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<channel><title><![CDATA[Church WithOut Walls International-Europe - \"O pensamento da semana em Portugu&ecirc;s\"]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs]]></link><description><![CDATA[\"O pensamento da semana em Portugu&ecirc;s\"]]></description><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 08:15:31 -0700</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Controlar as emoções e os sentimentos com a lógica. 3/3 – Olhar para os dois lados.]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-sentimentos-com-a-logica-33-olhar-para-os-dois-lados]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-sentimentos-com-a-logica-33-olhar-para-os-dois-lados#comments]]></comments><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-sentimentos-com-a-logica-33-olhar-para-os-dois-lados</guid><description><![CDATA[Controlling Emotions and feelings with logic. 3/3 Looking both waysControlar as emo&ccedil;&otilde;es e os sentimentos com a l&oacute;gica. 3/3 &ndash; Olhar para os dois lados.&nbsp;Ol&aacute; a todos,&nbsp;Com 15 anos eu tinha uma licen&ccedil;a de aprendizagem de condu&ccedil;&atilde;o. A minha m&atilde;e ia no lugar do passageiro a orientar-me enquanto eu conduzia. Ao aproximar-me de um cruzamento, parei, e ela disse: &nbsp;"Olha para os dois lados, depois volta a olhar, e quando come&ccedil [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Controlling Emotions and feelings with logic. 3/3 Looking both ways</strong><br /></font><strong>Controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os sentimentos com a l&oacute;gica. 3/3 &ndash; Olhar para os dois lados.</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br />&nbsp;<br />Com 15 anos eu tinha uma licen&ccedil;a de aprendizagem de condu&ccedil;&atilde;o. A minha m&atilde;e ia no lugar do passageiro a orientar-me enquanto eu conduzia. Ao aproximar-me de um cruzamento, parei, e ela disse: &nbsp;"Olha para os dois lados, depois volta a olhar, e quando come&ccedil;ares a avan&ccedil;ar olha novamente para os dois lados." Ela explicou que, por vezes, um carro que se aproxima pode ficar escondido por uma parte da estrutura do autom&oacute;vel. Por isso, olhamos uma vez, depois voltamos a olhar e, ao arrancar, olhamos ainda outra vez.<br />&nbsp;<br />O racioc&iacute;nio emocional n&atilde;o olha para os dois lados. Olha apenas para um. Procura outras pessoas que apoiem essa &uacute;nica perspetiva, transformando-a em "verdade" para elas, embora quem observa de fora consiga ver que n&atilde;o est&atilde;o a olhar para os dois lados.<br />&nbsp;<br /><strong>Vejamos como compreender as Escrituras equilibrando emo&ccedil;&atilde;o e l&oacute;gica, o que constitui um fundamento para lidar com decis&otilde;es importantes da vida.</strong><br />A quest&atilde;o &eacute; esta: ser&aacute; que a emo&ccedil;&atilde;o segue a verdade, ou ser&aacute; que a emo&ccedil;&atilde;o substitui um exame cuidadoso da verdade?<br />&nbsp;<br />Um ensino crist&atilde;o saud&aacute;vel envolve tanto o cora&ccedil;&atilde;o como a mente. Como Jesus disse, o maior mandamento inclui amar a Deus com todo o teu cora&ccedil;&atilde;o, toda a tua alma, toda a tua for&ccedil;a e todo o teu entendimento (Marcos 12:30). O discernimento b&iacute;blico n&atilde;o suprime as emo&ccedil;&otilde;es; procura garantir que elas sejam moldadas pela verdade de Deus e n&atilde;o por personalidades persuasivas ou por conte&uacute;dos encontrados na internet. As emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o o inimigo. Aprender a equilibrar pensamento e emo&ccedil;&atilde;o &eacute; a chave.<br />&nbsp;<br />Mas, antes de mais, compreende isto: ningu&eacute;m o pode fazer por ti. N&atilde;o existe outro caminho. Ningu&eacute;m pode orar por ti de forma a proporcionar-te um "avan&ccedil;o" que fa&ccedil;a desaparecer todas as tuas lutas. Nenhuma vis&atilde;o de Jesus ou do c&eacute;u mudar&aacute; isso. A B&iacute;blia &eacute; muito clara ao afirmar que cada um de n&oacute;s tem de renovar a sua mente, abandonar as antigas formas de pensar e viver e elevar-se aos pensamentos e caminhos mais altos de Deus.<br />N&atilde;o existe uma grande e misteriosa chave espiritual que, uma vez descoberta, abra todas as realidades celestiais. Somos disc&iacute;pulos, estudantes, aprendizes durante toda a nossa vida. D&aacute; trabalho sujeitar as emo&ccedil;&otilde;es &agrave;quilo que sabemos ser verdade em Cristo. Mas &eacute; poss&iacute;vel.<br />Este &eacute; o ABC do Cristianismo e, ainda assim, muitas pessoas s&oacute; agora est&atilde;o a come&ccedil;ar a aprender a levar cativos os seus pensamentos e imagina&ccedil;&otilde;es em obedi&ecirc;ncia a Cristo. Obedi&ecirc;ncia significa fazer com que os teus pensamentos concordem com Jesus. Obedi&ecirc;ncia significa dizeres a ti pr&oacute;prio aquilo que vais sentir e aquilo que vais pensar. Fazes isso apoiando o teu racioc&iacute;nio com bom senso, com cap&iacute;tulo e vers&iacute;culo, fundamentado no facto de O conheceres. N&atilde;o apenas acreditar n'Ele, mas conhec&ecirc;-Lo.<br />&nbsp;<br /><strong>Identifiquemos alguns gatilhos emocionais:</strong><br /><strong>Urg&ecirc;ncia:</strong> "Tens de acreditar nisto agora ou vais perder aquilo que Deus est&aacute; a fazer."<br /><strong>Medo:</strong> "Se questionares este ensino, est&aacute;s a opor-te a Deus."<br /><strong>Ira:</strong> Constantemente referir outros crist&atilde;os, igrejas ou l&iacute;deres como inimigos.<br /><strong>Orgulho/ego:</strong> "S&oacute; os verdadeiramente espirituais compreendem este segredo."<br /><strong>Isolamento espiritual:</strong> Incentivar os seguidores a desconfiar de todos os outros pastores, igrejas ou estudiosos.<br /><strong>N&oacute;s temos raz&atilde;o, todos os outros est&atilde;o errados:</strong> Fazer afirma&ccedil;&otilde;es ousadas, raramente explicando as Escrituras dentro do seu contexto.<br /><strong>Centrado na personalidade:</strong> As experi&ecirc;ncias ou revela&ccedil;&otilde;es do pregador tornam-se mais importantes do que o pr&oacute;prio texto b&iacute;blico.<br />&nbsp;<br />Tudo isto s&atilde;o sintomas de uma teologia baseada nos sentimentos, que produz uma f&eacute; falsa.<br />Alguns minist&eacute;rios utilizam o medo e a manipula&ccedil;&atilde;o para manter as pessoas dependentes e a regressar continuamente. Dizem-lhes que, se sa&iacute;rem da igreja, estar&atilde;o a abrir-se ao diabo. Que, se faltarem ao pr&oacute;ximo culto, estar&atilde;o a abrir uma porta ao diabo. Que, se n&atilde;o contribu&iacute;rem para determinado projeto ou n&atilde;o entregarem o d&iacute;zimo todas as semanas, Satan&aacute;s atacar&aacute; as suas finan&ccedil;as.<br />Grande parte da cultura crist&atilde; utiliza o medo para manter as congrega&ccedil;&otilde;es ou os espectadores sob controlo e faz&ecirc;-los regressar, o que conduz a problemas de autoimagem, inseguran&ccedil;a quanto ao relacionamento com Deus e at&eacute; aos pecados que mencionei anteriormente.<br />&nbsp;<br /><strong>Equilibrar as emo&ccedil;&otilde;es com o racioc&iacute;nio: os Bereanos</strong><br />Em Atos 17:1-12 encontramos uma situa&ccedil;&atilde;o carregada de emo&ccedil;&atilde;o. Nos vers&iacute;culos 1 a 5 &eacute;-nos dito que Paulo chegou a Tessal&oacute;nica e, durante tr&ecirc;s s&aacute;bados consecutivos, ensinou na sinagoga acerca de Jesus. Paulo recorria sempre &agrave;s Escrituras para mostrar como Jesus cumpria os tipos, os exemplos e as profecias do Antigo Testamento e era, de facto, o Messias. &Eacute;-nos dito que muitos dos gregos acreditaram. Por&eacute;m, os judeus incr&eacute;dulos, "movidos de inveja", foram &agrave; pra&ccedil;a, encontraram homens perversos que ali andavam e incitaram-nos a formar uma multid&atilde;o enfurecida.<br />&nbsp;<br />A palavra grega traduzida como "movidos de inveja" ou, noutras tradu&ccedil;&otilde;es, "cheios de ci&uacute;me", &eacute; &lsquo;<strong>zeloo&rsquo;</strong>. No grego do primeiro s&eacute;culo, esta palavra descrevia &aacute;gua quente a borbulhar e a ferver.<br />Estes judeus incr&eacute;dulos eram como uma panela de &aacute;gua a ferver.<br />&nbsp;<br />Mais do que ciumentos ou invejosos, estavam a transbordar de f&uacute;ria e conseguiram agitar homens que nada melhor tinham para fazer. Atacaram ent&atilde;o a casa de Jasom, onde se reunia a igreja dom&eacute;stica. Os amigos ajudaram Paulo e Silas a sair da cidade e seguiram para Bereia, cerca de 71 quil&oacute;metros dali. Tamb&eacute;m ali Paulo entrou na sinagoga e ensinou exatamente as mesmas coisas acerca de Jesus. Mas acerca dos bereanos est&aacute; escrito: "...examinavam todos os dias as Escrituras para ver se estas coisas eram assim; por isso muitos deles creram..."<br />&nbsp;<br />Eles poderiam ter-se deixado contagiar pelas emo&ccedil;&otilde;es do motim de Tessal&oacute;nica, de onde Paulo acabara de fugir. Mas n&atilde;o o fizeram. Escolheram estudar aquilo que Paulo dizia e, por isso, muitos acreditaram. Compararam cap&iacute;tulo e vers&iacute;culo com as afirma&ccedil;&otilde;es de Paulo e, por isso, reconheceram a verdade. A sua f&eacute; em Jesus n&atilde;o foi constru&iacute;da sobre emo&ccedil;&otilde;es, mas sobre l&oacute;gica, racioc&iacute;nio e verifica&ccedil;&atilde;o do ensino de Paulo &agrave; luz das Escrituras. Por isso, creram.<br />&nbsp;<br /><strong>Princ&iacute;pios b&iacute;blicos para o discernimento - A B&iacute;blia incentiva constantemente os crentes a pensar cuidadosamente e n&atilde;o apenas a reagir emocionalmente.</strong><br /><strong>Atos 17:11</strong> &mdash; Os bereanos ouviam com entusiasmo, mas examinavam diariamente as Escrituras para confirmar aquilo que lhes era ensinado.<br /><strong>1 Tessalonicenses 5:21</strong> &mdash; "Examinai tudo; retende o bem."<br /><strong>1 Jo&atilde;o 4:1</strong> &mdash; "N&atilde;o acrediteis em todo o esp&iacute;rito, mas provai os esp&iacute;ritos."<br /><strong>Tiago 1:19</strong> &mdash; &ldquo;Portanto, meus amados irm&atilde;os, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar..&rdquo;<br /><strong>Ef&eacute;sios 4:14-15</strong> &mdash; &ldquo;Para que n&atilde;o sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens.&rdquo;<br />&nbsp;<br /><strong>Perguntas pr&aacute;ticas a fazer</strong><br />Antes de aceitares ou partilhares um ensino encontrado na internet, pergunta:<br />Em que passagem b&iacute;blica se baseia? O pregador est&aacute; a explicar essa passagem dentro do seu contexto ou apenas cita vers&iacute;culos isolados?<br />Eu conseguiria explicar isto apenas com base na B&iacute;blia? Ou dependo sobretudo do carisma do orador ou das suas hist&oacute;rias pessoais?<br />Que emo&ccedil;&atilde;o est&aacute; este ensino a tentar provocar? Medo? Ira? Entusiasmo? Orgulho? Culpa?<br />&nbsp;<br />Esta emo&ccedil;&atilde;o aproxima-me de Cristo ou conduz-me a rea&ccedil;&otilde;es impulsivas? Promove o medo ou Deixa-me confuso? &Eacute; apresentado como um "conhecimento superior"?<br />Crist&atilde;os maduros, provenientes de diferentes contextos, reconheceriam isto como um ensino b&iacute;blico fiel?<br />&nbsp;<br /><strong>H&aacute;bitos saud&aacute;veis ao consumir conte&uacute;dos online</strong><br />L&ecirc; o cap&iacute;tulo inteiro e n&atilde;o apenas o vers&iacute;culo citado. Compara v&aacute;rios professores ou pregadores de confian&ccedil;a, em vez de dependeres de um &uacute;nico influenciador. Mant&eacute;m-te ligado a uma igreja local onde as Escrituras possam ser discutidas em comunidade. Ora por sabedoria antes de tirares conclus&otilde;es. Espera antes de partilhares publica&ccedil;&otilde;es emocionalmente carregadas. O equil&iacute;brio &eacute; a chave. Tem consci&ecirc;ncia do que existe, mas n&atilde;o entregues o teu cora&ccedil;&atilde;o a nada de que n&atilde;o tenhas plena certeza ser a verdade.<br />&nbsp;<br />Aprende a olhar para os dois lados quando avalias um ensino, quando examinas a tua pr&oacute;pria imagem, ou quando enfrentas d&uacute;vidas ou receios acerca da tua posi&ccedil;&atilde;o em Cristo.<br />L&ecirc; as passagens b&iacute;blicas que falam da realidade da nova cria&ccedil;&atilde;o - Tu acreditaste e, por isso, Cristo est&aacute; em ti, a esperan&ccedil;a da gl&oacute;ria. Descansa nessa verdade e procura vers&iacute;culos que confirmem esse facto: Cristo est&aacute; em ti. Permanece nessa paz. A paz no teu esp&iacute;rito &eacute; a forma como o Pai comunica ao teu esp&iacute;rito que tudo est&aacute; bem entre ti e Ele. Escolhe acreditar na verdade do Novo Testamento. Treina as tuas emo&ccedil;&otilde;es para obedecerem &agrave; Palavra e ao pr&oacute;prio Verbo vivo (Jesus).<br />&nbsp;<br />Na pr&oacute;xima semana iniciaremos um novo tema. B&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br /><strong>John Fenn</strong><br />cwowi.org - Email: <a href="mailto:cwowi@aol.com">cwowi@aol.com</a><br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Controlar as emoções e os pensamentos com a lógica: Uma mentira antes de um pecado (2/3)]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-com-a-logica-uma-mentira-antes-de-um-pecado-23]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-com-a-logica-uma-mentira-antes-de-um-pecado-23#comments]]></comments><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-com-a-logica-uma-mentira-antes-de-um-pecado-23</guid><description><![CDATA[Controlling emotions and thoughts with logic: A lie before a sin 2/3Controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os pensamentos com a l&oacute;gica: Uma mentira antes de um pecado (2/3)&nbsp;Ol&aacute; a todos,&nbsp;Antes de Ad&atilde;o e Eva pecarem, acreditaram numa mentira: "Certamente n&atilde;o morrereis." (G&eacute;nesis 3:4, quando Satan&aacute;s contradiz a afirma&ccedil;&atilde;o de Eva de que Deus tinha dito que, se comessem daquela &aacute;rvore, morreriam.)&nbsp;Todo o pecado tem origem numa [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Controlling emotions and thoughts with logic: A lie before a sin 2/3</strong><br /></font><strong>Controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os pensamentos com a l&oacute;gica: Uma mentira antes de um pecado (2/3)</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br />&nbsp;<br />Antes de Ad&atilde;o e Eva pecarem, acreditaram numa mentira: <strong>"Certamente n&atilde;o morrereis."</strong> (G&eacute;nesis 3:4, quando Satan&aacute;s contradiz a afirma&ccedil;&atilde;o de Eva de que Deus tinha dito que, se comessem daquela &aacute;rvore, morreriam.)