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Videntes, Profetas, profecia pessoal: Parte 1: “O que é a profecia?” (1/3)

4/4/2026

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Seers, Prophets, personal prophecy: Part 1: 'What is prophecy?'. 1/3
Videntes, Profetas, profecia pessoal: Parte 1: “O que é a profecia?” (1/3)
 
Olá a todos,

Existe uma grande confusão acerca de videntes, profetas, profecia e profecia pessoal. Nesta primeira lição vou partilhar como podemos conhecer as pessoas pelo seu espírito — e os problemas que isso pode causar.
 
Atração pelo espírito de alguém
“Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne (mas pelo espírito), e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. “ II Coríntios 5:16-17
 
No mundo nós reconhecemos, honramos ou conhecemos uma pessoa segundo os padrões do mundo: educação, situação económica, profissão, riqueza, e assim por diante. Em Cristo há apenas um padrão: ter nascido de novo. As medidas terrenas para conhecer alguém tornam-se secundárias, razão pela qual Paulo disse que, a partir daquele momento, não conheceria ninguém segundo os padrões mundanos, mas pelo Espírito.
 
Muito dano tem sido causado por pessoas confusas acerca desta realidade do Novo Testamento de conhecer os outros pelo seu espírito. Muitas mulheres já se atiraram a um ministro porque o seu espírito se identifica com alguns dos dons no espírito dele, interpretando isso como sendo Deus a dizer-lhes que ele é o seu futuro marido. E não precisa de ser um ministro — isto acontece em escolas, igrejas, empresas e até em encontros casuais em público. A atração pelo espírito de alguém é muitas vezes confundida com direção de Deus para um relacionamento. Confundida — isto significa que não é Deus, é simplesmente o espírito de uma pessoa atraído pelo espírito de outra.
 
Quando era diretor de uma escola bíblica, tive a oportunidade de conhecer o grande e amplamente respeitado evangelista T.L. Osborn. A nossa escola funcionava no edifício da sede do seu ministério, e considero esse tempo muito especial. Ele pregava nos nossos cultos na capela, e tive até o privilégio de me reunir com ele em sua casa.
 
Um dia, depois de ele falar na capela, uma aluna veio ter comigo a chorar, sem saber porquê. Perguntei-lhe o que ela sentia ser a sua chamada, e ela respondeu: “Missões.” Expliquei-lhe que os dons no espírito dela davam testemunho dos dons no espírito dele — missões — e que o espírito dela tinha sido tocado ao ouvir todas as suas experiências e as pessoas que ele tinha ganho para o Senhor. Ela conhecia T.L. segundo Cristo presente em ambos.
 
Outro exemplo
Quando tinha 16 anos, conheci uma rapariga na aula de alemão do 10.º ano. O professor formava frequentemente pares, e fui colocado a trabalhar com ela. Entre os exercícios, fomos conversando e conhecendo-nos melhor. Ela era católica romana, e eu era episcopal (anglicano), o que partilha uma liturgia semelhante ao domingo de manhã. Um dia ela disse-me: “Eu conheço o Deus por trás da liturgia.” E levou-me ao Senhor.
 
Na altura estávamos no 10.º ano, com 16 anos. O namorado dela (e futuro marido) levou-a ao Senhor, ela levou-me a mim, e depois eu levei a minha namorada (e futura esposa, Barb) ao Senhor. No 11.º ano continuámos a amizade ao fazer o segundo ano de alemão. No último ano do liceu, fui eleito rei do baile e ela rainha do baile.
 
Sempre amei o espírito dela. Serei sempre grato por ela ter partilhado Jesus comigo, e continuamos todos em contacto até hoje. Amo o seu espírito desde o início. Admiro a sua alma, e sempre tivemos uma relação de irmão e irmã. Nunca, nem eu nem ela, pensaríamos em ir além de amar e apreciar os nossos espíritos.
 
Mas algumas pessoas desenvolvem uma amizade com alguém no trabalho, ou um pastor com um líder de louvor, ou dois vizinhos, e confundem a atração pelo espírito (ou pela alma) com amor, com Deus, com a vontade de Deus — como se Deus lhes tivesse dito que aquela pessoa será o seu cônjuge… quando não é nada disso. É apenas a perceção de quem a outra pessoa é no seu espírito. Muitas vezes, a pessoa envolve-se emocionalmente, diz: “Deus disse-me que é o meu marido/minha mulher”, e depois pergunta-se porque Deus não disse o mesmo à outra pessoa. Somos espírito, alma e corpo. Não ultrapasses essa linha. Percebe se estás atraído pelo espírito dessa pessoa — talvez pelo espírito e pela alma — mas se já existem limites estabelecidos, não os ultrapasses.
 
A ideia de que os nossos espíritos podem perceber o que está no espírito de outra pessoa não é muito ensinada, e o que existe por vezes é estranho e até perturbador.
 
As pessoas percebem e sentem-se atraídas pelas qualidades do espírito de outra pessoa e confundem essa atração com amor.
Imaginemos um pastor que tem uma mulher solteira na sua congregação que vem pedir-lhe aconselhamento. E se esse pastor percebe no seu espírito as qualidades no espírito dessa mulher — como Deus a criou e dotou — e sente atração por isso? Talvez ela também seja bonita. Ele pode manipulá-la e controlá-la, levando-a a encontrá-lo à noite, a sós no escritório, ou até iniciar uma relação íntima sob o pretexto de que ela precisa disso para ser curada de relações passadas… e muitas outras coisas más que acontecem no corpo de Cristo. Jesus definiu o adultério em Mateus 5:28 como o imaginar com desejo outra pessoa. Ao longo dos anos vi muitos pastores envolvidos em múltiplos adultérios — imaginações nas suas mentes sobre mulheres da congregação ou das equipas de louvor — e ajudei alguns a recuar antes de cair.
 
Isto pode acontecer em qualquer área: negócios, indústria, amizades, bem como na igreja. O nosso mundo está tão corrompido que alguns sugerem que Maria Madalena e Jesus eram um casal — até escritos heréticos antigos o insinuam. As mentes estão tão corrompidas que não conseguem imaginar uma mulher, de quem foram expulsos sete demónios, a amar Jesus apenas a nível espiritual — pensam que teve de haver algo físico, mas não houve. Nós não amamos Jesus a partir do nosso espírito? Isso é pureza. O nosso espírito dá testemunho, juntamente com o Espírito Santo, de que somos filhos do Pai e de que Cristo está em nós. É por isso que Paulo escreve em I Timóteo 5:2 que devemos tratar as mulheres mais velhas como mães e as mais novas como irmãs — ou seja, amar os seus espíritos, dar-lhes respeito e honra, e não ultrapassar limites.
 
Há anos atrás fui orador numa conferência “apostólica”. Enquanto aguardava a minha vez de pregar numa sala lateral, algumas pessoas que serviam água e lanches quiseram impor as mãos sobre mim e profetizar. Eu permiti. O que disseram inicialmente estava certo — que em breve eu entraria num novo tipo de ministério, entre outras coisas. Mas quando agradeci e me levantei, insistiram para eu voltar a sentar-me “para ver o que mais o Senhor poderia dizer”. Concordei. O que disseram depois já não vinha do Senhor, mas do que o espírito deles percebia no meu espírito. Tudo o que disseram que Deus me levaria a fazer no futuro, eu já estava a fazer. Eles não sabiam que eu já era diretor de uma grande escola bíblica, ensinava quase diariamente, supervisionava uma grande equipa numa Mega Igreja e substituía o pastor aos domingos e quartas-feiras quando ele viajava. As “palavras proféticas”, todas no futuro, diziam que eu iria ensinar, administrar, liderar equipas… tudo aquilo que já fazia. Como falharam isso?
 
A primeira vez foi o Senhor. A segunda foi apenas a perceção do espírito deles acerca do meu espírito — estavam a conhecer-me como Paulo disse: pelo Espírito, pois o espírito é nova criação em Cristo. Muitos chamados profetas constroem o seu ministério não na verdadeira profecia, mas na perceção do espírito das pessoas, transformando isso num “assim diz o Senhor”. E é por aí que continuaremos na próxima semana.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org | [email protected]
 
 

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Porquê o Deserto? O lugar do silêncio. 3 de 3

3/28/2026

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Why the Wilderness? The place of silence. 3 of 3
Porquê o Deserto? O lugar do silêncio. 3 de 3
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Olá a todos,
 
Alguma vez estiveste num deserto? Não há muito por lá além de rochas, areia e algumas plantas. É de cor bege e parece estender-se para sempre. É simples e básico. É como uma tigela de papa de aveia. Não há nada visual que te distraia, e não há ruído além do ocasional canto de um pássaro. A sua beleza reside na sua austeridade. Experimentar o deserto árido é experimentar um lugar de silêncio, de estar sozinho para observar, refletir e estar a sós com os seus pensamentos.
 
O silêncio tem sido, desde há muito, uma pedra angular do judaísmo. Os sacerdotes desempenhavam as suas funções no templo em silêncio. Quando sacrificavam um animal ou ofereciam cereais, faziam-no em silêncio. Em contraste, outras religiões concentram-se em cânticos, gongos, músicas, orações e semelhantes enquanto os seus sacerdotes exercem as suas funções. O rabino Abahu disse que, quando Deus deu os Mandamentos a Moisés, todo o povo ficou em silêncio, e até o mundo ficou em silêncio. O jejum de palavras tem sido, desde há muito, parte do judaísmo e do cristianismo — os monges, em particular, são conhecidos por praticarem votos de silêncio.
 
Quando o profeta Elias estava na caverna, após o seu confronto com os profetas de Baal, encontrou Deus não no vento forte, não no fogo ou no terramoto, mas numa “voz mansa e delicada”. Em hebraico: kol demamah dakah, literalmente “o som de um silêncio subtil”. Só O consegues ouvir quando não estás a falar. Quando não estás a louvar. Quando não estás a orar.
 
Muitos perceberam que foram criados para ouvir a Sua voz num determinado lugar e num certo estado de mente. Talvez seja enquanto trabalham no jardim, talvez na natureza, talvez num banho quente. Parece que o Senhor nos encontra ali e, na nossa ignorância, podemos pensar que Ele prefere um determinado local. Mas a verdade é que esse é o lugar onde entramos em neutralidade, quando todas as outras distrações são desligadas. Primeiro tomamos consciência da Sua presença, depois das Suas palavras.
 
Duas partes para ouvir
Quando estou no meu escritório em casa, há muitas vezes em que ouço a Barb noutro ponto da casa a chamar por mim. Mas não consigo perceber o que ela está a dizer — ouço a sua voz, sei que está a dizer algo, mas não consigo distinguir as palavras. Tenho de me aproximar para entender. Em hebraico, quem fala é o medaber, e aquilo que é dito é o medubar.
 
