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Sobre os Apóstolos, 1 de 1

4/25/2026

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About Apostles
Sobre os Apóstolos, 1 de 1

Olá a todos,
 
Com tantos a chamarem-se a si mesmos de apóstolos ou profetas, pareceu-me apropriado que nesta última lição partilhasse o que a Bíblia diz — em vez do cartão de visita de alguém ou do título que colocam antes do nome.
 
O contexto original
Nos nossos dias, os “dons ministeriais dos 5 ministérios” são substantivos (nomes): Apóstolo, profeta, mestre, pastor, evangelista. Mas essas palavras são palavras gregas transliteradas para inglês. Isso significa que os tradutores da Bíblia pegaram em palavras que descreviam ação, neste caso “enviado” ou “apóstolos”, e decidiram, em vez de manter “enviado”, em transformar apóstolos no substantivo, apóstolo. Também transformaram “aquele que profetiza” em profeta, “aquele que proclama a verdade” em mestre, “aquele que cuida das ovelhas” em pastor, e “aquele que anuncia boas notícias” em evangelista. Foi assim que estas palavras de ação se tornaram nomes, o que encaixou perfeitamente na hierarquia da cultura da igreja de auditório de há mais de 400 anos.
 
Fizeram o mesmo com a palavra “bispo”, que em grego é “episkopos”, que significa “aquele que supervisiona”. Considerem 1 Timóteo 3:1 na NVI em Português, e depois o grego original:
 
NVI: “Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função” Grego: “Fiel é a palavra: se alguém aspira a supervisão, deseja uma boa obra.”
 
Também considerem que a palavra “diácono” vem do grego “diakonia”, que significa “serviço” ou “servir”. Transformaram “aquele que serve” num cargo na igreja chamado “diácono”. Os tradutores prestaram-nos um grande desserviço, transformando estas palavras de ação em palavras que, ao longo dos séculos, se tornaram substantivos (títulos), embora isso tenha servido bem a hierarquia das denominações tradicionais. Aqui está Romanos 11:13 primeiro na versão Almeida (ACF) e depois em grego, para ver como o significado mudou:
 
ACF: “Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério.”
Grego: “A vós gentios agora falo: de facto sou um enviado para vos servir, e glorio-me no meu serviço (a vós).”
 
Na igreja de auditório moderna, pareceria que um apóstolo é um substantivo, um título. Também pareceria que ser apóstolo ou bispo (supervisor) é um cargo, quando na realidade a palavra grega é “serviço” (diakonia). Na realidade do Novo Testamento, não existe tal coisa como um “cargo” — seja pastor, apóstolo, intercessor ou profeta — é sempre a palavra “serviço” (diakonia).
 
O que define um apóstolo?
Recordem que todo o Novo Testamento foi escrito por estes “enviados” para pessoas em igrejas em casas.
 
Primeiro, o contexto original de um apóstolo é que eles iniciam igrejas em casas. Ajudam no processo de discipulado através de relacionamentos dentro da família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Essas são as 4 principais esferas de relacionamento vistas no Novo Testamento. Uma quinta seria a “pessoa de paz”, alguém que vos conhece, vos aceita, mas ainda não conhece o Senhor.
 
Segundo, Jesus apareceu-lhes para lhes dar a sua missão. 1 Coríntios 9:1:
 
"Não sou eu (enviado) apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?" A afirmação de que é livre refere-se ao capítulo anterior, onde fala da liberdade de comer o que quiser, mostrando aqui que pratica o que ensina. Note-se que ele afirma ser um enviado (apóstolo), ter visto o Senhor, e que eles, os coríntios, são a sua obra no Senhor. Também é importante notar que Paulo viu o Senhor tal como eu ou outros O vimos — após a Sua ascensão, em espírito. Mas isso conta como ter visto o Senhor, como mostra este versículo; isso fazia parte da credibilidade de Paulo como apóstolo; ele tinha visto o Senhor.
 
Terceiro, a sua missão é para um grupo ou tarefa específica. Escrevendo aos coríntios em 1 Coríntios 9:2: "Se eu não sou enviado (apóstolo) para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor". Ele não era apóstolo para todos, apenas para um grupo específico.
 
Em Gálatas 2:9, Paulo escreve que Pedro, Tiago e João “perceberam a graça” nele e em Barnabé, e deram-lhes a mão da comunhão, concordando que o seu serviço era para os judeus, enquanto Paulo e Barnabé eram enviados aos gentios. Em Atos 9:15, quando o Senhor apareceu a Paulo no caminho para Damasco, disse especificamente que o enviava aos gentios (não judeus). Isso mostra-nos que ser apóstolo é específico para um grupo de pessoas e, por isso, limitado a esse grupo.
 