<br />&nbsp;<br />Todo o pecado tem origem numa mentira em que essa pessoa acreditou, por mais distante que esteja no passado o momento em que acreditou nela. Uma crian&ccedil;a pode ser abusada s*xualmente e acreditar na mentira de que a culpa foi sua, de que o mereceu ou de que foi ela quem provocou o abuso &mdash; tudo mentiras &mdash;, mas isso acaba muitas vezes por moldar os seus relacionamentos durante toda a vida. Ainda n&atilde;o encontrei um &uacute;nico pecado que n&atilde;o tivesse uma mentira na sua raiz. Suponho que isso acontece porque o primeiro pecado na Terra teve origem em acreditar numa mentira; por isso, todos os pecados posteriores podem ser rastreados at&eacute; essa mentira original.<br />&nbsp;<br />Na minha gera&ccedil;&atilde;o, muito antes da Internet, existiam as chamadas &laquo;revistas para adultos&raquo;. Muitos rapazes e raparigas aprenderam sobre s*xualidade atrav&eacute;s delas e da cultura popular da &eacute;poca, que transmitia uma vis&atilde;o falsa sobre a forma como homens e mulheres se relacionam entre si &mdash; uma vis&atilde;o que n&atilde;o corresponde ao modo como Deus concebeu que homens e mulheres vivessem o amor, a intimidade, a s*xualidade e o casamento. Acreditaram numa mentira. Muitas raparigas crescem e tornam-se mulheres que odeiam o pr&oacute;prio corpo porque acreditaram na mentira de que deveriam ter um determinado tipo f&iacute;sico ou uma determinada apar&ecirc;ncia.<br />&nbsp;<br />Conheci v&aacute;rias mulheres que, ap&oacute;s muitos anos de casamento e depois de terem filhos, decidiram que eram l&eacute;sbicas e deixaram os maridos para viver com outra mulher. Nos casos que conhe&ccedil;o pessoalmente, os maridos, sendo muito l&oacute;gicos, n&atilde;o estabeleciam uma liga&ccedil;&atilde;o emocional com as esposas. Assim, a esposa acreditou na mentira de que poderia encontrar essa liga&ccedil;&atilde;o emocional com outra mulher, numa rela&ccedil;&atilde;o l&eacute;sbica.<br />&nbsp;<br />Um rapaz pode ter sido abusado ou, por natureza, ser mais sens&iacute;vel do que outros homens. Talvez seja alvo de bullying por causa disso e passe a acreditar na mentira de que encontrar&aacute; amor seguro junto de outros homens, procurando essa liga&ccedil;&atilde;o emocional e esse amor &mdash; tudo porque acreditou numa mentira. H&aacute; mulheres muito femininas e outras com tra&ccedil;os mais masculinos; h&aacute; homens mais delicados e outros extremamente masculinos. Satan&aacute;s fala mentiras e leva as pessoas ao pecado.<br />&nbsp;<br />Tamb&eacute;m existem mentiras acerca de Deus Pai. Quando as pessoas acreditam nelas, acabam muitas vezes por se relacionar com Jesus, mas n&atilde;o com o Pai, porque O temem como um Grande Desconhecido. A afirma&ccedil;&atilde;o de Jesus em Jo&atilde;o 14:9 &mdash; <strong>&laquo;Quem Me v&ecirc; a Mim v&ecirc; o Pai.&raquo;</strong> &mdash; deixa de fazer sentido para elas. Quando se ensinam mentiras acerca de Deus, os crist&atilde;os podem duvidar da sua salva&ccedil;&atilde;o, duvidar de que sejam &laquo;bons o suficiente&raquo; ou pensar que cometeram o pecado imperdo&aacute;vel, apesar de acreditarem em Jesus e de O amarem.<br />&nbsp;<br />Uma pessoa pode ter excesso de peso porque, algures no seu passado, acreditou que a comida lhe trazia conforto &mdash; acreditou numa mentira. Outra pode pensar que a pr&oacute;xima promo&ccedil;&atilde;o, o pr&oacute;ximo neg&oacute;cio ou mais dinheiro lhe trar&atilde;o felicidade &mdash; acreditou numa mentira. Conhecer o Pai e o Seu amor &mdash; o amor de Cristo &mdash; &eacute; a cura para todas as mentiras.<br />&nbsp;<br />Jesus ensinou, na Par&aacute;bola do Semeador, em Marcos 4:17, que uma pessoa que &laquo;n&atilde;o tem raiz em si mesma&raquo; n&atilde;o consegue suportar a afli&ccedil;&atilde;o (a press&atilde;o das circunst&acirc;ncias) nem a persegui&ccedil;&atilde;o (a opini&atilde;o dos outros acerca dela) e acaba por trope&ccedil;ar. Ef&eacute;sios 3:17 revela que estar enraizado e alicer&ccedil;ado acontece no amor (<em>agape</em>) de Cristo, um amor conhecido no nosso esp&iacute;rito, porque est&aacute; para al&eacute;m do conhecimento intelectual. <strong>Se</strong> uma pessoa conseguir conhecer o amor do Pai &mdash; o amor de Cristo &mdash;, um amor incondicional, talvez pela primeira vez na vida, conseguir&aacute; mais facilmente deixar de acreditar na mentira que est&aacute; na raiz do problema.<br />&nbsp;<br /><strong>Satan&aacute;s est&aacute; do lado de fora a olhar para dentro</strong><br />Jesus disse, em Jo&atilde;o 8:44, que quando Satan&aacute;s profere uma mentira, f&aacute;-lo sozinho. Ou seja, n&atilde;o tem ningu&eacute;m que concorde com ele. Podemos dizer que ele est&aacute; do lado de fora a olhar para dentro. Ele encontra-se no reino das trevas, naquele reino preparado para ele, completamente desprovido de qualquer coisa que venha de Deus, porque foi isso que escolheu. No entanto, deseja ampliar o seu reino e a sua influ&ecirc;ncia. Assim, lan&ccedil;a uma mentira para ver quem acreditar&aacute; nela.<br />&nbsp;<br />Am&oacute;s 3:3 regista Deus a confrontar o Israel id&oacute;latra, perguntando: <strong>&laquo;Andar&atilde;o dois juntos, se n&atilde;o estiverem de acordo?&raquo;</strong><br />&nbsp;<br />Quando uma pessoa acredita numa das mentiras de Satan&aacute;s, entra em concord&acirc;ncia com essa mentira e, para ela, essa mentira passa a ser verdade. Pense em Eva diante do fruto. &laquo;N&atilde;o vamos morrer? Est&aacute; bem, ent&atilde;o vou experimentar...&raquo; Ela concordou com a mentira e, para ela, tornou-se verdade &mdash; &laquo;a sua verdade&raquo; &mdash;, e agiu em conformidade. Hoje acontece o mesmo: quando uma pessoa acredita numa mentira, essa passa a ser &laquo;a sua verdade&raquo; e pode at&eacute; zangar-se com quem n&atilde;o acreditar tamb&eacute;m &laquo;na sua verdade&raquo;. Mas, para essa pessoa, ela est&aacute; realmente a dizer a verdade, porque aquela mentira tornou-se verdadeira aos seus pr&oacute;prios olhos.<br />&nbsp;<br />Assim, se uma pessoa n&atilde;o se sente salva, para ela isso &eacute; verdade. Os amigos sabem que ela ama Deus, que Deus lhe falou, que Se revelou fiel ao longo da sua vida. Mas, se ela n&atilde;o se sente salva, ent&atilde;o, para ela, isso &eacute; verdade. Acreditou numa mentira. Tal como nos exemplos anteriores, a mentira transforma-se, aos seus olhos, numa verdade, refletindo-se nos seus relacionamentos, na forma como vive e no seu estilo de vida.<br />&nbsp;<br />As mentiras procuram sempre confirma&ccedil;&atilde;o de que s&atilde;o realmente verdade. &Eacute; por isso que uma pessoa que acredita, por exemplo, que embora ame Deus ser&aacute; rejeitada no dia do ju&iacute;zo, procura passagens b&iacute;blicas que sustentem essa mentira. Ignora todos os vers&iacute;culos que confirmam que os crentes s&atilde;o cidad&atilde;os do C&eacute;u e concentra-se apenas naqueles que parecem apoiar a mentira em que acreditou.<br />&nbsp;<br /><strong>O processo de levar algu&eacute;m a tomar uma decis&atilde;o emocional &eacute; um ato de sedu&ccedil;&atilde;o</strong><br />&nbsp;<br />Acreditar numa mentira &eacute; uma decis&atilde;o emocional. G&eacute;nesis 3:6 revela o racioc&iacute;nio emocional de Eva: <strong>&laquo;Quando viu que a &aacute;rvore era <u>boa para se comer</u>, <u>agrad&aacute;vel</u> aos olhos e desej&aacute;vel <u>para dar entendimento</u>, tomou do seu fruto, comeu e deu tamb&eacute;m ao seu marido...&raquo; </strong>Estas tr&ecirc;s express&otilde;es s&atilde;o mais claras no hebraico. A palavra traduzida por <strong>&laquo;boa&raquo;</strong> significa literalmente <strong>&laquo;bela&raquo;</strong><strong>,</strong> sendo a mesma palavra usada em cada dia da cria&ccedil;&atilde;o quando Deus dizia: &laquo;&Eacute; bom (belo).&raquo; A palavra <strong>&laquo;agrad&aacute;vel&raquo;</strong> significa <strong>&laquo;desej&aacute;vel&raquo;</strong> ou <strong>&laquo;desejo&raquo;</strong>, tal como em Salmo 38:9: <strong>&laquo;Senhor, diante de Ti est&aacute; todo o meu desejo; o meu gemido n&atilde;o Te &eacute; oculto.&raquo; </strong>Esta palavra exprime um profundo anseio emocional. Assim, a frase de Eva transmite essa ideia: <strong>&laquo;...e bela, despertando desejo aos olhos...&raquo;</strong><br />&nbsp;<br />A &uacute;ltima express&atilde;o &mdash; <strong>&laquo;para dar entendimento&raquo;</strong> &mdash; complementa o racioc&iacute;nio emocional que Eva estava a usar ao acreditar na mentira. No hebraico, a palavra &eacute; &lsquo;<strong>sakal&rsquo;</strong>, que significa &laquo;agir prudentemente&raquo;, &laquo;ser bem-sucedido&raquo;, &laquo;tornar-se perito&raquo; ou &laquo;ser tido em considera&ccedil;&atilde;o&raquo;. Eva juntou todos os elementos emocionais: parecia bom, parecia belo e calculou mentalmente o efeito que isso teria, ponderando cuidadosamente a mentira que lhe foi apresentada. Paulo concorda que Eva foi seduzida e, por isso, enganada. Em 1 Tim&oacute;teo 2:14 escreveu: <strong>&laquo;Ad&atilde;o n&atilde;o foi enganado; mas a mulher, tendo sido enganada, caiu em transgress&atilde;o.&raquo; </strong>A palavra grega usada por Paulo e traduzida por <strong>&laquo;enganada&raquo;</strong> &eacute; <strong>exapateo</strong>, que significa <strong>&laquo;seduzir atrav&eacute;s do engano&raquo;</strong>. Eva foi seduzida a tomar uma decis&atilde;o emocional.<br />&nbsp;<br />Este &eacute; o processo pelo qual uma pessoa passa quando raciocina guiada pelas emo&ccedil;&otilde;es e toma decis&otilde;es baseadas nelas. A mentira surge primeiro e &eacute; profundamente considerada. Parece correta, parece bela, talvez at&eacute; pare&ccedil;a um ensino vindo de Deus. Depois &eacute; ponderada e refor&ccedil;ada, procurando outras pessoas que afirmem exatamente a mesma coisa.<br />&nbsp;<br />Na pr&oacute;xima semana concluiremos esta s&eacute;rie com passos muito pr&aacute;ticos para avaliar se est&aacute; a ser emocionalmente manipulado e como equilibrar o racioc&iacute;nio com as emo&ccedil;&otilde;es.<br />&nbsp;<br />At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />&nbsp;<br /><strong>John Fenn</strong><br /><a href="http://cwowi.org/" target="_blank">cwowi.org</a> email <a href="mailto:cwowi@aol.com" target="_blank">cwowi@aol.com</a><br />&nbsp;<br />&nbsp;<br /></font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Controlar as emoções e os pensamentos vs. a lógica (1/3)]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-vs-a-logica-13]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-vs-a-logica-13#comments]]></comments><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/controlar-as-emocoes-e-os-pensamentos-vs-a-logica-13</guid><description><![CDATA[Controlling emotions and thoughts vs logic. 1/3Controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os pensamentos vs. a l&oacute;gica (1/3)&nbsp;&nbsp;Ol&aacute; a todos,H&aacute; cerca de seis anos escrevi uma s&eacute;rie de li&ccedil;&otilde;es na rubrica &ldquo;Pensamento da Semana&rdquo; sobre este tema, mas desde 2019 as coisas mudaram radicalmente, por isso vale a pena atualiz&aacute;-la.Na primeira parte desta s&eacute;rie vamos analisar como a sociedade e a cultura crist&atilde; foram transformadas pe [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Controlling emotions and thoughts vs logic. </strong><strong>1/3</strong><br /></font><strong>Controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os pensamentos vs. a l&oacute;gica (1/3)</strong><br />&nbsp;&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br /><br />H&aacute; cerca de seis anos escrevi uma s&eacute;rie de li&ccedil;&otilde;es na rubrica &ldquo;Pensamento da Semana&rdquo; sobre este tema, mas desde 2019 as coisas mudaram radicalmente, por isso vale a pena atualiz&aacute;-la.<br />Na primeira parte desta s&eacute;rie vamos analisar como a sociedade e a cultura crist&atilde; foram transformadas pelas redes sociais, dando origem a milh&otilde;es de pessoas que vivem com base em decis&otilde;es orientadas pelas emo&ccedil;&otilde;es. Essas pessoas perderam &mdash; ou nunca chegaram a desenvolver &mdash; a capacidade de equilibrar emo&ccedil;&atilde;o e l&oacute;gica. Nas partes 2 e 3 veremos como recuperar esse equil&iacute;brio nas nossas vidas, harmonizando emo&ccedil;&atilde;o e l&oacute;gica em Cristo.<br />&nbsp;<br />Quando fazia parte da equipa pastoral de uma <em>Mega Igreja</em> (1994&ndash;2000), o pastor perguntou-me o que pensava acerca do crescimento das igrejas "sens&iacute;veis aos que buscam" (<em>seeker sensitive</em>) ou "amigas dos que buscam" (<em>seeker friendly</em>). O meu pastor fazia sempre um apelo ao arrependimento em todos os cultos, mas estavam a multiplicar-se as igrejas que moldavam os seus cultos &agrave; imagem de concertos de rock e de uma teologia centrada no bem-estar. Os sentimentos, o pensamento positivo e a ideia de medir o relacionamento com Deus pela forma como a pessoa se sentia e pela facilidade com que a vida decorria come&ccedil;aram a dominar. Os apelos ao arrependimento, bem como as refer&ecirc;ncias ao pecado e ao arrependimento durante os cultos, tornaram-se cada vez mais raros.<br />&nbsp;<br />A forma como as pessoas <em>se sentiam</em> em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prias e ao Senhor substituiu o estudo, a l&oacute;gica e a an&aacute;lise cuidada da Palavra de Deus. Muitos crentes, de todas as idades, perderam a capacidade de fazer da Palavra de Deus a autoridade final da sua vida, preferindo dar aos seus sentimentos essa autoridade. Embora o nosso contexto seja o dos crist&atilde;os, viver guiado pelas emo&ccedil;&otilde;es em vez da l&oacute;gica &eacute; algo que se observa em toda a sociedade.<br />&nbsp;<br />Viver segundo os sentimentos significa que a vida nunca &eacute; est&aacute;vel, porque as emo&ccedil;&otilde;es sobem e descem como uma montanha-russa, dependendo das informa&ccedil;&otilde;es que a pessoa recebe ou dos pensamentos e medos que experimenta. Isso conduz &agrave; instabilidade, porque, na sua maneira de pensar, a pessoa torna-se fluida como a &aacute;gua, o que inevitavelmente resulta em confus&atilde;o, ira, agita&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;as emocionais e mentais. Tiago escreveu, em 3:15, que a sabedoria terrena se baseia nos sentidos (nos sentimentos). J&aacute; a sabedoria que vem do alto &eacute; pura, pac&iacute;fica, mansa e acess&iacute;vel.