Quantas vezes percebemos no nosso espírito uma direção, e depois a nossa mente argumenta contra isso e fazemos o que queremos, só para mais tarde percebermos que era o Senhor? Ouvimos a voz e talvez até compreendemos o essencial da instrução, mas decidimos agir segundo o que a nossa mente nos dizia. São necessárias ambas as partes — primeiro perceber que Ele está a falar, depois discernir o que Ele está a comunicar. Com o Senhor, Ele pode “transferir” um capítulo inteiro que temos dificuldade em expressar em palavras, porque a revelação é tão vasta e liga tantos “pontos” na nossa vida.
 
Mas tudo começa com o silêncio. É nesse silêncio que sabemos que somos amados, acolhidos e ouvidos. Não estamos sozinhos. Mas essa consciência é subtil, no nosso espírito, essa voz mansa e delicada que, por vezes, não é mais do que uma profunda paz interior. Mas é suficiente, se deixarmos que seja suficiente. Há tanta riqueza, tanta profundidade, apenas em sentir a Sua presença, que, uma vez notada, é como atravessar os portões de uma grande propriedade. Há demasiado para explorar de uma só vez, e queremos parar, absorver e contemplar tudo — assim é a Sua presença no nosso espírito, percebida no meio do silêncio.
  
Considera…
Deus falou e o universo passou a existir. Por isso, as orações são importantes. Mas, entre as palavras d’Ele e as nossas, há momentos de silêncio. Colocamos um ponto final no fim de uma frase para marcar o silêncio, o fim do discurso. Colocamos um ponto de exclamação para enfatizar uma ideia ou emoção. Mas depois desse ponto ou exclamação há um espaço de silêncio. As palavras são importantes na oração, mas o silêncio é igualmente importante. Sem silêncio entre as palavras, não compreenderíamos o seu significado.
 
A escuridão entre as estrelas no céu noturno dá-lhes definição e dimensão. O tempo de pausa num evento desportivo é o silêncio entre a ação, que permite pensar, planear e define o que acontece a seguir no jogo. Abrandamos a nossa fala em momentos solenes, como casamentos e funerais, para permitir períodos de silêncio para reflexão. Não podemos ter palavras sem também termos silêncio entre elas. É pela ausência de palavras que conhecemos o silêncio.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.” — Salmo 46:10
 
A palavra “selah” é usada 71 vezes em 39 Salmos e tem sido alvo de grande debate quanto ao seu significado. Era usada para indicar uma pausa, tal como uma fermata é usada hoje na escrita musical. Uma fermata é chamada de “olho de pássaro” ou “olho de ciclope”, porque é um ponto com um arco por cima. Significa fazer uma pausa depois de a nota ser sustentada, ao critério do intérprete ou músico.
 
A raiz de “selah” significa, de forma semelhante, “pausar”, “suspender” ou “ficar pendente”. Sem um “selah” no final de um versículo, a pessoa seguiria diretamente para o próximo sem parar em silêncio para refletir sobre o ponto acabado de fazer. Quantas vezes sentimos uma direção do Senhor e simplesmente continuamos a nossa vida sem parar para fazer um “selah”, para pausar, para permanecer naquele último pensamento, naquela última revelação que recebemos? Recebe esse rhema, depois volta atrás e “mastiga-o” mais um pouco, extraindo todo o alimento espiritual.
 
A oração é o veículo pelo qual os nossos pedidos são transportados; o silêncio leva-nos à Sua presença.
A cultura ensina-nos que o silêncio é um vazio a ser preenchido. Nos meios de comunicação, o “silêncio morto” é algo a evitar. Têm de preencher o silêncio com palavras e/ou imagens. O silêncio é visto como vazio. O silêncio é associado à solidão. Por isso, as nossas orações tendem a misturar-se com todos os outros sons, e torna-se difícil discernir a voz do Pastor entre tantos. Temos de parar de ouvir essas outras vozes até chegarmos ao ponto em que a Sua voz se destaca sozinha no silêncio.
 
Mas, em Cristo, o silêncio tem substância. O silêncio requer duas partes: silenciar a língua e silenciar a alma. O silêncio da língua abre a porta ao silêncio da alma. Também abre a porta ao amor, à empatia, à reflexão e a ajustes pessoais de rumo. Andam juntos — tal como não conseguimos definir palavras sem o silêncio entre elas, também não conseguimos definir verdadeiramente a nossa caminhada com Deus sem períodos de silêncio. Mas o silêncio é frequentemente esquecido. Dizemos a Deus o que queremos, declaramos, combatemos, proclamamos, nós, nós, nós. Como podemos esperar ouvir o nosso Pai e Senhor se somos nós que falamos o tempo todo? Aprende o silêncio.
 
Um rabino disse: “O clamor que se contém é o mais poderoso de todos.” Outro observou: “Um jejum de palavras tem maior poder transformador do que um jejum de comida.” No deserto, considera tempos de silêncio. Na tua vida de oração, assegura-te de dar tempo igual ao silêncio. É assim que tenho vivido durante décadas, e estou convencido de que é uma das razões pelas quais as revelações continuam a fluir. Em momentos em que senti necessidade de mais revelação, peço ao Pai aquilo que Paulo pediu por causa dos efésios em 1:17-19: “Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos  e a incomparável grandeza do seu poder para connosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força.”
 
No deserto, a nuvem está ali. Os Seus milagres estão ali. Vê-os. Pensa neles. Talvez, como os sacerdotes, tenhas um tempo em que desempenhas as tuas tarefas em silêncio, para examinar o teu coração, pois o deserto não está lá para te tentar para o mal, mas para provar aquilo que Ele sabe que está dentro de ti, para que tu também o possas conhecer. ENTÃO sairás do deserto mais forte do que antes. O deserto é apenas um momento na tua vida eterna — não o transformes numa vida inteira.
 
Novo tema na próxima semana, até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e email: [email protected]
 

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Porquê o Deserto? Ternura no deserto. 2 de 3

3/21/2026

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Why the Wilderness? Tenderness in the wilderness. 2 of 3
Porquê o Deserto? Ternura no deserto. 2 de 3

Olá a todos,
 
À procura de ternura no deserto
Muitas vezes, uma pessoa sente-se como se estivesse num deserto por causa de uma promessa não cumprida. Colocou as suas expectativas na forma como acredita que essa promessa se concretizará e, quando isso não acontece no prazo ou da maneira que imaginava, a sua fé é abalada. Muitas vezes, isso acontece porque criamos uma estrutura através da qual acreditamos que Deus atua. Quando o Pai nos desilude por não fazer aquilo que se encaixa na nossa estrutura do que pensamos serem os Seus caminhos e a Sua Palavra, isso pode lançar-nos num deserto de desconfiança.
 
Esses momentos de desilusão, e de Deus fazer ou não fazer as coisas conforme pensávamos, levam-nos a examinar aquilo em que acreditamos e porquê. Depois da desilusão, depois da ira, vem a introspeção — um processo que pode levar anos. Mas o Pai é Mestre em usar aquilo que nos leva a questioná-Lo para nos transformar e ensinar, provando o que realmente está no nosso coração. O deserto traz à superfície as partes mais profundas do nosso coração, para que possamos confirmar aquilo em que acreditamos ou arrepender-nos e mudar.
 
Como Deus usou o deserto de Israel: Deuteronómio 8:1-7
Deuteronómio contém as últimas palavras de Moisés, dirigidas aos filhos daqueles que saíram do Egito, mas morreram no deserto. Era essa a geração que entraria na Terra Prometida. Em Deuteronómio 8:1, o Senhor diz aos filhos que a Sua intenção é prepará-los para entrarem na Terra Prometida de bênção que tinha prometido aos seus antepassados e pais.
 
Com esse propósito, Ele continua no versículo 2: “Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto durante estes quarenta anos, para os humilhar e pôr à prova, a fim de conhecer o que estava no coração de vocês, se iriam ou não obedecer aos seus mandamentos.”
 
A palavra traduzida como “provar” ou “testar” é o hebraico nasah, usada também em Génesis 22:1, onde se diz que “Deus pôs Abraão à prova” ao pedir-lhe Isaque. Estudiosos judeus e cristãos salientam que “provar” não significa uma tentação para o mal, nem um teste para que Deus soubesse o que estava no coração de Abraão ou de Israel. Não — significa “para que o conhecimento (do que está no seu coração) surja neles”. O Pai sabe tudo; portanto, um tempo de deserto, que é um tempo de prova, não é para benefício d’Ele, para que saiba o que está no nosso coração, mas para nosso benefício — para que nós o saibamos.
 
Há várias outras passagens no Antigo Testamento que mostram que o Pai usa este mesmo método repetidamente: “Deus o deixou (Ezequias), para o provar e para conhecer tudo o que havia no seu coração.” 2 Crónicas 32:31, Juízes 2:22, 2 Crónicas 9:1 — 36 ocorrências desta mesma palavra com o mesmo propósito. Deus não está a fazer isto contra ti, mas está a usar o teu deserto para que possas conhecer o que está no teu coração. Sim, é uma prova. Sim, é para revelar o que está no teu coração — não para colocar um obstáculo diante de ti. Em Tiago 1:13 diz “Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Portanto, Deus não permite um deserto para tornar a vida difícil, mas para que possas conhecer o teu próprio coração e a profundidade do teu compromisso com Cristo.
 
Ternura no deserto
O deserto não é algo pelo qual queremos voltar a passar, mas contém milagres conhecidos apenas por nós. No que diz respeito a Israel, o Senhor via aquele tempo no deserto como algo íntimo, apenas entre Ele e o Seu povo. Moisés foi instruído a dizer ao faraó em Êxodo 4:22: “Israel é o meu filho, o meu primogénito.” Mais tarde, em Oseias, olhando para trás, o Senhor disse: “Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.” (Oseias 11:1). Esta não é a voz de um senhor duro, mas de um Pai amoroso que ajuda o Seu filho a crescer.
 
Alguns de nós lembram-se dos nossos próprios pais, ou talvez do primeiro emprego, quando fomos obrigados a continuar a trabalhar mesmo cansados, com fome, sede, cheios de bolhas e sujos — mas o nosso pai, ou chefe, fez-nos esforçar, e descobrimos que éramos mais fortes do que pensávamos. Muitos passam por desafios extremos na vida — divórcio, morte de entes queridos, falência, despedimentos, mudanças inesperadas — e descobrem que são mais fortes do que imaginavam. Mas esses momentos não estão isentos da compaixão, instrução e ternura do Senhor. Ele esteve sempre lá — muitas vezes só o percebemos mais tarde.
 
Mesmo quando Israel mais tarde se afastou do Senhor, num outro tipo de deserto espiritual, em Oseias 2:14, 19-20 o Senhor muda a Sua linguagem de Pai para filho, para a de um marido que perdoa uma esposa infiel: “Por isso agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e falar-lhe com carinho.” E “Eu me casarei com você para sempre; eu me casarei com você com justiça, com retidão, com amor leal e com compaixão. Eu me casarei com você com fidelidade, e você reconhecerá o Senhor.” Palavras de ternura são recebidas no deserto. Procura a Sua ternura.
 
