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Perspetivas e entendimento, 4 de 4

2/28/2026

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Insights and understanding, 4 of 4
Perspetivas e entendimento, 4 de 4
 
Olá a todos,
 
A palavra “tzitzit” (tsit-zit) significa “franjas”, as quais foram ordenadas por Deus para eu estivessem nas roupas dos antigos israelitas como lembrança da Palavra de Deus em Números 15:37-41:
 
“Fala aos israelitas e diz-lhes que façam tzitzit (franjas) nos cantos das suas vestes ao longo das suas gerações, com um cordão azul em cada tzitzit. Terão estas franjas para olhar e lembrar-se da Palavra de Deus, para cumprir todos os Seus mandamentos, de modo a obedecerem e não seguirem os seus próprios corações e olhos para satisfazer os seus desejos. Então lembrar-se-ão de obedecer a todos os meus mandamentos e que estão consagrados ao seu Deus.”
 
As cordas (franjas) devem ser presas diretamente à roupa, o que significa que não são permitidas franjas de prender. Há quatro, uma em cada canto, cada uma feita de quatro fios (um deles azul) dobrados para totalizar oito. Depois são feitos cinco nós nos oito fios, perto do topo, transformando a franja (tzitzit) numa única corda. Como o alfabeto hebraico tem um número associado a cada letra, o nome “tzitzit” em hebraico corresponde também ao número 600. Incluindo os cinco nós nos oito fios, totaliza 13, somando 613 – o número de leis na Lei de Moisés, lembrando ao portador os mandamentos do Senhor.
 
Porquê um fio azul?
No antigo Israel, cada vestuário de um israelita tinha um tzitzit em cada canto. Com o tempo, os estilos de roupa mudaram, e agora existem xailes de oração com tzitzit, normalmente de riscas largas azuis e brancas. Nos tempos antigos, Deus ordenou que um fio azul fosse incluído entre os brancos. O corante azul era feito do caracol chilazon, um tipo de Murex, que vive no Mediterrâneo. Azul é a cor do céu e de Deus; lembrando a cada israelita que eram da nobreza de Deus, chamados como nação para ser um reino de sacerdotes (Êxodo 19:6).
 
O que David fez
Todo o capítulo de 1 Samuel 24 trata de David cortar a bainha da túnica de Saul enquanto Saul se aliviava na caverna onde David se escondia. O versículo 5 diz que a consciência de David “o feriu”, que é uma boa tradução do hebraico “nakah”. Significa “ferir, bater, causar ferida ou punir”. David sentiu-se fortemente condenado por ter cortado a bainha da roupa de Saul. Nos tempos antigos e em alguns funerais hoje, o tzitzit de uma pessoa era cortado no funeral, mostrando que já não estava sujeito às Leis de Moisés. Alguns costumes enterram a pessoa com o xaile de oração, mas com um dos tzitzit danificado ou removido para mostrar o mesmo.
 
A consciência de David perturbou-o porque ele havia realizado o “rito funerário” de cortar um tzitzit de Saul, dizendo-lhe que era um homem morto, liberto de obedecer à Palavra de Deus – uma referência direta a 1 Samuel 15, quando Saul desobedeceu deliberadamente ao Senhor – falar nisso deve ter magoado David! O arrependimento de David foi tão poderoso que o próprio Saul se arrependeu de ter tentado matar David e voltou para casa.
 
O que a mulher de Marcos 5 fez
Em Mateus 9:20, Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-44, vemos uma mulher com uma condição de hemorragia grave e crónica (12 anos). “Quando ouviu falar de Jesus, tocou na sua roupa, dizendo consigo mesma: ‘Se apenas tocar na bainha das Suas roupas, ficarei curada.’” Ele disse-lhe: “A tua fé te curou.”
 
Alguns capítulos depois, em Mateus 14:35-36, lemos: “Quando as pessoas da região reconheceram que Jesus estava lá, disseram a todos na área. Trouxeram os seus doentes a Ele e suplicaram que pelo menos pudessem tocar na bainha das Suas roupas, e todos os que tocaram foram curados.”
 
Podemos especular que, como ela é mencionada primeiro em Mateus 9 tocando na bainha (tzitzit) da roupa de Jesus e foi curada, as multidões de Mateus 14 ouviram como ela foi curada e emularam-na, cheias de fé devido à fé e ações dela. Não temos a certeza, mas sabemos que o tzitzit representa a Palavra de Deus, e ali, na multidão, diante dos seus próprios olhos, estava a Palavra de Deus em carne – toda a Palavra, cumprindo os 613 mandamentos perfeitamente, em carne e osso – e apenas tocar na Palavra Viva através do tzitzit curou muitas pessoas.
 
