sido mal-ensinados.
 
Na fila de oração após o culto, praticamente todas as mulheres vieram à frente para receber oração, e a grande maioria disse que queria oração para se livrar de demónios, os quais culpavam pelas suas doenças. Muitas tinham dores de estômago, outras tinham dores nas articulações — tudo era atribuído a demónios. Ao impor as mãos sobre elas para comandar a cura, percebi que a vasta maioria não tinha demónios de facto — apenas precisavam de ser curadas. Perguntei-me por que motivo pensavam que todas as doenças provinham de demónios.
 
A influência dos demónios
Nos evangelhos há apenas 19 ou 20 casos de indivíduos que foram curados por Jesus (dependendo de como se conta). Estes vão desde a sogra de Pedro, no início do ministério de Jesus (Marcos 1:29-30), até à cura da orelha de Malco, cortada por Pedro no Jardim do Getsémani (Lucas 22:49-51 e João 18:10-11).
 
Ainda mais surpreendente é o facto de haver apenas 7 casos de indivíduos libertos de demónios ou da sua influência nos evangelhos. (Há passagens que mencionam multidões a serem curadas e/ou libertas, como Marcos 1:34, mas estou a referir-me a casos individuais.)
 
É nesses relatos individuais que conseguimos ver com algum detalhe a interação entre Jesus e os demónios, e como Ele lidava com eles. A interação mais reveladora talvez seja a que se repete 3 vezes (Mateus 8:28-34, Marcos 5:1-20 e Lucas 8:26-39) com o homem possuído por uma Legião. Este homem tinha tantos demónios que Jesus dirigiu-se ao líder deles, chamado Legião. Uma legião romana tinha 2.000 soldados, pelo que este homem estava possuído por muitos demónios. (Mateus 8:28 diz que eram dois homens, mas Marcos e Lucas focam-se apenas naquele que tinha a Legião.)
 
O homem que foi liberto vivia na região grega dos Gadarenos — uma zona greco-romana com dez cidades, chamada Decápolis, no lado leste do Lago da Galileia, para onde Jesus foi ensinar. A primeira coisa que notamos é que "o homem tinha um espírito impuro". Um espírito impuro podia significar um demónio, mas também pode indicar mais especificamente um espírito sexualmente impuro. O facto de ele andar nu e de se cortar sugere essa interpretação. Lucas 8:35 diz que, depois de ser liberto, as pessoas ficaram espantadas por vê-lo "vestido e em perfeito juízo".
 
O demónio principal chamava-se Legião. Aqui vemos um dos aspetos dos demónios: são identificados pela sua função. Legião comandava muitos demónios. Um espírito de surdez causava surdez. Um homem cego e mudo foi liberto de um espírito cego e mudo em Mateus 12:22. Em Lucas 13:11, uma mulher curvada durante 18 anos tinha um espírito de enfermidade. Os anjos têm nomes, mas os demónios, despidos de tudo, são conhecidos pela sua função. Satanás significa “adversário” em hebraico e grego (hassatan e satana, respetivamente).
 
Os demónios são territoriais
Em Marcos 5:10, o demónio chamado Legião implora a Jesus que não os envie para fora daquela região. A maioria de nós sabe que há zonas nas cidades onde acontecem coisas más. Também conhecemos as zonas ricas e arrogantes. Existem espíritos que habitam em determinadas áreas e, quando se concentram num lugar, até os descrentes podem sentir a atmosfera espiritual daquele local. Os demónios gostam de permanecer em zonas que conhecem, porque conhecem as pessoas ali. Querem exercer influência no mundo natural.
 
Legião implorou a Jesus que não os expulsasse da região, e Jesus acedeu. Contudo, Jesus também os enganou ao permitir que entrassem nos porcos, que de seguida se suicidaram — isto devolveu os demónios ao mundo espiritual sem acesso a qualquer pessoa. É muito possível que esses mesmos espíritos ainda estejam na margem leste do Mar da Galileia até hoje, a tentar influenciar ou entrar em pessoas com pecados sexuais.
 
A Barb e eu estávamos a regressar a casa depois de uma consulta em Tulsa, e para chegarmos à autoestrada tivemos de passar por uma zona da cidade com clubes de strip, bares, etc. Enquanto esperávamos num semáforo, reparei num prédio de tijolo vermelho de um só piso com uma pequena placa que indicava ser um local de encontros para “swingers”. Naquele momento, o Senhor abriu os meus olhos para ver também o mundo espiritual. Vi demónios em pé e sentados à porta daquele edifício. Alguns estavam até sentados no telhado, com as pernas penduradas. Estavam apenas ali, parados ou sentados. Perguntei ao Pai: "O que estão ali a fazer?" Ele respondeu imediatamente: "Estão à espera que o local abra, para verem em quem se podem colar."
 