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus…”
Acima mencionei parte de Deuteronómio 8:2, sobre como o Senhor usou o deserto para que provassem o que estava no seu coração. No versículo seguinte, o 3, Ele diz que queria que aprendessem: “…que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor.”
 
Isto é uma declaração de ternura — confirmando o que foi dito em Oseias, de que o Senhor nos fala no meio do nosso deserto. Esta passagem é também citada por Jesus quando esteve no deserto, sendo tentado por Satanás: Em Mateus 4:4 Ele a usou quando se recusou a transformar pedras em pão. A palavra que Jesus usou para “palavra de Deus” é rhema, não logos. Logos é o todo da Palavra de Deus, o conjunto completo do Seu conselho — e é usado para descrever Jesus como a Palavra de Deus feita carne. É desde Génesis até Apocalipse — todo o conselho de Deus — e também esse mesmo conselho encarnado na pessoa de Jesus Cristo. Logos.
 
Mas, a partir do logos, do todo da Palavra de Deus, surge uma palavra específica para nós individualmente — isso é rhema. Refere-se a uma palavra pessoal, uma revelação pessoal de Deus para nós. Recebeste rhema acerca de Jesus e respondeste crendo n’Ele. Compreender a diferença entre logos e rhema pode transformar completamente a tua compreensão do Novo Testamento — e certamente da tua experiência no deserto. Rhema pode ser uma revelação, uma direção, um testemunho interior, algo discernido no espírito, ou uma palavra direta.
 
Jesus, quando foi tentado, equiparou a fome por uma palavra rhema à fome por alimento. Não a fome pelo logos (o conselho geral de Deus), mas devemos ter fome de uma palavra do Senhor — uma revelação, um ensinamento pessoal ou insight espiritual — com a mesma prioridade que damos às refeições. Deixa isso penetrar: não vivemos apenas de pão, mas de cada palavra pessoal que Deus nos dirige.
 
Foste salvo por teres recebido uma palavra rhema
Por exemplo em Romanos 10:17 diz que a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.” (Fé vem por ouvir e ouvir a Palavra de Deus). Aqui, “palavra” é rhema, não logos. A fé não vem por ler dois capítulos da Bíblia por dia. A fé não vem por memorizar um versículo por dia. A fé não vem por ouvir um sermão. Tudo isso é logos — o conselho geral de Deus para todos. É bom, mas não gera fé. A fé vem ao receber rhema — uma palavra pessoal de Deus para a tua situação. É quando ouves alguém ensinar e, de repente, aquilo ressoa em ti; ou sentes alegria no espírito; ou uma frase faz com que tudo o que viveste e acreditaste passe a fazer sentido. ISSO é rhema. E o contexto original compara ouvir a Deus com alimentar-se, especialmente enquanto estamos no deserto.
 
Por vezes, uma pessoa precisa de estar mesmo muito profundamente no seu deserto antes de chegar a esse ponto de desespero. É muito mais fácil enviar um email a alguém ou ir a uma reunião esperando que Deus use outra pessoa para nos dar uma palavra, do que pagar o preço de estar diante d’Ele — adorar, escutar por si mesmo… Ele está lá, com ternura, e usa esse tempo para revelar o que está no teu coração. Isso muitas vezes requer silêncio — e partilharei sobre isso e como o fazer na próxima semana.
 
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e email: [email protected]
 

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Porquê o deserto? 1/3

3/14/2026

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Why the wilderness? 1/3
Porquê o deserto? 1/3
 
Olá a todos,
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Uma expressão comum é: “Estou a passar por um deserto.” Às vezes as pessoas dizem: “Deus não está a falar comigo” ou “Sinto como se o Senhor me tivesse deixado.” Por vezes alguém sente que está num deserto se, durante algum tempo, não tem manifestado os dons do Espírito ou não teve um sonho espiritual. Tudo isto, e muito mais, pode levar à sensação de estar a passar um deserto espiritual.
 
Comparamos o nosso deserto com o de Israel
Sentimo-nos como se estivéssemos num lugar seco, tentando chegar a uma Terra espiritual Prometida de realização, propósito e direção, que nos dará paz e proximidade com Deus. Em 1 Coríntios 10:1-13, Paulo estabelece alguns pontos acerca de Israel, de que todos estiveram sob a mesma nuvem de Deus, todos passaram pelo mesmo mar, todos comeram o mesmo maná, todos “beberam da mesma rocha espiritual; e que essa rocha era Cristo”. No entanto, Deus não se agradou de alguns deles, porque caíram em pecado sexual, idolatria e cobiça pela relativa abundância que tinham tido no Egito. Assim, a questão é: porquê o deserto e o que devemos esperar dele? E talvez também: qual deve ser a nossa atitude quando estamos num deserto espiritual?
 
Depois de mencionar Israel no deserto, Paulo disse no v.6 e novamente no v.11: “Estas coisas aconteceram-lhes como exemplos e foram escritas como advertência para nós...” A palavra grega traduzida por “advertência” significa “chamar a atenção para… , uma repreensão leve, um aviso (para que se tome nota)”. Por outras palavras: reparem, estudem, aprendam e não cometam os mesmos erros quando estiverem no vosso próprio deserto.
 
Consideremos a experiência de Israel no deserto…
O Senhor deu a Israel os 10 Mandamentos e o restante da Lei de Moisés enquanto Israel estava no deserto. Naquela altura, cerca de 1400 a.C., nenhuma nação era dona daquele deserto. Isto mostra-nos que a Palavra de Deus não pertencia a uma única nação. Era para todos, para qualquer pessoa que O quisesse. Podemos também dizer que Jesus (a Palavra de Deus feita carne) esteve pendurado na cruz entre a terra e o céu, e nesse lugar intermédio que não pertencia a ninguém, Ele pagou o preço por todos.
 
Caso contrário, se Deus tivesse dado a Palavra a Israel depois de se estabelecerem na terra de Israel, eles poderiam dizer que nenhuma outra nação poderia ter a Palavra de Deus. Se apenas os judeus tivessem crucificado Jesus, poderiam talvez reivindicá-Lo exclusivamente como seu. Mas na crucificação de Jesus estiveram envolvidos judeus e gentios (romanos). Portanto, a pessoa que é a Palavra Viva, no meio do Seu próprio deserto, é para todos os que O quiserem receber.
 
Consideremos também…
Se a Palavra de Deus tivesse sido dada a Israel dentro da terra de Israel, todas as outras nações teriam uma desculpa para não receber o Senhor. Poderiam dizer, com justificação, que Ele é apenas o “deus” de Israel. Mas não foi assim. Portanto, ninguém tem desculpa. O deserto não é desculpa para perder a fé em Deus, porque os maiores milagres da existência de Israel aconteceram enquanto vagueavam no deserto. Ele abriu o mar, transformou água amarga em água doce, fez sair água de uma rocha, deu uma nuvem de dia e fogo de noite, providenciou maná e codornizes, as roupas e sandálias deles não se gastaram, e muito mais — tudo enquanto Israel estava no deserto.
 
Também nós devemos procurar os Seus milagres enquanto estamos no nosso deserto. Alguns deles queixaram-se da forma como o Senhor lhes providenciava alimento (o maná) — não sejamos assim!
 
Este padrão de o Senhor dar a Sua Palavra no deserto explica porque, tantas vezes, uma pessoa se aproxima de Deus e se sente espiritualmente forte nesses momentos. Mesmo estando num deserto, por dentro estão fortes. Eles percebem os “pequenos” milagres de provisão (às vezes quase impercetíveis), mas também no tempo certo, na graça e em muitos outros sinais de que Ele está presente, e isso traz consolo.
 
Há anos conduzi um estudo bíblico numa penitenciária de média segurança. Os homens naquele estudo bíblico tinham cometido crimes muito graves e estavam condenados a prisão perpétua. Estavam num deserto que eles próprios tinham criado — e onde permaneceriam até morrer. Mas aqueles homens eram mais livres do que muitas pessoas que vivem a sua vida normal fora dos muros da prisão. Eram livres no espírito e na alma. O Senhor era muito real para eles, muito gracioso, e demonstravam verdadeiramente a alegria e a paz do Senhor no meio da prisão e da sua cultura difícil.
 
Paulo valorizava as suas experiências no deserto: “Mas ele me disse: ‘A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa (amadurece, é completo) na fraqueza.’ Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” 2 Coríntios 12:9
 
Cada experiência de deserto é única e profundamente pessoal
Não pode ser reivindicada por mais ninguém e prova que estamos apenas de passagem, o que é importante recordar. Caminhar por um deserto é temporário, apenas uma estação da vida. Quando o nosso filho mais velho, Chris, teve um AVC aos 17 anos, perdendo o uso do braço esquerdo e grande parte da perna esquerda, o Senhor disse à Barb: “Faz disto um momento, não uma vida inteira.” O significado era que, da perspetiva do céu, aquilo era apenas um momento passageiro, e Ele queria que ela se focasse nessa perspetiva maior no meio da crise.
 
Não devemos ficar num lugar onde dizemos que somos vítimas das circunstâncias — ou que o nosso deserto veio por causa dos pecados de outros. Não, não devemos dizer coisas como: “Se ao menos os egípcios nos tivessem deixado sair voluntariamente…” isso não é válido. “Se o pastor não tivesse tido um caso com a líder de louvor, eu não estaria tão zangado com eles e com Deus.” “Se o pastor não tivesse pecado, não sentiria que todo o meu mundo espiritual desmoronou.” Não.
 
Independentemente de quem fez o quê e quando, lembre-se deste ditado: “Se não te sentes tão próximo de Deus como antes, adivinha quem se afastou?” Israel teve de passar pelo deserto para chegar à Terra Prometida. A crucificação de Jesus fez com que os discípulos fugissem em choque e confusão. Mas o dia da ressurreição chegou. Os desertos fazem parte da vida na terra — mas são sazonais.
 
Pedro escreveu em 2 Pedro 1:4 “… Por meio delas ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes* da natureza divina...” Normalmente vemos as promessas de Deus como orações respondidas, por isso fazemos tudo para permanecer “em fé”. Expulsamos demónios, pedimos ao Pai que envie anjos, talvez jejuemos e oremos enquanto esperamos que a promessa se cumpra. *Do grego: Koinos, comunhão, tendo em comum
 
Mas Pedro diz que Ele as dá primeiro e acima de tudo para que participemos da Sua natureza divina. Na minha experiência, na maioria dos casos, quanto mais rapidamente me concentro em tornar-me mais semelhante a Cristo e crescer enquanto espero ansiosamente o cumprimento da promessa, mais depressa essa promessa se cumpre. Em vez de adotar o erro de pensar que tudo depende de mim — lutar, resistir, repreender, jejuar e orar para ver a resposta — eu paro e aproximo-me d’Ele. Faço tudo o que posso naquele tempo para desenvolver o caráter de Cristo e o fruto do Espírito enquanto aguardo que a promessa se cumpra. Alinha o teu coração com o propósito mais elevado de Deus ao dar-te a promessa — para que participes da natureza divina — e o tempo no deserto encurta muito rapidamente.
 