A Ceia do Senhor – parte de uma refeição comunitária maior
Na maioria das igrejas hoje, a Ceia do Senhor é celebrada como parte separada de um culto. No primeiro século, a Ceia do Senhor fazia parte da refeição. Mateus 26:26: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o e deu-o aos discípulos, dizendo: ‘Tomai, comei, isto é o meu corpo…’”
Marcos 14:22: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão…”
 
Nas igrejas domésticas, a comida é integral, e em algumas culturas hoje assemelha-se à forma como Jesus celebrou a primeira Ceia. De facto, foi a celebração destas refeições comunitárias que ajudou o cristianismo a crescer tão rapidamente pelo Império Romano. Isto porque a cultura romana, grega e judaica tinha grandes refeições familiares e de amigos como parte do tecido social mediterrâneo no primeiro século. Quando judeus, gregos e romanos se tornaram cristãos, incorporaram naturalmente Cristo nas refeições comunitárias que já realizavam.
 
No judaísmo, os judeus não comiam com gentios, mas tinham a sua própria refeição comunitária. Os romanos desprezavam os gregos, mas cada cultura tinha as suas próprias refeições comunitárias. Um bom exemplo da junção delas é visto em Atos 18, com a fundação da igreja em Corinto. Paulo levou muitos judeus da sinagoga a Jesus, e como tal precisaram reunir-se na casa de outra pessoa, que era um Romano chamado Justus. Foi-nos dito: “E muitos dos coríntios (gregos) também creram e foram batizados.” Mais tarde, em 1 Coríntios 11:17-34, alguns desses crentes que era parte desse grupo misto em termos raciais e sociais e económicos recusaram-se a comer com os restantes.
 
Para os romanos, a refeição comunitária era aberta a familiares, amigos e vizinhos, mas segregada por status social e económico. Para os gregos, geralmente apenas as elites eram convidadas, os pobres eram excluídos. Para os judeus, apenas judeus eram convidados. A refeição era para recordar a história, fortalecer vínculos em torno das coisas de Deus, reforçar a identidade única e os laços sociais e familiares. Agora imagine estas três culturas juntas numa refeição comunitária. Eram todos novos crentes em Jesus, cada um com as suas expectativas sobre como estas refeições deveriam ser. Além disso, Corinto era um porto marítimo e era sabido que os trabalhadores de escritório nunca se misturavam com os estivadores, marinheiros e donos de lojas. Não é de admirar que a primeira carta de Paulo aos coríntios abordasse pelo menos 10 questões importantes! Pelo menos 3 envolviam o isolamento de certos grupos que se recusavam a associar-se aos outros, e conflitos!
 
Paulo falou de tudo isto em 1 Coríntios 11:17-34, escrevendo-lhes para se focarem na verdadeira razão de estarem juntos: celebrar a vida, o sacrifício e as promessas de Jesus Cristo. Paulo incentivou-os a deixar de lado o que os divide; preconceitos, ideias preconcebidas sobre como deveria ser a refeição comunitária tradicional, e focar-se em Jesus. Paulo repete o que aprendeu diretamente do Senhor: Tomai o pão, que representa o corpo partido, e o vinho, que representa o sangue derramado, e participai juntos.
 
Paulo disse aos que escolheram separar-se dos outros: “Entre vós há muitos fracos e doentes, e muitos morreram prematuramente, porque não discernis corretamente o corpo do Senhor.” No contexto, discernir o corpo do Senhor não é sobre cura, mas sobre o corpo de Cristo. Que Ele morreu e ressuscitou por judeus, gregos e romanos, e se desconsiderarmos questões de raça, status socioeconómico e histórico de vida dos presentes, podemos focar-nos no que Jesus fez por cada um presente. Isto proporciona uma verdadeira refeição comunitária.
 
Se estiver numa igreja doméstica, ou talvez num estudo bíblico ou grupo de oração, considere isto: partilhem uma refeição juntos e, depois de todos terem comido a maior parte, ainda a falar, comer e partilhar, comecem a passar casualmente pão e sumo ou vinho. Chamem a atenção de todos, apontem as ricas conversas que acontecem, como Jesus salvou cada pessoa sem se importar quem eram ou de onde vinham, apenas que Ele ama cada um – e depois, após um momento para refletir e ajustar o coração, comam o pão, bebam o fruto da videira… e continuem com as conversas, reflexões e apreciação por cada um presente.
 