Quando o Senhor me visitou a 4 de novembro de 2001 e me impôs as mãos, disse: “Tu tens estado a fazer a obra de um apóstolo, mas agora estou a impor-te as mãos como apóstolo para esta tarefa: quero que inicies uma igreja em casa e uma rede de igrejas em casas, estruturada de forma a facilitar o desenvolvimento de igrejas em casas em todo o mundo.” A minha missão de “enviado” está limitada a igrejas em casas, mas é mundial. Não fui enviado como apóstolo para igrejas de auditório, embora, com agrado, ministre livremente nelas. Não fui designado para um grupo específico de pessoas, pois Ele disse “em todo o mundo”. Os limites do meu apostolado são aqueles envolvidos em ministérios em casas. Eu ensino para todos, tenho discernimento espiritual para todos, pastoreio e supervisiono o nosso grupo CWOWI e o meu apostolado é apenas para o CWOWI. Trabalho, portanto, ao lado de outros com diferentes chamados, todos na mesma equipa.
 
Quando Ele disse “tens estado a fazer a obra de um apóstolo”, referia-se ao facto de eu ensinar e visitar igrejas para ensinar e aconselhar pastores e líderes de escolas bíblicas, desde questões pessoais e conflitos até formas de melhorar o impacto do seu ministério. Eu já fazia aquilo que os apóstolos fazem, mas até esse momento não era apóstolo (enviado). Penso que muitos que fazem a obra de um apóstolo, mas não são apóstolos, chamam-se a si mesmos apóstolos. Mas não estão a iniciar igrejas em casas, nem vivem em transparência e em relações que fazem parte disso; Jesus não lhes apareceu para lhes impor as mãos e os enviar para uma tarefa específica junto de um grupo ou missão concreta. No entanto, como estão a fazer parte do que um apóstolo faz, a cultura da igreja de auditório tende a favorecer títulos, e a atribuir honra a pessoas assim erradamente rotuladas.
 
Quando era adolescente, o Pai disse-me que me chamava para ser um vidente (Seer). Ainda jovem comecei a ensinar, e esse é um dos principais dons, senão o principal. Sempre tive um “coração de pastor”, cuidando do povo de Deus para os conduzir no processo de discipulado. A minha missão como apóstolo foi acrescentada em 2001, mas para uma tarefa específica. Isso está construído sobre os dons já existentes de vidente, mestre e pastor. Esses dons são para todos, mas o meu apostolado é apenas para igrejas em casas e para aqueles na rede CWOWI. Pedro, Tiago e João sabiam que eram apóstolos (enviados) aos judeus, Paulo e Barnabé sabiam que eram enviados aos gentios. Missão e limites da missão claramente definidos.
 
Quarto: Um apóstolo tem sinais e maravilhas no seu ministério, como diz 2 Coríntios 12:12: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”. Embora eu tenha tido milagres e curas dramáticas no meu ministério — como nos evangelhos, coxos a andar, surdos a ouvir, cegos curados e mais, não falo disso para que as pessoas não me vejam a mim em vez do Senhor.
 
Uma vez disse-Lhe que gostaria de ver mais dessas curas dramáticas, e a resposta surpreendeu-me: “Porque achas que Eu visito tantas vezes as tuas reuniões e abro os olhos de tantos para Me verem ou saberem que estou no meio deles? Isto também faz parte dos sinais e maravilhas.” Fiquei corrigido e nunca mais voltei a falar nisso. Houve muitas vezes em que vários O viram no meio de nós, a andar entre as pessoas, alguns a vê-Lo e outros apenas a senti-Lo, ou a sentir o Seu abraço no espírito. Normalmente muitos têm visões, veem anjos, a nuvem de glória ou são levados em espírito com o Senhor. Eu continuamente me sinto maravilhado e humilde por Ele se revelar assim durante os nossos tempos de adoração nas conferencias.
 
Há anos, tornou-se popular auto proclamar-se apóstolo. Alguns chegaram a exigir que pastores lhes dessem o dízimo pessoalmente e que as igrejas também contribuíssem para os seus ministérios, enriquecendo-se através dessa manipulação. Que o Senhor tenha misericórdia das suas almas. Nem Paulo nem qualquer outro apóstolo exigia dízimos ou apoio financeiro. Paulo esperava que as pessoas comunicassem com Cristo nelas e dessem a quem lhes tinha ensinado, mas nunca houve exigência, é por isso que eu falo pouco acerca de dinheiro. Os apóstolos tinham redes, como as cartas de Paulo mostram: Roma, Corinto, Éfeso, Galácia, Filipos, Colossos e Tessalónica. Ele queria ir até Espanha, mas não sabia se conseguiria.
 