Na próxima semana: Ternura no deserto. Até lá, bênçãos!
 
John Fenn
cwowi.org email: [email protected]
 

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Onde está o Temor a Deus? 1/1

3/7/2026

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Where is the fear of God? 1/1
Onde está o Temor a Deus? 1/1
 
Olá a todos,
 
Quando eu era criança vivíamos no campo, com uma quinta de cavalos a fazer fronteira com a parte de trás da nossa propriedade. Tínhamos cerca de 1 hectare, com um pequeno riacho e algumas árvores de fruto na colina do outro lado do riacho. Tínhamos um baloiço e uma caixa de areia mesmo à saída da porta das traseiras que o meu pai tinha construído para nós, os quatro filhos. A quinta de cavalos ao lado tinha um gato que frequentemente vagueava para a nossa propriedade e usava a nossa caixa de areia como uma enorme caixa de areia para gatos. O meu pai detestava aquele gato porque estávamos sempre a ter de limpar a caixa de areia antes de podermos brincar nela.
 
Uma tarde eu estava a brincar na caixa de areia quando o meu pai saiu pela porta das traseiras com uma espingarda na mão. Eu nem sequer sabia que havia uma arma em casa. Sem hesitar, voltou a praguejar contra o gato, apontou enquanto ele caminhava ao longo da nossa vedação traseira, a cerca de 100 metros de distância, e com um único tiro matou-o. Naquele momento tive medo do meu pai. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos na altura, e sentir medo do meu pai foi uma emoção nova para mim. Eu conhecia-o como aquele com quem o cão e eu lutávamos a brincar, aquele que me cortava o cabelo na cave, aquele que me ensinou a apertar a mão e a engraxar os sapatos — eu não o conhecia como um homem com uma arma que mataria um gato! Aquilo foi uma revelação.
 
Quando tivemos cavalos
Eu ensinei os meus filhos a não pensarem nos seus cavalos como se fossem animais de estimação gigantes. Disse-lhes que podiam amar o seu cavalo e pensar que o cavalo os amava, mas que nunca se esquecessem de que são animais de 450kg. Amem-nos, mas nunca se esqueçam do seu poder.
 
Em Números 16:9, quando Coré e os seus companheiros — que eram sacerdotes levitas — se rebelaram contra a liderança de Moisés e Aarão, Moisés perguntou-lhes: “Não é coisa pequena para vocês que o Deus de Israel os tenha separado do restante da comunidade de Israel para aproximá-los de si, para realizarem o trabalho do tabernáculo do Senhor e para estarem diante da comunidade e ministrarem a ela?”. Em Jeremias 23:32 o Senhor diz acerca dos falsos profetas: “Eles desviam o meu povo com as suas mentiras e com a sua arrogante leviandade.” A palavra “leviandade” é pachazuth, que significa frivolidade, extravagância, leveza, atitude casual.
 
O fio comum nestes exemplos que dei é a falta de uma revelação: eu — de que o meu pai podia matar; os meus filhos — de que os seus cavalos eram poderosos; Coré — de que eram responsáveis diante de Deus. O Senhor revelou-se a Israel através das pragas do Egipto e dos milagres no deserto — porque uma revelação do Seu poder deveria colocar o temor de Deus nas pessoas. Hoje, a revelação do Seu poder — a expressão mais elevada e mais poderosa desse poder — foi quando Ele ressuscitou Jesus dentre os mortos. Com isso, devemos ver, conhecer, compreender e deixar que se enraíze no nosso ser: o Seu poder revelado quando Ele nos salvou. Salvou-nos do inferno, da prisão, do pecado — seja do que for — salvou-nos através da manifestação do Seu poderoso poder quando ressuscitou Jesus dentre os mortos, o que acabou por nos levar a nascer de novo no nosso espírito. Quando pensamos nesse poder nas nossas vidas, que nos transformou de forma tão dramática, o temor de Deus é a resposta natural. Aviva isso de vez em quando! Vive nisso! Vive no assombro daquilo que Ele fez em nós, por nós e connosco! Quando compreendemos isso, então começamos o caminho da aprendizagem.
 
A abordagem casual às coisas de Deus em muitas igrejas e na internet hoje em dia, reflete-se na frequência de “palavras” ou profecias que profetas ou outros ministros dizem vir de Deus. Reflete-se na corrupção e na imoralidade que tantas vezes são encontradas na vida de pastores e ministros. Reflete-se também na familiaridade casual daqueles que chamam ao Deus Todo-Poderoso, o Pai, de “papá”, por causa de um mal-entendido do uso da palavra abba no primeiro século. Esta falta de temor de Deus corta a revelação para o ensino, a revelação na adoração e a revelação para uma vida santa.
 
Não estou a falar de ter medo do Pai ou do Senhor apenas porque pecamos aqui e ali, ou mesmo se alguém luta com algo habitual. Não. Estou a falar de uma abordagem casual às coisas de Deus dentro da cultura cristã. Muitas igrejas-auditório trocaram o fluir pelo espetáculo, a presença manifesta (a unção) de Deus pela emoção, e o ir profundo no Espírito na adoração por fumo e lasers.
 
Há algumas décadas, instalou-se a ideia de que as igrejas não deveriam desafiar as pessoas num culto e que deveriam ter o melhor e o mais elevado em tudo para atrair pessoas a Cristo. Uma igreja levantava milhões para mármore italiano verdadeiro no átrio ou um milhão ou mais para o melhor sistema de som, enquanto muitos da congregação não conseguiam pagar a renda. As prioridades mudaram: de cuidar da verdadeira igreja (as pessoas) para cuidar do edifício chamado igreja. A aparência tornou-se o mais importante. Em nome de ser relevante, os apelos ao altar, o temor de Deus e a pregação de verdades absolutas terminaram. As coisas de Deus tornaram-se um sistema, uma fórmula, uma apresentação profissional programada.
 
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”
Isto vem de Salmo 46:10 e responde à pergunta: “Como posso obter uma revelação do temor de Deus?”
 
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus! Aquieta-te e pensa de que Ele te salvou. Aquieta-te e medita onde estarias sem Ele. Assombro, temor e adoração são a resposta natural a esse nível de revelação pessoal. É nesse silêncio que contemplamos, que procuramos, que desviamos a atenção para baixo, para o nosso espírito, onde Ele Se revela. Um rabino disse: o silêncio é a oração mais poderosa. O rabino Shimon, filho de Gamliel, disse: “Todos os dias da minha vida cresci entre os sábios, e nada encontrei melhor do que o silêncio.” Muitos rabinos escrevem que o silêncio é a principal forma de se ligar a Deus.
 
O silêncio não é apenas a ausência de som; é um estado de ser.
Um estado de quietude do ser inteiro, de chegar ao fim de si mesmo para se sentar, estar de pé ou trabalhar na Sua presença. Quando uma pessoa está em silêncio no seu ser, pode trabalhar, pode sentar-se — é um estado de ser, não a ausência de som.
 
Os sacerdotes antigos não falavam absolutamente nada quando realizavam sacrifícios no templo — o coro falava, o povo falava — mas os sacerdotes, quando ofereciam sacrifícios a Deus, não falavam absolutamente nada. Eles estavam num estado de comunhão intima com o Senhor através do silêncio — atentos, reflexivos — mas ao mesmo tempo a fazer ativamente o seu trabalho. É uma condição de humilhar-se diante de Deus, silêncio na Sua presença, tanto no assombro como no respeito reverente pelo Todo-Poderoso.
 
Alguns podem chamar-lhe meditação, ou colocar a mente em neutro, o que permite reflexão, pensamentos interiores, pensamentos voltados para o espírito do homem. Em 1 Samuel 1:10-13 Ana orou silenciosamente por um filho, que prometeu dedicar ao Senhor. Eli, o sacerdote, viu os seus lábios moverem-se ligeiramente, mas não ouviu som nenhum. Deus ouviu a sua oração. Em Génesis 21:15-17 Agar e o adolescente Ismael são enviados para o deserto. Quando a água acaba, ela coloca o rapaz debaixo de um arbusto e afasta-se, dizendo a si mesma que não consegue suportar ver o filho morrer. Mas no versículo 17 o Senhor diz-lhe duas vezes: “ouvi a voz do menino”.
Foi naquele silêncio de quase morte para o jovem Ismael que o Senhor o ouviu. Foi na oração silenciosa de Ana que o Senhor a ouviu. Está escrito na Torá que quando Sara riu na presença do Senhor, quando Ele lhe disse que teria um filho, em Génesis 18:12-13, ela riu silenciosamente para si mesma — mas o Senhor ouviu-a.
 
Descobri que, na maioria das vezes, quando estou no Espírito e o Senhor vem visitar-me, é quando estou em silêncio que Ele vem. Vejo-O nas nossas conferências com bastante frequência enquanto estamos em adoração. Já O vi em reuniões de igreja em casa, muitas vezes durante a adoração. Mas, na maioria das vezes, os meus momentos mais privados com Ele — que nunca partilho com ninguém — acontecem quando estou em silêncio.
 
Paulo escreveu em 1 Coríntios 14:10 que há muitos tipos de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significado. Considera desligar essas vozes, incluindo a tua própria. Sim, pára de falar. Antigamente, no ramo Breslov do judaísmo hassídico, praticava-se o silêncio enquanto caminhavam pelos campos. Existe também um taanit dibbur, que significa “jejum de palavras”. Fazemos jejum de comida, jejum de televisão, jejum de doces. Considera fazer jejum de palavras por algum tempo. No judaísmo, a oração mais profunda e privada chama-se tefillah be-lachash, ou “oração silenciosa”, baseada na oração silenciosa do coração de Ana em 1 Samuel 1.
 
Considera o silêncio para ganhar ou recuperar o temor do Senhor. Não o vais encontrar na igreja. E… quando a mente divagar, trá-la de volta para se concentrar no Senhor. Tenho descoberto que o Senhor é um perfeito cavalheiro, no sentido em que não fala enquanto eu estou a falar. Uso isto quando imponho as mãos sobre alguém para orar. Digo-lhes para ficarem em silêncio — sem orar, sem orar em línguas — silêncio. Porque enquanto estiverem a falar, Ele não falará. Eu não começo a orar por eles até ficarem em silêncio. Então Ele pode fluir para dentro deles e neles.
 
