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A Lei Mosaica não foi feita para os justos, 2/3

6/20/2026

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The Mosaic Law wasn't made for the righteous, 2/3
A Lei Mosaica não foi feita para os justos, 2/3
 
Olá a todos,

Na semana passada partilhei a escritura que diz que “a lei não foi feita para o justo”. O resto desse versículo diz: “mas para os ímpios e pecadores, rebeldes e desobedientes…”
 
Partilhei que o propósito da lei, segundo Romanos 3:19, é que Deus deu a lei para mostrar à humanidade que éramos pecadores. Paulo explicou que não saberia o que era a cobiça se a lei não dissesse “não cobiçarás”. O que Paulo explica em Romanos 7 é que a lei é boa porque define o pecado para nós — o que significa que não foi feita para os justos, mas para os pecadores, para lhes mostrar o que é o pecado. Ele escreveu aos Gálatas dizendo que, se Deus pudesse ter dado uma lei capaz de conceder vida eterna, então a justiça teria vindo pela lei.
 
Vamos retomar a partir daí
Em Tiago 2:10 ele disse: “Se viverdes pela lei e quebrardes apenas 1 mandamento, sois culpados de quebrar toda a lei.” Para o judeu, se quebrasse 1 das 613 leis, ainda assim tinha de ir fazer um sacrifício, por mais pequena que fosse a infração. Culpa é culpa, quer fosse apanhar lenha ao sábado, quer fosse assassínio. Quebras uma, quebraste todas.
 
Qualquer pessoa que tenha vivido sob alguma forma de “lei” ou legalismo consegue identificar-se com esta afirmação. Quer tenhas tido um pai muito rígido que esperava perfeição absoluta, quer uma igreja onde era esperado que desempenhasses a tua função, mas recebias culpa e condenação, conheces o legalismo. A característica do legalismo é que nunca vê o bem que estás a fazer; vê apenas aquilo em que falhaste. Na semana passada partilhei como o meu pai me arrancou da cama às 23h para ir despejar o lixo, mas não viu que eu tinha feito os trabalhos de casa, limpo o quarto, alimentado o cão e ajudado o meu irmão a arranjar um brinquedo. Ele só viu que eu tinha violado aquela uma “lei”, por isso era culpado de tudo. Eu não era um filho perfeito.
 
Um pastor pode ignorar as tuas ofertas, o teu voluntariado, o facto de seres uma boa pessoa que tenta viver uma vida santa o melhor que consegue, apenas para reparar que faltaste ao culto de quarta-feira à noite e condenar-te pela falta de assiduidade. Isso é viver debaixo da lei. Se quebras 1 regra, és culpado de tudo. Nada de bom é reconhecido; o foco está no que fizeste de errado segundo essa lei — a dos teus pais, a da tua igreja.
 
A lei só é boa para nos mostrar que pecámos. Em Gálatas 3:11-12 Paulo diz que a lei apenas condena a pessoa, portanto “a lei não procede da fé”. É por isso que não consegues ser forte na fé, ter a paz de Deus e sentir-te próximo d’Ele enquanto vives uma vida cristã legalista. Viver segundo uma estrutura legalista externa não é fé. A fé flui do espírito interior.
 
Paulo continua a escrever em Gálatas 3 que a lei atuou então como um professor, um tutor, para nos conduzir, mostrando-nos que nunca poderíamos ser perfeitos, apontando-nos para a perfeição encontrada em Cristo. Quando um estudante faz testes, o objetivo é 100%. Mas, algures entre o jardim de infância e a graduação na adolescência ou início dos 20 anos, vai ter notas inferiores a 100%. Quer seja em testes, assiduidade, comportamento ou falha de alguma forma, isso acontece enquanto se está sob tutela. No Novo Testamento isso chama-se “a maldição da lei”. Pecas, és culpado e não consegues escapar. Estás preso. É uma maldição viver assim: nunca perfeito, o bem nunca visto nem reconhecido, o teste “corrigido a vermelho” pelo tutor.
 
Gálatas 3:13: Porque ninguém é perfeito, e Jesus foi o primeiro homem a viver perfeitamente, Ele é digno e capaz de remover a penalidade de falhar a lei — sendo a maldição a penalidade pela desobediência. Portanto, se tens Cristo, tens o remédio. A lei não foi feita para os justos.
 
Nos versículos 24-26 Paulo escreve que a lei é, portanto, um tutor, mas depois de chegar a fé em Cristo já não estamos sob o tutor, porque fomos feitos filhos do próprio Deus. Em termos modernos, poderíamos dizer que uma criança está na escola a aprender o ofício do pai, mas quando termina os estudos é recebida no negócio da família, deixando para trás essa escolaridade, embora utilizando as lições aprendidas enquanto esteve sob a autoridade do tutor. A lei mostrou-nos como precisamos de Jesus, mas uma vez que temos Jesus já não precisamos da lei para nos mostrar o caminho — temos o próprio Jesus!
 
Cristãos a regressarem à lei
Em Atos 15, quando os apóstolos e líderes em Jerusalém se reuniram para considerar as afirmações de Paulo de que Deus estava a derramar o Seu Espírito sobre os gentios, mesmo sem estes obedecerem à lei mosaica, discutiram se deveriam exigir que eles se tornassem “crentes messiânicos” — obedecendo à lei de Moisés. Pedro opôs-se fortemente a isso, dizendo no versículo 10: “Porque tentais a Deus, pondo sobre eles um jugo que nem nós nem os nossos pais pudemos suportar?” Também lhes recordou que o próprio Deus derramara o Seu Espírito sobre a casa romana de Cornélio em Atos 10. Porque haveriam eles de lutar contra Deus?
 
Porque tentar a Deus colocando um jugo sobre os seus pescoços que nem nós nem os nossos pais conseguimos suportar? És um cristão a viver sob legalismo? Não consegues suportá-lo e testas a paciência de Deus, pois Ele providenciou o Seu Filho como remédio para a lei externa, mudando a nossa própria natureza para que desejemos andar com Deus em obediência. A obediência passou a vir de dentro para fora, em vez de obedecer de fora para dentro.
 
Em Gálatas 3:1 Paulo chama “insensatos” aos da Galácia que, tendo começado no Espírito pela fé em Cristo, voltaram à lei mosaica, dizendo também que tinham sido “enfeitiçados” (manipulados) por aqueles que os trouxeram de volta para debaixo da lei mosaica. Paulo pergunta no versículo 5: Quando Deus faz milagres entre vós, fá-lo pela prática da lei ou pela fé e pelo Espírito?
 
A grande revelação de Paulo, confirmada por Deus através de milagres extraordinários no seu ministério, discutidos em Atos 15, foi que Cristo cumpriu a lei. Contudo, o debate de Atos 15 tem sido retomado e discutido desde então: Até que ponto, se é que deve, um cristão viver pela Lei? Como é que um Cristão equilibra a lei e a graça? A resposta directa é que a lei já não é o nosso tutor; a graça é.
 
Como fazer isso, caminhar nessa liberdade e equilibrar lei e graça, será o tema da próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e escreva-me para [email protected]
 

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