O seu desejo não era invadir o trabalho de outros, como está escrito em 2 Coríntios 10:12-15: “Confinar-nos-emos ao âmbito do ministério que o Senhor nos atribuiu, o qual inclui-vos também a vós...”
 
Em resumo, a definição bíblica de apóstolo é a seguinte: eles ajudam no processo de discipulado através de relacionamentos e em reuniões em casas. O Senhor apareceu-lhes para lhes dar uma missão específica para a qual são “enviados”. A sua missão destina-se a uma tarefa ou a um grupo de pessoas concreto. O seu ministério é acompanhado por sinais e maravilhas.
 
Agradeço a todos vós que leem estes Pensamentos Semanais e as Newsletters mensais. Espero o dia em que possamos saudar-nos pessoalmente, face a face. Novo tema na próxima semana; até lá, bênçãos!
 
John Fenn
cwowi.org e email: [email protected]
 

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Videntes, profetas, profecia pessoal 3 de 3, Videntes/Profetas

4/18/2026

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Seers, prophets, personal prophecy 3 of 3, Seers/prophets
Videntes, profetas, profecia pessoal 3 de 3, Videntes/Profetas
 
Olá a todos,
 
O que é um vidente? O que é um profeta?
 
Isto é-nos dito em 1 Samuel 9:9: “…o profeta de hoje era chamado vidente no passado.”
 
Os videntes/profetas têm o dom de, de tempos a tempos, ver o reino espiritual de Deus, conforme necessário e de acordo com a Sua vontade. Em 1 Samuel 3, o Senhor chamou Samuel pelo nome: “Samuel, Samuel”, e o jovem pensou que era o sacerdote Eli que o chamava. Depois de Eli lhe explicar que era o Senhor, o versículo 10 diz: “O Senhor veio, aproximou-se e chamou como das outras vezes: ‘Samuel! Samuel!’” No versículo 15, diz-se que Samuel teve medo de contar a Eli a visão. E o versículo 21 diz que, a partir daí, o Senhor continuou a revelar-se a Samuel pela palavra do Senhor.
 
Samuel foi o primeiro dos videntes/profetas da nação de Israel. Ele foi também o último juiz. Juízes anteriores incluíram Débora, Gedeão, Sansão e outros. Samuel foi o último juiz e o primeiro vidente/profeta da nova nação de Israel. Ele ungiu Saul como o primeiro rei. Ele estabeleceu o padrão para todos os profetas que vieram depois dele.
 
Mas os videntes não são apenas visitados pelo Senhor. O seu dom de ver no reino espiritual também se manifesta no ministério de Eliseu, como vemos em 2 Reis 6:13-17. Eliseu e o seu servo estavam numa cidade cercada por um exército inimigo. O servo estava com medo. Eliseu orou para que o Senhor abrisse os seus olhos, e ele viu um exército angelical a rodeá-los. Eliseu viu o reino espiritual ao mesmo tempo que via o exército do rei a rodear a cidade.
 
Quando eu tinha cerca de 16 ou 17 anos, o Pai disse-me que me tinha chamado para ser um vidente, usando esse termo. Esse era o meu chamado antes de mestre, pastor e apóstolo (na próxima semana falarei da definição de apóstolo e o seu ministério). O que acontece muitas vezes comigo é como uma sobreposição de duas dimensões — com os olhos abertos vejo o natural e também o reino do Senhor.
 
O que define um vidente/profeta do Novo Testamento?
O fundamento sobre o qual entendemos isto está em Efésios 3:5-6, que diz: “Esse mistério não foi dado a conhecer aos homens doutras gerações, mas agora foi revelado pelo Espírito aos santos apóstolos e profetas de Deus, a saber, que mediante o evangelho os gentios são co-herdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo Jesus”
 
Isto diz-nos que a primeira função dos apóstolos e profetas é revelar a graça de Deus aos não-judeus (nós). É por isso que profetas e mestres estão ligados, como vemos em Atos 13:1-3, “…havia profetas e mestres… depois de jejuar e orar…”. A função principal de um profeta não é dar “palavras proféticas”, mas revelar os mistérios de Cristo. Ensinar e profetizar estão fortemente ligados aos apóstolos porque ambos estão encarregues de revelar os profundos mistérios da obra de Jesus e dos seus caminhos, e de transmitir essa revelação ao corpo de Cristo.
 