E termino assim esta lição de “Pensamento da semana” sobre o temor de Deus, para continuar na próxima com um tema relacionado: Porquê o deserto?
Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e pode escrever-me para [email protected].
 

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Perspetivas e entendimento, 4 de 4

2/28/2026

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Insights and understanding, 4 of 4
Perspetivas e entendimento, 4 de 4
 
Olá a todos,
 
A palavra “tzitzit” (tsit-zit) significa “franjas”, as quais foram ordenadas por Deus para eu estivessem nas roupas dos antigos israelitas como lembrança da Palavra de Deus em Números 15:37-41:
 
“Fala aos israelitas e diz-lhes que façam tzitzit (franjas) nos cantos das suas vestes ao longo das suas gerações, com um cordão azul em cada tzitzit. Terão estas franjas para olhar e lembrar-se da Palavra de Deus, para cumprir todos os Seus mandamentos, de modo a obedecerem e não seguirem os seus próprios corações e olhos para satisfazer os seus desejos. Então lembrar-se-ão de obedecer a todos os meus mandamentos e que estão consagrados ao seu Deus.”
 
As cordas (franjas) devem ser presas diretamente à roupa, o que significa que não são permitidas franjas de prender. Há quatro, uma em cada canto, cada uma feita de quatro fios (um deles azul) dobrados para totalizar oito. Depois são feitos cinco nós nos oito fios, perto do topo, transformando a franja (tzitzit) numa única corda. Como o alfabeto hebraico tem um número associado a cada letra, o nome “tzitzit” em hebraico corresponde também ao número 600. Incluindo os cinco nós nos oito fios, totaliza 13, somando 613 – o número de leis na Lei de Moisés, lembrando ao portador os mandamentos do Senhor.
 
Porquê um fio azul?
No antigo Israel, cada vestuário de um israelita tinha um tzitzit em cada canto. Com o tempo, os estilos de roupa mudaram, e agora existem xailes de oração com tzitzit, normalmente de riscas largas azuis e brancas. Nos tempos antigos, Deus ordenou que um fio azul fosse incluído entre os brancos. O corante azul era feito do caracol chilazon, um tipo de Murex, que vive no Mediterrâneo. Azul é a cor do céu e de Deus; lembrando a cada israelita que eram da nobreza de Deus, chamados como nação para ser um reino de sacerdotes (Êxodo 19:6).
 
O que David fez
Todo o capítulo de 1 Samuel 24 trata de David cortar a bainha da túnica de Saul enquanto Saul se aliviava na caverna onde David se escondia. O versículo 5 diz que a consciência de David “o feriu”, que é uma boa tradução do hebraico “nakah”. Significa “ferir, bater, causar ferida ou punir”. David sentiu-se fortemente condenado por ter cortado a bainha da roupa de Saul. Nos tempos antigos e em alguns funerais hoje, o tzitzit de uma pessoa era cortado no funeral, mostrando que já não estava sujeito às Leis de Moisés. Alguns costumes enterram a pessoa com o xaile de oração, mas com um dos tzitzit danificado ou removido para mostrar o mesmo.
 
A consciência de David perturbou-o porque ele havia realizado o “rito funerário” de cortar um tzitzit de Saul, dizendo-lhe que era um homem morto, liberto de obedecer à Palavra de Deus – uma referência direta a 1 Samuel 15, quando Saul desobedeceu deliberadamente ao Senhor – falar nisso deve ter magoado David! O arrependimento de David foi tão poderoso que o próprio Saul se arrependeu de ter tentado matar David e voltou para casa.
 
O que a mulher de Marcos 5 fez
Em Mateus 9:20, Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-44, vemos uma mulher com uma condição de hemorragia grave e crónica (12 anos). “Quando ouviu falar de Jesus, tocou na sua roupa, dizendo consigo mesma: ‘Se apenas tocar na bainha das Suas roupas, ficarei curada.’” Ele disse-lhe: “A tua fé te curou.”
 
Alguns capítulos depois, em Mateus 14:35-36, lemos: “Quando as pessoas da região reconheceram que Jesus estava lá, disseram a todos na área. Trouxeram os seus doentes a Ele e suplicaram que pelo menos pudessem tocar na bainha das Suas roupas, e todos os que tocaram foram curados.”
 
Podemos especular que, como ela é mencionada primeiro em Mateus 9 tocando na bainha (tzitzit) da roupa de Jesus e foi curada, as multidões de Mateus 14 ouviram como ela foi curada e emularam-na, cheias de fé devido à fé e ações dela. Não temos a certeza, mas sabemos que o tzitzit representa a Palavra de Deus, e ali, na multidão, diante dos seus próprios olhos, estava a Palavra de Deus em carne – toda a Palavra, cumprindo os 613 mandamentos perfeitamente, em carne e osso – e apenas tocar na Palavra Viva através do tzitzit curou muitas pessoas.
 
A Ceia do Senhor – parte de uma refeição comunitária maior
Na maioria das igrejas hoje, a Ceia do Senhor é celebrada como parte separada de um culto. No primeiro século, a Ceia do Senhor fazia parte da refeição. Mateus 26:26: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o e deu-o aos discípulos, dizendo: ‘Tomai, comei, isto é o meu corpo…’”
Marcos 14:22: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão…”
 
Nas igrejas domésticas, a comida é integral, e em algumas culturas hoje assemelha-se à forma como Jesus celebrou a primeira Ceia. De facto, foi a celebração destas refeições comunitárias que ajudou o cristianismo a crescer tão rapidamente pelo Império Romano. Isto porque a cultura romana, grega e judaica tinha grandes refeições familiares e de amigos como parte do tecido social mediterrâneo no primeiro século. Quando judeus, gregos e romanos se tornaram cristãos, incorporaram naturalmente Cristo nas refeições comunitárias que já realizavam.
 
No judaísmo, os judeus não comiam com gentios, mas tinham a sua própria refeição comunitária. Os romanos desprezavam os gregos, mas cada cultura tinha as suas próprias refeições comunitárias. Um bom exemplo da junção delas é visto em Atos 18, com a fundação da igreja em Corinto. Paulo levou muitos judeus da sinagoga a Jesus, e como tal precisaram reunir-se na casa de outra pessoa, que era um Romano chamado Justus. Foi-nos dito: “E muitos dos coríntios (gregos) também creram e foram batizados.” Mais tarde, em 1 Coríntios 11:17-34, alguns desses crentes que era parte desse grupo misto em termos raciais e sociais e económicos recusaram-se a comer com os restantes.
 
Para os romanos, a refeição comunitária era aberta a familiares, amigos e vizinhos, mas segregada por status social e económico. Para os gregos, geralmente apenas as elites eram convidadas, os pobres eram excluídos. Para os judeus, apenas judeus eram convidados. A refeição era para recordar a história, fortalecer vínculos em torno das coisas de Deus, reforçar a identidade única e os laços sociais e familiares. Agora imagine estas três culturas juntas numa refeição comunitária. Eram todos novos crentes em Jesus, cada um com as suas expectativas sobre como estas refeições deveriam ser. Além disso, Corinto era um porto marítimo e era sabido que os trabalhadores de escritório nunca se misturavam com os estivadores, marinheiros e donos de lojas. Não é de admirar que a primeira carta de Paulo aos coríntios abordasse pelo menos 10 questões importantes! Pelo menos 3 envolviam o isolamento de certos grupos que se recusavam a associar-se aos outros, e conflitos!
 
Paulo falou de tudo isto em 1 Coríntios 11:17-34, escrevendo-lhes para se focarem na verdadeira razão de estarem juntos: celebrar a vida, o sacrifício e as promessas de Jesus Cristo. Paulo incentivou-os a deixar de lado o que os divide; preconceitos, ideias preconcebidas sobre como deveria ser a refeição comunitária tradicional, e focar-se em Jesus. Paulo repete o que aprendeu diretamente do Senhor: Tomai o pão, que representa o corpo partido, e o vinho, que representa o sangue derramado, e participai juntos.
 
Paulo disse aos que escolheram separar-se dos outros: “Entre vós há muitos fracos e doentes, e muitos morreram prematuramente, porque não discernis corretamente o corpo do Senhor.” No contexto, discernir o corpo do Senhor não é sobre cura, mas sobre o corpo de Cristo. Que Ele morreu e ressuscitou por judeus, gregos e romanos, e se desconsiderarmos questões de raça, status socioeconómico e histórico de vida dos presentes, podemos focar-nos no que Jesus fez por cada um presente. Isto proporciona uma verdadeira refeição comunitária.
 
Se estiver numa igreja doméstica, ou talvez num estudo bíblico ou grupo de oração, considere isto: partilhem uma refeição juntos e, depois de todos terem comido a maior parte, ainda a falar, comer e partilhar, comecem a passar casualmente pão e sumo ou vinho. Chamem a atenção de todos, apontem as ricas conversas que acontecem, como Jesus salvou cada pessoa sem se importar quem eram ou de onde vinham, apenas que Ele ama cada um – e depois, após um momento para refletir e ajustar o coração, comam o pão, bebam o fruto da videira… e continuem com as conversas, reflexões e apreciação por cada um presente.
 
Mais revelações e entendimentos na próxima semana para fechar a série. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e email para [email protected] ou [email protected]
 

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Perspetivas e entendimento, 3 de 4

2/21/2026

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Insights and understanding, 3/4
Perspetivas e entendimento, 3 de 4
 
Olá a todos,

Durante o tempo em que estive como Diretor da escola bíblica de uma grande Mega Igreja, por volta de 1998 ou 1999, uma pregadora bem conhecida foi convidada como oradora durante uma conferência de uma semana. Devido à minha posição, a Barb e eu estávamos sentados na primeira fila, a alguns lugares do Pastor. Em determinado momento, a oradora pediu à congregação para se aproximar e deixar $100 em dinheiro ou cheques escritos para ela no palco como um ato de fé. Quando digo “pediu”, estou a ser educado. Era mais um grito, um incentivo, uma exortação, uma pregação, tudo com uma dose de condenação para aqueles que não cumprissem. Era para obter de Deus qualquer desejo: cura, libertação financeira, salvação de um ente querido, ou outra coisa.
 
A Barb e eu ficámos horrorizados com a manipulação dela, e ainda mais horrorizados quando membros seniores da equipa da igreja se levantaram e fizeram o que ela pediu. Para minha grande vergonha, eu também me levantei e deixei um cheque no palco, num ato que viria a ser o último “medo do homem” da minha vida. Olhei de forma intensa para o pastor enquanto regressava ao meu lugar, querendo que ele pusesse fim àquela loucura. Mas, ao mesmo tempo, sentia-me pressionado por ele e pelo meu superior imediato (o Pastor Associado) a cumprir.
 