<br />&nbsp;<br /><strong>II Cor&iacute;ntios 10:5</strong><br />"... Destruindo <u>argumentos</u>, e toda a <u>altivez</u> que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando <u>cativo todo o entendimento</u> &agrave; obedi&ecirc;ncia de Cristo&rdquo;<br />&nbsp;<br />Em 2019, a RAND Corporation publicou um estudo intitulado "News for a Digital Age", no qual analisou a forma como as not&iacute;cias foram comunicadas ao longo dos trinta anos anteriores. Esse estudo, juntamente com outros, concluiu que, antes de aproximadamente 2007, as not&iacute;cias apresentavam factos, an&aacute;lises que consideravam ambos os lados de uma quest&atilde;o e relatos dos acontecimentos sem recurso ao apelo emocional.<br />&nbsp;<br />Depois de 2007, coincidindo com o crescimento extremamente r&aacute;pido das redes sociais, incluindo Facebook, Twitter/X e YouTube, as not&iacute;cias passaram a ser apresentadas com uma forte carga emocional. Mais especificamente, o jornalismo passou de objetivo para subjetivo. Em vez de simplesmente relatar factos, passou a adotar um estilo argumentativo, defendendo um determinado ponto de vista. O medo, a negatividade, o desgosto, a tristeza e a ira passaram a estar associados &agrave;s manchetes e &agrave;s redes sociais. Em contrapartida, diminu&iacute;ram proporcionalmente os t&iacute;tulos neutros, as an&aacute;lises equilibradas e a simples apresenta&ccedil;&atilde;o dos factos.<br />&nbsp;<br />Os crist&atilde;os que j&aacute; estavam em Cristo desde, pelo menos, o ano 2000, bem como aqueles que vieram para Cristo desde ent&atilde;o, conheceram praticamente apenas uma forma de comunica&ccedil;&atilde;o baseada na emo&ccedil;&atilde;o. Pense nisso. Quantos milh&otilde;es de crentes n&atilde;o fazem ideia de como raciocinar e de como levar os seus pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es cativos a Cristo? Nas igrejas &ldquo;amigas dos que buscam", a palavra disciplina raramente &eacute; ouvida.<br />Ensinar algu&eacute;m a controlar os seus pensamentos e sentimentos &mdash; algo bastante dif&iacute;cil quando se trata de uma compet&ecirc;ncia nova &mdash; exige muito mais do que um serm&atilde;o de domingo. Requer esfor&ccedil;o por parte da pr&oacute;pria pessoa e &eacute; extremamente &uacute;til ter algu&eacute;m ao seu lado para a ajudar nessa batalha de sujeitar pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es ao modo de pensar de Cristo.<br />&nbsp;<br />Por isso, &eacute; natural que vejam tamb&eacute;m a sua caminhada com o Senhor dessa forma: se se sentem salvos, se sentem que Ele est&aacute; pr&oacute;ximo, se sentem, ent&atilde;o deve ser verdade. Nunca aprenderam a pensar corretamente, atrav&eacute;s da an&aacute;lise e da l&oacute;gica, equilibrando os sentimentos com os factos. Nunca aprenderam a fazer do cap&iacute;tulo e vers&iacute;culo a autoridade final, em parte porque os seus sentimentos os levam a procurar todos os vers&iacute;culos que parecem confirmar o medo de perder a salva&ccedil;&atilde;o ou o medo de n&atilde;o serem suficientemente bons. (Preencha o espa&ccedil;o com qualquer outro medo, preocupa&ccedil;&atilde;o, falta de perd&atilde;o para consigo pr&oacute;prio ou tema de d&uacute;vida.)<br />&nbsp;<br />Sentem, logo concluem que &eacute; um facto. Reagem instantaneamente com base na emo&ccedil;&atilde;o, porque nunca aprenderam a ouvir os dois lados de uma quest&atilde;o sem se ofenderem antes de formar uma opini&atilde;o. Foram ensinados a <strong>reagir</strong>, em vez de <strong>responder</strong>. Uma rea&ccedil;&atilde;o &eacute; instant&acirc;nea. Uma resposta &eacute; ponderada, refletida, combina l&oacute;gica e emo&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, oferece uma solu&ccedil;&atilde;o ou uma perspetiva de longo prazo &mdash; uma vis&atilde;o do "quadro geral". Uma rea&ccedil;&atilde;o v&ecirc; apenas o aqui e agora.<br />&nbsp;<br /><strong>A gera&ccedil;&atilde;o a partir de 2000</strong><br />Um estudo do MIT, publicado em 2018, concluiu que conte&uacute;dos carregados de emo&ccedil;&atilde;o se propagam mais rapidamente e chegam a mais pessoas do que not&iacute;cias verdadeiras baseadas em an&aacute;lise e factos. Um estudo da Universidade de Nova Iorque concluiu que, quando as redes sociais introduziram o bot&atilde;o "Gosto", os algoritmos passaram a recompensar essas emo&ccedil;&otilde;es &mdash; positivas ou negativas &mdash; mostrando &agrave;s pessoas ainda mais conte&uacute;dos semelhantes aos que tinham assinalado como "gostei".<br />&nbsp;<br />Os algoritmos amplificam o impacto de um determinado tema ao acompanhar aquilo que uma pessoa v&ecirc; numa plataforma social e depois encaminham para ela conte&uacute;dos semelhantes produzidos por influenciadores semelhantes. Todas essas vozes trabalham em conjunto para confirmar esse tema de interesse, excluindo praticamente qualquer outro ponto de vista. Isso significa que a pessoa acaba por ver apenas um dos lados da quest&atilde;o, porque &eacute; isso que os algoritmos continuam a fornecer-lhe. Quando isso acontece, a pessoa perde a capacidade de usar o senso comum, a l&oacute;gica e o racioc&iacute;nio.<br />&nbsp;<br />Vemos isso na obsess&atilde;o por temas que v&atilde;o desde a forma da Terra, passando por extraterrestres que habitariam corpos humanos vivendo entre n&oacute;s, OVNIs, experi&ecirc;ncias de quase morte ou obsess&otilde;es com formas extremas de dar ou de jejuar &mdash; e a lista continua&hellip; Tudo isto s&atilde;o assuntos perif&eacute;ricos, que deveriam permanecer "l&aacute; fora", nas margens, enquanto na nossa vida di&aacute;ria procuramos o Senhor e o Seu Reino. O que &eacute; que Jesus me est&aacute; a pedir hoje? Como posso crescer hoje no car&aacute;ter semelhante ao de Cristo? Como posso renovar a minha mente para pensar como Ele pensa acerca deste ou daquele assunto?<br />&nbsp;<br />Quando Paulo e Pedro enumeraram o fruto do Esp&iacute;rito e as caracter&iacute;sticas do car&aacute;ter crist&atilde;o, tamb&eacute;m advertiram contra perder tempo com assuntos controversos ou que provocam contendas, sabendo que produzem confus&atilde;o e divis&atilde;o. Nem sempre &eacute; divertido crescer em Cristo, mas &eacute; divertido acompanhar a mais recente "moda" ou o assunto do momento neste ou naquele s&iacute;tio da internet.<br />&nbsp;<br />Satan&aacute;s deseja a instabilidade, enquanto Deus oferece paz e estabilidade. Colocar as coisas na ordem de Deus &eacute; um processo que come&ccedil;a por aprender a controlar as emo&ccedil;&otilde;es e os pensamentos e por aprender a pensar segundo os Seus caminhos. &Eacute; disso que falaremos na pr&oacute;xima semana.<br />&nbsp;<br />At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />&nbsp;<br />John Fenn<br />cwowi.org, email cwowi@aol.com<br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parábolas mal compreendidas 3/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-33]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-33#comments]]></comments><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-33</guid><description><![CDATA[Misunderstood parables 3/3Par&aacute;bolas mal compreendidas 3/3&nbsp;Ol&aacute; a todos,&nbsp;Jesus tem estado a falar sobre a bondade e a generosidade do nosso Pai celestial.&nbsp;Come&ccedil;amos em Lucas 11:2-4 com a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor, quando os disc&iacute;pulos Lhe perguntaram como deviam orar. O tema de todo o Seu ensino sobre a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; que, em primeiro lugar, os pedidos s&atilde;o dirigidos ao Pai e, em segundo lugar, que o Pai &eacute; bom, generoso e  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Misunderstood parables 3/3</strong><br /></font><strong>Par&aacute;bolas mal compreendidas 3/3</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br />&nbsp;<br />Jesus tem estado a falar sobre a bondade e a generosidade do nosso Pai celestial.<br />&nbsp;<br />Come&ccedil;amos em Lucas 11:2-4 com a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor, quando os disc&iacute;pulos Lhe perguntaram como deviam orar. O tema de todo o Seu ensino sobre a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; que, em primeiro lugar, os pedidos s&atilde;o dirigidos ao Pai e, em segundo lugar, que o Pai &eacute; bom, generoso e gosta de dar. Jesus come&ccedil;a por afirmar que o Pai nos d&aacute; o p&atilde;o de cada dia, perdoa as nossas ofensas e n&atilde;o nos conduz ao mal. Para apoiar este ensino, conta a par&aacute;bola do amigo &agrave; meia-noite. Apresenta uma situa&ccedil;&atilde;o hipot&eacute;tica em que um homem, recebendo visitas inesperadas, vai a casa de um amigo &agrave; meia-noite pedir-lhe p&atilde;o. O objetivo de Jesus &eacute; mostrar que o homem n&atilde;o se levantaria por amizade, mas acabaria por faz&ecirc;-lo devido &agrave; insist&ecirc;ncia inc&oacute;moda do amigo que batia &agrave; porta.<br />&nbsp;<br />Jesus contou essa par&aacute;bola como um contraste com o Pai celestial generoso apresentado imediatamente antes, na ora&ccedil;&atilde;o do Senhor. Primeiro a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor; depois o amigo relutante; concluindo: "Mas Eu vos digo: todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta ser&aacute; aberta."<br />&nbsp;<br /><strong>Jesus conclui o Seu ensino acerca da bondade do Pai, em Lucas 11, com estas palavras, nos vers&iacute;culos 11-13:</strong><br />&sup1; E qual o pai de entre v&oacute;s que, se o filho lhe pedir p&atilde;o, lhe dar&aacute; uma pedra? Ou, tamb&eacute;m, se lhe pedir peixe, lhe dar&aacute; por peixe uma serpente?<br />&sup1;&sup2; Ou, tamb&eacute;m, se lhe pedir um ovo, lhe dar&aacute; um escorpi&atilde;o?<br />&sup1;&sup3; Pois se v&oacute;s, sendo maus (isto &eacute;, pecadores), sabeis dar boas d&aacute;divas aos vossos filhos, quanto mais dar&aacute; o Pai celestial o Esp&iacute;rito Santo &agrave;queles que lho pedirem?<br />&nbsp;<br />Isto conclui o Seu ensinamento sobre a bondade do nosso Pai. Quando olhamos para Lucas 11:1-13 como um &uacute;nico ensino, percebemos que o vers&iacute;culo 13 nos leva novamente &agrave; ora&ccedil;&atilde;o do Senhor: o Pai realmente nos d&aacute; o p&atilde;o de cada dia, realmente perdoa os nossos pecados e realmente n&atilde;o nos conduz ao mal. Mais uma vez, Jesus utiliza contrastes. Se at&eacute; um simples pecador sabe dar boas d&aacute;divas aos seus filhos, quanto mais o nosso Pai celestial nos dar&aacute; o Esp&iacute;rito Santo (e, por implica&ccedil;&atilde;o, todas as coisas do Esp&iacute;rito)?<br />&nbsp;<br /><strong>O juiz injusto &mdash; Lucas 18:1-8</strong><br />Tamb&eacute;m aqui a par&aacute;bola utiliza contrastes para ensinar que o Pai &eacute; bom e paciente. Mas, se n&atilde;o a colocarmos no seu contexto, perderemos o ponto principal que Jesus pretende transmitir. No final de Lucas 17, Jesus estava a ensinar sobre viver corretamente, vivendo na expectativa da Sua vinda e do Seu Reino. O cap&iacute;tulo 18 come&ccedil;a assim: &sup1; Ent&atilde;o Jesus prop&ocirc;s uma par&aacute;bola aos seus disc&iacute;pulos, com a inten&ccedil;&atilde;o de adverti-los quanto ao dever de orar continuamente e jamais desanimar. A palavra grega traduzida por <strong>"Ent&atilde;o"</strong> (em algumas vers&otilde;es em Portugu&ecirc;s, &eacute; exclu&iacute;da) &eacute; uma palavra que liga a frase anterior &agrave; seguinte. Significa: "al&eacute;m disso", "mais ainda", "de facto", "a acrescentar a isto". Ou seja, Jesus continua o mesmo ensino sobre viver corretamente, vivendo como quem espera que o Seu Reino possa manifestar-se a qualquer momento. &Eacute; dentro desse contexto que conta uma par&aacute;bola sobre como devemos orar relativamente a estas coisas e n&atilde;o perder o &acirc;nimo.<br />&nbsp;<br /><strong>Lucas 18:1-8</strong><br />&sup1; E contou-lhes tamb&eacute;m uma par&aacute;bola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer,<br />&sup2; Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem.<br />&sup3; Havia tamb&eacute;m, naquela mesma cidade, uma certa vi&uacute;va, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justi&ccedil;a contra o meu advers&aacute;rio.<br />&#8308; E por algum tempo n&atilde;o quis atend&ecirc;-la; mas depois disse consigo: Ainda que n&atilde;o temo a Deus, nem respeito os homens,<br />&#8309; Todavia, como esta vi&uacute;va me molesta, hei de fazer-lhe justi&ccedil;a, para que enfim n&atilde;o volte, e me importune muito.<br />&#8310; E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz.<br />&#8311; E Deus n&atilde;o far&aacute; justi&ccedil;a aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?<br />&#8312; Digo-vos que depressa lhes far&aacute; justi&ccedil;a. Quando, por&eacute;m, vier o Filho do homem, porventura achar&aacute; f&eacute; na terra?<br />&nbsp;<br /><strong>Mais uma vez, Jesus utiliza opostos para ensinar a bondade e a paci&ecirc;ncia do Pai e, nesta par&aacute;bola, tamb&eacute;m de Si pr&oacute;prio.</strong><br />Conta a hist&oacute;ria de um juiz corrupto. O juiz n&atilde;o respeita a Lei, n&atilde;o teme Deus e n&atilde;o se importa com a opini&atilde;o de ningu&eacute;m. No juda&iacute;smo do primeiro s&eacute;culo, este era o pior tipo de homem imagin&aacute;vel &mdash; e, ainda assim, era juiz. Uma vi&uacute;va apresenta-lhe uma causa justa, mas ele recusa fazer-lhe justi&ccedil;a com base na lei e na retid&atilde;o. S&oacute; muda de atitude quando pensa: "Porque esta vi&uacute;va n&atilde;o me larga, vou fazer-lhe justi&ccedil;a para que n&atilde;o fique furiosa e comece a bater-me." A express&atilde;o grega traduzida por "bater-me" &eacute; <em>hup&#333;piaz&#333;</em>, que significa literalmente "dar um murro na cara". Na par&aacute;bola, o juiz corrupto receava que ela acabasse mesmo por lhe bater, tal era a persist&ecirc;ncia com que voltava continuamente para exigir justi&ccedil;a.<br />&nbsp;<br />Muitos pregadores e leitores ficam por aqui e concluem que Jesus est&aacute; a dizer que o Pai celestial &eacute; semelhante ao juiz injusto. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. &Eacute; aqui que Jesus apresenta o verdadeiro argumento: "Ouvi o que diz o juiz injusto. E Deus n&atilde;o far&aacute; justi&ccedil;a aos Seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite, sendo paciente para com eles? Digo-vos que lhes far&aacute; justi&ccedil;a. Contudo, quando vier o Filho do Homem, encontrar&aacute; f&eacute; na Terra?"<br />&nbsp;<br />A &uacute;ltima pergunta ret&oacute;rica &mdash; "Encontrar&aacute; f&eacute; na Terra quando voltar?" &mdash; liga esta par&aacute;bola ao contexto de Lucas 17:20-37, onde Jesus descreve as condi&ccedil;&otilde;es que existir&atilde;o na Terra quando regressar. N&atilde;o est&aacute; a falar da nossa situa&ccedil;&atilde;o atual. N&atilde;o est&aacute; a falar de n&oacute;s a orarmos por algo que parece nunca receber resposta. O contexto da par&aacute;bola do juiz injusto &eacute; o estado do mundo nos &uacute;ltimos dias, imediatamente antes do regresso de Jesus &mdash; durante o per&iacute;odo da grande tribula&ccedil;&atilde;o. Mas, mais uma vez, ela revela a paci&ecirc;ncia &mdash; ou, em grego, a longanimidade &mdash; do Pai.