Mais revelações e entendimentos na próxima semana para fechar a série. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e email para [email protected] ou [email protected]
 

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Perspetivas e entendimento, 3 de 4

2/21/2026

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Insights and understanding, 3/4
Perspetivas e entendimento, 3 de 4
 
Olá a todos,

Durante o tempo em que estive como Diretor da escola bíblica de uma grande Mega Igreja, por volta de 1998 ou 1999, uma pregadora bem conhecida foi convidada como oradora durante uma conferência de uma semana. Devido à minha posição, a Barb e eu estávamos sentados na primeira fila, a alguns lugares do Pastor. Em determinado momento, a oradora pediu à congregação para se aproximar e deixar $100 em dinheiro ou cheques escritos para ela no palco como um ato de fé. Quando digo “pediu”, estou a ser educado. Era mais um grito, um incentivo, uma exortação, uma pregação, tudo com uma dose de condenação para aqueles que não cumprissem. Era para obter de Deus qualquer desejo: cura, libertação financeira, salvação de um ente querido, ou outra coisa.
 
A Barb e eu ficámos horrorizados com a manipulação dela, e ainda mais horrorizados quando membros seniores da equipa da igreja se levantaram e fizeram o que ela pediu. Para minha grande vergonha, eu também me levantei e deixei um cheque no palco, num ato que viria a ser o último “medo do homem” da minha vida. Olhei de forma intensa para o pastor enquanto regressava ao meu lugar, querendo que ele pusesse fim àquela loucura. Mas, ao mesmo tempo, sentia-me pressionado por ele e pelo meu superior imediato (o Pastor Associado) a cumprir.
 
Algum tempo depois desse conjunto de encontros, recebi a temida chamada do pastor. Quando vi o identificador de chamadas no telefone do meu escritório, fiquei congelado de medo, mas nesse momento o Senhor falou comigo: “Fui Eu quem te colocou aqui e só Eu posso tirar-te daqui.” Todo o medo de ser despedido desapareceu, veio a paz, e atendi o telefone. (Não fui despedido)
 
O ensino de “dar $100 para obter a resposta à tua oração” tem raízes no ensino anterior da Palavra da Fé sobre o retorno de cem vezes.
Essa expressão vem de Marcos 4:1-20, a Parábola do Semeador. Nos versículos 1-8, Jesus ensina a parábola do semeador a semear a semente; Algumas caíram junto ao caminho e os pássaros vieram e comeram a semente. Outras caíram em terreno pedregoso, mas, por não ter solo, uma vez germinadas, secaram e murcharam. Algumas caíram entre espinhos (ervas daninhas) e estas sufocaram a semente, impedindo-a de crescer e dar fruto. E no versículo 8, algumas caíram em boa terra e produziram trinta, sessenta e cem vezes.
 
Ele entrou em detalhe com os discípulos, em privado, nos versículos 13-20, explicando que o terreno representa o coração humano e as várias condições que a Palavra (Jesus é a Palavra) encontra quando é plantada nos corações. O bom solo produziu, disse Ele, agora pela segunda vez no versículo 20: “Alguns trinta, alguns sessenta, alguns cem vezes”. O resto do capítulo até ao versículo 34 está relacionado com esta parábola, incluindo a instrução para termos cuidado com o que ouvimos e que o modo como valorizamos as coisas de Deus é como Ele nos dará de volta. (v.24)
 
Os professores da Palavra da Fé (Word of Faith – WOF) retiraram o “retorno de cem vezes” do contexto, transformando-o num ensino sobre dar – para receber – que se deres $10, Deus dará $100 ou $1000. Claramente, isso está errado. Eis o que Jesus quis dizer com a expressão: “alguns trinta, alguns sessenta, alguns cem vezes”.
 
Isto era uma avaliação agrícola comum de uma colheita.
Os agricultores falavam em obter 30, 60 ou 100 vezes a colheita num dado ano. O “retorno de cem vezes” não é uma afirmação matemática, mas sim de completude, maturidade, o melhor que se podia obter numa situação dada. Consideremos que, se uma semente cai em terreno pedregoso e apenas germina, isso é o melhor que poderia ter feito naquela situação. Se uma semente cai entre espinhos e ervas daninhas e cresce mas é sufocada, é o melhor que essa semente poderia ter feito naquela situação.
 