Se alguém se chama profeta ou apóstolo, o seu ministério base é ensinar e partilhar revelação acerca do que Jesus fez por nós. Se ele não tiver estes profundos ministérios, se tudo o faz é ter sonhos “proféticos”, visões e palavras – é preciso questionar se será um verdadeiro profeta (ou apóstolo).
 
Qual a diferença entre profetizar e ser profeta?
Atos 11:27-28 diz: “Nesses dias, alguns profetas desceram de Jerusalém para Antioquia. Um deles, chamado Ágabo, anunciou pelo Espírito que uma grande fome viria….” Aqui vemos um profeta com uma palavra preditiva sobre acontecimentos naturais, neste caso, uma fome.
 
Em Atos 21:10-11, é nos dito isto sobre Ágabo: “Vindo ao nosso encontro, tomou o cinto de Paulo e, amarrando as suas próprias mãos e pés, disse: ‘Assim diz o Espírito Santo: ‘Desta maneira os judeus amarrarão o dono deste cinto em Jerusalém e o entregarão aos gentios (Romanos)’”.
 
Aqui vemos que um profeta também tem palavras preditivas acerca das ações dos governos, incluindo por vezes no que diz respeito a indivíduos. Um profeta nestes tempos do Novo Testamento irá, antes de mais, ensinar e/ou partilhar acerca dos mistérios de Cristo em nós e da Sua obra na cruz, ressurreição e ascensão. Eles verão no reino do Espírito. Terão palavras preditivas acerca da natureza, dos governos e para indivíduos.
 
Compare isso com a definição de Paulo de profecia simples em I Coríntios 14:3: "Porque aquele que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação." Podemos ver uma profundidade muito maior naquilo que é alguém chamado como Vidente/Profeta. Infelizmente, alguns fizeram grandes nomes para si próprios pensando que, porque profetizam regularmente, são profetas. A primeira vez que uma pessoa dá uma profecia simples pode não ser mais do que dizer a alguém: "Sinto que o Senhor te ama." Mas se tiverem muita experiência, as suas profecias podem ser mais longas e mais detalhadas — não porque sejam profetas, mas porque são mais experientes a mover-se nesse dom. Alguns pensaram que, porque se movem regularmente na profecia simples, são profetas — mas na realidade são apenas mais experientes no dom.
 
Lembre-se também de que outras manifestações do Espírito se combinam com os dons. Assim, uma pessoa que possa ver uma mini-visão de uma pessoa ou situação enquanto ora por alguém, o que é discernimento de espíritos, pode também dar-lhes uma profecia de encorajamento. Não é que seja um profeta; o Espírito apenas se moveu através deles para ministrar o que era necessário àquela pessoa. O ministério principal de um profeta é ensinar e partilhar sobre o que Cristo fez por nós, ver no Espírito e dar palavras preditivas acerca da natureza e dos governos.
 
Sabedoria acerca da profecia pessoal
Podemos aprender sobre a profecia pessoal a partir desta troca entre Ágabo e Paulo em Atos 21. Primeiro, Ágabo disse: "Isto é o que o Espírito Santo diz." A profecia simples é muitas vezes algo percebido no espírito de alguém que depois é colocado em palavras — mais uma interpretação do que sentem no seu espírito acerca do que o Senhor está a dizer. Um profeta ouvirá o próprio Espírito Santo. Isto acontece-me na maioria das vezes e, como já ensinei antes a partir de exemplos em Atos, quando o próprio Espírito Santo fala, é específico, conciso e direto. (Atos 8:29; 10:19) Não há vagueza nem ambiguidade quando se ouve o próprio Espírito Santo falar. Ágabo ouviu a palavra específica do Espírito Santo para Paulo.
 
Ágabo deu a Paulo detalhes muito específicos: que ele seria preso pelos judeus e entregue aos romanos em Jerusalém. O problema que o aguardava não era informação nova para Paulo, embora os detalhes específicos fossem novos, mostrando que uma palavra profética pessoal será apenas uma confirmação de algo que o Senhor já mostrou a uma pessoa.
 
Anteriormente, no capítulo anterior, Atos 20:22-24, Paulo disse isto: "..Agora, compelido pelo Espírito, estou indo para Jerusalém, sem saber o que me acontecerá ali.  Só sei que, em todas as cidades, o Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos me esperam. Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo..."
 