Algum tempo depois desse conjunto de encontros, recebi a temida chamada do pastor. Quando vi o identificador de chamadas no telefone do meu escritório, fiquei congelado de medo, mas nesse momento o Senhor falou comigo: “Fui Eu quem te colocou aqui e só Eu posso tirar-te daqui.” Todo o medo de ser despedido desapareceu, veio a paz, e atendi o telefone. (Não fui despedido)
 
O ensino de “dar $100 para obter a resposta à tua oração” tem raízes no ensino anterior da Palavra da Fé sobre o retorno de cem vezes.
Essa expressão vem de Marcos 4:1-20, a Parábola do Semeador. Nos versículos 1-8, Jesus ensina a parábola do semeador a semear a semente; Algumas caíram junto ao caminho e os pássaros vieram e comeram a semente. Outras caíram em terreno pedregoso, mas, por não ter solo, uma vez germinadas, secaram e murcharam. Algumas caíram entre espinhos (ervas daninhas) e estas sufocaram a semente, impedindo-a de crescer e dar fruto. E no versículo 8, algumas caíram em boa terra e produziram trinta, sessenta e cem vezes.
 
Ele entrou em detalhe com os discípulos, em privado, nos versículos 13-20, explicando que o terreno representa o coração humano e as várias condições que a Palavra (Jesus é a Palavra) encontra quando é plantada nos corações. O bom solo produziu, disse Ele, agora pela segunda vez no versículo 20: “Alguns trinta, alguns sessenta, alguns cem vezes”. O resto do capítulo até ao versículo 34 está relacionado com esta parábola, incluindo a instrução para termos cuidado com o que ouvimos e que o modo como valorizamos as coisas de Deus é como Ele nos dará de volta. (v.24)
 
Os professores da Palavra da Fé (Word of Faith – WOF) retiraram o “retorno de cem vezes” do contexto, transformando-o num ensino sobre dar – para receber – que se deres $10, Deus dará $100 ou $1000. Claramente, isso está errado. Eis o que Jesus quis dizer com a expressão: “alguns trinta, alguns sessenta, alguns cem vezes”.
 
Isto era uma avaliação agrícola comum de uma colheita.
Os agricultores falavam em obter 30, 60 ou 100 vezes a colheita num dado ano. O “retorno de cem vezes” não é uma afirmação matemática, mas sim de completude, maturidade, o melhor que se podia obter numa situação dada. Consideremos que, se uma semente cai em terreno pedregoso e apenas germina, isso é o melhor que poderia ter feito naquela situação. Se uma semente cai entre espinhos e ervas daninhas e cresce mas é sufocada, é o melhor que essa semente poderia ter feito naquela situação.
 
O bom coração é como o bom solo e produz 100 vezes – não em quantidade literal, mas em maturidade e completude. Produziu o máximo e melhor que podia porque tinha bom solo. Hoje usamos 10 ou 100 da mesma forma. Por exemplo: Numa escala de 1 a 10, como classificaria a sua interação com o nosso membro da equipa hoje? Ou: Quão bonita é ela (ou bonito é ele)? Um 6 ou 8? Como avalia o nosso produto numa escala de 1 a 100? Não está a dizer literalmente que encontrou o número 10 ou 100 como fórmula matemática, mas sim uma representação do máximo e melhor. Foi assim que Jesus usou os percentuais.
 
Li uma vez sobre um agricultor cuja colheita foi atingida por granizo. Mas não foi uma perda total, pois conseguiu colher o suficiente para pagar o banco e viver durante o ano seguinte. Mas todos à sua volta foram completamente arrasados, incapazes de cumprir os pagamentos do empréstimo. Enquanto o agricultor estava desapontado com a colheita, um amigo apontou que ele estava em muito melhor condição do que qualquer outro agricultor na área, dizendo-lhe que obteve um retorno de cem vezes – conseguiu o melhor retorno possível dadas as circunstâncias.
 
Deixe-me dizer de outra forma. Às vezes, por a situação ser difícil, só se obtém um retorno de trinta vezes – mas é o melhor que se podia fazer naquela situação. Às vezes, “ervas daninhas” podem ter surgido para interferir numa transação ou situação familiar, dando-lhe apenas sessenta vezes do que queria. Mas, para a situação, sessenta vezes foi o melhor que podia fazer. Obteve o máximo pela graça de Deus que era possível naquela situação.
 
Este tipo de coisa acontece constantemente nas nossas vidas – a graça de Deus em situações difíceis – e precisamos começar a ver que, embora muitas vezes não obtenhamos a totalidade da “colheita” desejada, recebemos pela Sua graça a totalidade do que era possível dadas as circunstâncias. Pode ser apenas trinta ou sessenta vezes, mas foi o resultado mais alto e melhor possível para a situação dada.
 
Pode o diabo ouvir a sua linguagem de oração? (E existe uma linguagem de oração com a qual falamos com o diabo?)
1 Coríntios 13:1:
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor…” Em Romanos 8:26-27 somos informados que a nossa fraqueza é que não sabemos como orar como devíamos, então o Espírito Santo junta-se a nós para que oremos “segundo a vontade de Deus”, falando em línguas.
 
Um ponto chave nesse versículo é que as línguas são para o Pai. Não são para o diabo. Existem línguas intensas faladas em intercessão durante as quais sabemos que estamos a interceder fortemente por alguém e o Pai usa essa oração a Ele para ajudar os oprimidos a serem libertos de forças demoníacas e fortalecidos espiritualmente e emocionalmente, mas a oração é para o Pai. Lembro-me de ter visto um pregador famoso na TV trazer alguém ao palco para libertação e dizer à multidão para estender as mãos para a mulher e orar em línguas “contra o diabo”. Não, isso não é o que o Novo Testamento diz. As línguas vão para o Pai. O diabo não grita com o som da sua linguagem de oração. Ele não tem medo. Para ele, é uma linguagem como qualquer outra de homens ou anjos – de onde ele veio.
 
Podemos perguntar: O diabo entende as palavras de um americano, alemão, chinês, espanhol ou italiano? Sim, pois o diabo e seus demónios estão por todo o planeta. Então, ele também entende línguas de anjos, de quem ele caiu? Sim, claro. Se me mudar para a Alemanha e precisar de falar alemão, fui criado com inglês americano e irei lembrar-me dele. Então, que diferença faz se o diabo entende o que estou a orar ao Pai, seja na minha língua nativa ou numa língua dada do Céu que nunca aprendi?
 
Perguntei ao Senhor numa visão, quando Ele me ensinava algumas destas coisas: “Porquê línguas? É tão controverso e mal interpretado.” Ele respondeu (resumido): “Se podes receber isto, a terra foi delegada ao homem, então, na maior parte, o Pai e Eu funcionamos por convite na terra. Embora mantenhamos o nosso direito como Criador. Mas o homem não sabe como orar como deve. O Pai teve de encontrar uma forma de contornar a ignorância do homem para realizar a Sua vontade na terra. Ele faz isso dando a uma pessoa uma língua que nunca aprendeu, contornando a sua ignorância, e preenchendo essa língua com a Sua vontade, emoções e desejos, no seu espírito. Então, oram a Ele, completando o ciclo e tornando a transação legal. Pois verdadeiramente, verdadeiramente vos digo: Ninguém poderá trazer acusação contra nós naquele dia. Tudo será revelado como feito justa e corretamente.”
 
Isso é muita coisa para pensar, suficiente por hoje. Fecharei a série na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org e envie-me um email para [email protected]
 

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Perspetivas e entendimento, 2/4, Casamento, trevas exteriores.

2/14/2026

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Insights and understanding, 2/4, Wedding, outer darkness.
Perspetivas e entendimento, 2/4, Casamento, trevas exteriores.
 
Olá a todos,
 
Na Parábola do Banquete de Casamento em Mateus 22:1-14 os convidados estão reunidos, mas um convidado não está vestido com traje de casamento. Quando lhe perguntam porquê, ele fica em silêncio. É dada a ordem para que seja lançado nas trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes. Jesus conclui dizendo: Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
 
A parábola começa com: “O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.” Jesus está obviamente a falar do Pai e de Si próprio. O versículo 3 diz: “Enviou os seus servos para anunciar aos convidados que o banquete estava pronto, mas eles não quiseram vir.” No primeiro século era costume o anfitrião enviar lembretes de que o grande dia se aproximava. Os versículos 4-5 dizem-nos que o rei enviou mais servos e disse aos convidados tudo o que tinha sido preparado para eles: “Preparei o meu banquete: os meus bois e os animais gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento.” “Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.”
 
Nos versículos 6-7 diz que alguns dessas pessoas até trataram horrivelmente os mensageiros e chegaram a matar alguns. “Os restantes agarraram os servos, maltrataram-nos e os mataram. O rei ficou irado e enviou o seu exército, matou aqueles assassinos e incendiou a cidade deles.” Esta é uma referência óbvia ao tratamento que os profetas (Antigo Testamento) receberam às mãos dos judeus incrédulos de Israel. Assim, o rei, nos versículos 8-10, instrui os seus servos a convidarem aqueles que não tinham sido originalmente convidados (os gentios na parábola), e diz que tanto os bons como os maus foram convidados.
 
Nos versículos 11-12 o rei repara em alguém sem traje de casamento e pergunta como entrou ali. “Amigo, como você entrou aqui sem roupa de casamento?” O homem ficou emudecido.
 
Vestes de casamento no Oriente
Era costume naquela época que um rei que oferecia um casamento — ou um anfitrião num casamento “normal” — fornecesse uma capa exterior leve de linho a todos os convidados. Este costume persiste de forma moderna na China, onde os convidados são muitas vezes presenteados com casacos de casamento ou outras ofertas pelos noivos como demonstração de apreço por terem comparecido. Nos dias de Jesus, tanto reis como casamentos comuns providenciavam uma capa leve de linho para que todos os convidados estivessem devidamente vestidos e iguais, todos vestidos da mesma forma, independentemente do seu estatuto social. O uso da veste fornecida demonstrava que no casamento não havia posição nem estatuto social; o rei ou anfitrião tornava todos iguais naquele dia feliz, para que todos pudessem conviver livremente.
 
O homem sem essa veste destacava-se, deixando claro que tinha tentado comparecer ao casamento por sua própria iniciativa. Isto simboliza uma pessoa que tenta entrar no céu pelas suas próprias obras, nas Bodas do Cordeiro. O homem teve oportunidade de confessar, mas ficou em silêncio. “Digam-no os que o Senhor resgatou” (Salmo 107:2), mas o homem ficou calado. Não era redimido e, ainda assim, tentou entrar no banquete de casamento (no céu) por si mesmo. Romanos 10:9-10, escrito muito depois da parábola de Jesus em Mateus, também diz: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.” O homem ficou em silêncio, significando que não era salvo.
 