<br />&nbsp;<br />A palavra "longanimidade" traduz o termo grego &lsquo;makro-thume&#333;&rsquo;. <em>Makro</em> significa "grande", "longo", "m&aacute;ximo", em contraste com <em>micro</em>. &Eacute; definida da seguinte forma: "Longanimidade &eacute; a qualidade de autocontrolo perante a provoca&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o retribui precipitadamente nem pune de imediato. &Eacute; o oposto da ira, est&aacute; associada &agrave; miseric&oacute;rdia e &eacute; usada a respeito de Deus em Romanos 2:4, 1 Pedro 3:20 e na Septuaginta (a tradu&ccedil;&atilde;o grega do Antigo Testamento), em &Ecirc;xodo 34:6." <em>(Dicion&aacute;rio Expositivo das Palavras do Novo Testamento, de W. E. Vine.)</em><br />&nbsp;<br />Quando Jesus diz, no vers&iacute;culo 7: "E Deus n&atilde;o far&aacute; justi&ccedil;a aos Seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite, sendo paciente para com eles?" o texto grego transmite aproximadamente esta ideia: "Al&eacute;m disso, Deus n&atilde;o executar&aacute; a vingan&ccedil;a em favor dos Seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite, enquanto exerce autocontrolo perante a provoca&ccedil;&atilde;o, sem retaliar nem punir precipitadamente? Eu digo-vos que executar&aacute; essa justi&ccedil;a rapidamente. Contudo, quando o Filho do Homem vier, encontrar&aacute; f&eacute; na Terra?"<br />&nbsp;<br />Esta par&aacute;bola encoraja-nos a orar sem desanimar, porque haver&aacute; justi&ccedil;a definitiva. Talvez n&atilde;o a vejamos plenamente nesta vida, mas Jesus garante que, quando chegar o momento, a justi&ccedil;a vir&aacute; rapidamente. Podemos compar&aacute;-la com aquilo que o Pai diz &agrave; multid&atilde;o de m&aacute;rtires em Apocalipse 6:9-11. Eles encontram-se diante do trono do Pai, clamando por justi&ccedil;a e vingan&ccedil;a contra aqueles que os assassinaram. O Pai responde-lhes que ainda falta um pouco de tempo. D&aacute;-lhes vestes brancas de justi&ccedil;a e pede-lhes que esperem. Assim, mesmo depois de morrerem e entrarem imediatamente no C&eacute;u, h&aacute; pessoas diante do Pai que continuam a pedir que seja feita justi&ccedil;a na Terra&hellip; O objetivo de Jesus, em Lucas 18:1-8, &eacute; mostrar que, embora a justi&ccedil;a possa n&atilde;o chegar imediatamente, ela acabar&aacute; por alcan&ccedil;ar todos os que praticaram o mal. E nisso podemos encontrar encorajamento. No fim, todas as coisas ser&atilde;o colocadas no seu devido lugar.<br />&nbsp;<br />Na pr&oacute;xima semana iniciaremos um novo tema. At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />&nbsp;<br /><strong>John Fenn</strong><br />cwowi.org<br />cwowi@aol.com<br />&nbsp;<br /></font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parábolas mal compreendidas 2/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-23]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-23#comments]]></comments><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-23</guid><description><![CDATA[Misunderstood parables 2/3Par&aacute;bolas mal compreendidas 2/3&nbsp;Ol&aacute; a todos,&nbsp;As tr&ecirc;s par&aacute;bolas de Jo&atilde;o 10:1-18 constituem uma progress&atilde;o de pensamento. Na primeira, Jesus ensina que entrou legalmente na Terra, e que aquele que entrou por outro caminho &eacute; o ladr&atilde;o e o salteador. Promete que, um dia, conduzir&aacute; as Suas ovelhas para fora da Terra pela Sua voz. Na segunda par&aacute;bola, assegura-nos que &eacute; o protetor e guardi&at [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Misunderstood parables 2/3</strong><br /></font><strong>Par&aacute;bolas mal compreendidas 2/3</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br />&nbsp;<br />As tr&ecirc;s par&aacute;bolas de Jo&atilde;o 10:1-18 constituem uma progress&atilde;o de pensamento. Na primeira, Jesus ensina que entrou legalmente na Terra, e que aquele que entrou por outro caminho &eacute; o ladr&atilde;o e o salteador. Promete que, um dia, conduzir&aacute; as Suas ovelhas para fora da Terra pela Sua voz. Na segunda par&aacute;bola, assegura-nos que &eacute; o protetor e guardi&atilde;o das Suas ovelhas, e que aquele que subiu &agrave; Terra por outro caminho apenas quer "roubar, matar e destruir". Na terceira, diz-nos que n&atilde;o &eacute; apenas um pastor, mas "o bom Pastor", que dar&aacute; a Sua vida pelas ovelhas e n&atilde;o recuar&aacute; quando vir o "lobo" (o diabo) aproximar-se; pelo contr&aacute;rio, entregar&aacute; a Sua vida pelas ovelhas.<br />&nbsp;<br /><strong>A terceira par&aacute;bola: Jo&atilde;o 10:11-18</strong><br /><strong>11</strong>"Eu sou o bom pastor. O bom pastor d&aacute; a sua vida pelas ovelhas.<br /><strong>12</strong>O assalariado n&atilde;o &eacute; o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando v&ecirc; que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Ent&atilde;o o lobo ataca o rebanho e o dispersa.<br /><strong>13</strong>Ele foge porque &eacute; assalariado e n&atilde;o se importa com as ovelhas.<br /><strong>14</strong>"Eu sou o bom pastor; conhe&ccedil;o as minhas ovelhas, e elas me conhecem,<br /><strong>15</strong>assim como o Pai me conhece e eu conhe&ccedil;o o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.<br /><strong>16</strong>Tenho outras ovelhas que n&atilde;o s&atilde;o deste aprisco. &Eacute; necess&aacute;rio que eu as conduza tamb&eacute;m. Elas ouvir&atilde;o a minha voz, e haver&aacute; um s&oacute; rebanho e um s&oacute; pastor.<br /><strong>17</strong>Por isso &eacute; que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retom&aacute;-la.<br /><strong>18</strong>Ningu&eacute;m a tira de mim, mas eu a dou por minha espont&acirc;nea vontade. Tenho autoridade para d&aacute;-la e para retom&aacute;-la. Esta ordem recebi de meu Pai".<br />&nbsp;<br />Aqui Jesus j&aacute; n&atilde;o &eacute; Aquele que entrou pela porta, como na primeira par&aacute;bola. Nem diz que &eacute; a porta, como na segunda. Aqui apresenta-Se como o bom Pastor, que entrega a Sua vida pelas ovelhas. Jesus identifica os l&iacute;deres religiosos como assalariados, e n&atilde;o como pastores. Quando o "lobo" (o diabo) aparece, eles fogem, porque se preocupam mais com a pr&oacute;pria vida do que com a vida das ovelhas. Mas Jesus n&atilde;o foge quando v&ecirc; o lobo aproximar-se. Pelo contr&aacute;rio, entrega a Sua vida em sacrif&iacute;cio pelas ovelhas &mdash; pelas Suas ovelhas.<br />&nbsp;<br />No vers&iacute;culo 16, Jesus faz refer&ecirc;ncia a ti, a mim e a todos os gentios quando diz que tem outras ovelhas que n&atilde;o s&atilde;o deste aprisco. Nesta par&aacute;bola, o aprisco representa Israel, e Ele est&aacute; a falar das na&ccedil;&otilde;es gentias que vir&atilde;o at&eacute; Si. N&atilde;o cometas o erro de misturar as par&aacute;bolas. Cada uma define claramente os seus pr&oacute;prios termos. Aqui, o aprisco &eacute; Israel, e as outras ovelhas, que n&atilde;o pertencem a Israel, tamb&eacute;m ouvir&atilde;o a Sua voz. Todos nos tornaremos um s&oacute; rebanho, com um s&oacute; Pastor. &Eacute; uma refer&ecirc;ncia clara aos judeus e gentios crentes tornarem-se um s&oacute; n'Ele. Paulo escreve sobre isto em Romanos 11, Ef&eacute;sios 2 e G&aacute;latas 3.<br />&nbsp;<br />Jesus ensinava frequentemente par&aacute;bolas em s&eacute;ries de li&ccedil;&otilde;es progressivas, cada uma desenvolvendo a anterior. Espero que nunca mais leias Jo&atilde;o 10:1-18 da mesma maneira. Agora passamos para outro conjunto de tr&ecirc;s ensinamentos consecutivos, apresentados na forma de: ensinamento/ora&ccedil;&atilde;o, par&aacute;bola, ensinamento, tudo ao longo de apenas treze vers&iacute;culos. Estas tr&ecirc;s li&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m como tema a bondade e a generosidade de Deus Pai.<br />&nbsp;<br /><strong>Lucas 11:1-13, Mas os vers&iacute;culos 2-4 constituem o primeiro ensinamento:</strong><br />2 &ldquo;Pai nosso, que est&aacute;s nos c&eacute;us, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no c&eacute;u.<br />&sup3; D&aacute;-nos cada dia o nosso p&atilde;o cotidiano;<br />&#8308; E perdoa-nos os nossos pecados, pois tamb&eacute;m n&oacute;s perdoamos a qualquer que nos deve, e n&atilde;o nos conduzas &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o, mas livra-nos do mal.<br />&nbsp;<br />&Eacute; importante notar que a express&atilde;o grega traduzida por "n&atilde;o nos conduzas" est&aacute; em harmonia com Tiago 1:13, que diz: "Ningu&eacute;m, ao ser tentado, provado ou posto &agrave; prova (&eacute; a mesma palavra grega), diga: 'Estou a ser tentado por Deus', porque Deus n&atilde;o pode ser tentado pelo mal, nem tenta, prova ou experimenta ningu&eacute;m com o mal." Na ora&ccedil;&atilde;o do Senhor, Jesus est&aacute; a expressar o desejo de que o Pai conduza a nossa vida de tal forma que evitemos completamente o mal; que a nossa vida n&atilde;o seja levada para situa&ccedil;&otilde;es de maldade. (Muitas vezes somos n&oacute;s que nos colocamos nessas situa&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o &eacute; o Pai que o faz.)<br />&nbsp;<br />A ora&ccedil;&atilde;o do Senhor foi escrita no tempo aoristo, utilizando verbos no modo imperativo. O aoristo exprime uma a&ccedil;&atilde;o completa. Poder&iacute;amos entend&ecirc;-lo como uma declara&ccedil;&atilde;o feita por quem ora, mas tamb&eacute;m com um sentido imperativo-subjuntivo, que, em portugu&ecirc;s moderno, equivaleria a: "Que o Teu nome seja considerado santo. Que o Teu reino venha." Mas, mais adiante na ora&ccedil;&atilde;o, o aoristo comunica uma a&ccedil;&atilde;o j&aacute; assumida como realidade. Em portugu&ecirc;s atual, poder&iacute;amos express&aacute;-lo assim: "Tu d&aacute;s-nos o p&atilde;o de cada dia. Tu perdoas os nossos pecados. N&oacute;s perdoamos todos os que nos devem. Tu n&atilde;o nos conduzes &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o, nem &agrave;s provas, nem &agrave;s tribula&ccedil;&otilde;es."<br />&nbsp;<br />O meu pensamento: Quando orares, inclui declara&ccedil;&otilde;es de facto juntamente com os teus pedidos, como vemos aqui. Primeiro, lembra-te de quem est&aacute;s a dirigir-te. "Deus Pai, Tu &eacute;s santo, justo e bom. &Eacute;s digno de toda a adora&ccedil;&atilde;o, louvor e gl&oacute;ria. Pai, aproximo-me com confian&ccedil;a do Teu trono, como Hebreus 4:16 nos ensina, e pe&ccedil;o-Te ________." Lembra-te sempre de com Quem est&aacute;s a falar.<br />&nbsp;<br /><strong>O tema destas tr&ecirc;s li&ccedil;&otilde;es &eacute; a bondade do nosso Pai celestial. Jesus continua nos vers&iacute;culos 5-10:</strong><br />&#8309; Disse-lhes tamb&eacute;m: &ldquo;Qual de v&oacute;s ter&aacute; um amigo, e, se for procur&aacute;-lo &agrave; meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me tr&ecirc;s p&atilde;es,<br />&#8310; Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e n&atilde;o tenho que apresentar-lhe;<br />&#8311; Se ele, respondendo de dentro, disser: N&atilde;o me importunes; j&aacute; est&aacute; a porta fechada, e os meus filhos est&atilde;o comigo na cama; n&atilde;o posso levantar-me para tos dar;<br />&#8312; <u>Digo-vos que</u>, ainda que n&atilde;o se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-&aacute;, todavia, por causa da sua importuna&ccedil;&atilde;o, e lhe dar&aacute; tudo o que houver mister.<br />&#8313; E eu vos digo a v&oacute;s: Pedi, e dar-se-vos-&aacute;; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-&aacute;;<br />&sup1;&#8304; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-&aacute;.<br />&nbsp;<br />Lembrem-se de que Lucas escreve, em Lucas 1:3, que o seu relato da vida de Jesus est&aacute; organizado por ordem cronol&oacute;gica, tal como o livro de Actos. S&atilde;o 2 volumes de uma &uacute;nica obra, narrada cronologicamente, desde o momento em que Gabriel anuncia ao pai de Jo&atilde;o Baptista que Isabel dar&aacute; &agrave; luz um filho que preparar&aacute; o caminho do Senhor, at&eacute; Paulo viver tranquilamente na sua pr&oacute;pria casa alugada em Roma, no final de Actos 28. Assim, quando lemos Lucas 11:1-13, estamos perante um &uacute;nico discurso. A vers&atilde;o de Mateus (6:9-15) termina com a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor e n&atilde;o inclui os ensinamentos que Lucas regista logo de seguida. Por isso, o relato de Lucas &eacute; mais completo quanto ao pensamento de Jesus e ao contexto em que ensinou.<br />&nbsp;<br />Depois de apresentar a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor, Jesus conta uma par&aacute;bola para enfatizar a bondade do Pai. Muitos l&ecirc;em sobre o amigo sonolento &agrave; meia-noite e o homem que bate repetidamente &agrave; porta... e ficam por a&iacute;. Pensam &mdash; ou s&atilde;o ensinados &mdash; que &eacute; preciso continuar a bater, bater e bater, como se o Pai celestial fosse esse amigo sonolento que, na verdade, preferia n&atilde;o ser incomodado com os nossos pedidos. Mas esse n&atilde;o &eacute; o objectivo de Jesus.<br />&nbsp;<br />Jesus explica que, no vers&iacute;culo 8, o homem n&atilde;o se levanta para ajudar por causa da amizade, mas sim por causa da persist&ecirc;ncia do outro. ENT&Atilde;O Jesus afirma: "E Eu vos digo: pedi, e SER-VOS-&Aacute; dado; procurai, e ENCONTRAREIS; batei, e ABRIR-SE-VOS-&Aacute;. Porque todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, abrir-se-&aacute;."<br />&nbsp;<br />A par&aacute;bola do amigo &agrave; meia-noite n&atilde;o pretende ensinar que o Pai da ora&ccedil;&atilde;o do Senhor n&atilde;o gosta de ser incomodado pelos nossos pedidos. N&Atilde;O! Pelo contr&aacute;rio, Jesus est&aacute; a confirmar aquilo que acabou de ensinar na ora&ccedil;&atilde;o, no tempo aoristo: "Pai, Tu perdoas-nos os pecados. Tu d&aacute;s-nos o p&atilde;o de cada dia. Tu n&atilde;o nos conduzes ao mal, &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es, &agrave;s provas e &agrave;s tribula&ccedil;&otilde;es... Portanto, quando eu pedir, receberei; quando procurar, encontrarei; quando bater, abrir-se-me-&aacute;. Porque todos os que pedem recebem; os que procuram encontram; e aos que batem a porta &eacute; aberta." &Eacute; tudo uma &uacute;nica li&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />Jesus refor&ccedil;a ainda mais este ponto no 3&ordm; ensinamento, confirmando novamente que a ora&ccedil;&atilde;o do Senhor nos revela a bondade do nosso Pai celestial. Mas isso ficar&aacute; para a pr&oacute;xima semana.