O bom coração é como o bom solo e produz 100 vezes – não em quantidade literal, mas em maturidade e completude. Produziu o máximo e melhor que podia porque tinha bom solo. Hoje usamos 10 ou 100 da mesma forma. Por exemplo: Numa escala de 1 a 10, como classificaria a sua interação com o nosso membro da equipa hoje? Ou: Quão bonita é ela (ou bonito é ele)? Um 6 ou 8? Como avalia o nosso produto numa escala de 1 a 100? Não está a dizer literalmente que encontrou o número 10 ou 100 como fórmula matemática, mas sim uma representação do máximo e melhor. Foi assim que Jesus usou os percentuais.
 
Li uma vez sobre um agricultor cuja colheita foi atingida por granizo. Mas não foi uma perda total, pois conseguiu colher o suficiente para pagar o banco e viver durante o ano seguinte. Mas todos à sua volta foram completamente arrasados, incapazes de cumprir os pagamentos do empréstimo. Enquanto o agricultor estava desapontado com a colheita, um amigo apontou que ele estava em muito melhor condição do que qualquer outro agricultor na área, dizendo-lhe que obteve um retorno de cem vezes – conseguiu o melhor retorno possível dadas as circunstâncias.
 
Deixe-me dizer de outra forma. Às vezes, por a situação ser difícil, só se obtém um retorno de trinta vezes – mas é o melhor que se podia fazer naquela situação. Às vezes, “ervas daninhas” podem ter surgido para interferir numa transação ou situação familiar, dando-lhe apenas sessenta vezes do que queria. Mas, para a situação, sessenta vezes foi o melhor que podia fazer. Obteve o máximo pela graça de Deus que era possível naquela situação.
 
Este tipo de coisa acontece constantemente nas nossas vidas – a graça de Deus em situações difíceis – e precisamos começar a ver que, embora muitas vezes não obtenhamos a totalidade da “colheita” desejada, recebemos pela Sua graça a totalidade do que era possível dadas as circunstâncias. Pode ser apenas trinta ou sessenta vezes, mas foi o resultado mais alto e melhor possível para a situação dada.
 
Pode o diabo ouvir a sua linguagem de oração? (E existe uma linguagem de oração com a qual falamos com o diabo?)
1 Coríntios 13:1:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor…” Em Romanos 8:26-27 somos informados que a nossa fraqueza é que não sabemos como orar como devíamos, então o Espírito Santo junta-se a nós para que oremos “segundo a vontade de Deus”, falando em línguas.
 
Um ponto chave nesse versículo é que as línguas são para o Pai. Não são para o diabo. Existem línguas intensas faladas em intercessão durante as quais sabemos que estamos a interceder fortemente por alguém e o Pai usa essa oração a Ele para ajudar os oprimidos a serem libertos de forças demoníacas e fortalecidos espiritualmente e emocionalmente, mas a oração é para o Pai. Lembro-me de ter visto um pregador famoso na TV trazer alguém ao palco para libertação e dizer à multidão para estender as mãos para a mulher e orar em línguas “contra o diabo”. Não, isso não é o que o Novo Testamento diz. As línguas vão para o Pai. O diabo não grita com o som da sua linguagem de oração. Ele não tem medo. Para ele, é uma linguagem como qualquer outra de homens ou anjos – de onde ele veio.
 
Podemos perguntar: O diabo entende as palavras de um americano, alemão, chinês, espanhol ou italiano? Sim, pois o diabo e seus demónios estão por todo o planeta. Então, ele também entende línguas de anjos, de quem ele caiu? Sim, claro. Se me mudar para a Alemanha e precisar de falar alemão, fui criado com inglês americano e irei lembrar-me dele. Então, que diferença faz se o diabo entende o que estou a orar ao Pai, seja na minha língua nativa ou numa língua dada do Céu que nunca aprendi?
 
Perguntei ao Senhor numa visão, quando Ele me ensinava algumas destas coisas: “Porquê línguas? É tão controverso e mal interpretado.” Ele respondeu (resumido): “Se podes receber isto, a terra foi delegada ao homem, então, na maior parte, o Pai e Eu funcionamos por convite na terra. Embora mantenhamos o nosso direito como Criador. Mas o homem não sabe como orar como deve. O Pai teve de encontrar uma forma de contornar a ignorância do homem para realizar a Sua vontade na terra. Ele faz isso dando a uma pessoa uma língua que nunca aprendeu, contornando a sua ignorância, e preenchendo essa língua com a Sua vontade, emoções e desejos, no seu espírito. Então, oram a Ele, completando o ciclo e tornando a transação legal. Pois verdadeiramente, verdadeiramente vos digo: Ninguém poderá trazer acusação contra nós naquele dia. Tudo será revelado como feito justa e corretamente.”
 