Paulo afirmou que, por onde passava, o Espírito Santo dava testemunho noutros de que, se fosse à cidade, prisões e problemas o esperavam. Mas disse que não conhecia os detalhes. Depois de os deixar em Atos 20, o capítulo 21 abre com Paulo a navegar até à cidade de Tiro e, encontrando discípulos, o versículo 4 afirma: "Os quais, pelo Espírito, lhe diziam que não subisse a Jerusalém."
 
Até este ponto, onde quer que Paulo fosse, os discípulos que encontrava tinham um testemunho no seu espírito, um “mau pressentimento” acerca de ele ir à cidade — mas, como o próprio Paulo admitiu, "não sei o que me acontecerá ali." Isso significa que todas essas impressões, todas essas pessoas, tinham apenas um testemunho vago no seu espírito de que problemas o aguardavam. Só quando Ágabo, o profeta, forneceu informação precisa acerca dessas “coisas más” — que os judeus o prenderiam e o entregariam aos romanos — é que houve clareza.
 
A profecia pessoal que Paulo recebeu de Ágabo era sobre o seu futuro, mas era apenas informação específica sobre coisas que Paulo já sabia. A profecia pessoal não será informação nova — será uma confirmação de coisas que o Senhor já te revelou e, como palavra de confirmação, terá mais informação. Mesmo quando Paulo encontrou Jesus no caminho para Damasco em Atos 9:5, o Senhor disse-lhe: "Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões." Um aguilhão era uma vara pontiaguda que uma pessoa usava por trás de um “boi” para o picar no ombro ou na parte traseira, mantendo-o no caminho. Jesus, sendo a espada afiada de dois gumes, a Palavra de Deus, tinha evidentemente estado a “picar” Paulo há algum tempo acerca de Ele ser o Messias, e Paulo estava a resistir. Assim, mesmo este encontro com Jesus foi específico para esses “toques” que Paulo já tinha recebido da Palavra Viva, em vez de ser informação completamente nova. Jesus confirmou-lhe — quantos de nós fomos “tocados” pelo Senhor durante algum tempo antes de finalmente cedermos e acreditarmos?
 
Na próxima semana: apóstolos.
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected]
 

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Videntes, Profetas, profecia pessoal, 2/3, Os dons do teu espírito

4/11/2026

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Seers, Prophets, personal prophecy, 2/3, Your spirit's gifts
Videntes, Profetas, profecia pessoal, 2/3, Os dons do teu espírito
 
Olá a todos,
 
Na semana passada partilhei como algumas pessoas impuseram as mãos sobre mim e profetizaram com exatidão — mas depois quiseram ir mais além, e na segunda vez apenas perceberam no seu espírito quais eram os meus dons — colocaram um “assim diz o Senhor” e um tempo futuro, e chamaram-lhe Deus.
 
Muitos manipuladores, não conhecendo os caminhos do Pai, pensam que quando percebem as qualidades no espírito de uma pessoa estão a mover-se em profecia, ou pior, pensam que são profetas. Mas apenas se tornaram bons a perceber, no seu espírito, as qualidades do espírito de outra pessoa. Isto também pode ser aprendido entre aqueles que não conhecem o Senhor, por vezes com demónios — espíritos familiares — a dizerem à pessoa coisas sobre outra, com o propósito de manipulação ou até de abuso.
 
Percebeste as qualidades do espírito de outra pessoa
Há pessoas de quem gostas e não sabes porquê, tal como há pessoas de quem não gostas — não porque tenham feito algo, simplesmente não “encaixa”. Percebes que não é apenas personalidade, há algo mais profundo; o teu espírito não gosta do que está nelas. Muitas vezes é porque o teu espírito reconhece algo no espírito (ou alma) delas que entra em conflito com o Espírito de Deus, levando-te a não gostar delas.
 
Vais ao supermercado, fazes compras e sais a pensar se o funcionário será cristão, ou próximo da justiça, porque há algo de bom ou pacífico — como um reconhecimento no teu espírito que a tua mente nota sobre essa pessoa. Em Marcos 12:34, Jesus disse ao escriba que respondeu corretamente acerca das Escrituras: “Não estás longe do Reino de Deus.” Jesus percebeu a condição espiritual daquele homem. Não foi uma palavra profética; foi uma observação baseada no que Ele percebia sobre onde aquele homem estava espiritualmente. Nós também fazemos isso.
 