<br />&nbsp;<br />At&eacute; l&aacute;, B&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />&nbsp;<br /><strong>John Fenn</strong><br />cwowi.org<br />cwowi@aol.com<br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parábolas mal compreendidas (1/3)]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-13]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-13#comments]]></comments><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/parabolas-mal-compreendidas-13</guid><description><![CDATA[Misunderstood parables, 1/3Par&aacute;bolas mal compreendidas (1/3)&nbsp;&nbsp;Ol&aacute; a todos,Muitas vezes lemos as Escrituras como se tudo fizesse parte de um &uacute;nico discurso cont&iacute;nuo. Em poucos lugares isso acontece tanto como em alguns dos ensinamentos de Jesus registados nos Evangelhos de Jo&atilde;o e de Lucas. Hoje vamos olhar para Jo&atilde;o 10:1-17. Nestes vers&iacute;culos encontramos 3 par&aacute;bolas distintas. Para as compreendermos corretamente, precisamos de as a [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Misunderstood parables, 1/3</strong><br /></font><strong>Par&aacute;bolas mal compreendidas (1/3)</strong><br />&nbsp;&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br /><br />Muitas vezes lemos as Escrituras como se tudo fizesse parte de um &uacute;nico discurso cont&iacute;nuo. Em poucos lugares isso acontece tanto como em alguns dos ensinamentos de Jesus registados nos Evangelhos de Jo&atilde;o e de Lucas. Hoje vamos olhar para Jo&atilde;o 10:1-17. Nestes vers&iacute;culos encontramos 3 par&aacute;bolas distintas. Para as compreendermos corretamente, precisamos de as analisar separadamente. As 33 est&atilde;o intimamente ligadas entre si e a terceira acaba por regressar &agrave; primeira, confirmando-a&hellip;<br />&nbsp;&nbsp;<br /><strong>Vai ser uma viagem interessante! Primeira par&aacute;bola: Jo&atilde;o 10:1-6</strong><br />1 &ldquo;Na verdade, na verdade vos digo que aquele que n&atilde;o entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, &eacute; ladr&atilde;o e salteador.<br />2 Aquele, por&eacute;m, que entra pela porta &eacute; o pastor das ovelhas.<br />3 A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome &agrave;s suas ovelhas, e as traz para fora.<br />4 E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.<br />5 Mas de modo nenhum seguir&atilde;o o estranho, antes fugir&atilde;o dele, porque n&atilde;o conhecem a voz dos estranhos.&rdquo;<br />6 Jesus disse-lhes esta par&aacute;bola; mas eles n&atilde;o entenderam o que era que lhes dizia.<br />&nbsp;&nbsp;<br />Vamos ent&atilde;o analisar esta passagem por partes. Podemos identificar o ladr&atilde;o e o salteador como sendo Satan&aacute;s. Vale a pena notar que estas duas palavras n&atilde;o significam mesma coisa. A palavra grega traduzida por <strong>"ladr&atilde;o"</strong> &eacute; <em>kleptes</em>, de onde deriva a palavra "cleptoman&iacute;aco". Refere-se a algu&eacute;m que rouba de forma furtiva e compulsiva. Retrata Satan&aacute;s como algu&eacute;m cujo objetivo permanente &eacute; roubar. J&aacute; a palavra <strong>"salteador"</strong> &eacute; <em>lestes</em> e descreve algu&eacute;m que rouba abertamente, recorrendo &agrave; intimida&ccedil;&atilde;o, ao medo ou at&eacute; &agrave; viol&ecirc;ncia. Foi esta a palavra que Jesus utilizou quando expulsou os cambistas do templo. Eles exploravam o medo de Deus e a culpa do pecado para manipular as pessoas. Pensem em certos minist&eacute;rios atuais que recorrem ao medo do diabo ou ao medo de Deus para pressionar as pessoas a dar dinheiro. S&atilde;o, de certa forma, os cambistas modernos do templo.<br />&nbsp;<br />Voltemos agora ao diabo: Jesus diz que ele entrou no aprisco "por outro lado". Se o aprisco representa a Terra, ent&atilde;o n&oacute;s somos as ovelhas e Satan&aacute;s entrou neste mundo atrav&eacute;s do engano. Mas porque diz Jesus que entrou "por outro lado"? Porque existe um caminho leg&iacute;timo para entrar na Terra. Jesus entrou pela porta. E qual &eacute; essa porta? Nascer de uma mulher.<br />Por outras palavras: "Quem n&atilde;o entra na Terra atrav&eacute;s do nascimento de uma mulher, mas entra de outra forma, &eacute; ladr&atilde;o e salteador. Mas Aquele que entrou pela porta, nascendo de uma mulher, esse &eacute; o Pastor das ovelhas."<br />&nbsp;&nbsp;<br />Depois acrescenta:<br />"A Ele o porteiro abre a porta; as ovelhas ouvem a Sua voz, Ele chama cada uma pelo nome e condu-las para fora."<br />&nbsp;&nbsp;<br /><strong>Quem &eacute; o porteiro?</strong><br />Alguns sugerem que seja o Pai. Pessoalmente, acredito que seja o Esp&iacute;rito Santo, porque a Palavra (Jesus) e o Esp&iacute;rito atuam sempre em perfeita harmonia. E aqui est&aacute; aquilo que considero fascinante, como um c&oacute;digo escondido na par&aacute;bola. O aprisco representa a Terra. Jesus diz que o porteiro (o Esp&iacute;rito Santo) abrir&aacute; a porta e que Ele conduzir&aacute; as ovelhas para fora do aprisco &mdash; ou seja, para fora da Terra. As ovelhas ouvir&atilde;o a Sua voz e segui-Lo-&atilde;o.<br />&nbsp;<br />Isto pode ser uma alus&atilde;o ao arrebatamento, e n&atilde;o &agrave; morte individual de cada crente, porque as ovelhas est&atilde;o bem vivas e saem todas juntas do aprisco/Terra para seguirem a voz do Pastor.<br />O vers&iacute;culo seguinte, o vers&iacute;culo 4, diz: " E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz." Isto &eacute; muito semelhante ao que Jo&atilde;o experimentou em Apocalipse 4:1-2, passagem que h&aacute; muito &eacute; entendida como uma figura do arrebatamento:<br />&nbsp;<br />&ldquo;Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no c&eacute;u; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo (1:10, Jesus), disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer&rdquo; E, naturalmente, Jo&atilde;o segue essa voz atrav&eacute;s da porta e observa, a partir do c&eacute;u, os acontecimentos da Tribula&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;&nbsp;<br />Jesus conclui a par&aacute;bola no vers&iacute;culo 5: " Mas de modo nenhum seguir&atilde;o o estranho, antes fugir&atilde;o dele, porque n&atilde;o conhecem a voz dos estranhos " Aqui Ele apresenta as ovelhas totalmente concentradas na voz do Senhor. N&atilde;o seguiremos um falso pastor que entrou na Terra por outro caminho. Ele &eacute; o falso pastor, e n&oacute;s n&atilde;o conhecemos a sua voz.<br />&nbsp;&nbsp;<br /><strong>A segunda par&aacute;bola: Jo&atilde;o 10:7-10</strong><br />7 Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: &ldquo;Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.<br />&#8312; Todos quantos vieram antes de mim s&atilde;o ladr&otilde;es e salteadores; mas as ovelhas n&atilde;o os ouviram.<br />&#8313; Eu sou a porta; se algu&eacute;m entrar por mim, salvar-se-&aacute;, e entrar&aacute;, e sair&aacute;, e achar&aacute; pastagens.<br />&sup1;&#8304; O ladr&atilde;o n&atilde;o vem sen&atilde;o a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abund&acirc;ncia.&rdquo;<br />&nbsp;&nbsp;<br />Cada par&aacute;bola come&ccedil;a com uma afirma&ccedil;&atilde;o sobre quem Jesus &Eacute;, e cada uma desenvolve a anterior.<br />Na primeira par&aacute;bola, Ele disse que entrou na Terra pela porta, enquanto o ladr&atilde;o entrou por outro caminho. A primeira par&aacute;bola ensina que Ele &eacute; o Pastor leg&iacute;timo, que veio legalmente &agrave; Terra e que um dia conduzir&aacute; as Suas ovelhas para fora dela.<br />&nbsp;<br />No vers&iacute;culo 7, Jesus inicia uma nova par&aacute;bola: "eu sou a porta das ovelhas.". Esta tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; um pouco imprecisa. A palavra traduzida por "das" deveria ser "para". Trata-se do artigo definido grego <em>ho</em> (ou <em>he</em>), com o sentido de "para". Assim, a frase &eacute;: "Eu sou a porta <strong>PARA</strong> as ovelhas."<br />A tradu&ccedil;&atilde;o "das" fazia sentido no s&eacute;culo XVII, quando em ingl&ecirc;s essa constru&ccedil;&atilde;o era usada com o significado de "para". &Eacute; semelhante &agrave; express&atilde;o "a porta do talho", querendo dizer "a porta para o talho".<br />&nbsp;&nbsp;<br />Na primeira par&aacute;bola, Jesus conduz as ovelhas para fora do aprisco (a Terra) chamando-as. O Esp&iacute;rito abre a porta e as ovelhas seguem a voz do Pastor. Nesta segunda par&aacute;bola, por&eacute;m, o simbolismo muda. Agora &eacute; o pr&oacute;prio Jesus quem &eacute; a porta. Ele &eacute; simultaneamente o acesso &agrave;s ovelhas e Aquele que controla esse acesso. &Eacute; o seu protetor. Depois explica a natureza daquele que entrou na Terra de outra forma &mdash; atrav&eacute;s do engano, em vez de nascer de uma mulher. Reparem como as palavras de Jesus assumem um tom profundamente protetor:<br />&nbsp;<br />&nbsp;"Todos os que vieram antes de Mim s&atilde;o ladr&otilde;es e salteadores, mas as ovelhas n&atilde;o lhes deram ouvidos. EU SOU a porta. Se algu&eacute;m entrar por Mim, ser&aacute; salvo; poder&aacute; entrar e sair e encontrar&aacute; pastagem. O ladr&atilde;o vem apenas para roubar e matar; mas Eu vim para que elas (as ovelhas) tenham vida, e a tenham em abund&acirc;ncia." A express&atilde;o "todos os que vieram antes de Mim" refere-se aos falsos deuses e falsos profetas que, ao longo dos s&eacute;culos, tentaram desviar as Suas ovelhas, mas eram ladr&otilde;es e salteadores. Lembremo-nos de Elias, quando se escondeu na caverna convencido de que era o &uacute;nico fiel que restava. O Senhor respondeu-lhe que ainda havia mais de 7000 pessoas que n&atilde;o tinham dobrado os joelhos perante Baal (1 Reis 19:18).<br />&nbsp;<br />&nbsp;Na primeira par&aacute;bola, Jesus explicou que entrou legitimamente na Terra, enquanto o diabo entrou por outro caminho, atrav&eacute;s do engano, motivado pelo desejo de roubar e destruir. Na segunda, apresenta-Se como o protetor das Suas ovelhas: &eacute; simultaneamente a porta e o guardi&atilde;o dessa porta, identificando claramente quem entrou por outro caminho como o ladr&atilde;o e o salteador. Na terceira par&aacute;bola, Jesus re&uacute;ne as duas anteriores e revela o prop&oacute;sito da Sua vida. Nela ensinar&aacute; que o Seu trabalho como Pastor exigiria que desse a Sua pr&oacute;pria vida para proteger as ovelhas.<br />&nbsp;<br />&Eacute; sobre isso &mdash; e sobre o in&iacute;cio de outro conjunto de tr&ecirc;s par&aacute;bolas ligadas entre si &mdash; que falaremos na pr&oacute;xima semana.<br />&nbsp;&nbsp;<br />At&eacute; l&aacute;, que Deus vos aben&ccedil;oe.<br /><strong>John Fenn</strong><br /><strong>cwowi.org</strong><br /><strong>E-mail:</strong> <a href="mailto:cwowi@aol.com"><strong>cwowi@aol.com</strong></a><br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Lei Mosaica não foi feita para os justos, 3/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-33]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-33#comments]]></comments><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-33</guid><description><![CDATA[The Mosaic law wasn't made for the righteous, 3/3A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 3/3&nbsp;Ol&aacute; a todos,Considerem estes vers&iacute;culos enquanto conclu&iacute;mos esta s&eacute;rie:&nbsp;&ldquo;A for&ccedil;a do pecado &eacute; a lei.&rdquo; I Cor&iacute;ntios 15:56b&ldquo;A lei produz a ira.&rdquo; Romanos 4:15&ordf;&nbsp;Se vivem sob legalismo religioso, conhecem estas verdades.Porque a lei aponta continuamente para o pecado, ela d&aacute; for&ccedil;a para cometer e [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>The Mosaic law wasn't made for the righteous, 3/3</strong><br /></font><strong>A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 3/3</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br /><br />Considerem estes vers&iacute;culos enquanto conclu&iacute;mos esta s&eacute;rie:<br />&nbsp;<br />&ldquo;A for&ccedil;a do pecado &eacute; a lei.&rdquo; I Cor&iacute;ntios 15:56b<br />&ldquo;A lei produz a ira.&rdquo; Romanos 4:15&ordf;<br />&nbsp;<br /><strong>Se vivem sob legalismo religioso, conhecem estas verdades</strong>.<br />Porque a lei aponta continuamente para o pecado, ela d&aacute; for&ccedil;a para cometer esses pecados e provoca ira. Ou o in&iacute;cio da ira &mdash; a frustra&ccedil;&atilde;o, pelo menos &mdash; dependendo do grau em que a pessoa aceitou o legalismo. Ira porque nunca se consegue ser suficientemente bom para quem d&aacute; a lei. Ira contra si pr&oacute;prio porque pensa que h&aacute; algo de errado consigo por n&atilde;o conseguir atingir os padr&otilde;es esperados.<br />&nbsp;<br />Entre o legalismo tornar o pecado mais forte e ao mesmo tempo tornar a pessoa irada, essa pessoa acaba por falhar na vida e depois fica zangada com Deus. Na verdade, vivemos em tempos do Novo Testamento e, se o Pai e Jesus forem apresentados atrav&eacute;s da embalagem ultrapassada do legalismo do Antigo Testamento, a pessoa pode afastar-se da embalagem enquanto, no cora&ccedil;&atilde;o, continua a desejar conhecer o seu Pai e Senhor.<br />&nbsp;<br />Um antigo professor da B&iacute;blia observou que, nas igrejas que visitava e que mais pregavam sobre s*xo antes do casamento, era onde havia mais adolescentes gr&aacute;vidas. As que mais pregavam contra os males do &aacute;lcool tinham mais pessoas a lutar contra o alcoolismo. Viver sob um sistema religioso legalista d&aacute; for&ccedil;a ao pecado. Torna as pessoas iradas. Quanto mais r&iacute;gido, maior a ira. Se uma crian&ccedil;a crescer sob um pai muito severo que apenas v&ecirc; o que est&aacute; errado, essa crian&ccedil;a come&ccedil;ar&aacute; a fazer coisas erradas e haver&aacute; ira entre pai e filho. Mais tarde, poder&atilde;o dizer que estavam apenas a tentar chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos pais ou obter aprova&ccedil;&atilde;o. Mas foi a vis&atilde;o legalista da educa&ccedil;&atilde;o que, na realidade, deu for&ccedil;a ao pecado deles.<br />&nbsp;<br />J&aacute; vimos que a lei n&atilde;o foi feita para uma pessoa justa e que a lei era um tutor que nos conduzia a Cristo. Um tutor, no contexto de Paulo, era um mestre artes&atilde;o, como hoje poder&iacute;amos ter um mestre carpinteiro, mec&acirc;nico, eletricista ou canalizador. Um aprendiz fica sob a orienta&ccedil;&atilde;o de um mestre na sua arte. Essa &eacute; a analogia de Paulo aqui. O seu ponto em G&aacute;latas 3 era que, uma vez graduados como estudantes ou aprendizes, j&aacute; n&atilde;o precisamos do nosso tutor &mdash; a Lei Mosaica.