Isso é muita coisa para pensar, suficiente por hoje. Fecharei a série na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e envie-me um email para [email protected]
 

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Perspetivas e entendimento, 2/4, Casamento, trevas exteriores.

2/14/2026

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Insights and understanding, 2/4, Wedding, outer darkness.
Perspetivas e entendimento, 2/4, Casamento, trevas exteriores.
 
Olá a todos,
 
Na Parábola do Banquete de Casamento em Mateus 22:1-14 os convidados estão reunidos, mas um convidado não está vestido com traje de casamento. Quando lhe perguntam porquê, ele fica em silêncio. É dada a ordem para que seja lançado nas trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes. Jesus conclui dizendo: Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
 
A parábola começa com: “O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.” Jesus está obviamente a falar do Pai e de Si próprio. O versículo 3 diz: “Enviou os seus servos para anunciar aos convidados que o banquete estava pronto, mas eles não quiseram vir.” No primeiro século era costume o anfitrião enviar lembretes de que o grande dia se aproximava. Os versículos 4-5 dizem-nos que o rei enviou mais servos e disse aos convidados tudo o que tinha sido preparado para eles: “Preparei o meu banquete: os meus bois e os animais gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento.” “Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
 
Nos versículos 6-7 diz que alguns dessas pessoas até trataram horrivelmente os mensageiros e chegaram a matar alguns. “Os restantes agarraram os servos, maltrataram-nos e os mataram. O rei ficou irado e enviou o seu exército, matou aqueles assassinos e incendiou a cidade deles.” Esta é uma referência óbvia ao tratamento que os profetas (Antigo Testamento) receberam às mãos dos judeus incrédulos de Israel. Assim, o rei, nos versículos 8-10, instrui os seus servos a convidarem aqueles que não tinham sido originalmente convidados (os gentios na parábola), e diz que tanto os bons como os maus foram convidados.
 
Nos versículos 11-12 o rei repara em alguém sem traje de casamento e pergunta como entrou ali. “Amigo, como você entrou aqui sem roupa de casamento?” O homem ficou emudecido.
 
Vestes de casamento no Oriente
Era costume naquela época que um rei que oferecia um casamento — ou um anfitrião num casamento “normal” — fornecesse uma capa exterior leve de linho a todos os convidados. Este costume persiste de forma moderna na China, onde os convidados são muitas vezes presenteados com casacos de casamento ou outras ofertas pelos noivos como demonstração de apreço por terem comparecido. Nos dias de Jesus, tanto reis como casamentos comuns providenciavam uma capa leve de linho para que todos os convidados estivessem devidamente vestidos e iguais, todos vestidos da mesma forma, independentemente do seu estatuto social. O uso da veste fornecida demonstrava que no casamento não havia posição nem estatuto social; o rei ou anfitrião tornava todos iguais naquele dia feliz, para que todos pudessem conviver livremente.
 
O homem sem essa veste destacava-se, deixando claro que tinha tentado comparecer ao casamento por sua própria iniciativa. Isto simboliza uma pessoa que tenta entrar no céu pelas suas próprias obras, nas Bodas do Cordeiro. O homem teve oportunidade de confessar, mas ficou em silêncio. “Digam-no os que o Senhor resgatou” (Salmo 107:2), mas o homem ficou calado. Não era redimido e, ainda assim, tentou entrar no banquete de casamento (no céu) por si mesmo. Romanos 10:9-10, escrito muito depois da parábola de Jesus em Mateus, também diz: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.” O homem ficou em silêncio, significando que não era salvo.
 
Trevas exteriores
O rei então ordenou que fosse amarrado e lançado nas “trevas exteriores”, onde há choro e ranger de dentes. “Amarrem-lhe as mãos e os pés e lancem-no nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” Naqueles dias, como em muitas partes do mundo hoje, não havia iluminação pública. O banquete de casamento estava totalmente iluminado com muitas lâmpadas de azeite, mas as ruas não eram iluminadas. A expressão “trevas exteriores” era um termo do primeiro século usado quando alguém era expulso de um negócio ou de uma casa, significando “atirado para a rua”, como poderíamos dizer. A pessoa tinha estado num lugar de luz e encontrava-se agora lançada na escuridão; a expressão “choro e ranger de dentes” era um termo para alguém muito zangado. Atualizando para termos modernos, pense numa pessoa expulsa de um pub, bar ou restaurante e colocada na rua, a praguejar e cuspir de raiva pelo seu destino. Mas foram as suas próprias ações que levaram os outros a expulsá-lo.
 