Além disso, muitos homens e mulheres que sofreram algum tipo de abuso quando eram jovens conseguem perceber no seu espírito quando alguém, mesmo que conheçam casualmente, está envolvido em luxúria ou outras coisas — porque o seu espírito reconhece o tipo de espíritos que os abusaram quando eram mais novos. O nosso espírito pode perceber, nesse nível de espírito humano para espírito humano, se uma pessoa é pura ou se algo nela não está certo. O mundo chama a isso “pressentimento” ou “intuição”, pois mesmo pessoas não nascidas de novo continuam a ser espírito, alma e corpo.
 
Se uma pessoa sofreu abuso em criança, ou cresceu numa casa com dependentes, por exemplo, agora como adulto o seu espírito e alma conseguem perceber que um estranho em público é dependente, porque o seu espírito sente os espíritos à volta desse estranho — pois esse tipo de espírito estava presente nos seus pais enquanto crescia.
 
O que foi isso?
A profecia simples é dada por Deus, inspirada pelo Espírito Santo. Não se trata de descobrir as qualidades da personalidade ou dos dons de uma pessoa — embora isso possa fazer parte de uma profecia. A profecia é definida em 1 Coríntios 14:3: “Mas quem profetiza o faz para a edificação, encorajamento e consolação dos homens”. É o Pai, que é Espírito, a dar revelação ao espírito de alguém sobre o Seu encorajamento e consolo para outra pessoa. Não há nada de futuro na profecia simples. Por vezes, para encorajar, o Senhor menciona os dons ou talentos que colocou nessa pessoa, mas isso é feito dentro de um contexto maior de uma mensagem para ela. Isto porque a profecia continua a ser sobre Jesus, a Sua obra e a Sua vontade.
 
Muitos já profetizaram enquanto estavam sentados à mesa a tomar chá ou café com um amigo, e sentiram no seu espírito que o amigo está num ponto de decisão em algo. Sentem paz em dizer-lhe certas coisas, trazendo conforto — isso foi profecia. Se veio apenas da tua simpatia como amigo, então não, foi apenas um amigo a consolar outro. Mas há momentos em que nos movemos a partir de um sentir no espírito, uma paz ou inspiração para falar — e isso é profecia. Os dons do Espírito não vêm com rótulos nem anúncios luminosos: “Atenção: o que te estou a dar é uma profecia, coloca um ‘assim diz o Senhor’ no fim.” NÃO. Paulo chama aos dons de “manifestação do espirito”, em 1 Coríntios 12:4-7 – “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum”. É algo normal, parte de ser cristão — Cristo em ti a fluir através de ti para o benefício de outra pessoa.
 
O contexto do Novo Testamento era o lar, os relacionamentos e as reuniões em casa, e é aí que todos os dons do Espírito têm a sua primeira utilização. Um pai a consolar o filho após um dia difícil pode ser apenas um pai a fazer o que os pais fazem. Mas talvez, ao ouvir o filho, esse pai esteja a pedir ao Pai sabedoria e as palavras certas — e do seu espírito venha conforto, encorajamento e sabedoria além do que tinha inicialmente. Ele acabou de profetizar, e talvez deu uma palavra de sabedoria ao seu filho. Fluiu do seu espírito, através da sua alma, falando com o seu corpo — consegues sentir esse fluxo, percebê-lo. Não há nada mais gratificante do que viver da revelação do homem espiritual para fora.
 
Uma palavra de sabedoria é uma instrução divina sobre algo futuro — como o Senhor dar sabedoria a alguém sobre como lidar com uma situação difícil no trabalho, ou o que partilhar numa entrevista no dia seguinte. Uma palavra de conhecimento é conhecimento divino sobre algo passado ou presente. E todas estas manifestações do Espírito de Deus são exatamente isso — manifestações do Espírito.
 
A profecia não apela ao ego: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia". Apocalipse 19:10. O contexto é que o apóstolo João estava no céu e começou a prostrar-se aos pés do homem que lhe mostrava tudo. O homem ficou profundamente perturbado e insistiu que João não o fizesse, dizendo que também era um servo como ele. Disse que a profecia não era sobre ele, mas que o testemunho de Jesus é o que está no centro da profecia.
 
Isto significa que uma profecia pessoal não te vai exaltar, nem dizer quão grande e poderoso é o ministério para o qual foste chamado (embora possa indicar o alcance do teu ministério e as dificuldades, como aconteceu com Paulo no caminho de Damasco). Se estiveres a ser usado para dar uma profecia e ela for realmente do Espírito, não sentirás ego, nem um “uau, sou bom nisto” — nada sobre ti. É tudo sobre Jesus, quer estejas a dar ou a receber.
 