Trevas exteriores
O rei então ordenou que fosse amarrado e lançado nas “trevas exteriores”, onde há choro e ranger de dentes. “Amarrem-lhe as mãos e os pés e lancem-no nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” Naqueles dias, como em muitas partes do mundo hoje, não havia iluminação pública. O banquete de casamento estava totalmente iluminado com muitas lâmpadas de azeite, mas as ruas não eram iluminadas. A expressão “trevas exteriores” era um termo do primeiro século usado quando alguém era expulso de um negócio ou de uma casa, significando “atirado para a rua”, como poderíamos dizer. A pessoa tinha estado num lugar de luz e encontrava-se agora lançada na escuridão; a expressão “choro e ranger de dentes” era um termo para alguém muito zangado. Atualizando para termos modernos, pense numa pessoa expulsa de um pub, bar ou restaurante e colocada na rua, a praguejar e cuspir de raiva pelo seu destino. Mas foram as suas próprias ações que levaram os outros a expulsá-lo.
 
Na parábola é uma imagem dos não salvos, do lado de fora a olhar para aqueles que aceitaram prontamente tanto o convite COMO a veste de casamento que o anfitrião providenciou.
 
Poderá recordar-se que em Génesis 3:21 o Senhor Deus fez vestes de pele para Adão e Eva, cobrindo a sua nudez (pecado). Efésios 5:27 diz aos maridos que amem as suas mulheres como Cristo ama a igreja, para a apresentar a si mesmo “como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga” em suas vestes. Em Apocalipse 19:7-14 diz acerca dos crentes no céu nas Bodas do Cordeiro: “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se preparou. Foi-lhe dado para vestir-se de linho fino, brilhante e puro.” (O linho fino são os atos justos dos santos.) Estes mesmos santos, no versículo 14, ainda vestidos com as suas vestes de casamento, acompanham o Senhor a cavalo no Armagedom no Seu regresso.
 
Muitos são chamados, poucos escolhidos
Mencionei acima o costume do anfitrião enviar lembretes antes do dia do banquete de casamento. Após a aceitação, entende-se que os convidados chegam e recebem a veste de casamento. Isto significa que os escolhidos são aqueles que aceitam E cumprem a condição de comparecer. Escolhem aceitar o convite e, por isso, são escolhidos para entrar — ao passo que o homem que recusou a veste de casamento e recusou confessar foi lançado fora. Muitos são convidados, mas poucos dos convidados cumprem os requisitos do convite. Os verdadeiros crentes em Jesus aceitaram tanto o convite COMO cumpriram a condição. Considere o famoso João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” O convite está presente, pois Deus convidou-nos ao dar-nos o Seu Filho. O requisito é crer nesse Filho. O convite é dado, mas poucos cumprem o requisito contido no convite.
 
A cruz no deserto
Quando Israel inicia a sua marcha pelo deserto, o Senhor dá instruções muito específicas acerca de como devem viajar. A direção geral é para leste, tendo saído do Egito e indo para Israel. Em Números 1:50 diz para “acamparem ao redor do Tabernaculo”, com os levitas no centro. O tabernáculo, com a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite, estava no centro do acampamento. O capítulo 2 contém as instruções de Deus sobre que tribo marchava de cada lado do tabernáculo. Nos versículos 3-9 o Senhor diz que o “lado leste, voltado para o nascente”, seria ocupado por Judá, Issacar e Zebulom, totalizando 186.400. Esta era a maioria da população, formando uma longa coluna enquanto marchavam sob os seus estandartes tribais.
 
Os lados norte e sul eram aproximadamente iguais. Ao sul estavam Rúben, Simeão e Gade, totalizando 151.450. Ao norte estavam Dã, Aser e Naftali, totalizando 157.600. Eram como dois pilares ou braços que se estendiam a partir do tabernáculo central, enquanto Judá, Issacar e Zebulom formavam a longa “perna” de 186.400 que se estendia para leste. A oeste estava o menor grupo, composto por Efraim e as meias-tribos de Manassés e Benjamim, totalizando 108.100. Se observar isto de cima, forma uma cruz perfeita, com Judá a liderar na direção do nascer do sol, como o Senhor indicou.
 
Outra cruz...
Quase 1000 anos depois, Judá encontra-se cativa na Babilónia, com a maior parte da população capturada e levada por Nabucodonosor. Entre eles estavam Daniel e Ezequiel. Alguns rapidamente abandonaram a sua fé, enquanto outros permaneceram fiéis. Em Ezequiel 9:4 o Senhor diz a Ezequiel que coloque uma marca na testa daqueles que suspiram e clamam por causa dos pecados dos seus irmãos, marcando-os como pertencentes a Deus. A palavra “marca” é “tav” ou “taw” e foi representada de diferentes formas ao longo dos séculos, muitas vezes como um + ou X.
 
Mais tarde, Roma usava marcas na testa (ou no pulso) quando escravizava pessoas, retirando-lhes o nome e tatuando um número. O 666 em Apocalipse comunica que aqueles que recebem essa marca são escravos desse sistema económico e político. Em Romanos 16:22-23 aprendemos quem recebeu a ditado de Paulo para escrever a carta aos Romanos: “Eu, Tércio, que redigi esta carta, envio-lhes saudações no Senhor.” “Erasto, tesoureiro da cidade, e o irmão Quarto enviam-lhes saudações.”
 
Paulo escreveu aos Romanos a partir de Corinto, pois o nome de Erasto foi descoberto ali numa inscrição que confirma que ele era de facto tesoureiro da cidade. O nome “Tércio” é o número romano 3, e “Quarto” é o número romano 4, mostrando que em Cristo o estatuto socioeconómico nada significa, pois, o grande apóstolo tinha a trabalhar consigo o tesoureiro da cidade e dois escravos — graça maravilhosa.
 
Mais na próxima semana, até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org
[email protected]

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Perspetivas e entendimento, 1 de 4

2/7/2026

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Insights and understanding, 1/4
Perspetivas e entendimento, 1 de 4
​

Olá a todos,
 
Gosto muito de estudar a cultura judaica da Bíblia, porque ela fornece contexto e compreensão de coisas que, de outra forma, se perdem para nós. E algumas coisas nem sequer têm a ver com cultura: por vezes um pregador retira um versículo do seu contexto e torce o significado para um sermão, livro ou publicação online — e aquilo que pensamos ser Deus, afinal não é. Por isso espero que este estudo seja esclarecedor e que, pelo menos em parte, seja informação nova.
 
Alguns dos temas que vamos abordar nesta série são: o diabo consegue ouvir a tua linguagem de oração? O que é o retorno de cem por um? O que são as “trevas exteriores”? Qual é o significado do “linho puro” nas Bodas do Cordeiro? Porque disse Estêvão que viu Jesus em pé à direita de Deus? E mais!
 
Não podemos conhecer os Seus caminhos mais altos
Muitos pregadores basearam sermões sobre os mistérios de Deus em Isaías 55:7–11: “Que o ímpio abandone o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos. Volte-se para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão.
‘Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos’, declara o Senhor. ‘Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem regarem a terra e sem a fazerem brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim é a palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.’”
 
O foco costuma ser sempre este: não podemos conhecer os caminhos mais altos de Deus. Os Seus caminhos são mais altos, os Seus pensamentos são mais altos, e nós, meros humanos, não conseguimos alcançar essas coisas elevadas. Mas repara no que o texto realmente diz:
“Que o ímpio abandone (deixe, vire costas e abandone) os seus caminhos e os seus pensamentos (injustos), e o Senhor… perdoará. Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos.”
 
A passagem ordena-nos, na verdade, que deixemos os nossos caminhos e pensamentos e subamos até aos d’Ele. Não é uma declaração de que Ele está demasiado alto e nós demasiado baixos; é um convite para abandonarmos os nossos caminhos e pensamentos e virmos para os Seus.
Isto é coerente com as realidades do Novo Testamento, incluindo Romanos 12:1–2, que diz para apresentarmos os nossos corpos como sacrifício vivo, passarmos por uma metamorfose ao renovarmos a nossa mente segundo os Seus caminhos e pensamentos, e assim podermos viver a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Em Isaías 55:7–11, Ele convida-nos a subir aos Seus caminhos e pensamentos.
 
Quando eu era adolescente vi isto e firmei o meu coração no Salmo 103:7: “Ele revelou os seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos israelitas.” Os “feitos” eram os milagres que o povo de Israel via enquanto vagueava no deserto. Mesmo em jovem, eu via cristãos a viver de milagre em milagre, com vales profundos pelo meio — uma fé em montanha-russa. Mas Moisés conhecia os caminhos de Deus. Se conhecermos os caminhos, os milagres acontecerão. Podemos viver nos Seus caminhos e pensamentos porque abandonámos completamente os nossos.
 
Porque viu Estêvão Jesus em pé à direita do Pai?
Todo o capítulo 7 de Actos é ocupado com a prisão de Estêvão e a sua defesa perante o Sinédrio. O seu martírio aconteceu assim, nos versículos 55–59:
 
“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus. ‘Vejo o céu aberto’, disse ele, ‘e o Filho do Homem em pé à direita de Deus.’ Diante disso, taparam os ouvidos e, gritando em alta voz, lançaram-se todos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram os seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito.’ Então caiu de joelhos e clamou em alta voz: ‘Senhor, não lhes imputes este pecado.’ E, tendo dito isso, adormeceu.”
 
Porque viu Estêvão Jesus em pé — e não sentado — à direita de Deus? E porque isso os enfureceu ao ponto de o arrastarem para fora da cidade e o executarem? A resposta vem de Isaías 3:13: “O Senhor levanta-se para acusar; põe-se de pé para julgar os povos.” Há várias outras passagens que falam d’Ele levantar-Se ou pôr-Se de pé para julgar.
 
No judaísmo, o juízo de Deus é visto em duas acções: levantar-Se (ou pôr-Se de pé) e sentar-Se. Levantar-Se significa a acusação contra o acusado — é a apresentação das acusações, em que o Senhor expõe o Seu caso. Isto vê-se em Isaías 2:19–21 e 33:10. No versículo 19: “As pessoas entrarão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, aterrorizadas perante o Senhor e perante o esplendor da sua majestade, quando ele se levantar para sacudir a terra.” É quando Deus avança para acusar, para apresentar as acusações contra os culpados. Ele levanta-Se para o fazer.
 
A Sua acusação é irrefutável, porque Ele é a Verdade. Por isso, a acusação já contém a sentença. Quando alguém é acusado por Deus, sabe instantaneamente que a acusação é verdadeira e exata em todos os aspetos. Depois, Deus senta-Se para proferir o juízo.
 
Quando Estêvão viu Jesus em pé à direita do Pai, todo o Sinédrio compreendeu que o Senhor estava a trazer acusação contra ELES, não contra Estêvão. Repara que Estêvão nunca vê Jesus sentar-Se. O destino deles dependia da resposta ao Jesus que estava em pé. E, no entanto, Estêvão mostrou graça. Porquê? Porque ao morrer disse: “Senhor, não lhes imputes este pecado.” Ou seja: “Senhor, retira as acusações contra eles; não os responsabilizes por isto.” No momento em que Estêvão os libertou do pecado do seu assassinato, a acusação/juízo foi retirada. Caso encerrado. Quaisquer outros pecados pelos quais os membros do Sinédrio possam ter de prestar contas naquele dia, o assassinato de Estêvão não será um deles.
 