Na parábola é uma imagem dos não salvos, do lado de fora a olhar para aqueles que aceitaram prontamente tanto o convite COMO a veste de casamento que o anfitrião providenciou.
 
Poderá recordar-se que em Génesis 3:21 o Senhor Deus fez vestes de pele para Adão e Eva, cobrindo a sua nudez (pecado). Efésios 5:27 diz aos maridos que amem as suas mulheres como Cristo ama a igreja, para a apresentar a si mesmo “como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga” em suas vestes. Em Apocalipse 19:7-14 diz acerca dos crentes no céu nas Bodas do Cordeiro: “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se preparou. Foi-lhe dado para vestir-se de linho fino, brilhante e puro.” (O linho fino são os atos justos dos santos.) Estes mesmos santos, no versículo 14, ainda vestidos com as suas vestes de casamento, acompanham o Senhor a cavalo no Armagedom no Seu regresso.
 
Muitos são chamados, poucos escolhidos
Mencionei acima o costume do anfitrião enviar lembretes antes do dia do banquete de casamento. Após a aceitação, entende-se que os convidados chegam e recebem a veste de casamento. Isto significa que os escolhidos são aqueles que aceitam E cumprem a condição de comparecer. Escolhem aceitar o convite e, por isso, são escolhidos para entrar — ao passo que o homem que recusou a veste de casamento e recusou confessar foi lançado fora. Muitos são convidados, mas poucos dos convidados cumprem os requisitos do convite. Os verdadeiros crentes em Jesus aceitaram tanto o convite COMO cumpriram a condição. Considere o famoso João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” O convite está presente, pois Deus convidou-nos ao dar-nos o Seu Filho. O requisito é crer nesse Filho. O convite é dado, mas poucos cumprem o requisito contido no convite.
 
A cruz no deserto
Quando Israel inicia a sua marcha pelo deserto, o Senhor dá instruções muito específicas acerca de como devem viajar. A direção geral é para leste, tendo saído do Egito e indo para Israel. Em Números 1:50 diz para “acamparem ao redor do Tabernaculo”, com os levitas no centro. O tabernáculo, com a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite, estava no centro do acampamento. O capítulo 2 contém as instruções de Deus sobre que tribo marchava de cada lado do tabernáculo. Nos versículos 3-9 o Senhor diz que o “lado leste, voltado para o nascente”, seria ocupado por Judá, Issacar e Zebulom, totalizando 186.400. Esta era a maioria da população, formando uma longa coluna enquanto marchavam sob os seus estandartes tribais.
 
Os lados norte e sul eram aproximadamente iguais. Ao sul estavam Rúben, Simeão e Gade, totalizando 151.450. Ao norte estavam Dã, Aser e Naftali, totalizando 157.600. Eram como dois pilares ou braços que se estendiam a partir do tabernáculo central, enquanto Judá, Issacar e Zebulom formavam a longa “perna” de 186.400 que se estendia para leste. A oeste estava o menor grupo, composto por Efraim e as meias-tribos de Manassés e Benjamim, totalizando 108.100. Se observar isto de cima, forma uma cruz perfeita, com Judá a liderar na direção do nascer do sol, como o Senhor indicou.
 
Outra cruz...
Quase 1000 anos depois, Judá encontra-se cativa na Babilónia, com a maior parte da população capturada e levada por Nabucodonosor. Entre eles estavam Daniel e Ezequiel. Alguns rapidamente abandonaram a sua fé, enquanto outros permaneceram fiéis. Em Ezequiel 9:4 o Senhor diz a Ezequiel que coloque uma marca na testa daqueles que suspiram e clamam por causa dos pecados dos seus irmãos, marcando-os como pertencentes a Deus. A palavra “marca” é “tav” ou “taw” e foi representada de diferentes formas ao longo dos séculos, muitas vezes como um + ou X.
 