Se receberes de algum “profeta” uma profecia longa e floreada, que ocupa páginas e páginas quando a escreves, não veio de Deus. TALVEZ o primeiro parágrafo tenha sido pelo Espírito, mas o resto será carne — tal como me aconteceu naquela conferência.
 
Quando o Espírito de Deus fala, todos os exemplos em Atos mostram mensagens curtas, diretas, sem adornos. A profecia é sobre Jesus, não sobre ti ou sobre mim. Se apela ao ego, se te exalta, se te faz pensar que és um presente de Deus para a humanidade — não é Deus. Jesus é manso e humilde de coração, acessível e humilde. Qualquer profecia pessoal terá esse espírito de Jesus. Sem ego envolvido.
 
Para a semana: o que faz de um vidente/profeta um vidente/profeta.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e email: [email protected]
 

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Videntes, Profetas, profecia pessoal: Parte 1: “O que é a profecia?” (1/3)

4/4/2026

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Seers, Prophets, personal prophecy: Part 1: 'What is prophecy?'. 1/3
Videntes, Profetas, profecia pessoal: Parte 1: “O que é a profecia?” (1/3)
 
Olá a todos,

Existe uma grande confusão acerca de videntes, profetas, profecia e profecia pessoal. Nesta primeira lição vou partilhar como podemos conhecer as pessoas pelo seu espírito — e os problemas que isso pode causar.
 
Atração pelo espírito de alguém
“Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne (mas pelo espírito), e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. “ II Coríntios 5:16-17
 
No mundo nós reconhecemos, honramos ou conhecemos uma pessoa segundo os padrões do mundo: educação, situação económica, profissão, riqueza, e assim por diante. Em Cristo há apenas um padrão: ter nascido de novo. As medidas terrenas para conhecer alguém tornam-se secundárias, razão pela qual Paulo disse que, a partir daquele momento, não conheceria ninguém segundo os padrões mundanos, mas pelo Espírito.
 
Muito dano tem sido causado por pessoas confusas acerca desta realidade do Novo Testamento de conhecer os outros pelo seu espírito. Muitas mulheres já se atiraram a um ministro porque o seu espírito se identifica com alguns dos dons no espírito dele, interpretando isso como sendo Deus a dizer-lhes que ele é o seu futuro marido. E não precisa de ser um ministro — isto acontece em escolas, igrejas, empresas e até em encontros casuais em público. A atração pelo espírito de alguém é muitas vezes confundida com direção de Deus para um relacionamento. Confundida — isto significa que não é Deus, é simplesmente o espírito de uma pessoa atraído pelo espírito de outra.
 
Quando era diretor de uma escola bíblica, tive a oportunidade de conhecer o grande e amplamente respeitado evangelista T.L. Osborn. A nossa escola funcionava no edifício da sede do seu ministério, e considero esse tempo muito especial. Ele pregava nos nossos cultos na capela, e tive até o privilégio de me reunir com ele em sua casa.
 
Um dia, depois de ele falar na capela, uma aluna veio ter comigo a chorar, sem saber porquê. Perguntei-lhe o que ela sentia ser a sua chamada, e ela respondeu: “Missões.” Expliquei-lhe que os dons no espírito dela davam testemunho dos dons no espírito dele — missões — e que o espírito dela tinha sido tocado ao ouvir todas as suas experiências e as pessoas que ele tinha ganho para o Senhor. Ela conhecia T.L. segundo Cristo presente em ambos.
 
Outro exemplo
Quando tinha 16 anos, conheci uma rapariga na aula de alemão do 10.º ano. O professor formava frequentemente pares, e fui colocado a trabalhar com ela. Entre os exercícios, fomos conversando e conhecendo-nos melhor. Ela era católica romana, e eu era episcopal (anglicano), o que partilha uma liturgia semelhante ao domingo de manhã. Um dia ela disse-me: “Eu conheço o Deus por trás da liturgia.” E levou-me ao Senhor.
 
Na altura estávamos no 10.º ano, com 16 anos. O namorado dela (e futuro marido) levou-a ao Senhor, ela levou-me a mim, e depois eu levei a minha namorada (e futura esposa, Barb) ao Senhor. No 11.º ano continuámos a amizade ao fazer o segundo ano de alemão. No último ano do liceu, fui eleito rei do baile e ela rainha do baile.
 
Sempre amei o espírito dela. Serei sempre grato por ela ter partilhado Jesus comigo, e continuamos todos em contacto até hoje. Amo o seu espírito desde o início. Admiro a sua alma, e sempre tivemos uma relação de irmão e irmã. Nunca, nem eu nem ela, pensaríamos em ir além de amar e apreciar os nossos espíritos.
 