Sim, os demónios são territoriais. É isso que vemos no Antigo Testamento como “espíritos familiares”. São espíritos “familiares” com uma família, muitas vezes associados a contactar os mortos em sessões espíritas. (O espírito familiar imita o morto e, por conhecer bem a família, sabe coisas sobre essa pessoa ou os vivos.)
 
Quando uma pessoa com um espírito familiar se muda para outra região ou país, o demónio vai com ela, levando a influência demoníaca para uma nova nação ou região. É assim que nações inteiras se tornam oprimidas por demónios e “doutrinas de demónios”.
 
Um espírito familiar pode ter entrado numa família há gerações, e usar um corpo após outro ao longo das gerações — seja com alcoolismo, cancro ou outro — permanecendo com a família tal como preferem certas zonas da cidade. São apenas indivíduos, despidos da justiça, a tentar anular a obra de Deus nas nossas vidas. Não conseguem ler mentes, e livrar-se deles depois de estarem muito tempo num lugar é muitas vezes uma prova de vontade entre eles e a pessoa que tem sido oprimida e assediada.
 
Jesus também ensinou sobre demónios em Mateus 12:26, 43-45
Em Mateus 12:26, Ele disse: “Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo. Como poderá subsistir o seu reino?”
 
Temos amigos missionários que observaram feiticeiros a expulsar demónios de uma pessoa, mas o que de facto acontecia era que abriam a porta para um demónio mais poderoso, sob o disfarce de expulsar um menor. Os nossos amigos explicaram que um feiticeiro “curava” uma febre expulsando um demónio, mas três meses depois a pessoa contraía uma doença pior. Perceberam que, ao depender dos demónios, apenas um espírito mais forte tomava o lugar.
 
Vemos este princípio em Mateus 12:43-45: “Quando um demónio é expulso, vagueia por lugares áridos, procurando repouso, mas não encontra.” Isto mostra que, ao serem expulsos, os demónios voltam ao mundo espiritual, que é “árido” para eles — pois não têm acesso ao mundo natural, onde querem expandir a sua influência e encontrar alívio do tormento do reino das trevas.
 
Jesus continuou:
“Então (o demónio) diz: ‘Voltarei à minha casa (a pessoa de onde saiu)’ e, ao voltar, encontra-a vazia e limpa (a pessoa foi liberta). Então, (para evitar ser expulso novamente) vai buscar outros sete demónios piores do que ele e todos habitam aquela pessoa, e o estado final é pior que o primeiro…”
 
Isto mostra que há uma hierarquia no reino de Satanás, assim como no de Deus — pois Satanás não cria, apenas perverte o que é verdadeiro. Um pai pode ter sido pecador, mas o filho pode ser pior — com mais demónios. Assim como há anjos com autoridade sobre nações (como Miguel, em Daniel 12:1, que é responsável por Israel), também há demónios organizados como imagem espelhada, até ao nível de territórios, cidades e bairros.
 
Estava a ministrar num culto com cerca de 1500 pessoas, e o Pai começou a falar-me sobre uma mulher presente. Disse-me que, em criança, a mãe lhe disse que ela não era bonita nem inteligente, por isso teria de se esforçar muito na vida. Disse-me que a forma como ela interpretou isso na infância tirou-lhe a esperança. Isso levou ao auto-ódio, depois à raiva, depressão e eventualmente pensamentos suicidas. Ele disse-me que ela tinha vindo naquela noite para ser liberta, ou então voltaria para casa e tiraria a própria vida. Ele queria libertá-la. Ao partilhar tudo isto com a congregação, não pedi para levantarem a mão nem para ela vir à frente. Apenas expulsei os demónios em nome de Jesus a partir do púlpito, e pedi ao Pai que a enchesse novamente com o Seu Espírito e curasse as suas emoções — que tinham sido a porta de entrada para os demónios.
 
Três semanas depois, uma mulher aproximou-se de mim num corredor antes do culto da noite e disse que era ela. Mostrou-me cicatrizes nos braços de tentativas anteriores e de cortes auto-infligidos durante a adolescência. Disse que estava completamente livre, que tudo tinha acontecido como eu descrevera, e agradeceu-me profundamente. Cerca de três meses depois voltei a vê-la e disse que continuava livre e a sentir-se bem.
 
Mais na próxima semana, mas por agora já há bastante em que pensar! Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | Email: [email protected] ou [email protected]
 

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O que é que o Pai quer? 3/3

5/24/2025

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What does the Father want? 3/3
O que é que o Pai quer? 3/3
​

Olá a todos,

Nas primeiras duas partes desta série, falámos sobre o facto de o Pai procurar verdadeiros adoradores e um povo segundo o Seu coração. Há outras passagens que também poderíamos incluir — como o facto do Senhor ter vindo para buscar e salvar os perdidos, ou o facto de que Ele percorre a terra para Se mostrar forte em favor dos que O seguem.
 