Mais tarde, Roma usava marcas na testa (ou no pulso) quando escravizava pessoas, retirando-lhes o nome e tatuando um número. O 666 em Apocalipse comunica que aqueles que recebem essa marca são escravos desse sistema económico e político. Em Romanos 16:22-23 aprendemos quem recebeu a ditado de Paulo para escrever a carta aos Romanos: “Eu, Tércio, que redigi esta carta, envio-lhes saudações no Senhor.” “Erasto, tesoureiro da cidade, e o irmão Quarto enviam-lhes saudações.”
 
Paulo escreveu aos Romanos a partir de Corinto, pois o nome de Erasto foi descoberto ali numa inscrição que confirma que ele era de facto tesoureiro da cidade. O nome “Tércio” é o número romano 3, e “Quarto” é o número romano 4, mostrando que em Cristo o estatuto socioeconómico nada significa, pois, o grande apóstolo tinha a trabalhar consigo o tesoureiro da cidade e dois escravos — graça maravilhosa.
 
Mais na próxima semana, até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org
[email protected]

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Perspetivas e entendimento, 1 de 4

2/7/2026

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Insights and understanding, 1/4
Perspetivas e entendimento, 1 de 4
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Olá a todos,
 
Gosto muito de estudar a cultura judaica da Bíblia, porque ela fornece contexto e compreensão de coisas que, de outra forma, se perdem para nós. E algumas coisas nem sequer têm a ver com cultura: por vezes um pregador retira um versículo do seu contexto e torce o significado para um sermão, livro ou publicação online — e aquilo que pensamos ser Deus, afinal não é. Por isso espero que este estudo seja esclarecedor e que, pelo menos em parte, seja informação nova.
 
Alguns dos temas que vamos abordar nesta série são: o diabo consegue ouvir a tua linguagem de oração? O que é o retorno de cem por um? O que são as “trevas exteriores”? Qual é o significado do “linho puro” nas Bodas do Cordeiro? Porque disse Estêvão que viu Jesus em pé à direita de Deus? E mais!
 
Não podemos conhecer os Seus caminhos mais altos
Muitos pregadores basearam sermões sobre os mistérios de Deus em Isaías 55:7–11: “Que o ímpio abandone o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos. Volte-se para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão.
‘Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos’, declara o Senhor. ‘Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem regarem a terra e sem a fazerem brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim é a palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.’”
 
O foco costuma ser sempre este: não podemos conhecer os caminhos mais altos de Deus. Os Seus caminhos são mais altos, os Seus pensamentos são mais altos, e nós, meros humanos, não conseguimos alcançar essas coisas elevadas. Mas repara no que o texto realmente diz:
“Que o ímpio abandone (deixe, vire costas e abandone) os seus caminhos e os seus pensamentos (injustos), e o Senhor… perdoará. Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos.”
 
A passagem ordena-nos, na verdade, que deixemos os nossos caminhos e pensamentos e subamos até aos d’Ele. Não é uma declaração de que Ele está demasiado alto e nós demasiado baixos; é um convite para abandonarmos os nossos caminhos e pensamentos e virmos para os Seus.
Isto é coerente com as realidades do Novo Testamento, incluindo Romanos 12:1–2, que diz para apresentarmos os nossos corpos como sacrifício vivo, passarmos por uma metamorfose ao renovarmos a nossa mente segundo os Seus caminhos e pensamentos, e assim podermos viver a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Em Isaías 55:7–11, Ele convida-nos a subir aos Seus caminhos e pensamentos.
 
Quando eu era adolescente vi isto e firmei o meu coração no Salmo 103:7: “Ele revelou os seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos israelitas.” Os “feitos” eram os milagres que o povo de Israel via enquanto vagueava no deserto. Mesmo em jovem, eu via cristãos a viver de milagre em milagre, com vales profundos pelo meio — uma fé em montanha-russa. Mas Moisés conhecia os caminhos de Deus. Se conhecermos os caminhos, os milagres acontecerão. Podemos viver nos Seus caminhos e pensamentos porque abandonámos completamente os nossos.
 
Porque viu Estêvão Jesus em pé à direita do Pai?
Todo o capítulo 7 de Actos é ocupado com a prisão de Estêvão e a sua defesa perante o Sinédrio. O seu martírio aconteceu assim, nos versículos 55–59:
 
“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus. ‘Vejo o céu aberto’, disse ele, ‘e o Filho do Homem em pé à direita de Deus.’ Diante disso, taparam os ouvidos e, gritando em alta voz, lançaram-se todos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram os seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito.’ Então caiu de joelhos e clamou em alta voz: ‘Senhor, não lhes imputes este pecado.’ E, tendo dito isso, adormeceu.”
 