O que isto significa para ti e para mim
É por isso que o Novo Testamento diz que Jesus está sentado à direita do Pai (Colossenses 3:1; Hebreus 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22). Jesus não traz acusação contra os Seus. Ele “cancelou o registro de dívida que mostrava todos os pecados que tínhamos feito contra a lei de Deus e o anulou, pregando-o na cruz”. A cruz provocou o cancelamento de todas as acusações contra nós. Por isso, Jesus está sentado com o Pai. Agora Ele supervisiona o corpo de crentes que aceitaram o Seu pagamento pelas acusações e a justificação para os que creem (Actos 13:39; 1 Coríntios 6:11). Somos justificados pela fé em Cristo.
 
Todas as acusações formais foram retiradas — por isso Ele não está de pé a acusar. Na verdade, é ainda melhor do que isso, pois 1 Coríntios 6:11 diz: “…agora vocês foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Justificação não significa apenas perdão, nem apenas que as acusações foram retiradas; significa que te apresentas em tribunal como se nunca tivessem existido acusações. O Juiz declara-nos justos porque fomos lavados no Seu sangue. Tudo se fez novo, e tudo o que é novo vem de Deus.
 
Jesus levanta-Se para acusar e senta-Se para julgar. 2 Corintios 5:10 diz: “Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com o que fez enquanto estava no corpo, quer seja bom, quer seja mau.” Portanto, não comparecemos diante de um Jesus em pé, pronto a acusar, mas sim diante d’Ele sentado, sem qualquer acusação, para julgar o que fizemos enquanto estivemos no corpo. Isto não é uma ameaça de inferno, pois já fazemos parte do Seu Reino. Um pai pode apanhar o filho a fazer algo errado, mas não há ameaça de o deserdar — apenas, dentro da família, um acerto de contas. Isso é o tribunal de Cristo: não baseado em acusação, mas no que fizemos desde que estamos n’Ele.
 
Se acreditavas que o tribunal de Cristo determinaria se poderias ou não entrar no céu, agora vês a verdade. Já és filho do Rei — Ele não te vai expulsar. Ele está sentado à direita do Pai. O Pai estava em Cristo reconciliando-nos consigo mesmo. As coisas antigas passaram; tudo se fez novo; e o que é novo vem de Deus.
 
Graça maravilhosa!
Mais na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e podes escrever-me para [email protected]
 

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Não se trata de irmos para o céu, 2/2 — Pureza, não perfeição

1/31/2026

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It isn't about us going to heaven, 2/2, Purity not perfection
Não se trata de irmos para o céu, 2/2 — Pureza, não perfeição
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Olá a todos,
 
Tenho partilhado convosco que o foco da vida no Novo Testamento é a vontade do Pai a ser feita nas nossas vidas, e não um “Senhor, leva-me já daqui!”. Quando o livro de Apocalipse termina, vemos o céu a descer à terra — não a terra a ser levada para o céu. A maior parte do Novo Testamento está centrada no reino dos céus a vir à terra. Tenhamos essa mesma mentalidade.
(Apocalipse 21:2)
 
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome” é assim que Jesus começa o seu ensino sobre o modelo de oração que chamamos a Oração do Pai Nosso.
Tudo o resto nessa oração remete diretamente para, e flui a partir de “santificado seja o teu nome”.
 
Voltemos ao Jardim do Éden, quando Adão deu nome aos animais. (Génesis 2:18–20) Os rabinos dizem que os nomes que Adão lhes deu resultaram do seu conhecimento do carácter, da natureza e do lugar que cada animal e a sua espécie ocupavam na criação. Fazemos o mesmo hoje; um dos exemplos mais conhecidos é o nome do dinossauro Tyrannosaurus rex, ou “lagarto terrível”, resumindo o seu carácter após observarmos os seus ossos.
 
Quando Jesus disse “santificado seja o teu nome”, o foco não está num nome específico, mas é usado como um resumo de todos os atributos do Seu Ser. As pessoas distraem-se a discutir qual é o “nome correto” de Deus, não se satisfazendo com “Pai” ou mesmo “Jesus”, perdendo completamente o ponto principal: “santificado seja o teu nome” significa a soma total da Sua natureza e do Seu carácter. O uso de “Pai” resume plenamente o Seu carácter, natureza, amor bondoso e justiça dentro do Seu Ser.
 
Da mesma forma, somos chamados cristãos, pela primeira vez em Actos 11:26. O título “cristão” significa literalmente “parente de Cristo”, mas no uso comum significa seguidor de Cristo. Com essa identificação, podemos dizer que os atributos de Cristo estão em nós e que fomos separados para o Seu uso. As palavras “santificação” ou “separados para uso” e a palavra “santo” são muitas vezes consideradas sinónimas. Eu diria assim: santo é pertencer ao divino. Santidade é a condição ou estado de ser santo.
 
Pureza, não perfeição
És santo sem seres perfeito. A pureza está no nosso espírito; a nossa alma está a ser renovada diariamente para pensar mais como Ele; e os nossos corpos foram feitos sacrifícios vivos. “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro (corpos terrenos), para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.” 2 Coríntios 4:7 declara este mistério. Não se trata de nós. Trata-se d’Ele. Portanto, tira os olhos de ti próprio.
 
Quando Jesus disse em Mateus 5:38–48, na Sua grande instrução sobre andar em amor com aqueles que não nos amam, concluiu dizendo (na versão inglesa King James): “Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste.” A palavra “perfeito” no inglês de 1611 significava “maduro, completo”, não como a usamos hoje, significando sem qualquer imperfeição. O grego teleios significa “completo” ou “maduro”. Por outras palavras: “Sede completos/maduros (no amor), como o vosso Pai celeste é completo/maduro (no amor).” Ele está sempre a conduzir-nos para um amor maior dentro do quadro da santidade.
 
A graça do Pai é tão avassaladora que, quando temos uma revelação da profundidade do nosso próprio pecado, mal conseguimos absorvê-la. A tendência humana é voltar-se para dentro, para os pecados do passado ou do presente, e concluir que estamos condenados ao inferno, apesar das realidades do Novo Testamento. As pessoas acreditam nos seus próprios medos e dúvidas em vez de acreditarem em Deus. Este processo faz parte do crescimento em Cristo que cada um de nós tem de viver. Sim, a Sua graça é esmagadoramente grande. E sim, pecámos e continuamos a pecar, e talvez até lhe tenhamos dito coisas como uma criança pequena a fazer birra aos pais — coisas que nos fazem temer tê-Lo ofendido para além da graça. Mas ser santo tem a ver com a forma como Ele nos recriou e nos colocou na Sua família, não com as nossas imperfeições.
 
Ele planeou-nos quando ainda estávamos na Sua mente, antes do tempo começar.  2 Timoteo 1:9 diz do Pai: “Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde a eternidade.”


 
É demasiado tarde para por isto em causa
É como alguém dizer-me que o batismo no Espírito Santo ou as curas já não são para hoje. Tarde demais — eu já recebi o Espírito Santo, já vi olhos cegos abrirem-se, ouvidos surdos e bocas mudas serem restaurados — já estou a viver aquilo que eles dizem que não existe hoje. O mesmo acontece com quem diz que pecou demais e está condenado ao inferno, mesmo amando Jesus de todo o coração. Tarde demais — Ele já recriou o teu espírito, o que significa que Cristo está em ti. Tarde demais — Ele já te fez um dos Seus filhos, parte de uma família real. Tarde demais — Ele viu todos os pecados que alguma vez cometeríamos e, mesmo assim, na eternidade, deu-nos Cristo. Uau.
 
Esta verdade torna-se clara quando compreendemos: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
O reino dos céus também é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou.” (Mateus 13:44–46)
 
Nestas parábolas, Jesus é o homem que encontra um tesouro no campo (o mundo).
Jesus é o negociante que viajou longe, encontrou uma pérola “de grande valor” e depois vendeu tudo o que tinha e a comprou. NÓS somos a pérola de grande preço, comprada por Ele com o Seu próprio sangue. Estás a ver? Já é tarde para nós. Ele já nos salvou desde a eternidade.
 
Em 1 Coríntios 6:9, Paulo afirma que os injustos (os que não conhecem Jesus) não herdarão o reino de Deus. Depois lista estilos de vida dos injustos, para ter a certeza de que sabiam de quem estava a falar: promiscuidade, adultério, efeminados, os que se deitam com homens, ladrões, bêbados, caluniadores e exploradores — estes não herdarão o reino de Deus. Depois diz:
 
“E é isso que alguns de vocês eram (provando que ele falava acerca de estilo de vida e não de pecados individuais depois de conhecerem a Cristo). Mas vocês foram lavados, foram santificados (feitos santos), foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
(1 Coríntios 6:11). Lavados. Separados. Justificados. Justificação é uma palavra extraordinária. Não significa que uma pessoa foi acusada de um crime e depois teve o registo apagado. É um termo legal que significa que o juiz declara que nunca existiram acusações. Agora somos justificados, escreveu Paulo.
 
Alguns ficam presos ao que fizeram, mesmo depois de terem conhecido o Senhor. No espírito são puros, mas esse tesouro está numa alma muito sobrecarregada e num corpo habituado a pecar. É exactamente este o processo que Paulo descreve em Romanos 12:1–3, quando diz para apresentarmos o nosso corpo como sacrifício vivo; depois passamos por uma metamorfose ao mudarmos a forma de pensar; e então seremos capazes de comprovar (viver) a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
 
“Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-vos o Reino.” Lucas 12:32
 
A declaração de Jesus não teve nada a ver com as nossas imperfeições. Nada disso! O Pai sabe tudo isso, viu tudo isso, providenciou para tudo isso e, mesmo assim, teve prazer em dar-nos o Reino. Pureza, não perfeição. A perfeição virá — Ele tem uma perspetiva de longo prazo. Trata-se, sim, de caminharmos intencionalmente, procurando que a Sua vontade seja feita na terra como é feita no céu, agora mesmo nas nossas vidas. O reino dos céus está agora dentro de nós. Vivamo-lo, demonstrando às pessoas à nossa volta os caminhos do nosso Pai e Senhor.
 
Concluo com algo que digo há décadas: qualquer pessoa pode dizer que é cristã. Mas o Pai, na Sua sabedoria, fez com que a justiça seja provada dentro de um quadro de relacionamentos. É nesses relacionamentos que vemos a vontade do Pai ser feita na terra como no céu.
 
Novo tema na próxima semana. Até lá, bênçãos,
John Fenn
cwowi.org — e podem escrever-me para [email protected]
 

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