O objetivo desta série é ajudar-nos a distinguir entre o que os outros dizem que Deus quer, e o que Deus realmente quer.
A cultura da igreja tende a querer que estejamos presentes nos cultos, a “ler a Palavra”, a contribuir financeiramente, a voluntariar-nos em programas, ou a participar em metas espirituais da comunidade. É fácil (mesmo sem intenção) pensar que Deus quer aquilo que o Pastor diz que Deus quer.
 
Lembro-me de um aluno do instituto bíblico que veio ao meu gabinete muito perturbado. A igreja dele tinha iniciado uma campanha de oração matinal, e durante três semanas ele acordava às 5 da manhã para orar 15 minutos. Pensava que aquilo era da parte de Deus, pois o pastor incentivava fortemente a congregação a participar. Mas na quarta semana, adormeceu e não orou como planeado.
 
Veio até mim, convencido de que Deus estava zangado com ele por falhar o compromisso, e queria saber o que tinha de fazer para voltar a estar “a bem” com o Pai. Perguntei-lhe: “Como sabes que o Pai está zangado contigo? Ele disse-te isso?” (Resposta: não.) Ele assumiu que, como a igreja estava a insistir nesta prática de oração matinal baseada no Pai-Nosso, então aquilo era o que Deus queria. E por falhar as expectativas da igreja, pensou que também tinha falhado com Deus. Consegui ajudá-lo a receber a paz do Pai, dizendo-lhe que aquele sentimento de paz era o Pai a mostrar-lhe que não estava zangado.
 
E se pudéssemos entrar numa caminhada com o Pai que não fosse centrada em nós?
Já consideraste uma vida com o Pai que fosse centrada no Pai, em vez de ser centrada em ti?
 
O profeta Miqueias era de uma aldeia pequena (Moresete), mas profetizou tanto para Samaria (capital do reino de Israel, a norte) como para Jerusalém (capital do reino de Judá, a sul).
 
Nota histórica:
Após a morte de Salomão, Israel dividiu-se em dois reinos: O Reino do Norte, chamado Israel, cuja capital era Samaria — incluía 10 tribos, rejeitou o templo em Jerusalém e o sacerdócio levítico, criando os seus próprios sacerdotes. O Reino do Sul, chamado Judá, incluía a tribo de Benjamim, os levitas e outros fiéis ao Senhor — a sua capital era Jerusalém, onde adoravam no templo construído por Salomão. Sempre que leres os profetas, é importante perceberes a quem estavam a dirigir-se: Israel (Samaria) ou Judá (Jerusalém). (Se quiseres aprofundar este tema, tenho uma série áudio em Inglês, chamada “"Walk through the OT: Israel's civil war”.)
 
Miqueias era de uma pequena cidade.
Mas foi enviado a falar com os líderes espirituais e políticos das duas capitais. Foi o primeiro profeta a condenar diretamente o facto de ambos os reinos ignorarem os pobres. Tinham a Lei de Moisés, cheia de compaixão pelos necessitados, mas criaram uma espiritualidade própria, fora daquilo que Deus tinha estabelecido.
 
Por exemplo, vejamos o sistema do dízimo, e como ele era desenhado para cuidar do povo — e que, no entanto, foi ignorado.
Havia quatro tipos de dízimos:
 
O primeiro era ‘Terumah’ ou ‘os primeiros frutos’ a oferta das primícias, que era entregue aos sacerdotes para o seu sustento. O segundo era ‘Ma’aser Rishon’, ou ‘primeiro dízimo’, dado aos levitas. Nem todos os levitas eram sacerdotes, porque as posições no serviço do tempo eram limitadas por isso havia muito mais levitas do que sacerdotes. O terceiro era ‘Ma’aser min haMa’aser’, o dízimo do dízimo. Os membros da tribo de Levi davam 10% do que recebiam aos sacerdotes. Estes 3 dízimos eram para sustento dos sacerdotes e para manutenção do templo.
 
O quarto era ‘Ma’aser Sheni’ ou o segundo dízimo. Este dizímo voltava directamente para quem o deu.
 
Estes 4 dízimos eram dados em diferentes momentos ao longo de um período de 7 anos, e no 7.º ano não se dava nenhum dízimo, um ano de descanso (Sabbath)
 
Nos Anos 1, 2, 4 e 5 o ‘segundo dízimo’ era levado a Jerusalém, apresentado ao Senhor, e depois dos Sacerdotes tirarem a sua porção, os ofertantes faziam uma festa com o que sobrava — celebrando a bondade de Deus.
 
Nos Anos 3 e 6 o ‘segundo dízimo’ nem sequer ia para os Sacerdotes no templo — era distribuído localmente, com base na honestidade, para cuidar dos pobres, órfãos, viúvas e todos os necessitados (incluindo os levitas, os quais não tinham terras e por isso eram considerados entre os pobres).
 