Porque viu Estêvão Jesus em pé — e não sentado — à direita de Deus? E porque isso os enfureceu ao ponto de o arrastarem para fora da cidade e o executarem? A resposta vem de Isaías 3:13: “O Senhor levanta-se para acusar; põe-se de pé para julgar os povos.” Há várias outras passagens que falam d’Ele levantar-Se ou pôr-Se de pé para julgar.
 
No judaísmo, o juízo de Deus é visto em duas acções: levantar-Se (ou pôr-Se de pé) e sentar-Se. Levantar-Se significa a acusação contra o acusado — é a apresentação das acusações, em que o Senhor expõe o Seu caso. Isto vê-se em Isaías 2:19–21 e 33:10. No versículo 19: “As pessoas entrarão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, aterrorizadas perante o Senhor e perante o esplendor da sua majestade, quando ele se levantar para sacudir a terra.” É quando Deus avança para acusar, para apresentar as acusações contra os culpados. Ele levanta-Se para o fazer.
 
A Sua acusação é irrefutável, porque Ele é a Verdade. Por isso, a acusação já contém a sentença. Quando alguém é acusado por Deus, sabe instantaneamente que a acusação é verdadeira e exata em todos os aspetos. Depois, Deus senta-Se para proferir o juízo.
 
Quando Estêvão viu Jesus em pé à direita do Pai, todo o Sinédrio compreendeu que o Senhor estava a trazer acusação contra ELES, não contra Estêvão. Repara que Estêvão nunca vê Jesus sentar-Se. O destino deles dependia da resposta ao Jesus que estava em pé. E, no entanto, Estêvão mostrou graça. Porquê? Porque ao morrer disse: “Senhor, não lhes imputes este pecado.” Ou seja: “Senhor, retira as acusações contra eles; não os responsabilizes por isto.” No momento em que Estêvão os libertou do pecado do seu assassinato, a acusação/juízo foi retirada. Caso encerrado. Quaisquer outros pecados pelos quais os membros do Sinédrio possam ter de prestar contas naquele dia, o assassinato de Estêvão não será um deles.
 
O que isto significa para ti e para mim
É por isso que o Novo Testamento diz que Jesus está sentado à direita do Pai (Colossenses 3:1; Hebreus 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22). Jesus não traz acusação contra os Seus. Ele “cancelou o registro de dívida que mostrava todos os pecados que tínhamos feito contra a lei de Deus e o anulou, pregando-o na cruz”. A cruz provocou o cancelamento de todas as acusações contra nós. Por isso, Jesus está sentado com o Pai. Agora Ele supervisiona o corpo de crentes que aceitaram o Seu pagamento pelas acusações e a justificação para os que creem (Actos 13:39; 1 Coríntios 6:11). Somos justificados pela fé em Cristo.
 
Todas as acusações formais foram retiradas — por isso Ele não está de pé a acusar. Na verdade, é ainda melhor do que isso, pois 1 Coríntios 6:11 diz: “…agora vocês foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Justificação não significa apenas perdão, nem apenas que as acusações foram retiradas; significa que te apresentas em tribunal como se nunca tivessem existido acusações. O Juiz declara-nos justos porque fomos lavados no Seu sangue. Tudo se fez novo, e tudo o que é novo vem de Deus.
 
Jesus levanta-Se para acusar e senta-Se para julgar. 2 Corintios 5:10 diz: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com o que fez enquanto estava no corpo, quer seja bom, quer seja mau.” Portanto, não comparecemos diante de um Jesus em pé, pronto a acusar, mas sim diante d’Ele sentado, sem qualquer acusação, para julgar o que fizemos enquanto estivemos no corpo. Isto não é uma ameaça de inferno, pois já fazemos parte do Seu Reino. Um pai pode apanhar o filho a fazer algo errado, mas não há ameaça de o deserdar — apenas, dentro da família, um acerto de contas. Isso é o tribunal de Cristo: não baseado em acusação, mas no que fizemos desde que estamos n’Ele.
 
Se acreditavas que o tribunal de Cristo determinaria se poderias ou não entrar no céu, agora vês a verdade. Já és filho do Rei — Ele não te vai expulsar. Ele está sentado à direita do Pai. O Pai estava em Cristo reconciliando-nos consigo mesmo. As coisas antigas passaram; tudo se fez novo; e o que é novo vem de Deus.
 
Graça maravilhosa!
Mais na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e podes escrever-me para [email protected]
 

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