<br />&nbsp;<br />No seu tempo, quando um filho terminava a aprendizagem com o tutor, passava a usufruir plenamente dos privil&eacute;gios do neg&oacute;cio da fam&iacute;lia. Era ent&atilde;o reconhecido como filho pleno, parceiro no neg&oacute;cio do pai. Foi isso que Paulo disse em G&aacute;latas 3:25-29: &ldquo;Mas, depois que veio a f&eacute;, j&aacute; n&atilde;o estamos debaixo de tutor. Porque todos sois filhos de Deus pela f&eacute; em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes <u>batizados em Cristo</u> j&aacute; vos <u>revestistes de Cristo</u>. Nisto n&atilde;o h&aacute; judeu nem grego; n&atilde;o h&aacute; servo nem livre; n&atilde;o h&aacute; macho nem f&ecirc;mea; porque todos v&oacute;s sois um (uma fam&iacute;lia) em Cristo Jesus.&rdquo;<br />&nbsp;<br />A express&atilde;o sublinhada acima &eacute; um jogo de palavras que se perde em ingl&ecirc;s e na maioria das tradu&ccedil;&otilde;es. Batismo &eacute;, claro, uma imers&atilde;o total em &aacute;gua. A express&atilde;o &ldquo;revestistes-vos de Cristo&rdquo; significa literalmente: afundaram-se em Cristo. L&ecirc;-se assim no grego: &ldquo;V&oacute;s que fostes imersos (afundados na &aacute;gua) em Cristo, agora fostes afundados em Cristo.&rdquo; &Eacute; por isso que ele diz que, a partir desse momento, n&atilde;o h&aacute; ra&ccedil;a, g&eacute;nero ou estatuto social que importe, porque todos fomos mergulhados em Cristo e, portanto, somos um n&rsquo;Ele.<br />&nbsp;<br /><strong>Tendo agora terminado a aprendizagem e alcan&ccedil;ado pleno estatuto na fam&iacute;lia do Pai, o que faz a gra&ccedil;a em n&oacute;s?</strong><br />&ldquo;Porquanto a gra&ccedil;a de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paix&otilde;es mundanas, vivamos, no presente s&eacute;culo, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperan&ccedil;a e a manifesta&ccedil;&atilde;o da gl&oacute;ria do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus&rdquo; Tito 2:11-13<br />&nbsp;<br />A gra&ccedil;a ensina-nos. A gra&ccedil;a n&atilde;o &eacute; apenas favor imerecido e depois seguimos com a nossa vida. N&atilde;o. A gra&ccedil;a capacita-nos para viver em Cristo. Uma vez na gra&ccedil;a, todos entramos num tipo diferente de &ldquo;escola&rdquo;, porque a palavra &ldquo;disc&iacute;pulo&rdquo; significa &ldquo;aprendiz&rdquo;. A lei apenas nos mostrou que &eacute;ramos pecadores, ensinando-nos que Cristo viria para nos libertar. Agora, em Cristo, tal como um filho que terminou a aprendizagem e &eacute; agora parceiro pleno no neg&oacute;cio da fam&iacute;lia, seguimos o Pai e o Filho na Sua obra. ISSO &eacute; discipulado.<br />&nbsp;<br />Deus deu 613 leis a Mois&eacute;s, mas a maioria era bastante vaga. Perguntei uma vez ao Pai porque tornou a Lei de Mois&eacute;s t&atilde;o vaga, e Ele respondeu: &ldquo;Para que eles tivessem de caminhar comigo para saber como aplicar os meus caminhos &agrave;s suas vidas.&rdquo; Os fariseus criaram mais 800 leis, tentando definir com exatid&atilde;o, em cada situa&ccedil;&atilde;o da vida, aquilo que pensavam que Deus desejaria. Isso &eacute; legalismo. A gra&ccedil;a ensina-nos como aplicar os caminhos do Pai no Esp&iacute;rito da lei, e n&atilde;o na letra. Paulo disse: &ldquo;Porque letra mata, mas o Esp&iacute;rito vivifica.&rdquo; II Cor&iacute;ntios 3:6. Como amar o pr&oacute;ximo como a n&oacute;s mesmos? Como n&atilde;o cobi&ccedil;ar o carro do vizinho? A forma de aplicar isso &agrave; vida &eacute; aquilo de que trata a revela&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a no Novo Testamento. Poder caminhar com o pr&oacute;prio Deus para que Ele dirija as nossas vidas cada vez mais profundamente nos Seus caminhos e pensamentos.<br />&nbsp;<br />&ldquo;Bom &eacute; que o cora&ccedil;&atilde;o se fortifique com gra&ccedil;a.&rdquo; Hebreus 13:9<br />&nbsp;<br />Os nossos cora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o firmados vivendo sob legalismo. O nosso cora&ccedil;&atilde;o &eacute; firmado em Cristo pela gra&ccedil;a, e essa gra&ccedil;a ensina-nos a viver justamente.<br />&nbsp;<br />(N&atilde;o) &ldquo;transformam em libertinagem (licen&ccedil;a para pecar) a gra&ccedil;a de nosso Deus&rdquo; Judas 1:4<br />&nbsp;<br />(Uso aqui a palavra moderna &ldquo;licen&ccedil;a&rdquo; &ndash; <em>licence,</em> na tradu&ccedil;&atilde;o inglesa- , derivada do grego &ldquo;licenciosidade&rdquo;, porque esse &eacute; o sentido original do grego. Literalmente: &ldquo;N&atilde;o transformem a gra&ccedil;a de Deus em licenciosidade&rdquo;, definida como uma vida sem restri&ccedil;&otilde;es morais, especialmente s*xualmente.) Quando ele escreveu para n&atilde;o transformarmos a gra&ccedil;a de Deus numa licen&ccedil;a para pecar, isso tamb&eacute;m significa que temos uma responsabilidade como administradores da gra&ccedil;a.<br />&nbsp;<br />&Eacute; como um pai que entrega as chaves do carro ao filho adolescente por um dia. Com a gra&ccedil;a vem a expectativa de que o jovem use esse carro de forma correta e legal, consciente de que o carro n&atilde;o lhe pertence. A gra&ccedil;a traz sempre responsabilidade acompanhada de presta&ccedil;&atilde;o de contas. Sempre. A gra&ccedil;a &eacute; favor imerecido e capacita&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m implica responsabilidade perante aquele que concedeu essa gra&ccedil;a.<br />&nbsp;<br /><strong>Isto coloca a responsabilidade sobre n&oacute;s, para vivermos de dentro para fora, em vez de obedecermos a um conjunto externo de regras.</strong><br />Hebreus 10:15-17 revela isto: &ldquo;Esta &eacute; a alian&ccedil;a que farei com eles: escreverei as minhas leis nos seus cora&ccedil;&otilde;es e nas suas mentes.&rdquo;<br />&nbsp;<br />Ele teve de nos tornar completamente novos, recriados pelo Seu Esp&iacute;rito, para fazer isso. O Antigo Testamento provou que Ele n&atilde;o podia simplesmente dar mandamentos e esperar que pecadores obedecessem. Para resolver esse dilema, Ele teve de recriar completamente o esp&iacute;rito humano pelo Seu Esp&iacute;rito atrav&eacute;s da cruz e da ressurrei&ccedil;&atilde;o, para que a pr&oacute;pria natureza da pessoa passasse a ser fazer coisas piedosas. Assim, agora, a nossa pr&oacute;pria natureza cont&eacute;m as leis de Deus. N&atilde;o a letra da lei, mas o Esp&iacute;rito da lei &mdash; a inten&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />A lei escrita no meu esp&iacute;rito diz-me para amar o meu vizinho idoso como a mim mesmo. Mas como faz&ecirc;-lo? De repente, sinto-me impelido a ajud&aacute;-lo a empilhar a lenha que ele est&aacute; lentamente e com muito esfor&ccedil;o a transportar para o inverno. ESSA aplica&ccedil;&atilde;o da lei &eacute; aquilo que o Pai fez. Ele escreveu a Sua lei, os Seus caminhos, a Si mesmo, nos nossos cora&ccedil;&otilde;es, para que possa levar-nos a aplicar o mandamento ao vizinho e &agrave; sua lenha, e talvez noutro dia a fazer algo gentil por um colega de trabalho, e noutra ocasi&atilde;o a dar uma gorjeta maior do que a esperada a uma empregada de mesa. Quando percebemos que fomos libertos do legalismo externo, podemos viver de dentro para fora, perguntando ansiosamente ao Pai e ao Senhor como querem aplicar os Seus caminhos nas nossas vidas.<br />&nbsp;<br />Que vida emocionante temos em Cristo, e quanta liberdade &mdash; e tamb&eacute;m a responsabilidade que acompanha essa liberdade.<br />&nbsp;<br />Novo tema na pr&oacute;xima semana, at&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />&nbsp;<br />John Fenn<br />cwowi.org e escrevam-me para <a href="mailto:cwowi@aol.com">cwowi@aol.com</a><br />&nbsp;<br /></font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Lei Mosaica não foi feita para os justos, 2/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-23]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-23#comments]]></comments><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-23</guid><description><![CDATA[The Mosaic Law wasn't made for the righteous, 2/3A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 2/3&nbsp;Ol&aacute; a todos,Na semana passada partilhei a escritura que diz que &ldquo;a lei n&atilde;o foi feita para o justo&rdquo;. O resto desse vers&iacute;culo diz: &ldquo;mas para os &iacute;mpios e pecadores, rebeldes e desobedientes&hellip;&rdquo;&nbsp;Partilhei que o prop&oacute;sito da lei, segundo Romanos 3:19, &eacute; que Deus deu a lei para mostrar &agrave; humanidade que &eacute;ra [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>The Mosaic Law wasn't made for the righteous, 2/3</strong><br /></font><strong>A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 2/3</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br /><br />Na semana passada partilhei a escritura que diz que &ldquo;a lei n&atilde;o foi feita para o justo&rdquo;. O resto desse vers&iacute;culo diz: &ldquo;mas para os &iacute;mpios e pecadores, rebeldes e desobedientes&hellip;&rdquo;<br />&nbsp;<br />Partilhei que o prop&oacute;sito da lei, segundo Romanos 3:19, &eacute; que Deus deu a lei para mostrar &agrave; humanidade que &eacute;ramos pecadores. Paulo explicou que n&atilde;o saberia o que era a cobi&ccedil;a se a lei n&atilde;o dissesse &ldquo;n&atilde;o cobi&ccedil;ar&aacute;s&rdquo;. O que Paulo explica em Romanos 7 &eacute; que a lei &eacute; boa porque define o pecado para n&oacute;s &mdash; o que significa que n&atilde;o foi feita para os justos, mas para os pecadores, para lhes mostrar o que &eacute; o pecado. Ele escreveu aos G&aacute;latas dizendo que, se Deus pudesse ter dado uma lei capaz de conceder vida eterna, ent&atilde;o a justi&ccedil;a teria vindo pela lei.<br />&nbsp;<br /><strong>Vamos retomar a partir da&iacute;</strong><br />Em Tiago 2:10 ele disse: &ldquo;Se viverdes pela lei e quebrardes apenas 1 mandamento, sois culpados de quebrar toda a lei.&rdquo; Para o judeu, se quebrasse 1 das 613 leis, ainda assim tinha de ir fazer um sacrif&iacute;cio, por mais pequena que fosse a infra&ccedil;&atilde;o. Culpa &eacute; culpa, quer fosse apanhar lenha ao s&aacute;bado, quer fosse assass&iacute;nio. Quebras uma, quebraste todas.<br />&nbsp;<br />Qualquer pessoa que tenha vivido sob alguma forma de &ldquo;lei&rdquo; ou legalismo consegue identificar-se com esta afirma&ccedil;&atilde;o. Quer tenhas tido um pai muito r&iacute;gido que esperava perfei&ccedil;&atilde;o absoluta, quer uma igreja onde era esperado que desempenhasses a tua fun&ccedil;&atilde;o, mas recebias culpa e condena&ccedil;&atilde;o, conheces o legalismo. A caracter&iacute;stica do legalismo &eacute; que nunca v&ecirc; o bem que est&aacute;s a fazer; v&ecirc; apenas aquilo em que falhaste. Na semana passada partilhei como o meu pai me arrancou da cama &agrave;s 23h para ir despejar o lixo, mas n&atilde;o viu que eu tinha feito os trabalhos de casa, limpo o quarto, alimentado o c&atilde;o e ajudado o meu irm&atilde;o a arranjar um brinquedo. Ele s&oacute; viu que eu tinha violado aquela uma &ldquo;lei&rdquo;, por isso era culpado de tudo. Eu n&atilde;o era um filho perfeito.<br />&nbsp;<br />Um pastor pode ignorar as tuas ofertas, o teu voluntariado, o facto de seres uma boa pessoa que tenta viver uma vida santa o melhor que consegue, apenas para reparar que faltaste ao culto de quarta-feira &agrave; noite e condenar-te pela falta de assiduidade. Isso &eacute; viver debaixo da lei. Se quebras 1 regra, &eacute;s culpado de tudo. Nada de bom &eacute; reconhecido; o foco est&aacute; no que fizeste de errado segundo essa lei &mdash; a dos teus pais, a da tua igreja.<br />&nbsp;<br />A lei s&oacute; &eacute; boa para nos mostrar que pec&aacute;mos. Em G&aacute;latas 3:11-12 Paulo diz que a lei apenas condena a pessoa, portanto &ldquo;a lei n&atilde;o procede da f&eacute;&rdquo;. &Eacute; por isso que n&atilde;o consegues ser forte na f&eacute;, ter a paz de Deus e sentir-te pr&oacute;ximo d&rsquo;Ele enquanto vives uma vida crist&atilde; legalista. Viver segundo uma estrutura legalista externa n&atilde;o &eacute; f&eacute;. A f&eacute; flui do esp&iacute;rito interior.<br />&nbsp;<br />Paulo continua a escrever em G&aacute;latas 3 que a lei atuou ent&atilde;o como um professor, um tutor, para nos conduzir, mostrando-nos que nunca poder&iacute;amos ser perfeitos, apontando-nos para a perfei&ccedil;&atilde;o encontrada em Cristo. Quando um estudante faz testes, o objetivo &eacute; 100%. Mas, algures entre o jardim de inf&acirc;ncia e a gradua&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia ou in&iacute;cio dos 20 anos, vai ter notas inferiores a 100%. Quer seja em testes, assiduidade, comportamento ou falha de alguma forma, isso acontece enquanto se est&aacute; sob tutela. No Novo Testamento isso chama-se &ldquo;a maldi&ccedil;&atilde;o da lei&rdquo;. Pecas, &eacute;s culpado e n&atilde;o consegues escapar. Est&aacute;s preso. &Eacute; uma maldi&ccedil;&atilde;o viver assim: nunca perfeito, o bem nunca visto nem reconhecido, o teste &ldquo;corrigido a vermelho&rdquo; pelo tutor.<br />&nbsp;<br />G&aacute;latas 3:13: Porque ningu&eacute;m &eacute; perfeito, e Jesus foi o primeiro homem a viver perfeitamente, Ele &eacute; digno e capaz de remover a penalidade de falhar a lei &mdash; sendo a maldi&ccedil;&atilde;o a penalidade pela desobedi&ecirc;ncia. Portanto, se tens Cristo, tens o rem&eacute;dio. A lei n&atilde;o foi feita para os justos.<br />&nbsp;<br />Nos vers&iacute;culos 24-26 Paulo escreve que a lei &eacute;, portanto, um tutor, mas depois de chegar a f&eacute; em Cristo j&aacute; n&atilde;o estamos sob o tutor, porque fomos feitos filhos do pr&oacute;prio Deus. Em termos modernos, poder&iacute;amos dizer que uma crian&ccedil;a est&aacute; na escola a aprender o of&iacute;cio do pai, mas quando termina os estudos &eacute; recebida no neg&oacute;cio da fam&iacute;lia, deixando para tr&aacute;s essa escolaridade, embora utilizando as li&ccedil;&otilde;es aprendidas enquanto esteve sob a autoridade do tutor. A lei mostrou-nos como precisamos de Jesus, mas uma vez que temos Jesus j&aacute; n&atilde;o precisamos da lei para nos mostrar o caminho &mdash; temos o pr&oacute;prio Jesus!<br />&nbsp;<br /><strong>Crist&atilde;os a regressarem &agrave; lei</strong><br />Em Atos 15, quando os ap&oacute;stolos e l&iacute;deres em Jerusal&eacute;m se reuniram para considerar as afirma&ccedil;&otilde;es de Paulo de que Deus estava a derramar o Seu Esp&iacute;rito sobre os gentios, mesmo sem estes obedecerem &agrave; lei mosaica, discutiram se deveriam exigir que eles se tornassem &ldquo;crentes messi&acirc;nicos&rdquo; &mdash; obedecendo &agrave; lei de Mois&eacute;s. Pedro op&ocirc;s-se fortemente a isso, dizendo no vers&iacute;culo 10: &ldquo;Porque tentais a Deus, pondo sobre eles um jugo que nem n&oacute;s nem os nossos pais pudemos suportar?