Mas algumas pessoas desenvolvem uma amizade com alguém no trabalho, ou um pastor com um líder de louvor, ou dois vizinhos, e confundem a atração pelo espírito (ou pela alma) com amor, com Deus, com a vontade de Deus — como se Deus lhes tivesse dito que aquela pessoa será o seu cônjuge… quando não é nada disso. É apenas a perceção de quem a outra pessoa é no seu espírito. Muitas vezes, a pessoa envolve-se emocionalmente, diz: “Deus disse-me que é o meu marido/minha mulher”, e depois pergunta-se porque Deus não disse o mesmo à outra pessoa. Somos espírito, alma e corpo. Não ultrapasses essa linha. Percebe se estás atraído pelo espírito dessa pessoa — talvez pelo espírito e pela alma — mas se já existem limites estabelecidos, não os ultrapasses.
 
A ideia de que os nossos espíritos podem perceber o que está no espírito de outra pessoa não é muito ensinada, e o que existe por vezes é estranho e até perturbador.
 
As pessoas percebem e sentem-se atraídas pelas qualidades do espírito de outra pessoa e confundem essa atração com amor.
Imaginemos um pastor que tem uma mulher solteira na sua congregação que vem pedir-lhe aconselhamento. E se esse pastor percebe no seu espírito as qualidades no espírito dessa mulher — como Deus a criou e dotou — e sente atração por isso? Talvez ela também seja bonita. Ele pode manipulá-la e controlá-la, levando-a a encontrá-lo à noite, a sós no escritório, ou até iniciar uma relação íntima sob o pretexto de que ela precisa disso para ser curada de relações passadas… e muitas outras coisas más que acontecem no corpo de Cristo. Jesus definiu o adultério em Mateus 5:28 como o imaginar com desejo outra pessoa. Ao longo dos anos vi muitos pastores envolvidos em múltiplos adultérios — imaginações nas suas mentes sobre mulheres da congregação ou das equipas de louvor — e ajudei alguns a recuar antes de cair.
 
Isto pode acontecer em qualquer área: negócios, indústria, amizades, bem como na igreja. O nosso mundo está tão corrompido que alguns sugerem que Maria Madalena e Jesus eram um casal — até escritos heréticos antigos o insinuam. As mentes estão tão corrompidas que não conseguem imaginar uma mulher, de quem foram expulsos sete demónios, a amar Jesus apenas a nível espiritual — pensam que teve de haver algo físico, mas não houve. Nós não amamos Jesus a partir do nosso espírito? Isso é pureza. O nosso espírito dá testemunho, juntamente com o Espírito Santo, de que somos filhos do Pai e de que Cristo está em nós. É por isso que Paulo escreve em I Timóteo 5:2 que devemos tratar as mulheres mais velhas como mães e as mais novas como irmãs — ou seja, amar os seus espíritos, dar-lhes respeito e honra, e não ultrapassar limites.
 
Há anos atrás fui orador numa conferência “apostólica”. Enquanto aguardava a minha vez de pregar numa sala lateral, algumas pessoas que serviam água e lanches quiseram impor as mãos sobre mim e profetizar. Eu permiti. O que disseram inicialmente estava certo — que em breve eu entraria num novo tipo de ministério, entre outras coisas. Mas quando agradeci e me levantei, insistiram para eu voltar a sentar-me “para ver o que mais o Senhor poderia dizer”. Concordei. O que disseram depois já não vinha do Senhor, mas do que o espírito deles percebia no meu espírito. Tudo o que disseram que Deus me levaria a fazer no futuro, eu já estava a fazer. Eles não sabiam que eu já era diretor de uma grande escola bíblica, ensinava quase diariamente, supervisionava uma grande equipa numa Mega Igreja e substituía o pastor aos domingos e quartas-feiras quando ele viajava. As “palavras proféticas”, todas no futuro, diziam que eu iria ensinar, administrar, liderar equipas… tudo aquilo que já fazia. Como falharam isso?
 
A primeira vez foi o Senhor. A segunda foi apenas a perceção do espírito deles acerca do meu espírito — estavam a conhecer-me como Paulo disse: pelo Espírito, pois o espírito é nova criação em Cristo. Muitos chamados profetas constroem o seu ministério não na verdadeira profecia, mas na perceção do espírito das pessoas, transformando isso num “assim diz o Senhor”. E é por aí que continuaremos na próxima semana.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected]
 
 

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