Percebeste isso? Todos os anos, quando as pessoas davam o dízimo, uma parte do dízimo era devolvida ao doador ou nem sequer ia para os sacerdotes. E havia um ano inteiro em que não davam qualquer dízimo — guardavam-no para si, para poder ajudar os necessitados. Dei todo este contexto para que se compreenda que a liderança em Israel e Jerusalém, nos dias de Miqueias, negligenciava as disposições da Lei de Moisés relativas aos pobres, incluindo as leis sobre os dízimos. Eram religiosos, mas religiosos à sua maneira. Eram espirituais, mas seguiam os seus próprios desejos, e não aquilo que Deus tinha escrito na Sua Palavra através de Moisés.
 
Falando diretamente para esses líderes, Miqueias resume a vontade de Deus no capítulo 6, versículo 8:
 
“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?
 
O Pai procura adoradores, Ele procura pessoas segundo o Seu coração, para que Ele ande connosco, e nós com Ele. É tão simples quanto isso. Larga a fé complicada. Deixa as fórmulas, os esquemas, e tudo o que pensas que tens de fazer para agradar a Deus. Apenas... anda com Ele.
Fala com Ele como falarias com um amigo... e depois faz uma pausa, volta a tua atenção para o teu espírito, e sente a Sua presença. É assim tão simples.
 
A grande preocupação de Paulo em relação aos Coríntios era que Satanás, com subtilidade, os afastasse “da simplicidade que há em Cristo”, levando-os a uma fé complicada que acabaria por pregar outro evangelho, outro Jesus, outro espírito. Mantém a fé simples. Deixa de correr atrás de doutrinas que apenas “coçam os ouvidos”, e em vez disso, usa esse tempo para conheceres o teu Pai. Adora-O. Procura-O. Faz o que é certo. Ama a misericórdia. Anda humildemente com Ele.
Ámen. (II Coríntios 11:3-4)

 
Novo tema na próxima semana.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
http://www.cwowi.org e envia-me um email para [email protected] ou [email protected]
 

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O que é que Deus o Pai quer? Ele vê o bem em ti. 2/3

5/17/2025

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What does the Father want? He sees the good in you. 2/3
O que é que Deus o Pai quer? Ele vê o bem em ti. 2/3
 
Olá a todos,

Quando o rei Saul teve de ser substituído, o Senhor enviou o profeta Samuel à casa de Jessé e dos seus filhos. Samuel disse:
“O Senhor buscou para si um homem segundo o seu coração...” – 1 Samuel 13:14
 
Hoje vamos olhar para a capacidade do Senhor de ver o bem em nós.
Deus é amor.
E o amor é bondoso, acredita no melhor, espera o melhor. O Pai acredita em nós todos os dias e escolhe continuar a trabalhar em nós e connosco para nos amadurecer n’Ele. (1 João 4:7-8, 1 Coríntios 13:4-8)
 
Conheci um pastor com um temperamento explosivo, bem disfarçado em público, mas conhecido pela maioria da equipa. Perguntei ao Senhor: “Porque é que não o julgas?” A resposta d’Ele foi imediata e é uma lição que nunca esqueci: “Mas olha para todo o bem que ele está a fazer!”
O Senhor vê-nos no contexto do quadro geral, sabendo que a nossa carne voltará ao pó da terra, e que o verdadeiro “nós” é o nosso espírito e alma.
 
Em Atos 13:22, Paulo recorda a história de Israel, referindo-se a este episódio: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” E em Salmo 89:20, o Senhor diz: “Achei David, Meu servo; com santo óleo o ungi.”
Tanto a palavra hebraica como a grega para “achar” (encontrar) significam “descobrir após procurar”. Deus estava ativamente à procura de alguém que fosse “segundo o Meu coração.”
 
Existem pelo menos duas formas de entender a expressão “um homem segundo o Meu coração”.
Uma avó pode olhar para a sua neta e dizer: “É uma menina segundo o meu coração.” Ao dizê-lo, vê nela algo de si mesma — os mesmos interesses, traços, personalidade, talvez um talento ou habilidade.
 
Assim, podemos dizer que o Senhor viu algo de Si mesmo no coração de David. E não é assim connosco hoje? O Senhor vê algo de Si em nós, pois fomos criados por Ele — logo, isso é inevitável.
Uma mãe de quatro filhas disse-me uma vez que, quando elas discutiam, tinha dificuldade em decidir quem tinha razão, pois via um pouco de si em cada uma delas — e compreendia os pontos de vista de todas. Assim é com o Pai — Ele está em nós, criou-nos, e por isso vê-se a Si próprio no nosso coração.
Essa é uma forma de entender o que Ele viu em David. Viu algo de Si mesmo nele. (Paulo alude a isto em 2 Coríntios 3:18, e Tiago em 1:22-25)
 
Outra forma de entender “uma menina segundo o meu coração” seria no sentido da neta seguir e procurar as coisas que são do agrado da avó — os seus interesses, talentos, paixões. Ela está a ir atrás do coração da avó. Está a procurar fazer e ser tudo aquilo que está no coração da avó.
Este é o primeiro sentido de 1 Samuel 13:14. David era um jovem que corria atrás de Deus, que O procurava, que queria fazer a vontade de Deus na sua vida.
 