&rdquo; Tamb&eacute;m lhes recordou que o pr&oacute;prio Deus derramara o Seu Esp&iacute;rito sobre a casa romana de Corn&eacute;lio em Atos 10. Porque haveriam eles de lutar contra Deus?<br />&nbsp;<br />Porque tentar a Deus colocando um jugo sobre os seus pesco&ccedil;os que nem n&oacute;s nem os nossos pais conseguimos suportar? &Eacute;s um crist&atilde;o a viver sob legalismo? N&atilde;o consegues suport&aacute;-lo e testas a paci&ecirc;ncia de Deus, pois Ele providenciou o Seu Filho como rem&eacute;dio para a lei externa, mudando a nossa pr&oacute;pria natureza para que desejemos andar com Deus em obedi&ecirc;ncia. A obedi&ecirc;ncia passou a vir de dentro para fora, em vez de obedecer de fora para dentro.<br />&nbsp;<br />Em G&aacute;latas 3:1 Paulo chama &ldquo;insensatos&rdquo; aos da Gal&aacute;cia que, tendo come&ccedil;ado no Esp&iacute;rito pela f&eacute; em Cristo, voltaram &agrave; lei mosaica, dizendo tamb&eacute;m que tinham sido &ldquo;enfeiti&ccedil;ados&rdquo; (manipulados) por aqueles que os trouxeram de volta para debaixo da lei mosaica. Paulo pergunta no vers&iacute;culo 5: Quando Deus faz milagres entre v&oacute;s, f&aacute;-lo pela pr&aacute;tica da lei ou pela f&eacute; e pelo Esp&iacute;rito?<br />&nbsp;<br />A grande revela&ccedil;&atilde;o de Paulo, confirmada por Deus atrav&eacute;s de milagres extraordin&aacute;rios no seu minist&eacute;rio, discutidos em Atos 15, foi que Cristo cumpriu a lei. Contudo, o debate de Atos 15 tem sido retomado e discutido desde ent&atilde;o: At&eacute; que ponto, se &eacute; que deve, um crist&atilde;o viver pela Lei? Como &eacute; que um Crist&atilde;o equilibra a lei e a gra&ccedil;a? A resposta directa &eacute; que a lei j&aacute; n&atilde;o &eacute; o nosso tutor; a gra&ccedil;a &eacute;.<br />&nbsp;<br />Como fazer isso, caminhar nessa liberdade e equilibrar lei e gra&ccedil;a, ser&aacute; o tema da pr&oacute;xima semana. At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />John Fenn<br />cwowi.org e escreva-me para cwowi@aol.com<br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Lei Mosaica não foi feita para os justos, 1/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-13]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-13#comments]]></comments><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/a-lei-mosaica-nao-foi-feita-para-os-justos-13</guid><description><![CDATA[The Mosaic law wasn't made for the righteous, 1/3A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 1/3Ol&aacute; a todos,&nbsp;Quando eu era Ministro na Universidade do Colorado, em Boulder, tive contacto com uma igreja local da Church of Christ que ensinava que, a menos que uma pessoa fosse batizada nas &aacute;guas na igreja deles, n&atilde;o iria para o c&eacute;u. A &uacute;nica concess&atilde;o era que talvez fosse aceit&aacute;vel se a pessoa tivesse sido batizada numa das outras igrejas  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>The Mosaic law wasn't made for the righteous, 1/3</strong><br /></font><strong>A Lei Mosaica n&atilde;o foi feita para os justos, 1/3<br /></strong><br />Ol&aacute; a todos,<br />&nbsp;<br />Quando eu era Ministro na Universidade do Colorado, em Boulder, tive contacto com uma igreja local da <em>Church of Christ</em> que ensinava que, a menos que uma pessoa fosse batizada nas &aacute;guas na igreja deles, n&atilde;o iria para o c&eacute;u. A &uacute;nica concess&atilde;o era que talvez fosse aceit&aacute;vel se a pessoa tivesse sido batizada numa das outras igrejas <em>Church of Christ</em> da mesma denomina&ccedil;&atilde;o, mas mesmo assim, disseram-me que, quando essas pessoas se mudavam para Boulder, precisavam de ser batizadas novamente, s&oacute; por precau&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />Os carism&aacute;ticos t&ecirc;m as suas pr&oacute;prias regras religiosas. S&atilde;o particularmente bons a usar medo e f&oacute;rmulas. O medo &eacute; usado quando dizem coisas como: &ldquo;Se faltares ao culto de amanh&atilde;, vais abrir uma porta ao diabo.&rdquo; Na verdade, podem preencher o espa&ccedil;o em branco com qualquer coisa: se faltares ao culto de amanh&atilde; &ldquo;as tuas ora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ser&atilde;o respondidas&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o vais ser curado&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o vais conseguir pagar as contas&rdquo;, e por a&iacute; fora.<br />&nbsp;<br />As f&oacute;rmulas incluem: declarar e decretar, ou colocar o pano de ora&ccedil;&atilde;o ungido do pregador televisivo debaixo da almofada durante 7 dias e no 8.&ordm; dia envi&aacute;-lo de volta juntamente com a tua melhor oferta, e ent&atilde;o as tuas ora&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o respondidas. Ou ent&atilde;o os chamados tribunais do c&eacute;u, ou &ldquo;pleitear o sangue&rdquo; (em vez de simplesmente nos aproximarmos com confian&ccedil;a do trono e/ou obedecermos a Jesus expulsando dem&oacute;nios). Existem todo o tipo de f&oacute;rmulas criadas pelo homem que permitem &agrave;s pessoas colocar a f&eacute; naquilo que est&atilde;o a fazer, em vez de a colocarem no Senhor.<br />&nbsp;<br /><strong>Jesus e os fariseus</strong><br />&Eacute; geralmente aceite que a Lei de Mois&eacute;s cont&eacute;m 613 mandamentos. Os fariseus (em hebraico: &ldquo;os separados&rdquo;) formaram-se como uma seita judaica cerca de 150 anos antes de Jesus, como parte de um avivamento do juda&iacute;smo sob dom&iacute;nio grego. Na &eacute;poca de Jesus, j&aacute; tinham acrescentado cerca de 800 leis pr&oacute;prias para determinar como a Lei de Mois&eacute;s deveria ser praticada. Jesus nunca teve qualquer problema com a Lei de Mois&eacute;s; apenas com a lei dos fariseus.<br />&nbsp;<br />Em Jo&atilde;o 5:9-10, o homem que tinha estado paral&iacute;tico durante 38 anos foi curado e recebeu a ordem de pegar na sua enxerga e andar. O vers&iacute;culo diz especificamente que era s&aacute;bado e que era ilegal fazer o trabalho de carregar uma cama ao s&aacute;bado. Essa lei n&atilde;o fazia parte da Lei de Mois&eacute;s, mas sim da lei dos fariseus. A Lei de Mois&eacute;s, em &Ecirc;xodo 20:8-11, limita-se a dizer que n&atilde;o se deve trabalhar. Foram os fariseus que debateram o que constitu&iacute;a &ldquo;trabalho&rdquo; e determinaram que carregar um colch&atilde;o de dormir ao s&aacute;bado era contra a lei.<br />&nbsp;<br />Do que eles eram culpados era de elevar as suas pr&oacute;prias leis acima da Lei de Mois&eacute;s, e &eacute; precisamente isso que Jesus condenou &mdash; e continua a condenar at&eacute; hoje &mdash; em todas essas leis criadas pelos homens. Jesus afirmou ainda, em Marcos 7:9 e 13, que eles elevavam as suas tradi&ccedil;&otilde;es acima da Lei de Mois&eacute;s para poderem guardar as suas pr&oacute;prias regras e ignorar a Lei de Deus, tornando assim a Palavra de Deus sem efeito. Pensem nisso: regras feitas pelo homem tornam a Palavra de Deus sem efeito. Se praticarmos f&oacute;rmulas humanas, anulamos a Palavra (Jesus) na nossa vida &mdash; porque Ele e o Esp&iacute;rito est&atilde;o em perfeita concord&acirc;ncia. Se fazemos algo que n&atilde;o vem d&rsquo;Ele, o Esp&iacute;rito n&atilde;o est&aacute; connosco nisso.<br />&nbsp;<br /><strong>Paulo escreveu a Tim&oacute;teo: &ldquo;Sabendo isto: que a lei n&atilde;o foi feita para o justo...&rdquo; I Tim&oacute;teo 1:9</strong><br />Paulo afirma que a Lei de Mois&eacute;s n&atilde;o foi feita para os justos. Ent&atilde;o porque foi dada?<br />&nbsp;<br />Romanos 3:19 diz-nos que a lei foi dada: &ldquo;...para que toda a boca seja fechada e todo o mundo seja conden&aacute;vel diante de Deus.&rdquo; Paulo prossegue explicando que o pecado j&aacute; existia no mundo desde Ad&atilde;o at&eacute; Mois&eacute;s, mas Deus ainda n&atilde;o tinha definido para a humanidade o que era pecado e o que era justi&ccedil;a. Ele escreve sobre isso alguns cap&iacute;tulos mais &agrave; frente, em Romanos 5:12-14:<br />&nbsp;<br />&ldquo;Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim tamb&eacute;m a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (em Ad&atilde;o); pois antes de ser dada a lei, o pecado j&aacute; estava no mundo. Mas o pecado n&atilde;o &eacute; levado em conta quando n&atilde;o existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Ad&atilde;o at&eacute; o de Mois&eacute;s, mesmo sobre aqueles que n&atilde;o cometeram pecado semelhante &agrave; transgress&atilde;o de Ad&atilde;o &hellip;&rdquo;<br />&nbsp;<br />Paulo continua a explicar que a lei fornece o conhecimento do pecado. O ponto que ele queria transmitir a Tim&oacute;teo era que, uma vez salvos desse pecado, a lei j&aacute; n&atilde;o &eacute; para n&oacute;s. Agora somos uma nova cria&ccedil;&atilde;o em Cristo; sabemos de que fomos salvos.<br />&nbsp;<br />O argumento de Paulo em Romanos 7:7 &eacute; que a lei definiu o pecado: &ldquo;...eu n&atilde;o conheceria o pecado sen&atilde;o pela lei. Eu n&atilde;o saberia o que &eacute; cobi&ccedil;ar, se a lei n&atilde;o dissesse: N&atilde;o cobi&ccedil;ar&aacute;s...&rdquo;<br />&nbsp;<br /><strong>Regras familiares, regras da igreja</strong><br />Eu teria cerca de 9 ou 10 anos quando fui arrancado da cama, puxado pelo bra&ccedil;o de um sono profundo, para ficar diante do meu pai furioso: &ldquo;Eu disse-te para despejares o lixo antes de eu chegar a casa e n&atilde;o o fizeste! Agora vai imediatamente &agrave; cozinha e despeja o caixote do lixo!&rdquo;<br />&nbsp;<br />O meu pai costumava deixar-me tarefas para fazer quando sa&iacute;a de manh&atilde; para o trabalho e eu para a escola, esperando que estivessem feitas quando regressasse a casa. Naquele dia, esqueci-me do lixo. Usando a ilustra&ccedil;&atilde;o de Paulo: eu nunca teria sabido que era minha responsabilidade despejar o lixo se o meu pai n&atilde;o me tivesse mandado faz&ecirc;-lo. Se eu tivesse visto o caixote cheio e, por iniciativa pr&oacute;pria e bondade de cora&ccedil;&atilde;o, o tivesse despejado, nunca teria conhecido a lei nem a ira da &ldquo;lei do lixo&rdquo; do meu pai, lol.<br />&nbsp;<br />Quando ele me mandou cortar a relva do jardim e eu n&atilde;o o fiz naquela outra vez, tamb&eacute;m recebi a sua ira (justa). SE eu tivesse cortado a relva porque vi que estava demasiado alta e precisava de ser cortada, nunca teria conhecido a &ldquo;lei da relva&rdquo;. Nunca teria experimentado a ira dele. A ira que ele demonstrou por eu n&atilde;o ter despejado o lixo tamb&eacute;m era uma ira justa &mdash; uma ira que eu nunca precisaria de conhecer, e nunca teria conhecido, se simplesmente tivesse tomado a iniciativa de despejar o lixo.<br />&nbsp;<br />Do ponto de vista do Senhor, o pecado j&aacute; existia no mundo, mas Ele ainda n&atilde;o tinha definido para a humanidade o que era pecado. Mais tarde, Paulo disse em Atos 14:15-17:<br />&nbsp;<br />&ldquo;&hellip;vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o c&eacute;u, e a terra, o mar, e tudo quanto h&aacute; neles; O qual nos tempos <u>passados deixou andar todas as na&ccedil;&otilde;es em seus pr&oacute;prios caminhos. E contudo, n&atilde;o se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos l&aacute; do c&eacute;u, dando-nos chuvas e tempos frut&iacute;feros, enchendo de mantimento e de alegria os nossos cora&ccedil;&otilde;es.&rdquo;</u><br />&nbsp;<br />Atos 17:30: &ldquo;...Deus n&atilde;o tendo em conta os tempos da ignor&acirc;ncia...&rdquo; A vers&atilde;o King James diz que Deus &ldquo;fechou os olhos&rdquo; &agrave; ignor&acirc;ncia deles &mdash; mas agora ordena que todos se arrependam.<br />&nbsp;<br />A lei n&atilde;o foi feita para uma pessoa justa, mas para os sem lei, os ignorantes, os que n&atilde;o O conhecem.<br />&nbsp;<br />Voltando &agrave; minha inf&acirc;ncia: muitas vezes me diverti muito com o meu pai. Lut&aacute;vamos, acamp&aacute;vamos, ele ensinou-me as estrelas, como apertar a m&atilde;o de um homem com firmeza, engraxar os sapatos, olhar as pessoas nos olhos, e muito mais. Eu vivia na sua gra&ccedil;a 99% do tempo. Eu conhecia o seu verdadeiro car&aacute;cter. A ira dele quando eu fazia algo errado n&atilde;o era a sua natureza, mas uma ira justa. O que Paulo dizia &eacute; que aprender a lei lhe ensinou o que era certo e errado. A lei, que devia mostrar o que &eacute; a vida, tamb&eacute;m lhe revelou a sua natureza pecaminosa. Quando eu quebrava a &ldquo;lei do lixo&rdquo; ou a &ldquo;lei da relva&rdquo; do meu pai (lol), aprendia o que era pecado (aos olhos dele) &mdash; aprendia que, 99% do tempo, eu estava certo e apenas tinha uma compreens&atilde;o b&aacute;sica do &ldquo;pecado&rdquo; segundo o meu pai.<br />&nbsp;<br />Antes de conhecermos o Senhor, muitos de n&oacute;s &eacute;ramos ignorantes. Sab&iacute;amos que n&atilde;o dev&iacute;amos bater nos irm&atilde;os e sab&iacute;amos que era errado mentir. E dentro de n&oacute;s sab&iacute;amos que and&aacute;vamos &agrave; procura das grandes respostas: porque estou aqui? Qual &eacute; o meu prop&oacute;sito? E tamb&eacute;m: o que h&aacute; de errado comigo para continuar a fazer o que &eacute; errado? Torn&aacute;mo-nos conscientes do certo e do errado. Alguns de n&oacute;s, que fomos &agrave; igreja, aprendemos os 10 Mandamentos, refor&ccedil;ando ainda mais essa consci&ecirc;ncia do pecado.<br />&nbsp;<br />Paulo escreveu o seguinte em G&aacute;latas 3:21: &ldquo;Ent&atilde;o, a lei op&otilde;e-se &agrave;s promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois, <u>se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justi&ccedil;a viria da lei</u>. &sup2;&sup2; Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa, que &eacute; pela f&eacute; em Jesus Cristo, fosse dada aos que cr&ecirc;em.&rdquo;<br />&nbsp;<br />Se pudesse ter sido dada uma lei que produzisse vida, Deus teria dado essa lei. Extraordin&aacute;rio. Isso significa que n&atilde;o encontramos justi&ccedil;a na lei, porque nenhuma lei torna algu&eacute;m justo. Pensem em todos os rituais, todas as f&oacute;rmulas, todas as regras feitas pelo homem que criaram para voc&ecirc;s pr&oacute;prios ou seguiram porque algu&eacute;m insistiu, para ganhar o favor de Deus ou lev&aacute;-Lo a fazer alguma coisa por voc&ecirc;s. Ou ainda, coisas feitas para se tornarem mais &ldquo;dignos&rdquo; ou &ldquo;justos&rdquo; diante d&rsquo;Ele.