David tinha entre 10 e 15 anos quando foi ungido para ser rei. (1 Samuel 16:13; 2 Samuel 5:4)
Deixa que isso assente no teu coração: ele tinha apenas 10 anos, talvez 15, quando foi ungido como rei. Mas só viria a tomar o trono mais de 15 anos depois. 
 
Lembras-te do que já ensinei sobre o facto de o Senhor ser o “EU SOU”? Quando Ele fala, parece que é agora, pois para Ele tudo é presente. Mas para nós, o que para Ele é “agora”, pode demorar décadas ou até uma vida inteira até acontecer.
David era um pré-adolescente ou adolescente quando o Senhor o chamou de “homem segundo o Meu coração.” Mas só se tornou rei 15 anos depois.
 
Sabemos também que David tinha entre 16 e 19 anos quando matou Golias. Isto porque a batalha aconteceu no início do reinado de Saul e o serviço militar começava aos 20 anos. David não fazia parte do exército, embora três dos seus irmãos mais velhos já o estivessem. Quando David se voluntariou para lutar contra Golias, Saul disse-lhe (1 Samuel 17:33) que ele era apenas um rapaz e devia voltar para casa.
A palavra hebraica usada aqui para “rapaz” é “na'ar”, que significa jovem ou criança.
 
Lembra-te: com apenas 16-19 anos, David já tinha morto um leão e um urso!
Tiveste algum momento na tua juventude — entre os 10 e os 19 anos — em que estiveste com o Senhor no “deserto” e derrotaste os teus próprios “leões” e “ursos” metafóricos, saindo vitorioso em Cristo? David escrevia salmos e canções nessa idade. Muitos de nós também passámos por isso nessa fase. Mas depois... a vida começou a acontecer.
 
A vida também “aconteceu” a David. Ele era um homem muito imperfeito, mas no seu coração, ele era todo de Deus e da Sua vontade.
Lembra-te: David cobiçou a mulher de Urias, Bate-Seba. Tomou-a enquanto Urias estava em serviço militar. Depois mandou colocá-lo na linha da frente para que fosse morto.
 
Deus viu o seu coração e chamou-o para ser rei já sabendo perfeitamente todos os pecados que cometeria no futuro.
 
Em 1 Samuel 24:1-6, David e os seus homens escondem-se de Saul numa caverna. Por acaso, Saul entra nessa mesma caverna para se aliviar, e David corta a orla do seu manto. A consciência de David o acusa, e ele mais tarde pede desculpa a Saul, já a uma distância segura.
Cortar a orla da veste é um ritual fúnebre que ainda existe em alguns funerais judaicos. Significa cortar os franjas (tzitzit) que representam a Palavra de Deus — simbolizando que a pessoa está livre, já não vinculada à Lei de Moisés.
David fez isso à roupa de Saul — uma mensagem nada subtil: “Tu estás morto.”
 
Além de Bate-Seba, David tinha uma fraqueza por mulheres. Teve 6 esposas, várias concubinas, e pelo menos 11 filhos mencionados. Tornou-se confortável no trono e essa estrutura familiar mista resultou em rebeliões por parte dos seus filhos Absalão e Adonias.
David também pecou ao fazer um censo de Israel, confiando em números em vez de confiar no Senhor.
 
E mesmo assim, Deus o chamou — sabendo de antemão todos os pecados que ele iria cometer. É o mesmo connosco.
Uma das qualidades do coração de David que mais admiro é a forma como ele reagiu quando confrontado com o seu pecado com Bate-Seba. Em 2 Samuel 12, o profeta Natã é enviado por Deus a David. No versículo 13, David responde: “Pequei contra o Senhor.”. Ele podia ter dito que pecou contra Bate-Seba, ou contra Urias. Mas David foi direto ao essencial: pecou contra Deus.
 
Não culpou o desejo, não deu desculpas — foi direto ao coração da questão: pecou contra Deus.
Escreveu imediatamente o Salmo 51 como resultado desta confrontação e confissão. Entre os clamores que faz a Deus, destaca-se o do versículo 10: “Cria em mim um coração puro, e renova em mim um espírito reto.”
 
Também nós caímos em pecado e clamamos por um coração puro, um espírito reto. O hebraico desse versículo inclui: “Cria um coração firme (limpo).” Firme, determinado a andar com Deus em integridade. É esse coração humilde, que anseia pelos caminhos de Deus, que Ele procura — e que encontrou em nós, o Seu povo.
 
Que maravilhosa graça!
 