<br />&nbsp;<br />SE existisse uma lei &mdash; algo que pud&eacute;ssemos fazer &mdash; capaz de nos colocar em posi&ccedil;&atilde;o correta diante de Deus, ent&atilde;o Ele teria dado essa lei. Em vez disso, na Sua sabedoria, revelou e definiu o pecado atrav&eacute;s da Lei de Mois&eacute;s (sendo os 10 Mandamentos o resumo desses 613 mandamentos), para que todos fossem considerados culpados, e para que todos os que recebessem o rem&eacute;dio pudessem ser feitos justos: a f&eacute; em Jesus Cristo.<br />&nbsp;<br />E &eacute; a&iacute; que continuaremos na pr&oacute;xima semana, para ver o que a lei realmente faz de bom por n&oacute;s e como os nossos cora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o firmados em Cristo Jesus.<br />&nbsp;<br />At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br />John Fenn<br />cwowi.org e email: <a href="mailto:cwowi@aol.com">cwowi@aol.com</a><br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Esquecendo o passado e seguindo em frente, 3/3]]></title><link><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/esquecendo-o-passado-e-seguindo-em-frente-33]]></link><comments><![CDATA[https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/esquecendo-o-passado-e-seguindo-em-frente-33#comments]]></comments><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:00:00 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.cwowi.eu/o-pensamento-da-semana-em-portuguecircs/esquecendo-o-passado-e-seguindo-em-frente-33</guid><description><![CDATA[Forgetting the past and moving forward, 3/3Esquecendo o passado e seguindo em frente, 3/3&nbsp;Ol&aacute; a todos,Eu era &mdash; e continuo a ser &mdash; o meu pior inimigo. Antigamente culpava-me por isso, mas agora estou grato. Compreendo Paulo, que fez refer&ecirc;ncia aos seus pecados do passado em Romanos 7, I Cor&iacute;ntios 15, G&aacute;latas 1, Filipenses 3 e I Tim&oacute;teo 1, enquanto tamb&eacute;m escreve acerca da grande miseric&oacute;rdia que o Senhor lhe mostrou. Penso que nos c [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><font color="#2a2a2a"><font size="1"><strong>Forgetting the past and moving forward, 3/3</strong><br /></font><strong>Esquecendo o passado e seguindo em frente, 3/3</strong><br />&nbsp;<br />Ol&aacute; a todos,<br /><br />Eu era &mdash; e continuo a ser &mdash; o meu pior inimigo. Antigamente culpava-me por isso, mas agora estou grato. Compreendo Paulo, que fez refer&ecirc;ncia aos seus pecados do passado em Romanos 7, I Cor&iacute;ntios 15, G&aacute;latas 1, Filipenses 3 e I Tim&oacute;teo 1, enquanto tamb&eacute;m escreve acerca da grande miseric&oacute;rdia que o Senhor lhe mostrou. Penso que nos conseguimos identificar com isso.<br />&nbsp;<br />Ser o meu pr&oacute;prio pior inimigo significa que me examino constantemente: os meus pensamentos, as minhas a&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o ando &agrave; procura de pecado, mas vou &ldquo;analisando&rdquo; o meu esp&iacute;rito enquanto falo ou escrevo, atento a qualquer ofensa ou erro que possa ter cometido. Por causa disso, situa&ccedil;&otilde;es passadas em que n&atilde;o tive oportunidade de corrigir algo com algu&eacute;m, ainda me incomodam hoje.<br />&nbsp;<br />H&aacute; quase 30 anos, est&aacute;vamos a jantar com amigos num restaurante e, ao ver uma amiga pedir peixe-espada, fiz um coment&aacute;rio sobre como o peixe-espada &eacute; uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada e sobre como a ind&uacute;stria alimentar procurava alternativas. Fiquei T&Atilde;O angustiado por dentro, porque fiz aquele coment&aacute;rio em parte para a alertar de que estava a comer uma esp&eacute;cie amea&ccedil;ada, e isso deixou-a desconfort&aacute;vel. N&atilde;o era o meu lugar fazer aquilo e, at&eacute; hoje, se a visse, pedir-lhe-ia desculpa por esse coment&aacute;rio de h&aacute; tantos anos. (Neste momento nem sei se ela ainda est&aacute; viva, por isso talvez tenha de pedir desculpa no c&eacute;u.) Eu sou o meu pr&oacute;prio pior inimigo e tenho a certeza de que ela me perdoou, mas na altura percebi pela sua express&atilde;o que ficou magoada com o que eu disse, no entanto foi demasiado graciosa para responder.<br />&nbsp;<br />Usei esse pecado para desenvolver uma maior sensibilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como as minhas palavras e motiva&ccedil;&otilde;es podem elevar-me a mim pr&oacute;prio enquanto diminuem os outros. Usei-o para vigiar o orgulho e o sarcasmo que fere, antes de sa&iacute;rem da minha boca. O pecado e a gra&ccedil;a do perd&atilde;o permanecem juntos na minha mem&oacute;ria desse acontecimento.<br />&nbsp;<br /><strong>Podemos perguntar-nos porque &eacute; que o Senhor nos escolheu</strong>.<br />Um romano chamado Vegetius, que morreu no ano 383, estudou porque &eacute; que o ex&eacute;rcito romano do primeiro s&eacute;culo era invenc&iacute;vel. Na &eacute;poca dele, 300 anos depois, o ex&eacute;rcito estava cheio de aristocratas, filhos de oficiais do governo que nunca tinham tido um trabalho s&eacute;rio na vida. Tinham crescido no luxo e, em meados dos anos 300 d.C., o ex&eacute;rcito tinha-se tornado fraco e o Imp&eacute;rio estava a desvanecer-se como resultado disso.<br />&nbsp;<br />Ele descobriu que, no primeiro s&eacute;culo, o ex&eacute;rcito de Roma era composto por homens que tinham tido vidas duras. Procuravam deliberadamente homens que trabalhassem nos campos e na ind&uacute;stria, que tivessem crescido a trabalhar em todos os tipos de clima, brig&otilde;es, lutadores, os elementos mais rudes da sociedade. Precisavam de homens capazes de suportar o frio gelado do inverno e o calor do ver&atilde;o, habituados a dias longos e dif&iacute;ceis. Precisavam de homens capazes de trabalhar com fome e sede. Esses eram os melhores soldados e essa era a principal raz&atilde;o pela qual o ex&eacute;rcito romano era o melhor do mundo.<br />&nbsp;<br /><strong>Paulo escreveu a Tim&oacute;teo para &ldquo;suportar as dificuldades como um soldado&rdquo;, em II Tim&oacute;teo 2:3-6, e para treinar como um atleta e trabalhar como um agricultor.</strong><br />O Senhor escolheu-te propositadamente porque conheces o pecado. A palavra &ldquo;dificuldades&rdquo;, no vers&iacute;culo 3, &eacute; a palavra grega &ldquo;sunkakopatheo&rdquo;. A palavra &ldquo;sun&rdquo; ou &ldquo;syn&rdquo; significa &ldquo;com&rdquo;, e &ldquo;kakopatheo&rdquo; significa &ldquo;sofrer dano&rdquo;. Paulo est&aacute; a dizer a Tim&oacute;teo para &ldquo;sofrer dano comigo&rdquo; como um soldado em Cristo. Tens algum amigo pr&oacute;ximo que consiga identificar-se com as tuas dificuldades, passadas ou presentes, como Paulo e Tim&oacute;teo? Paulo diz depois: &ldquo;Nenhum soldado se embara&ccedil;a com os neg&oacute;cios desta vida, para agradar &agrave;quele que o alistou como soldado.&rdquo;<br />&nbsp;<br />A palavra grega para &ldquo;neg&oacute;cios&rdquo; (desta vida) &eacute; &ldquo;pragmateia&rdquo;. Da&iacute; vem a palavra inglesa &ldquo;pragmatic&rdquo;. Significa &ldquo;as transa&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias da vida&rdquo;; por outras palavras, nenhum soldado se preocupa com a vida que um civil leva. A vida de um soldado &eacute; diferente; est&aacute; focada na vida de soldado. Vegetius tamb&eacute;m descobriu que os ex&eacute;rcitos romanos do primeiro s&eacute;culo acampavam fora das cidades e os soldados n&atilde;o podiam entrar nelas, exceto em miss&atilde;o. Se v&ecirc;s um crist&atilde;o a viver como o mundo, perdeu &mdash; ou nunca soube &mdash; que &eacute; diferente; aos olhos do Senhor n&atilde;o &eacute; um civil. Tim&oacute;teo teria compreendido estas imagens imediatamente; ali&aacute;s, Paulo disse no vers&iacute;culo 7: &ldquo;O Senhor te dar&aacute; entendimento em tudo o que estou a dizer.&rdquo;<br />&nbsp;<br /><strong>A raz&atilde;o pela qual o Senhor te escolheu &eacute; porque tiveste uma vida dif&iacute;cil.</strong><br />Lembrarmo-nos do nosso passado sem tamb&eacute;m nos lembrarmos da Sua miseric&oacute;rdia e gra&ccedil;a para connosco &eacute; tormento. As duas coisas t&ecirc;m de permanecer juntas, com o prop&oacute;sito de nos mantermos focados na tarefa que temos diante de n&oacute;s. Somos como soldados, atletas e agricultores para o Senhor. J&aacute; n&atilde;o somos apenas civis a viver a vida como queremos. Para n&oacute;s, que temos Cristo em n&oacute;s, existe a consci&ecirc;ncia de que O levamos connosco para todo o lado: trabalho, lazer, entretenimento, tempo livre, f&eacute;rias, tempo em fam&iacute;lia. Cristo est&aacute; em n&oacute;s e temos de viver conscientes disso. Isso ajuda-nos a manter o foco. Para n&oacute;s, na realidade do Novo Testamento, n&atilde;o existe algo &ldquo;secular&rdquo;. Tudo o que somos, tudo o que temos, tudo o que fazemos &eacute; sagrado. Cristo est&aacute; em n&oacute;s; tudo o que temos vem d&rsquo;Ele.<br />&nbsp;<br />Paulo disse a Tim&oacute;teo para suportar as dificuldades com ele como um soldado, sem se embara&ccedil;ar nas coisas civis da vida, focado em Deus e no Seu povo, para agradar &Agrave;quele que o convidou a ser soldado. No primeiro s&eacute;culo, os soldados tinham patrocinadores &mdash; dir&iacute;amos hoje, recrutadores. Eles eram respons&aacute;veis por encontrar e recrutar os melhores soldados poss&iacute;veis para Roma, vindos dos segmentos mais duros da popula&ccedil;&atilde;o. Paulo diz a Tim&oacute;teo que o Senhor &eacute; o seu recrutador e patrocinador. O mesmo se aplica a n&oacute;s. Jesus recrutou-nos para o Seu corpo porque tivemos vidas dif&iacute;ceis; conhecemos o pecado. Conhecemos as dificuldades. Conhecemos a dor. Jesus procurou-nos. Propositadamente. Com um plano. Com um prop&oacute;sito. Com um futuro.<br />&nbsp;<br /><strong>Paulo tamb&eacute;m disse a Tim&oacute;teo para treinar como um atleta.</strong><br />Tim&oacute;teo tamb&eacute;m teria compreendido imediatamente esta exorta&ccedil;&atilde;o. Um atleta do primeiro s&eacute;culo vinha da rua para o gin&aacute;sio. Tirava toda a roupa, tal como n&oacute;s fomos despidos da nossa pr&oacute;pria justi&ccedil;a. O treinador massajava ent&atilde;o azeite na pele completamente nua do atleta e depois enviava-o para a sauna &mdash; calor seco &mdash; para que o &oacute;leo penetrasse e os m&uacute;sculos relaxassem. Depois voltava &agrave; marquesa para mais &oacute;leo e regressava &agrave; sauna.<br />&nbsp;<br />Antes do treino ou da competi&ccedil;&atilde;o, o treinador espalhava ent&atilde;o um azeite hidrogenado sobre a pele do atleta. Este gel espesso, semelhante a banha, cobria o atleta da cabe&ccedil;a aos p&eacute;s com o prop&oacute;sito de o tornar escorregadio para o advers&aacute;rio. Se ainda n&atilde;o percebeste, o Senhor &eacute; o treinador, o &oacute;leo &eacute; o Esp&iacute;rito Santo, e o &oacute;leo espesso &eacute; a un&ccedil;&atilde;o que vem sobre n&oacute;s quando estamos numa situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil &mdash; &eacute; uma un&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, uma presen&ccedil;a de Deus, para nos ajudar a atravessar a batalha.<br />&nbsp;<br />Depois da competi&ccedil;&atilde;o, o atleta voltava ao gin&aacute;sio e o treinador raspava todo aquele &oacute;leo espesso para ser limpo e reutilizado na batalha seguinte. Depois regressava &agrave; sauna, ap&oacute;s uma &uacute;ltima massagem e uma nova camada de azeite normal. No vers&iacute;culo 7 diz que o atleta deve &ldquo;competir segundo as regras&rdquo;. Pedro escreveria* por esta mesma altura que devemos acrescentar &agrave; nossa f&eacute; excel&ecirc;ncia moral, conhecimento, dom&iacute;nio pr&oacute;prio, perseveran&ccedil;a nesse dom&iacute;nio pr&oacute;prio, piedade &mdash; que &eacute; uma qualidade geral de vida em Cristo &mdash; amor fraternal e amor incondicional. Essas s&atilde;o as &ldquo;regras&rdquo;, as quest&otilde;es de car&aacute;cter. N&atilde;o h&aacute; batota no Senhor; temos de ser &iacute;ntegros, morais e &eacute;ticos. Somos como o atleta: despidos das nossas pr&oacute;prias roupas e revestidos do Esp&iacute;rito, do Esp&iacute;rito Santo e da presen&ccedil;a de Deus &mdash; a corrup&ccedil;&atilde;o comprometeria essa cobertura. *II Pedro 1:5-8<br />&nbsp;<br />Uma amiga mission&aacute;ria no Cairo contou-me a hist&oacute;ria de uma jovem que conhecia. Essa jovem, no Cairo, Egito, tornou-se crist&atilde; e o pai descobriu-o. Ele bateu-lhe, despiu-a completamente e expulsou-a de casa. Ela correu nua pelas ruas durante v&aacute;rios quarteir&otilde;es at&eacute; casa de amigos. Quando entrou pela porta, estava profundamente envergonhada pela sua nudez, mas os amigos dela e as pessoas na rua testemunharam que ela estava, na verdade, vestida com uma t&uacute;nica branca, fluida e luminosa, e que n&atilde;o estava nua de todo. &Agrave; medida que a not&iacute;cia se espalhou, percebeu-se que nenhuma pessoa que a viu correr pela rua viu a sua nudez; todos a viram vestida com aquela t&uacute;nica branca de luz. Essa t&uacute;nica desapareceu quando a amiga lhe deu roupa sua e ela se vestiu em privado. Estamos vestidos de luz. Estamos revestidos com o &oacute;leo do Esp&iacute;rito.<br />&nbsp;<br />Sim, o Senhor &eacute; o nosso Recrutador e o nosso Treinador. Esquecemos aquilo que &eacute;ramos, exceto pelas li&ccedil;&otilde;es aprendidas; guardamos essas mem&oacute;rias com apre&ccedil;o e suportamos tempos dif&iacute;ceis, mas agora com a presen&ccedil;a de Deus em n&oacute;s, sobre n&oacute;s e &agrave; nossa volta.<br />&nbsp;<br />A &uacute;ltima coisa que Paulo disse foi para trabalhar como um agricultor E comer os vegetais que estamos a plantar. Por outras palavras, praticar aquilo que pregamos. &Eacute; trabalho duro, reconheceu Paulo.<br />&nbsp;<br />Estas coisas s&atilde;o processos que nos ajudam tanto a esquecer como a lembrar o nosso passado. Vamos ter sucesso e vamos falhar. Aprendemos com o nosso passado, e cada mem&oacute;ria do passado tem de estar ligada &agrave; mem&oacute;ria do Seu amor, gra&ccedil;a e perd&atilde;o. Acredita nessa gra&ccedil;a e nesse amor que Paulo descreveu em Ef&eacute;sios 3:20 como estando &ldquo;al&eacute;m do conhecimento&rdquo; (da nossa mente).<br />&nbsp;<br />Prossegue em dire&ccedil;&atilde;o ao alvo da soberana voca&ccedil;&atilde;o em Cristo... &eacute; um processo e nenhum de n&oacute;s &eacute; perfeito nem j&aacute; o alcan&ccedil;ou. Mas continuamos a avan&ccedil;ar...<br />Novo tema na pr&oacute;xima semana. At&eacute; l&aacute;, b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os,<br /><br />John Fenn<br />cwowi.org e escrevam-me para cwowi@aol.com<br />&nbsp;</font><br /></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>