Na próxima semana concluiremos esta série. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org – podem escrever-me para [email protected] ou [email protected]
 


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O que Deus, O Pai, quer? 1 de 3

5/10/2025

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What does the Father want? 1/3
O que Deus, O Pai, quer? 1 de 3
 
Olá a todos,

Se pensarmos bem, a cultura da igreja moderna é muito centrada no “eu”. Já vimos o “reivindicar pela fé”, “confissões positivas”, “declarações e decretos”, profecias pessoais, cura interior e muito mais — tudo com o objetivo de recebermos o máximo de Deus ou de nos livrarmos de demónios, doenças, falhas ou problemas da nossa vida.
 
Vamos mudar o nosso foco para aquilo que Deus Pai quer. É possível viver focado no que o Pai deseja, e posso dizer-vos que é a vida mais gratificante que existe!
 
#1: Jesus disse que o Pai procura adoradores: “Que O adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem.
 
Reparem que a adoração de que Jesus fala é dirigida ao Pai. Entendam isto — em todos os evangelhos, Jesus nunca nos disse para O adorarmos a Ele. Ele disse para adorarmos o Pai. Disse para orarmos ao Pai (sendo a Oração do Pai Nosso o exemplo mais conhecido dessas instruções). Portanto, a primeira pergunta é: Adoras o Pai? (Ou adoras apenas Jesus? Jesus é Deus, por isso, claro que O adoramos, mas será que adoras Jesus enquanto negligencias o Pai?)
 
VERDADEIROS adoradores. A palavra grega “alethinos” significa “genuíno, real, verdadeiro”. Ao dizer “verdadeiros adoradores”, Jesus revela que há adoradores falsos — aqueles que dizem palavras da boca para fora ou que têm motivos ocultos na sua adoração.
 
“Em espírito” refere-se a adorar com o nosso próprio fôlego, do mais íntimo do nosso ser. “Em verdade” significa sem segundas intenções, sem objetivos, sem “lembretes” para Deus enquanto cantamos. Significa pureza, sem condições, sem motivos escondidos — adoração centrada no Pai.
 
Jesus disse que o Pai procura pessoas assim para O adorarem. A palavra grega para “procura” é “zeteo”, que no contexto cultural significa “inquirir”. Procurar como quem faz um inquérito. À medida que caminhamos com o Pai, Ele irá perguntar-nos: “Queres e vais adorar a partir do teu espírito em verdade?” Logo, temos de responder ao Seu inquérito. Quando alguém pergunta, uma resposta é necessária. Como respondemos ao que Ele procura? Posso dizer que, para mim, os meus primeiros pensamentos ao acordar, pelo menos 90% das vezes, são: “Obrigado, Pai.” Começo cada dia com esse simples ato de adoração e falo com Ele ao longo do dia.
 
A adoração ao Pai é visível em Apocalipse 4.
O apóstolo João diz: “Eu estava em espírito” (v.2), significando que o mundo natural se desvaneceu quando os seus olhos se abriram para o mundo espiritual. Viu uma porta no céu e ouviu uma voz a convidá-lo: “Sobe aqui”, e foi transportado para o céu. Isto é visto por muitos como uma figura do arrebatamento, pois acontece antes da abertura dos 7 selos por Jesus, que marcam o início da Tribulação.
 
Quando uma pessoa está em espírito, pode ver o Pai. Daniel viu o Pai em Daniel 7 como o Ancião dos Dias, de quem o Filho do Homem veio receber um reino sem fim. Moisés falou com Deus face a face na nuvem de glória quando esta desceu sobre o tabernáculo no deserto, mas quando estava no natural, no monte, Deus teve de tapar os seus olhos. (Êxodo 33:11, 34:10; 33:20). Ezequiel viu o Pai e os querubins à sua volta em Ezequiel 1. Descreveu um arco-íris sobre o trono e um chão transparente diante dele.
 
Quando João estava no céu em Apocalipse 4, viu o arco-íris, o chão transparente, os querubins e os anciãos a adorarem o Pai nos versículos 8 e 11:
“Santo, santo, santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.”
“Digno és, Senhor, de receber glória, e honra e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas.”
 
Reparem que a adoração ao Pai é totalmente sobre Ele — não sobre o que Ele fez por nós, mas sobre Ele: Ele como Criador, como Deus, como Santo, como sempre presente. A verdadeira adoração é estritamente vertical, de nós para Ele, sobre Ele e para Ele. Nada tem a ver connosco, com o que Ele fez por nós, com o facto de estarmos salvos. Não — a adoração parte do mais profundo do nosso espírito para o Seu Espírito — de espírito para Espírito. Do nosso coração para o Seu coração. Mas há mais.
 
A palavra “adoração” em grego é “proskuneo”. “Pros” significa “em direção a”. “Kuneo” significa “beijar”. A adoração que Jesus diz que o Pai procura — os verdadeiros adoradores — adoram como um beijo ao Pai, o que implica afeto verdadeiro, aliança verdadeira. Naquela época, como agora, um beijo era sinal de aliança entre duas pessoas. Eu beijo a minha esposa como sinal de todo o meu amor e dedicação. Dois amigos, mesmo nos dias de hoje, podem beijar-se na face como sinal do seu laço. Jesus disse literalmente em João 4:23:
“A hora vem, e agora é, em que os verdadeiros beijadores beijarão o Pai em espírito e em verdade; pois o Pai procura tais para O beijarem.”
 
A palavra adoração, então, é um beijo de aliança para com o Pai. Quando O adoramos por quem Ele é, estamos a dizer que estamos em aliança com Ele. Que O amamos, que Lhe somos dedicados e que nos entregamos totalmente a Ele. Ele procura adoradores assim, de coração inteiro. Um beijo físico entre pessoas é apenas uma pálida ilustração do verdadeiro “beijo espiritual”, ou adoração. A adoração mais profunda acontece quando, do nosso espírito, derramamos o nosso amor ao Pai, mantendo a mente focada no que dizemos, sondando o coração para encontrar palavras que expressem o quanto O amamos. Isso exige disciplina mental — não apenas cantar com os lábios enquanto a mente vagueia pensando no almoço de amanhã ou noutras distrações.
 
O Pai procura verdadeiros adoradores. Estás interessado em responder a esse desejo d’Ele?
Quantas das tuas orações e da tua adoração é dirigida a Jesus — mesmo depois de Jesus ter dito claramente que o Pai procura quem O adore (beije) a partir do espírito, sem segundas intenções? Podemos redirecionar o nosso foco para o Pai, tirar os olhos de nós próprios, aprender a falar com o Pai do mais profundo do coração? Conhece melhor o teu Pai simplesmente falando com Ele ao longo do dia, de forma conversacional, mas sempre com gratidão.
 
Na minha experiência, a maioria dos cristãos não sabe o que é verdadeira adoração porque, no seu dia a dia, não adoram o Pai. Vi isto como pastor, tanto na igreja de auditório como nas igrejas em casa. Quando a música pára e o líder diz: “Vamos continuar a adorá-Lo”, o volume desce bastante. Muitos apenas ficam de olhos fechados, cabeças baixas. Isto revela que nunca desenvolveram uma vida própria de adoração.
 
Há alguns anos, um líder de uma igreja doméstica estava a conduzir e queixava-se ao Senhor: “Senhor, tenho saudades da adoração da igreja de auditório.” Ele de imediato respondeu: “Não tens saudades da adoração; tens saudades da música, porque a adoração vem do coração.”
 
Adorar em espírito é tocar nas razões mais profundas pelas quais amamos Deus. As razões fundamentais pelas quais Lhe somos gratos. As razões centrais pelas quais caminhamos com Ele. Volta ao básico, volta ao essencial, e começa, em forma de conversa, a dizer ao Pai porque O amas e por que estás tão grato por Jesus — por quem Ele é como Deus e, por isso, digno de ser adorado (beijado).
 
Nota adicional: essa é a beleza de orar e adorar em línguas — vem do nosso espírito, do nosso âmago. Para aqueles que ainda não “falam em línguas”, talvez descubram que, ao fazerem o que sugiro aqui — tocar o mais profundo do vosso coração e expressar o vosso amor ao Pai — poderão começar a falar numa língua que nunca aprenderam. O derramar do vosso amor e gratidão será tão profundo que ultrapassará a linguagem conhecida — e Ele poderá conduzir-vos para as línguas, para que o vosso espírito possa expressar mais plenamente o “beijo” ao Pai.
 
Na próxima semana falaremos de outra coisa que o Pai procura.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org – pode escrever-me para [email protected] ou [email protected]
 

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O Espírito Santo não é um dom pessoal? Parte 3 de 3

5/3/2025

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The Holy Spirit not a personal gift? 3/3
O Espírito Santo não é um dom pessoal? Parte 3 de 3
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Olá a todos,

Na semana passada contei sobre como, no primeiro dia depois de receber o Espírito Santo, tudo o que conseguia dizer ao orar em línguas era "abba abba abba", repetidamente. Tal era o derramar do meu coração pelo Pai.
 
Partilho isto porque quero encorajar-vos — as línguas são uma linguagem que nunca aprendeste, tal como uma criança pequena que está a aprender uma língua pela primeira vez. A diferença é que a criança aprende com a mente, mas as línguas fluem do teu espírito. Sendo uma linguagem, ela muda à medida que o orador se vai familiarizando com ela. Imagina uma criança a tentar dizer “esparguete” como “ba-esguete”, e depois, passados uns anos, a dizer corretamente — está a aprender uma língua que nunca aprendeu. É isso que acontece connosco.
 
Por causa disto, à medida que te familiarizas com a linguagem que o Senhor te deu, começas a sentir as Suas emoções e tom. Mas, sendo uma linguagem real — seja de homens ou de anjos — tens a liberdade de lhe dar entoação, e, com a experiência, aprenderás a fazê-lo em harmonia com Ele.
 
Mas como ultrapassar o “abba abba abba” repetido naquele primeiro dia?
Voltei a falar com a Janny — a rapariga que me levou ao Senhor — e a resposta dela foi simples: “Pede ao Pai para mudar isso.” E foi o que fiz. Logo, começaram a surgir na minha mente sugestões de letras e sílabas. Quando as pronunciei com fé de que vinham do Pai, rapidamente se encaixaram numa linguagem real. Até experimentei adicionar letras por minha conta — mas não se encaixavam de todo, por isso parei com essa experiência. Foi assim que percebi que as línguas são reais e não inventadas.
 
Deus não agarra na tua língua para te obrigar a falar.
Quando Paulo escreveu orientações sobre ser convidado numa igreja que se reunia em casa, em I Coríntios 14:26-40, ele escreveu no versículo 32: “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.” Em grego: “Os espíritos dos que falam estão sujeitos aos que falam.”
 
Isto significa que o teu espírito está sujeito a ti. Paulo tinha acabado de escrever que, se tens uma palavra de Deus mas não há oportunidade para a partilhar, guarda-a entre ti e Deus — não pecaste por isso. Nem sequer tens de a partilhar. Se não houver oportunidade, guarda-a, disse ele. Também disse para se revezarem e cederem uns aos outros. O ponto é que Deus nunca te fará perder o controlo sobre ti próprio.
 
Se vires alguém a tremer como uma folha, essa pessoa, com esforço da vontade, pode parar o tremor — e ainda assim sentir a presença de Deus. Se vires alguém a rastejar pelo chão como um réptil, isso não é Deus — é um demónio, ou estão a agir na carne a imitar outros que viram, ou querem atenção, ou algo do género. Deus não faz ninguém perder o controlo.
 
Há momentos em que uma pessoa é tão invadida pela presença de Deus que toda a sua força física a abandona?
Sim, mas nas Escrituras isso ocorre quando Deus coloca uma pessoa disposta em transe, ou quando ela cai sob o poder d’Ele — não é uma "queda por cortesia" porque o pregador a empurrou. É um momento em que estás a buscar Deus e a Sua presença se torna tão forte que a tua força terrena desaparece completamente — isso acontece. João 18:5-6 é um exemplo.
 
Deus não te vai agarrar a língua para te forçar a falar em línguas. É uma linguagem, por isso... fala-a! Tens de a falar. Ele fornecerá as palavras, a inspiração no teu espírito da qual flui essa linguagem não aprendida, mas não te obrigará a falar. Continuas em controlo. O que precisas é ter fé de que o que estás a dizer vem d’Ele e não de ti. Com experiência, serás capaz de sentir esse fluxo a brotar do teu espírito, ultrapassando a mente.
 
Este bypass da mente quando as coisas fluem do teu espírito é bastante comum. Já alguma vez tiveste uma revelação incrível sobre o Senhor, ou surgiu na tua mente uma solução para um problema, e pensaste: “Isto é tão bom que vou lembrar-me mais tarde”? E depois, mais tarde, já te esqueceste?
 
Isso acontece porque as revelações do Senhor estão no teu espírito. A tua mente nota-as, pensas nelas com o espírito, mas a tua mente não as grava. Há anos, comecei a manter um bloco de notas e caneta no carro para escrever essas revelações. Agora, com o telemóvel, apenas digo para fazer uma nota ou enviar-me um email ou mensagem.
 
Procura lembrar-se e analisar estas coisas. Pensa nelas com atenção. Lembra-te como te sentiste quando aquela revelação chegou, como ela flutuou até à tua mente, e como veio com paz. Depois compara com quando és tu a pensar em algo — como está centrado no cérebro, e não no espírito. Com estas experiências crescemos e tornamo-nos mais sensíveis ao Seu Espírito em nós.
 
O Espírito Santo já está aqui na Terra
Um equívoco comum é pensar que quem quer receber o Espírito Santo tem de esperar que Deus faça algo. A verdade é que o Espírito Santo já está aqui na Terra, a ministrar hoje. Por isso, não estamos à espera que Ele nos batize com o Espírito — o que precisamos é de estar em posição para O receber.
 
No dia de Pentecostes, há cerca de 2.000 anos, o Espírito Santo foi dado à humanidade. As pessoas têm falado em línguas desde então — nunca deixou de acontecer. Quem diz o contrário não conhece a história da Igreja. O Espírito Santo está aqui para todos os crentes. Ele é o dom de Deus de que Pedro e Paulo falaram em Atos, como já referi.
 
Se queres o Espírito Santo, procura outros para orar por ti e impor as mãos, ou fica sozinho com o Senhor e começa a adorá-Lo do mais profundo do teu ser. O Espírito Santo está aqui, mas adorá-Lo e falar com Ele a partir do teu espírito pode ser algo novo — Já recebeste o Espírito Santo desde que creste?
 
(Tenho alguns ensinamentos em áudio sobre as línguas e o Espírito Santo no nosso site.)
Novo tema na próxima semana, até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | Email: [email protected] ou [email protected]
 

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